quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

TRAM "Heavy Black Frame" (1999)


1. Nothing Left to Say
2. Expectations
3. Too Scared to Sleep
4. Like Clockwork
5. Home
6. I've Been Here Once Before
7. High Ground
8. When It's All Over
9. Reason Why
10. You Can Go Now (If You Want)
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Referência: Duo britânico, de Londres, de Slowcore. Formado por Paul Anderson e Nick Avery o Tram lançou três discos entre 1999 e 2002 quando terminaram. "Heavy Black Frame" é o debut da banda, lançado pela JetSet Records. Os dois posteriores, "Frequently Asked Questions" de 2001 e "A Kind of Closure" de 2002, saíram pela Setanta Records. Lembram Low, Damon & Naomi e Mazzy Star, fazem um som dos mais melancólicos e belos já produzidos. Um disco sublime em delicadeza e profundidade, sempre em um ritmo bem lento e hipnótico. Inevitável não se apaixonar por "Heavy Black Frame" e seu desfile de canções poderosas. A sequência inicial formada por 'Nothing Left To Say', 'Expectations' e 'Too Scared To Sleep' é formidável. Obrigatório e indispensável.

SUPEROUTRO "Autópsia de Um Sonho" (2004)


01 O Lago
02 A Última Vez
03 O Castelo
04 Como Gritar
05 Só Sonhei
06 &#9618
07 Microfonia
08 A Nova
09 Na Areia
10 Novos Monstros
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Referência: Banda pernambucana de Recife. Indie-Rock com tendências experimentais e atmosferas Post-Rock. O Superoutro foge das tendências mais óbvias da música de Recife e faz um discaço. Cheio de guitarras e letras bacanas a banda formada por Zeca (guitarra, teclado e vocais), Guga Ramos (guitarra e voz), Bernardo Braga (guitarra e efeitos) Rafael Guerra (baixo e vocais) e Sérgio Kyrillos (bateria) é responsável por músicas como a belíssima 'O Castelo', aqui fica clara a conexão Mogwai criada pelos pernambucanos. O disco alterna o tempo todo noise e melancolia, o que te deixa preso a "Autópsia de Um Sonho", estréia da banda. 'Como Gritar' é dramática e angustiante. Um disco pouco conhecido e bem legal, recomendável.

RADIO DEPT. "Lesser Matters" (2003)


1. Too Soon
2. Where Damage Isn't Already Done
3. Keen on Boys
4. Why Won't You Talk About It?
5. It's Been Eight Years
6. Bus
7. Slottet #2
8. 1995
9. Against the Tide
10. Strange Things Will Happen
11. Your Father
12. Ewan
13. Lost and Found
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Referência: Banda sueca de Lund. Shoegazer, Dreampop e Indie-Pop, tudo cortesia dos suecos do Radio Dept., a maior das bandas suecas que dominam o mundo nessa última década, além disso, o Radio Dept. é minha banda preferida, hoje! "Lasser Matters" é o debut da banda, lançado pela Labrador Records, um disco magnífico, My Bloody Valentine e Cocteau Twins juntos com pitadas de Pale Saints, um absurdo de bom. Meu disco preferido deles é o "Pet Grief", segundo deles, de 2006, já postado por aqui (http://www.mediafire.com/?tmfzfynok25). A banda já tem lançamento agendado prara 2009, "Clinging to a Scheme" será o terceiro disco da banda de Johan Duncanson. Ouça todas as músicas na mesma intensidade. Um primor, obrigatório!

THE CLIENTELE "Suburban Light" (2000)


1. I Had to Say This
2. Rain
3. Reflections After Jane
4. We Could Walk Together
5. Monday's Rain
6. Joseph Cornell
7. An Hour Before the Light
8. (I Want You) More Than Ever
9. Saturday
10. Five Day Morning
11. Bicycles
12. As Night Is Falling
13. Lacewings
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Referência: Banda inglesa de Londres. Indie-Pop com referências sessentistas, principalmente The Byrds. Esse disco, estréia do Clientele pela Pointy Records, é mágico assim como Galaxie 500, um das principais influências por aqui. Minha relação com a banda é confusa, conheci o Clientele por meio do terceiro disco deles "Strange Geometry" de 2005, o disco não desceu. Me afastei dos ingleses até que ouvi 'I Had to Say This', porta de entrada desse "Suburban Light" e minha preferida do disco. Meus amigos, daí pra frente é só alegria. Um disco perfeito que tem músicas como 'Reflections After Jane', lindaça, lembra Mojave 3. Excelente, pra ouvir do início ao fim.

[VÍDEO 007] The Wake "Here Comes Everybody"

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

ORCHESTRAL MANOEUVRES IN THE DARK "Architecture & Morality" (1981)


1. The New Stone Age 2. She's Leaving
3. Souvenir
4. Sealand
5. Joan of Arc
6. Joan of Arc (Maid of Orleans)
7. Architecture and Morality
8. Georgia
9. The Beginning and the End
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Link: http://www.mediafire.com/?lty4qzwfft1
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Referência: Banda inglesa de Wirral. Formados no fim dos anos 70 e início dos 80 o OMD, como também eram conhecidos, fugiam da urgência do Pós-Punk que dominava o Reino Unido e já apostavam em sintetizadores para fazerem seu Synthpop dançante e envolvente. Formados inicialmente por Andy McCluskey e Paul Humphreys a banda deu seus primeiros passos na clássica Factory Records, por onde lançaram seu primeiro single 'Electricity'. Logo em seguida começam a gravar pela DinDisc, por onde lançaram esse fabuloso "Architecture & Morality", terceiro disco da banda, que combinava perfeitamente Kraftwerk com vocais etéreose momentos mais pulsantes. 'She's Leaving' e 'Souvenir' são ótimas, mas nada como 'The New Stone Age', canção que entre em qualquer listinha de melhores de sempre, aqui o clima é mais urgente e desesperador, linda. Obrigatório!

