sábado, 31 de janeiro de 2009

GO-KART MOZART "Tearing Up The Album Chart" (2005)


01 "Glorious Chorus" - 2:26
02 "Summer Is Here" - 3:25
03 "Electric Rock & Roll" - 3:45
04 "Listening To Marmalade" - 3:05
05 "At The Ddu" - 2:15
06 "On A Building Site" - 2:01
07 "Fuzzy Duck" - 4:43
08 "Transgressions" - 1:44
09 "Delta Echo Beta Alpha Neon Kettle" - 1:56
10 "Donna & The Dopefiends" - 2:48
11 "England & Wales" - 1:40
12 "City Centre" - 3:43
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Referência: Banda inglesa de Birmingham. Indie-Rock com batidas eletrônicas, não muito intensas. O Go Kart Mozart é mais uma banda de Lawrence Hayward, que já apareceu aqui em 4 postagens, 3 com o genial Felt e uma com sua banda pós-Felt, o Denim. Não é um disco que desceu de primeira, isso se explica pela carga que Lawrence trás do Felt, uma de minhas bandas preferidas. Mas "Tearing Up The Album Chart", lançado pela West Midlands Records um braço da Cherry Red, começa a rodar e fica mais interessante, a sequência inicial de 'Glorious Chorus', 'Summer Is Here', 'Electric Rock & Roll' e 'Listening To Marmalade' é ótima. Nem de longe lembra o Felt, e está no mesmo nível do Denim. Mais um registro de Lawrence, sócio por aqui.

MY LITTLE AIRPORT "Becoz I was Too Nervous At That Time" (2005)


01 "Gi Gi Leung is Dead" - 1:16
02 "I Don't Know How to Download Good AV Like Iris Does" - 2:26
03 "Because I Was Too Nervous at That Time" - 2:35
04 "Song of Depression" - 2:26
05 "Take Me As Rucheng Zhang" - 1:48
06 "Bai Tian Shopping Center" - 1:10
07 "Leo, Are You Still Jumping Out of the Window in Expensive Clothes?" - 2:09
08 "Your Smile Is Like a Flower" - 2:37
09 "Spring Is in Carriage" - 2:39
10 "My Little Fish" - 2:17
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Referência: Banda chinesa, de Hong Kong. Indie-Pop doce com vocais femininos, de Nicole Au Kin-ying, e uma guitarra, de Lam Pang, flertando com ruídos, sempre suaves. A banda, na verdade um duo, é acompanhado por um tecladinho envolvente. "Becoz I was Too Nervous At That Time" é o segundo disco dos chineses, lançado pela Harbour Records. Antes tinham lançado pela mesma Harbour Records, o debut, bacana, "The Ok Thing To Do On Sunday Afternoon is to Toddle in the Zoo". O som da banda circula entre Belle & Sebastian e Radio Dept., com um Jesus & Mary Chain pra temperar. Todas as músicas são ótimas. Grande disco.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

FELT "The Strange Idols Pattern And Other Short Stories" (1984)


1. Roman Litter
2. Sempiternal Darkness
3. Spanish House
4. Imprint
5. Sunlight Bathed the Golden Glow
6. Vasco da Gama
7. Crystal Ball - Felt, Lawrence
8. Dismantled King Is Off the Throne
9. Whirlpool Vision of Shame
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Referência: Banda inglesa de Birmingham. Banda clássica das mais adoradas por aqui. Ícone Indie, com melodias pop e um ar melancólico, assim é a banda do gênio Lawrence que influenciou uma penca de bandas atuais. O Felt teve sua discografia, 10 discos oficiais, sempre lançada pela Creation e Cherry Red, 5 discos em cada gravadora. Já estiveram aqui com dois discos sublimes e obrigatórios, "Ignite the Seven Cannons", de 1985, e "Forever Breathes The Lonely World", de 1986. "The Strange Idols Pattern And Other Short Stories", lançado pela Cherry Red, é considerado por muitos o melhor disco do Felt, embora eu prefira o "Ignite The Seven Cannons", que foi lançado no Brasil pela Stiletto. Delicada e suave, nesse disco a banda era formada por Lawrence (Guitarra e Vocal), Maurice Deebank (Guitarra), Mick Lloyd (Baixo) e Gary Ainge (Bateria). Simplesmente perfeito, do início ao fim, assim como sua discografia. Obrigatório.