WITCH HAZEL SOUND "This World, Then The Fireworks" (2001)


1. Music Becomes Vibration 4:01
2. 2 Or 3 Things I Know About Her 3:56
3. Fireworks 3:49
4. Providence 1:28
5. Blue City 3:45
6. Sun Horse Moon Horse 4:00
7. The Guild of Splinters 1:32
8. Kiss Tomorrow 4:02
9. Halo Of Brass 4:41
10. Kiss Me Monster 5:32
11. Ballad Of Constance Money 4:28
12. The Boy With Green Hair 1:16
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Referência: Banda americana de Ohio. A atmosfera de "This World, Then The Fireworks" é sessentista e psicodélica com fortíssimas influências de The Beach Boys e Love, tanto nas melodias como nos vocais, quase infantis de Mark F. em meio ao clima ácido e colorido do disco. Apesar de terem se formado em 1993 só em 2001 lançaram esse primeiro disco, depois de períodos parados, mudanças de nome e alguns singles lançados por diferentes selos. O entrosamento entre Mark F. e Kevin Coral criam um discaço, lançado pela Hidden Agenda Records, pouquíssimo comentado mas altamente recomendável, um petardo pop obrigatório escondido. Destacam-se 'Music Becomes Vibration', que abre o disco, e as magníficas 'Fireworks' e 'Sun Horse Moon Horse'. Excelente!

domingo, 28 de dezembro de 2008

ST "People I Barely Know" (2007)


1. I'll Meet You There 3:38
2. Nothing To Keep You 3:12
3. Make It To the End 4:17
4. Rest Your Eyes on Mine 3:27
5. I Met a Girl With Butterfly Wings 3:49
6. Csanca 4:34
7. Storyteller 3:18
8. Debut 2:51
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Referência: O St é uma banda de um homem só, o sueco Stefan Ternemar. Indie-Pop com base eletrônica. Note que as bases eletrônicas aqui não significam festa nem músicas super dançantes, pelo contrário o disco tem certas atmosferas bem tristes, como na magnífica 'Storyteller' com seus vocal tristonho e batida dramática, em 'Debut' o som já é mais alegre, apesar dos vocais arrasatados. O disco é muito delicado e de uma sensibiblidade enorme, fato notado de cara com 'I'll Meet You There', um espetáculo. Estréia de Stefan Ternemar, lançado pela Musicrelated, lembra Album Leaf com mais vocais. Altamente recomendável.

sábado, 27 de dezembro de 2008

PELVs "Peninsula" (2001)


01 Even If The Sun Goes Down (I'll Surf)
02 Backdoor
03 Equador
04 The New One
05 Acid AL
06 After Shave
07 Barbecue
08 Abrasive Song
09 Freddycar 331
10 She's Never Had A Drink
11 Still P.G.
12 Sun Of A Beach
13 Ricardo
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Referência: Banda carioca, uma das principais da cena Indie nacional. "Peninsula" é o terceiro disco da banda, lançado pelo Midsummer Madness (o terceiro por aqui no Amor Louco também, antes já tinha aparecido "Anotherspot" de 2006 e "Peter Grenaway's Surf" de 1993. "Peninsula" é o melhor disco da PELVs, a obra-prima da banda, periga ser o melhor disco de Indie-Rock já feito por esses lados. Melodias super apuradas e uma sequência de músicas espetaculares. Gustavo Seabra, vocalista da banda, disse em meio ao lançamento de "Peninsula": "O objetivo no Peninsula era fazer um disco redondo, de maneira que ninguém tivesse que pular músicas para escutar até o final." (trecho retirado do Blog "Máquina de Escrever" de Fernando Paiva). E "Peninsula" é assim, pleno. 'Even If The Sun Goes Down (I'll Surf)' é clássica, assim como 'Backdoor', a minha preferida é 'Freddycar 331'. Obrigatório!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

MUNDO LIVRE S/A "Samba Esquema Noise" (1994)


01. Manguebit
02. A Bola do Jogo
03. Livre Iniciativa
04. Saldo de Aratú
05. Uma Mulher com W... Maiúsculo
06. Homero, o Junkie
07. Terra Escura
08. Rios (Smart Dugs), Pontes & Overdrives
09. Musa da Ilha Grande
10. Cidade Estuário
11. O Rapaz do B... Preto
12. Sob o Calçamento (se Espumar é Gente)
13. Samba Esquema Noise
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Referência: Banda pernambucana de Recife. Um dos criadores do movimento Manguebit, ao lado de Chico Science & Nação Zumbi. Rock, Groove, Samba, Ritmos Regionais e um monte de coisas mais nesse turbilhão chamado Mundo Livre S/A. Lembro que comprei o "Samba Esquema Noise", lançado pela Banguela/Warner, no ano de seu lançamento, 1994, desde então é só alegria. Esse disco está no meu Top 10 nacional de todos os tempos, e nas cabeças, embora minhas músicas preferidas (Computadores Fazem Arte e Seu Suor é o Melhor de Você) estejam no segundo disco da banda. Mas o poder de "Samba Esquema Noise" é único. Em 1996 ou 1997 fui num show da banda no finado Ballroom, era lançamento do segundo disco deles "Guentando a Ôia", uma das noites mais bacanas que já passei. Um desfile de clássicos, Excelente.

JACOB GOLDEN "Revenge Songs" (2007)


1 Out Come The Wolves (3:35)
2 Pretend (4:19)
3 On A Saturday (3:35)
4 I'm Your Man (3:07)
5 Church Of New Song (1:59)
6 Shine A Light (3:18)
7 Revenge Song (3:50)
8 Shoulders (3:59)
9 Love You (5:00)
10 Hold Your Hair Back (3:49)
11 Zero Integrity (2:34)
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Referência: Jacob Golden é americano de Santa Clara, Califórnia. Folk, Indie-Rock, Alt-Country e Canções Acústicas, assim é "Revenge Songs", segundo disco de Jacob Golden lançado pela Sawtooth Recordings, em 2002 tinha lançado sua estréia pela Rough Trade, "Hallelujah World". É um disco lindo, com uma carga dramática absurda, apesar de na maioria das vezes termos apenas a voz de Jacob, sua guitarra e alguns efeitos, o disco é muito simples. É daqueles discos com atmosfera triste mas que se pode ouvir sempre, dado sua intensa beleza. As minhas preferidas por aqui são 'On A Saturday', a melhor, 'Im Your Man' e a desesperadora faixa título 'Revenge Songs', essa num clima "corte os pulsos". Excelente!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

BJÖRK "Debut" (1993)


1. Human Behaviour
2. Crying - Björk, Hooper, Nellee
3. Venus as a Boy
4. There's More to Life Than This
5. Like Someone in Love
6. Big Time Sensuality
7. One Day
8. Aeroplane
9. Come to Me
10. Violently Happy
11. The Anchor Song
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Referência: Björk Guðmundsdóttir é islandesa de Reykjavík. Difícil definir o som dessa musa dos bons sons, temos ambiente music, jazz, clássico e eletrônico empacotados em uma atmosfera única, que só ela pode criar. Com passagens pelo Sugarcubes, Kukl e outros projetos, Björk deu início a sua carreira solo, sem contar um registro feito por ela aos 11 anos, com esse fenomenal "Debut". O disco abre com 'Human Behaviour', uma das músicas mais fantásticas que já ouvi. Daí pra frente a gente dá de cara com que muitos fariam depois, e ela já fazia. 'Venus As a Boy' é um espetáculo, batida eletrônica e seus vocais inocentes e ao mesmo tempo poderosos, talvez os melhores. 'Violently Happy' e 'Big time Sensuality' são ótimas. Um disco como poucos, obrigatório!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

AVERKIOU "Throwing Sparks" (2008)


1. I Don't Wanna Go Out 3:20
2. Holland & Headaches 3:30
3. New York Friends 4:31
4. The South Wall 3:33
5. We'll Stand Erect 2:35
6. Sudden Death, Over Time 3:40
7. Girls Go Out 2:40
8. Give'm What He Wants 1:50
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Referência: Banda americana da Flórida. Indie-Rock clássico, perfeito. A primeira audição desse debut do Averkiou, lançado pela Clairecords, foi intensa. Diretamente começam a aparecer as referências dos anos 1990. Ride, Teenage Fanclub, Dinosaur Jr. e algumas outras pepitas, estão todos aqui. Formado por Matt Brink, David Quarles, Chad Darby, James Hernandez e Jason Shusterman o Averkiou fez um petardo indie perfeito, com cerca de 25 minutos o disco não tem momentos ruins, são 8 músicas sublimes que te remetem ao início dos 1990. Excelente, dia 23 de dezembro depois de três audições em menos de 24 horas acho meu disco preferido de 2008. Fica aqui o agradecimento ao curador.

THE HIGH VIOLETS "To Where You Are" (2006)


1. Sun Baby 4:16
2. Love Is Blinding 3:15
3. Chinese Letter 3:15
4. Invitation 3:49
5. Nocturnal 3:42
6. Cool Green 3:41
7. Want You 3:40
8. X-Tasy 3:45
9. To Where You Are 5:15
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Referência: Banda americana de Portland. Fazem um Dreampop com influências Shoegazer. "To Where You Are" é o segundo disco da banda, lançado pela Reverb Records. Antes tinham lançado o ótimo "44 Down" em 2002 e no ano passado soltaram "Satellite Remixes", um álbum de remixes de músicas de seus dois primeiros discos. Formados por Kaitlyn Ni Donovan (vocais e guitarras), Clint Sargent (vocais e guitarras), Colin Sheridan (baixo) e Luke Strahota (bateria). A voz de Kaitlyn é ótima, típico dreampop. 'Love Is Blinding' e ' Chinese Letter' são as minhas preferidas. Excelente!

THE GHOST IS DANCING "The Darkest Spark" (2007)


1. September '01
2. The Darkest Spark
3. We'll Make It
4. Shuttles and Planes
5. Organ
6. Greatlakescape
7. Wall of Snow
8. The Dark and the Bright
9. Wait Another Day
10. Arrivals (Are Never Enough)
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Referência: Banda canadense de Toronto. Indie-Pop canadense da mesma turma, sonora, de Most Serene Republic e Apostle Of Hustle, o The Ghost Is Dancing havia lançado em 2006 um ótimo EP com 5 músicas bem legais. Em 2007 lançaram seu primeiro disco, esse "The Darkest Spark", que vai na mesma linha de outras bandas canadenses. Formados por Jim DeLuca, Gabrielle Nadeau, Alt Altman, Ben Deschamps, Patrick McGroarty e Jasmine Landau, a banda produz melodias ótimas, confira a maravilhosa 'Organ'. Bom!

KUKL "The Eye" (1984)


01 Assassin 03:15
02 Anna 06:08
03 Open The Window And Let The Spirit Fly Free 02:35
04 Moonbath 02:04
05 Dismembered 04:29
06 Seagull 03:02
07 The Spire 04:27
08 Handa Tjolla 01:55
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Referência: Banda islandesa de Reykjavík. Clássica banda islandesa que contava na sua formação com a diva Björk, além de outros membros do Sugarcubes. Pós-Punk soturno, clima gótico, experimentos e a singela voz de Björk, essa é a trama formada pelo Kukl. "The Eye" é o debut da banda, lançado pela Crass Records, que ainda lançou outros dois discos. É como se desse um encontro entre Can, Sisters Of Mercy e Birthiday Party, ou seja, um som intenso e misterioso que sempre te puxa pra dentro da tempestade. 'Assassin' e 'Dismembered' são ótimas. Bom disco!

BUBBLEGUM LEMONADE "Doubleplusgood" (2008)


1. A Billion Heartbeats
2. Beautiful Friends
3. I'll Never Be Yours
4. Tired Of Sleeping
5. Last Time I Saw Andrew
6. Susan's In The Sky
7. Penny Fountain
8. My Dreams Of You
9. Lost Summer Days
10. Here They Come
11. Tyler
12. Last Weekend
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Referência: Banda escocesa de Glasgow. O debut dos escoceses é de 2008 mas bem poderia ser de 1967, afinal o clima sessentista das músicas é absurdo, beberam intensamente na fonte dos Beach Boys, assim como fez sua outra influência, o Jesus & Mary Chain, só que por aqui em "Doubleplusgood" falta o noise dos irmãos Reid. O disco, lançado pela Matinee Records, é uma delícia, Indie-Rock caminhando ao pop com pitadas leves de psicodelismo. 'A Billion Heartbeats', 'Beautiful Friends' e 'Last Time I Saw Andrew' são ótimas. Uma bela estréia.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

MOGWAI "Come On Die Young" (1999)


1. Punk Rock:
2. Cody
3. Helps Both Ways
4. Year 2000 Non-Compliant Cardia
5. Kappa
6. Waltz for Aidan
7. May Nothing But Happiness Come Through Your Door
8. Oh! How the Dogs Stack Up
9. Ex-Cowboy
10. Chocky
11. Christmas Steps
12. Punk Rock/Puff Daddy/Antichrist
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Referência: Banda esocesa de Glasgow. A banda de Stuart Braithwaite e Dominic Aitchison é prediletíssima aqui do Amor Louco, pertence a um seleto grupo formado por The Fall, Jesus & Mary Chain, Hüsker Dü, Fellini e alguns outros. Post-Rock dos céus, são os mestres do estilo. Esse é o segundo disco do Mogwai, da carreira e por aqui também, antes tinha postado o "Rock Action" de 2001 (http://www.mediafire.com/?5dywgz45zyw). Em uma ordem de preferência "Come On Die Young" fica em terceiro, mas aparece hoje aqui por causa de 'Christmas Steps', depois de muito tempo ouvi essa música ontem novamente, numa coletânea da Matador que estava ouvindo, pronto motivo pra postar essa preciosidade dos escoceses. Clima sombrio e soturno. Sem maiores apresentações, sublime!!!

[VÍDEO 006] Mogwai "Friend Of The Night"

GUY CHADWICH "Lazy Soft and Slow" (1998)


1. Soft and Slow
2. You've Really Got a Hold on Me
3. One of These Days
4. In Her Heart
5. Song for Gala
6. Mirrored in My Mind
7. Wasted in Song
8. Fall in Love With Me
9. This Strength
10. Crystal Love Song
11. Close Your Eyes
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Referência: Guy Chadwich é alemão de Hanover, porém sua formação musical é britânica, liderando os fantásticos The House Of Love (já postados aqui com sua espetacular estréia pela Creation Records: http://www.mediafire.com/?hryq12mmqq6). Esse primeiro solo de Guy em nada pode ser comparado com o House Of Love, falta o brilhantismo, apesar de ser um discão, Indie-Rock clássico. Guy se mostra seguro do início ao fim, o que dá força ao disco cheio de canções tristonhas/encantadoras e com melodias sublimes, a minha preferida é 'You've Really Got a Hold On Me'. O disco vai rodando e você não consegue pará-lo 'In Her Heart', 'Mirrored In My Mind' e 'Fall in Love With Me' são ótimas. Ótimo disco e sem afetações do passado, nota 9.