PEOPLE PRESS PLAY "Self Titled" (2007)


1. Girl
2. Always Wrong
3. These Days
4. That Walk
5. Hanging On
6. Frail
7. Studio
8. Before Me
9. Everything
10. Stop
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Referência: Banda dinamarquesa de Copenhagen. Indie-Pop com Eletrônica, cortesia de Anders Remmer, Jesper Skaaning, Thomas Knak e Sara Savery. O disco todo roda num clima calmo e sofisticado, os vocais de Sara dão sempre um luxo maior ao disco. "Self Titled" é o debut da banda, lançado pelo selo dinamarquês Morr Music. 'These Days' desde a primeira audição tornou-se prediletíssima, um encontro de Album Leaf, Portishead e Björk. Destacam-se também as ótimas 'Frail', que lembra Beth Gibbons e cia, e 'Always Wrong'. Mais um disco excelente das terras nórdicas.

TH' FAITH HEALERS "Lido" (1992)


1. This Time
2. A Word Of Advice
3. Hippy Hole
4. Don't Jones Me
5. Reptile Smile
6. Moona-Ina-Joona
7. Love Song
8. Mother Sky
9. It's Easy Being You
10. Spin 1/2
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Referência: Banda inglesa de Londres. Indie-Rock com um lado experimental intenso, traços de Krautrock. Formados por Roxanne Stephen (vocais), Tom Cullinan (guitarra e vocais), Ben Hopkin (baixo) e Joe Dilworth (bateria), o Th' Faith Healers lançou dois discos em sua curta existência, ambos pela Too Pure. "Lido" é o debut da banda, e abre pegando fogo com a insana 'This Time', urgentíssima. O disco tem até uma versão de Can, uma das maiores influências da banda, a música 'Mother Sky'. Em 1993 a banda lançou "Imaginary Friend", outro disco bacana. Bom disco.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

DONAWHALE "Donawhale Vol.1" (2007)


01 Close Your Eyes
02 Hole
03 Foolstar
04 Echo
05 Bioneum Ba
06 A Spring Day
07 Running
08 Picnik
09 Akasia
10 Feb
11 Kkochipida
12 Echo (Jelly Boy Remix)
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Referência: Banda de Seul, na Coréia do Sul. Indie-Rock com ecos de shoegazer no seu som, bem delicados. O disco, o debut da banda pela Pastel Music, começa e de cara a gente tem a sublime 'Close Your Eyes', coisa finíssima, clima envolvente e vocal feminino encantador. 'Hole' começa a rodar e o clima é o mesmo, porém um pouco mais hipnótica e com guitarras mais altas, um luxo. 'Echo', primeiro single do disco, é lindaça, sempre lenta e cíclica. 'Akasia' e 'Feb' são mais ácidas. A sonoridade da banda lembra Album Leaf, uma preciosidade adicionada aos vocais angelicais de Yu Jeon Young. Mais uma pepita asiática da curadoria. Alta rotação por aqui.

LÊ ALMEIDA "Loufailândia EP" (2007)


01 Me Dê Sua Mão
02 Pra Dar Uma Volta
03 Legal Demais
04 Levemente
05 Na Minha Bicicleta
06 No Próximo Verão
07 Letícia Cristina
08 Colagem Cor
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Referência: Lê Almeida é do Rio de Janeiro, mais precisamente da Baixada Fluminense. Como o nome do disco diz o clima aqui é Lo-Fi, bem intimista. Lê é agitador da cena fluminense, basta ver seu "currículo": foi baterista das bandas Siameses, Purpose, Profissional Sistema de Distorção e Rosemary Skin, além de ser guitarrista das bandas Tape Rec, The Fashion Our Club e Uma Nova Orquídea em Meu Jardim Alucinógeno, ufa. Em meio a tudo isso formou esse projeto solo, que além desse bacana "Loufilândia", lançou também outros dois EP's, "Fique Bem Com Drops de Halls", 2007, e "Querida Deal", 2008, todos pela Transfusão Noise Records. "Loufilândia" vai rolando e você nota as influências de Teenage Fanclub, Flaming Lips, Guided By Voices e Astromato. Descompromissado e encantador. Muito Bom.

CLINIC "Clinic: 3EP's" (1999)


01 "I.P.C. Subeditors Dictate Our Youth" – 3:00
02 "Porno" – 3:51
03 "D.P." – 1:49
04 "Monkey on Your Back" – 2:53
05 "D.T." – 2:12
06 "Evil Bill" – 3:05
07 "Cement Mixer" – 2:49
08 "Kimberley" – 3:09
09 "Voot" – 2:35
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Referência: Banda inglesa de Liverpool. Indie-Rock com influências Pós-Punk e com um teclado, característico, sempre presente e contagiante. Essa é uma compilação que reúne os 3 primeiros EPs dos ingleses, lançados pela Domino Records. Formado por Ade Blackburn, Brian Campbell, Jonathen Hartley e Carl Turney, o Clinic tem 5 discos, todos bem legais, principalmente "Internal Wrangler", de 2000, e "Walking With Thee", de 2002, este lançado no Brasil pelo selo paulistano Slag Records. Os EPs presentes nessa compilação são "IPC Subeditors Dictate Our Youth" (1997), "Monkey on Your Back" (1998) e "Cement Mixer" (1998). Energia pura. O Clinic é adorável e altamente recomendável. Ótimo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