FEIST "The Reminder" (2007)


1. So Sorry
2. I Feel It All
3. My Moon My Man
4. The Park
5. The Water
6. Sealion
7. Past in Present
8. The Limit to Your Love
9. 1234
10. Brandy Alexander
11. Intuition
12. Honey Honey
13. How My Heart Behaves
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Referência: Leslie Feist é canadense de Nova Scotia. Feist fez parte do embrião canadense dos bons sons que conquistou o mundo a partir de 2000. Sempre foi ligada ao combo do Broken Social Scene, do qual fazia parte até firmar sua carreira solo. Alternativo, Folk e pirações são cortesias dessa canadense. "The Reminder", é um espetáculo, lembro que foi meu Top 3 de 2007. É o terceiro disco dela, lançado pela CherryTree Records. Os anteriores, "Monarch" de 1999 e "Let It Die" de 2004 já tinham sido super convincentes, mas nada próximo de "The Reminder". Destacam-se aqui as maravilhosas 'I Fell It All', 'Past In Present', '1234' e 'My Moon My Man'. Um disco simples e obrigatório, nota 10.

THE MOON SEVEN TIMES "Self Titled" (1993)


1 Her House (5:42)
2 Miranda (5:21)
3 This And That (5:52)
4 Motion (4:05)
5 Straw Donkeys (4:35)
6 Rise (4:06)
7 Paris Luna (5:17)
8 Dear Joe (5:13)
9 My Medicine (5:45)
10 Sweet Magnolias (3:17)
11 Surrender (8:12)
12 Deep Water...(14:02)
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Referência: Banda americana de Illinois. Dreampop com forte carga dramática. Vocais belíssimos e tristes de Lynn Canfield se juntam as guitarras melosas e envolventes de Henry Frayne. As influências ficam por conta de Cocteau Twins, Jesus & Mary Chain (o clima triste de Darklands) e, principalmente, The Sundays. Esse é o primeiro disco da banda, lançado ainda pela Third Mind Records, os outros dois discos, "7=49" de 1994 e "Sunburnt" de 1997 já sairam pela Roadrunner. As canções aqui são sempre intensas e em um ritmo angustiante, caso das belíssimas 'Paris Luna', 'Her House' e 'My Medicine'. Bom disco, nota 8.

sábado, 20 de dezembro de 2008

THE TWILIGHT SAD "Fourteen Autumns & Fifteen Winters" (2007)


01 "Cold Days From the Birdhouse" – 6:13
02 "That Summer, at Home I Had Become the Invisible Boy" – 4:48
03 "Walking For Two Hours" – 5:15
04 "Last Year's Rain Didn't Fall Quite So Hard" – 3:19
05 "Talking with Fireworks/Here, It Never Snowed" – 5:14
06 "Mapped by What Surrounded Them" – 4:02
07 "And She Would Darken the Memory" – 5:49
08 "I'm Taking the Train Home" – 5:51
09 "Fourteen Autumns and Fifteen Winters" – 4:06
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Referência: Banda escocesa de Glasgow. O Twilight Sad faz um Indie-Rock dos melhores, melhores mesmo. Canções profundas e tristes fazem desse "Fourteen Autumns & Fifteen Winters", debut da banda lançado pela FatCat Records, um dos discos mais ouvidos por aqui, um dos melhores dos últimos anos (além dos dois ótimos EPs da banda). 'That Summer At Home I Had Become The Invisible Boy' é lindaça, prediletíssima. A banda é formada por James Graham (vocais), Andy MacFarlane (guitarra), Craig Orzel (baixo) e Mark Devine (bateria) e esta exatamente no meio termo entre Snow Patrol e Mogwai, ouça 'Walking For Two Hours' e entenda. Um disco obrigatório, pra ouvir do início ao fim. Impossível soar indiferente ao Twilight Sad. Nota 10.

TRESPASSERS WILLIAM "Anchor" (1999)


01 "I Know" – 5:04
02 "Desert" – 3:54
03 "Anchor" – 5:39
04 "Washes Away" – 4:13
05 "Cabinet" – 3:53
06 "Broken" – 4:57
07 "My Eyes Were Closed" – 3:02
08 "It's Been a Shame" – 3:26
09 "Umbrella" – 4:30
10 "Stay, There's Nowhere Else" – 5:32
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Referência: Banda americana de Seattle. Indie-Rock, Dreampop e melancolia, assim é o Trespassers William. O vocal de Anna-Lynne Williams é sublime, desesperador, assim como as melodias da banda que parecem caminhar em direção a um drama épico. "Anchor" é o primeiro disco da banda, lançado pela Sonikwire Records, que posteriormente lançou "Different Stars" em 2002 e "Having" em 2006, sempre nesse mesmo tom. 'I Know' e 'Anchor' são canções lindas, ambas com forte doses Folk. Bom disco, nota 8.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

SOPHIA "Fixed Water" (1996)


1. Is It Any Wonder
2. So Slow
3. Are You Happy Now
4. Another Friend
5. The Death Of A Salesman
6. Last Night I Had A Dream
7. When You're Sad
8. I Can't Believe The Things I Can't Believe
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Referência: Banda formada pelo americano Robin Proper-Sheppard depois do fim de sua primeira banda, o The God Machine (San Diego, Califórnia). Sempre lançados pela Flower Shop Recordings, os discos do Sophia são melancólicos e se desenvolvem num ritmo bem lento, sem as guitarras do God Machine, caso especial de "Fixed Water", estréia da banda e um dos discos mais lindos e dramáticos que já ouvi, sempre o comparo ao fulminante "Down Colorful Hill" do Red House Painters. Melodias simples e envolventes que se completam com letras sobre dor e reconstruções. Um petardo Slowcore dos mais certeiros. A audição de músicas como 'Is It Any Wonder', 'So Slow' e 'Are You Happy Now', minha preferida, é única. Sublime, nota 10.

APOSTLE OF HUSTLE "National Anthem of Nowhere" (2007)


1. My Sword Hand's Anger
2. National Anthem of Nowhere
3. The Naked & Alone
4. Haul Away
5. Cheap Like Sebastien
6. ¡Rafaga!
7. Chances Are
8. A Rent Boy Goes Down
9. Fast Pony for Victor Jara
10. Justine, Beckoning
11. Jimmy Scott Is the Answer
12. NoNoNo
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Referência: Banda canadense de Toronto. O Apostle Of Hustle é mais um projeto que surge das fantásticas bandas canadenses, no caso do Apostle Of Hustle o criador é Andrew Whiteman, membro dos queridos Broken Social Scene. A qualidade é a mesma, porém aqui as guitarras são mais raras e calmas. "National Anthem of Nowhere" é o segundo disco do Apostle Of Hustle, anteriormente lançaram "Folkloric Feel" em 2004. Indie-Rock clássico, a faixa título, 'National Anthem of Nowhere', é maravilhosa. 'Chances Are' e 'My Sword Hand's Anger' são ótimas. Mas um produto de luxo vindo da invasão canadense ocorrida no novo século. Excelente, nota 9.

LUISA MANDOU UM BEIJO "Luisa Mandou Um Beijo" (2005)


1. Amarelinha
2. Weep-Out Man
3. Anselmo
4. Guardanapos
5. Bauhaus Today
6. Desfeito em Luz
7. Julia
8. Maracanã
9. Com um Pote de Geléia de Morango nas Mãos
10. Carinhoso
11. Hoje, o Mar Dançou no Céu
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Referência: Banda do Rio de Janeiro. O Luisa Mandou Um Beijo é integrante da cena underground carioca de outras datas, quando lançou suas primeiras canções pelo Midsummer Madnesse, por onde também saiu esse debut da banda, em parceria com o selo paulista Volume I. As letras ficam a cargo de Fernando Paiva, também escritor (tem um blog bem bancana "Máquina de Escrever"). Os vocais doces são cortesia de Flávia Muniz. Indie-Pop nacional dos mais bacanas, com influências de Bossa Nova e Velocity Girl. 'Amarelinha' já é um clássico alternativo. O disco ainda conta com as bacaníssimas 'Anselmo', 'Guardanapos' e a também clássica 'Bauhaus Today', além da fofa 'Com Um Pote de Geléia de Morango nas Mãos'. Bom disco, nota 8.

WYE OAK "If Children" (2008)


1. Please Concrete
2. Warning
3. Regret
4. Archaic Smile
5. Family Glue
6. Orchard Fair
7. I Don't Feel Young
8. Keeping Company
9. A Lawn to Mow
10. If Children Were Wishes
11. Obituary
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Referência: Banda americana de Baltimore. Fazem um Indie-Rock com influências Folk, os vocais de Jenn Wasner são típicos de Folk-Rock, hora e outra aparecem guitarras mais noise, mas na maior parte não são barulhentas, lembrando Midlake. A outra parte da banda, um duo, é Andy Stack. "If Children", lançado pela Merge Records, é o debut da banda. Um disco excelente, nos remetendo diretamente a Elliot Smith e Badly Drawn Boy, 'Regret' é o maior exemplo. 'Please Concrete', minha preferida, e 'Warning' são ótimas. 'Archaic Smile' é melancólica e linda. Em 'Orchard Fair' e na hipnótica 'I Don't Feel Young' as guitarras voltam. Excelente, nota 9.

CLUB 8 "Spring Came, Rain Fell" (2002)


1. We're Simple Minds
2. Spring Came, Rain Fell
3. Spring Song
4. Close to Me
5. Baby, I'm Not Sure If This Is Love
6. I Give Up Too
7. Friends and Lovers
8. Teenage Life
9. Karen Song
10. The Girl With the Northern Soul Collection
11. We Set Ourselves Free
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Referência: Banda sueca de Stockholm. Duo sueco de Indie-Pop com pitadas eletrônicas, formado por Karolina Komstedt e Johan Angergård o Club 8 faz um som suave e delicado, a voz de Karolina é fabulosa e dá ao Club 8 uma cara inocente e ao mesmo tempo sofisticada. "Spring Came, Rain Fell" é o quarto disco da banda, lançado pela Labrador Records. Ano passado lançaram seu sexto disco "The Boy Who Couldn't Stop Dreaming". Bossa Nova e as bandas da Sarah Records são as maiores influências no som do duo sueco, que lembra um pouco Vitesse (já postado por aqui). A faixa título, 'Spring Came, Rain Fell' é um sopro de delicadeza, muito boa. Bom disco, nota 8.

GROUPER "Dragging a Dead Deer Up a Hill" (2008)


1. Disengaged 4:16
2. Heavy Water/I'd Rather Be Sleeping 2:53
3. Stuck 5:59
4. When We Fall 2:07
5. Traveling Through A Sea 4:24
6. Fishing Bird (Empty Gutted In The Evening Breeze) 3:51
7. Invisible 3:55
8. I'm Dragging A Dead Deer Up A Hill 2:21
9. A Cover Over 2:48
10. Wind And Snow 4:30
11. Tidal Wave 5:35
12. We've All Gone To Sleep 3:03
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Referência: Banda americana de Portland, na verdade a banda é uma pessoas só, Liz Harris. Melancolia extrema, Lo-Fi, Ambient-Music, tudo isso somado aos vocais etéreos de Liz Harris produzem um disco triste e sombrio. Esse é o terceiro disco do Grouper, antes tinham lançado "Way Their Crept" e "Wide", e é um disco profundo, com sons abafados que te remetem diretamente a um ambiente já criado por This Mortal Coil e outros sons deprê, um ruído acompanha o disco do início ao fim criando um ar desesperador/dramático. 'Heavy Water/I'd Rather Be Sleeping' é sublime. Bom disco, nota 8.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

RUMSKIB "Self Titled" (2007)


1. Hearts On Fire 5:07
2. Springtime 4:24
3. Dreampoppers Tribute 6:56
4. Where Are The Flowers? 3:32
5. Ferris Wheel Blackout 2:17
6. Think Eyes Away 5:02
7. You're My Japan 1:50
8. Sneak 3:12
9. Crucial Love Games 4:52
10. Ovation Outsiders 2:16
11. Girl Afraid 4:12
12. Love At First Sight 1:52
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Referência: Banda dinamarquesa de Odense. Esse é o primeiro trabalho do pessoal do Rumskib, Shoegazer e Dreampop de primeira. Formado inicialmente por Keith Canisius (já potado aqui com seu trabalho solo: http://www.mediafire.com/?vmqzytznyyv) e Tine Louise em 2001, o Rumskib ganha o formato de quinteto a partir de 2005. Seu debut, lançado pela Darla Records, é muito bom. "Springtime' é sensacional, vocais lembrando Björk e sonoridade de My Bloody Valentine. 'Dreampoppers (Tribute)' é Cocteau Twins em estado bruto, vocais etéreos e atmosfera gélida. O disco é bom do início ao fim, com sintetizadores e guitarras aos montes. Excelente, nota 9.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

STINA NORDENSTAM "The World Is Saved" (2005)


1. Get on with Your Life
2. Winter Killing
3. On Falling
4. Parliament Square
5. I'm Staring Out the World
6. From Cayman Islands with Love
7. The Morning Belongs to the Night
8. 125
9. Butterfly
10. The World Is Saved
11. The End of a Love Affair
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Referência: Stina Nordenstam é sueca de Stockholm. Indie-Pop, um pouco de Dream-Pop e uma veia experimental, não muito evidente nesse "The World Is Saved", sexto disco dela, lançado pela V2 Records, o que lhe rende comparações com a diva Björk, sem as pirações desta é claro. A voz de Stina é um doce, 'Winter Killing' é absurdamente simples e encantadora. O disco se desenvolve num ritmo sempre lento e envolvente, com melodias suaves e experimentos não tão intensos, tudo acompanhado pela voz impressionante de Stina, um luxo. 'On Falling' é outra delícia, assim como a gelada 'The End Of A Love Affair', chegar a causar arrepios de tão fria e dramática. Excelente, nota 9.

FIREFRIEND "Incêndio Na Paisagem" (2007)


01 Incêndio na Paisagem
02 Inverno e Noites Assim
03 Duas Julias
04 Sete Oitavos
05 Última Dose
06 Aurora
07 Isabel
08 A Teus Pés
09 Nunca Tão Perdido Quanto Agora
10 Pequena Meia Noite
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Referência: Banda de São Paulo, capital. O FireFriend tem influências noise, com ruídos e distorções acompanhando todas suas músicas. A atmosfera underground presente no som de Yuri Hermuche, Julia Grassetti e Pablo Orue é formidável, ficando em Velvet Underground e Sonic Youth as maiores, e ótimas, referências. "Incêndio na Paisagem" é o segundo trabalho da banda, que no ano anterior já havia lançado "FireFriend" e acabou de lançar seu terceiro trabalho "Safari" (2008), todos ótimos. A variação de vocais de Yuri e Julia são ótimas, assim como os ritmos, horas um noise arrastado outras canções com mais punch. 'Incêndio na Paisagem' e 'Duas Julias' são ótimas. Um trabalho que o rock nacional custa a produzir, nota 8.

SUCKLE "Against Nurture" (2000)


1. To Be King 4:08
2. Earth Without Pleasure 3:43
3. Saturn 4:46
4. Honey Suicide 5:19
5. How Do You Know 4:02
6. I Tell You Truly 4:16
7. Nothing 3:18
8. The Colour Song 3:08
9. Father's Milk 3:42
10. So Happy Before 3:47
11. Symposium 3:02
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Referência: Banda escocesa de Glasgow. Indie-Pop melancólico e triste, assim é o Suckle banda de Frances McKee, já postada aqui com seu trabalho solo "Sunny Moon" de 2006 (http://www.mediafire.com/?q4bkmdwvjik). A atmosfera fria e soturna é a mesma, sendo que aqui o ritmo fica um pouco mais lento, lembrando Nick Cave. Esse é o único disco lançado pelo Suckle, pela Chemikal Underground, fundada pelo pessoal do Delgados. Frances McKee além de gravar com o Suckle e ter lançamentos solos, teve seu auge com o formidável Vaselines (já postados), onde era a outra metade de Eugene Kelly, ou seja, é figura mais que presente por aqui. A audição de 'Saturn' é formidável, canção espetacular. 'To Be Kind' e 'Honey Suicide' também são ótimas. Excelente, nota 9.

domingo, 14 de dezembro de 2008

KEITH CANISIUS "Ferris Wheel Makeout" (2008)


1. The Sea Me, Feel Me 5:54
2. Omorose 4:43
3. Naive Struggle 4:34
4. Opium Pop Ballad 5:06
5. April Star 4:17
6. Far From 4:18
7. 29th Escape 4:50
8. Watching Old Films With New Eyes 3:52
9. You and I Sky 1:41
10. Dizzy Encounter 6:26
11. AI 8:06
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Referência: Keith Canisius é dinamarquês de Odense. Aqui está em seu primeiro trabalho solo, também é integrante da banda Rumskib, que no ano passado lançou um ótimo disco de estréia. O som de Keith é Shoegazer clássico. Camadas de guitarras, sintetizadores, batidas eletrônicas e vocais sufocados, temos tudo isso nesse ótimo "Ferris Wheel Makeout", lembra Radio Dept., My Bloody Valentine e Chapterhouse. O disco é sublime e roda com uma leveza impressionante. As duas primeiras músicas, 'The Sea Me, Feel Me' e 'Omorose' já nasceram clássicas, ótimas. 'Opium Pop Ballad' é literalmente viciante, guitarras noise criam uma parede de guitarras que se alternam com uma brilhante melodia pop. A belíssima 'Far From' foi o single desse disco disco brilahante. Obrigatório, nota 10.

SPANGLE CALL LILLI LINE "Since" (2006)


01 Normal Star
02 Irie
03 Nano
04 Kate
05 B.P.
06 Until The End Of Time
07 Dism
08 U-Lite
09 Corner
10 Stereo
11 Telephone
12 E
13 Ice Track
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Referência: Banda japonesa de Tóquio. Formados em 1998 por Ken Fujieda, Kiyoaki Sasahara, Kana Otsubo. O Spangle Call Lilli Line faz um Ambient-Music quase Post-Rock, com atmosfera encantadora e envolvente. "Since" é o sétimo disco da banda e começa com a espetacular 'Normal Star', vocal sublime e explosão de guitarras do meio para o fim. 'Irie' vem em seguida com seu ar doce, começa como um indie-pop mas pro fim ganha mais corpo e fecha de forma excelente e densa. 'Nano' é o hit da banda de Kana Otsubo, dona dos vocais etéreos influenciados por Liz Fraser, excelente músicas com ar hipnótico e experimental. Uma das preferidas de Miguel, responsável pela introdução do Spangle Call Lilli Line no Amor Louco. Excelente, nota 9.

sábado, 13 de dezembro de 2008

STARLET "Stay On My Side" (2000)


1 I'm Home
2 Homewater
3 At Least In My Heart
4 In The Disco
5 Internal Affairs
6 Scent Of You
7 Diiry And Herself
8 Silver Sportscar
9 Moving On
10 Friends
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Referência: Banda sueca de Stockholm. Mais uma preciosidade vinda do nórdico. O Starlet é da mesma turma do Celestial, Club 8, Radio Dept., Acid House Kings e outros. Lançados pela Labrador Records o Starlet tem três grandes, e simples, discos lançados. "Stay On My Side" é o segundo e meu preferido, mas ganha de "From The One You Left Behind", estréia da banda de 1997, por pouco. Clima Lo-Fi e canções Indie-Pop doces lembram imediatamente os escoceses do Belle & Sebastian, 'Dairy & Herself'' é exemplo claríssimo dessa referência. 'Silver Sportscar', 'Im Home', 'At Least In My Heart' e 'In The Disco' são ótimas. Um disco simples, ensolarado e excelente, nota 10.

SOMETHING PRETTY BEAUTIFUL "Self Titled" (1990)


01 Freak Outburst
02 I Want To Watch
03 Amnesia
04 Expect A Miracle
05 Landmine
06 Free Fall
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Referência: Banda britânica de aparição e fim apoteóticos. Liderados pelos irmãos Cope e lançados pela querida Creation Records o Something Pretty Something lançou um 12", de 'Free Fall' em 1988, e em 1990 lançou esse Mini-Álbum, e só. Altamente melódico e com ecos do futuro britpop, com um pouco mais de guitarras, o Something... é daquelas bandas que torceríamos pra ter pelo menos três discos lançados, dado o caráter avassalador de suas canções Indie-Pop perfeitas. Ouça 'Amnesia', 'Freak Outburst' e'Free Fall' e confira. Um disco alegre e cativante, nota 8.

AARKTICA "Matchless Years" (2007)


1. Seventy Jane 5:08
2. I Name You Sleep 5:07
3. Intro To Arms 0:58
4. Arms 4:21
5. Summer Tabla Dub 6:09
6. Happiness Boys 3:53
7. Matchless 6:37
8. Rooftop Films 7:17
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Referência: Banda americana de New York. O Aarktica faz um Indie-Rock que está mais para o Post-Rock do que para o Shoegazer, apesar da banda apresentar influências desse. O Aarktica é um coletivo liderado por Jon DeRosa, responsável por guitarras e vocais desse hipnótico disco, o quinto da banda, lançado pela Darla Records. O disco tem um lado melancólico forte, 'Seventy Jane' é espetacular e angustiante, o mesmo de 'I Name You Sleep'. Mas nada próximo ao que sinto quando ouço 'Summer Tabla Dub' um mantra que me faz flutuar, literalmente, vejo cores ouvindo essa música. Corra atrás também de "Pure Tone Audiometry" de 2003 e Bleeding Light de 2005. Excelente, cortesia da curadoria, nota 10.

RADIAL SPANGLE "Syrup Macramé" (1994)


1. Marble
2. Special Love
3. Caf, 'Fine
4. Busy Hole
5. Cross Your Legs
6. Knees
7. New Dress
8. Dragonfly
9. Patio Furniture
10. Sunflower Graveyard
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Referência: Banda americana de Oklahoma. Banda um tanto obscura da cena alternativa americana dos anos 1990. O Radial Spangle tinha uma conexão com o pessoal do Mercury Rev, inclusive David Fridmann trabalha nesse ótimo "Syrup Macramé", segundo e útlimo disco deles, lançado pela Beggars Banquet. Formado por Alan Laird (vocais e guitarra), April Tippens (baixo e guitarra) e Richard English (bateria) a banda faz um som intenso em drama, com um ritmo sempre lento e arrastado, 'Marble' e 'Special Love' são ótimas. O primeiro trabalho da banda, "Ice Cream Headache" de 1993 é também recomendável. 'Kness' é minha preferida, as variações barulho/calmaria são um charme. Bom disco, nota 8.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

CELESTIAL "Dream On" (2007)


01. Brighton Girls
02. Horoscope
03. Saving My Presence
04. The Boy Who Never Says Goodbye
05. Dream On
06. Fragile Heart
07. Nothing Happens; Twice
08. Lake Como
09. Springtide Day
10. Bluebell Meadow
11. Pale Blue Eyes
12. The Sunshine of Your Smile
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Referência: Banda sueca de Örebro. Dream-Pop/Indie-Pop com algumas influências de Shoegazer, mais doces. O Celestial é mais um integrante da invasão sueca. "Dream On" é o primeiro disco da banda, lançado pela bacaníssima Skipping Stones Records. O disco é um primor, dulcíssimo sem ser enjoado, pop refinado sem ser pretencioso, vocais celestiais sem serem forçados e uma quase tendência a ser mais noise, o disco passa sempre a impressão que vai entrar uma guitarra mais barulhenta, o que não acontece, e é um charme. 'Nothing Happens; Twice' e 'Springtide Day' fazem o tal Shoegazer-Doce que falei, belíssimas. Um punhado de canções indie-pop perfeitas, todas elas, fazem desse "Dream On" um disco indispensável. Em 2008 lançaram o também bacana "Crystal Heights". Nota 10.

CALLA "Scavengers" (2001)


1. Fear of Fireflies
2. Hover over Nowhere
3. Traffic Sound
4. Tijerina
5. Slum Creeper
6. The Swarm
7. Mayzelle
8. Love of Ivah
9. A Fondness for Crawling
10. Subterrain
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Referência: Banda americana de New York. O Calla faz um Post-Rock/Indie-Experimental dos mais envolventes. Canções profundas com atmosferas densas e quase desesperadoras, caso da magistral 'Tijerina', absurdamente linda. "Scavengers" é o segundo disco da banda formada por Aurelio Valle, Wayne B. Magruder e Peter Gannon. O ritmo é bem lento, os vocais de Valle são super convincentes e dão um tom abstrato e espacial ao disco, lançado pela Young God Records. Além de 'Tijerina' destacam-se, 'The Swarm', 'Fear Of Fireflies' e 'Hover over Nowhere'. Melancolia e melodias de primeira. Nota 8.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

ACTION PAINTING! "These Things Happen", "Classical Music" & "Mustard Gas"

These Things Happen, 1990.
01: These Things Happen
02: Boy Meets World

Classical Music, 1993.
01: Classical Music
02: Sensation No. 5
03: Hip to Hate

Mustard Gas, 1993.
01: Mustard Gas
02: Art Student
03: Collapsing Cloud
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Referência: Banda inglesa de Brighton. O Action Painting! sempre foi uma banda ultra indie, conhecida por poucos, comentada por outros tantos e esquecida na maior parte das vezes, uma pena. A banda fazia um Indie-Pop caminhando ao Noise-Pop, mais no caso dos dois últimos singles. Em sua fase na Sarah Records a banda nunca chegou a lançar um disco cheio, apenas três Singles e outras participações em compilaçoes da gravadora. "These Things Happen", "Classical Music" e "Mustard Gas" (todos em um único arquivo) são espetaculares, um total de 8 músicas, todas perfeitas e envolventes, cortesia de Dan, Lee, Andy e Chris. Um potente e indispensável petardo pop. Assim como seus companheiros de gravadora, o Gentle Despite (já postados), são altamente recomendados. Nota 10.

BEAT HAPPENING "Jamboree" (1988)


1. Bewitched
2. In Between
3. Indian Summer
4. Hangman
5. Jamboree
6. Ask Me
7. Crashing Through
8. Cat Walk
9. Drive Car Girl
10. Midnight a Go-Go
11. The This Many Boyfriends Club
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Referência: Banda americana de Washington. Cultuadíssima banda de Calvin Johnson, Heather Lewis e Bret Lunsford, já postados por aqui com o genial quarto disco da banda, "Dreamy" de 1991 (http://www.mediafire.com/?xg41zbywsbx). Um dos principais pilares da música alternativa americana dos anos 80 e 90 o Beat Happening, que lançou seus discos pela K Records e pela Sub Pop, foi responsável por um dos discos mais simples e sublimes da história. "Jamboree", segundo disco da banda, tem uma das sequencias iniciais mais formidáveis da história: 'Bewitched', 'In Between' e 'Indian Summer', um luxo pra poucos. O disco é perfeito, aula Lo-Fi. 'Ask Me ' e 'Cat Walk' são fofas. Obrigatório, nota 10.

VIVIAN GIRLS "Self Titled" (2008)


1. All the Time
2. Such a Joke
3. Wild Eyes
4. Going Insane
5. Tell the World
6. Where Do You Run To
7. Damaged
8. No
9. Never See Me Again
10. I Believe in Nothing
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Referência: Banda americana de New York. Indie-Rock clássico, power trio de meninas com ritmo avassalador, levada noise, vocais meio abafados em meio ao barulho e músicas curtas, fórmula sempre boa e cativante. Formado por Cassie Ramone (guitarra/vocais), Kickball Katy (baixo/bateria/vocais) e Frankie Rose (bateria/baixo/vocais), o Vivian Girls é adepto da fórmula "one, two, three...noise", 'Tell The World' é assim, um espetáculo. "Vivian Girls" é o primeiro disco das meninas, um belíssimo acerto. 'Wild Eyes', um dos singles que já saiu do disco, é ótima lembra Primitives. Já 'Where Do You Run To', mais calminha, lembra as queridíssimas do Le Tigre. Um disco descompromissado e muito bom, nota 8.

CRYSTAL STILTS "Alight of Night" (2008)


1. The Dazzled
2. Crystal Stilts
3. Graveyard Orbit
4. Prismatic Room
5. The Sinking
6. Departure
7. Shattered Shine
8. Verdant Gaze
9. Bright Night
10. Spiral Transit
11. The City in the Sea
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Referência: Banda americana de New York. O Crystal Stilts combina perfeitamente Psicodelismo, Pós-punk e Garage-Rock, assim é "Alight of Night", estréia dos americanos. O disco é uma beleza, do noise de 'Shattered Shine', primeiro single da banda, até o clima ácido de 'Prismatic Room'. 'Sinkin' deixa clara as maiores referências por aqui, Beat Happening e Jesus & Mary Chain. Os vocais soturnos, e a atmosfera de algumas músicas, de Brad Hargett renderam algumas comparações com Joy Division, 'Departure' é bem nesse estilo. Um disco ótimo, recomendação do Renato. Excelente, nota 9.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

THE HARVEST MINISTERS "Little Dark Mansion" (1993)


1. Grey Matters
2. Railroaded
3. Forfeit Trails
4. Little Dark Mansion
5. Silent House
6. I Gotta Lie Down
7. Fictitious Christmas
8. River Wedding
9. Rug
10. When You Have a Faint Heart
11. I Hang From a Great Big Oak
12. Dominique
13. Don't You Ever
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Referência: Banda irlandesa de Dublin. Faziam um Indie-Pop-Folk delicado e sutil, beirando a melancolia. "Little Dark Mansion", o primeiro disco da banda lançado pela Sarah Records, abre com uma das canções pop mais perfeitas já feitas, 'Grey Matters', lindíssima. O restante do disco é íntimo ao extremo, num ritmo sempre lento com vocais limpos, de William Merriman, que lembram em certos momentos Galaxie 500, sem a atmosfera única destes. 'Forfeit Trails' e 'Silent House' são muito boas. A banda em seguida lançou outros 3 discos até 2003. Bom disco, nota 8.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

THE MORNING PAPER "It's Getting Clearer" (2008)


1 Count Me Out (2:09)
2 A Newer Taste (4:25)
3 Making You Up (5:02)
4 Sidewalks (4:43)
5 Thin Rain (4:11)
6 Paint A Dream (4:33)
7 Fingers Crossed (4:03)
8 Young (3:28)
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Referência: Banda sueca de Stockholm. Mais uma coisa fina vindo das águas frias do nórdico. Shoegazer e Dream-Pop de primeira. É a estréia da banda sueca, pela Skipping Stones Digital, que ouviu muito My Bloody Valentine, Pale Saints e Cocteau Twins. O disco é um primor, barulhos repetitivos, sintetizadores, vocais espaciais e escondidos pelas paredes de guitarras, noise e ambient-music, tudo vai se completando. 'A Newer Taste' é um clássico imediato, ritmo lento e arrastado e um sinfonia linda, não sai da minha cabeça. 'Making You Up' vem na mesma linha, melancolia sublime. 'Sidewalks' é um Galaxie 500 mais lento e o momento do disco que nos deixa em transe. Um disco obrigatório, com ruídos e barulhos mágicos. Nota 9.

TEXAS PANDAA "One Gleam After The Shadow" (2006)


01 Jade
02 A Single Teardrop
03 Pylon
04 Under The White Birch
05 Slow Light Comes Fast In Septmber
06 Siena
07 After Reflection
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Link: http://www.mediafire.com/?hy14wryytfz
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Referência: Banda japonesa de Tóquio. Indie-Rock indo ao Post-Rock em uma atmosfera envolvente e hipnótica. Quarteto formado por Asako Natsubori (vocais e guitarras), Mikiko Degawa (baixo), Kazutaka Ichimura (guitarras) e Nadehiko (bateria). A voz de Natsubori é maravilhosa e dá ao disco um caráter ingênuo, que contrasta com as melodias densas. O disco, a estréia deles, abre com o magnífica e desesperadora 'Jade', e não para por aí, em seguida vem 'A Single Teardrop' com tom dramático, um charme. Delizadeza e urgência se misturam nesse disco, influenciado diretamente por Mogwai, Album Leaf e Blonde Redhead. Em 2007 lançaram seu segundo disco, o bom "Days". Excelente disco, nota 9.

MEDICINE "Shot Forth Self Living" (1992)


1. One More
2. Aruca
3. Defective
4. A Short Happy Life
5. 5ive
6. Sweet Explosion
7. Queen of Tension
8. Miss Drugstore
9. Christmas Song
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Referência: Banda americana de Los Angeles. Noise, muito noise, assim é o som dos californianos do Medicine. Esse é o primeiro disco da banda, lançado pela Creation. O disco abre com uma sinfonia de barulho que é 'One More', vocais sufocados em meio as guitarras como um bom Shoegazer, o ruído se prolonga por mais de 9 minutos, uma perfeição. A agonia noise continua em 'Aruca', essa com um batida mais envolvente algo mais Chapterhouse, o primeiro single do disco, que ainda teve '5ive', puro ácido. A banda ainda lançou outros dois discos, na sua primeira vida, sem contar o último "The Mechanical Forces of Love" no seu retorno em 2003. Um disco excelente, nota 9.