SPECTRUM "Forever Alien" (1997)


1. Feels Like I'm Slipping Away
2. The Stars Are So Far (How Does It Feel?)
3. Close Your Eyes and You'll See
4. Delia Derbyshire
5. Owsley
6. Forever Alien
7. Matrix
8. Like....
9. The New Atlantis
10. The End
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Referência: Banda inglesa formada pelo grande Peter Kember, Sonic Boom para nós íntimos do cara. Meus amigos, temos aqui uma obra-prima. Psicodelia e Experimental dos céus. Kember já apareceu por aqui com o prediletíssimo Spacemen 3, depois com seu disco solo como Sonic Boom e fechou com o debut do Spectrum, "Soul Kiss (Glide Divine)", de 1992 (http://www.mediafire.com/?2nm2ezjzmmg). "Forever Alien" é o terceiro disco do Spectrum, lançado pela Space Age Recordings (Kember gravava simultaneamente com o E.A.R., o mais espacial e tenso de todos). Quando começa 'Feels Like I'm Slipping Away' não tem mais volta, você acabou de entrar no mundo mágico de Sonic Boom, aperte os cintos e boa viagem. "Forever Alien" é sublime, essa edição é a da Reprise Records (USA) e tem 10 músicas. Ouça já!

PIN UPS "Time Will Burn" (1990)


01 Sonic Butterflies
02 Kill Myself
03 Bright
04 Loose
05 So High
06 Bleed
07 You’re Not The One
08 These Days
09 Hard to Fall
10 Thousand Times
11 The Groover
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Referência: Banda da cidade de São Paulo. Na época de lançamento desse disco, o debut deles lançado pela Stilleto, a banda era formada por Zé Antônio (guitarra), Marquinhos (bateria) e Luís Gustavo (vocal e baixo) e era uma típica banda "britânica". Sempre foram os mais queridos do underground brasileiro, uma espécie de ícone alternativo brasileiro. Nessa época as referências diretas eram Jesus & Mary Chain e Dinosaur Jr. Com uma produção bem suja, "Time Will Burn" é urgente e obrigatório. Em outra postagem da banda por aqui, "Lee Marvin", de 1997 (http://www.mediafire.com/?w1uo9v0jklh), a banda só contava com Zé Antônio da formação original e já tinha Alê Briganti nos vocais. O Pin Ups é o tipo da banda que é indispensável em qualquer fase, seja mais noise ou indiepop. Obrigatório.

THE FIERY FURNACES "Blueberry Boat" (2004)


01 "Quay Cur" – 10:25
02 "Straight Street" – 5:00
03 "Blueberry Boat" – 9:09
04 "Chris Michaels" – 7:53
05 "Paw Paw Tree" – 4:39
06 "My Dog Was Lost But Now He's Found" – 3:29
07 "Mason City" – 8:14
08 "Chief Inspector Blancheflower" – 8:58
09 "Spaniolated" – 3:21
10 "1917" – 4:52
11 "Birdie Brain" – 3:05
12 "Turning Round" – 2:13
13 "Wolf Notes" – 4:51
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Referência: Banda americana de New York. Indie-Rock, Psicodelia e Experimentalismo, bastante, assim é esse disco da dupla americana. Formado pelos irmãos Matthew Friedberger e Eleanor Friedberger, o Fiery Furnaces estourou no cenário alternativo com a doce canção 'Tropical Ice-Land'. Não se engane achando que vai ter algo semelhante em "Blueberry Boat", segundo disco da banda lançado pela Rough Trade. Os irmãos Friedberger dão uma atmosfera quase Progressiva a canções que em determinados momentos soam pop. Uma desorientação sonora absurda. Outro disco da dupla super indicado é "Widow City", de 2007, além do debut "Gallowsbird's Bark", de 2005. Ótimo.

18 WHEELER "Twin Action" (1994)


1. Sweet Tooth
2. Nature Girl
3. Kum Back
4. Golden Candles
5. Revealer
6. Honey Mink
7. Gram
8. Prock Shake
9. Hotel 167
10. Suncrush
11. Frosty Hands
12. Life Is Strange
13. I Won't Let You Down
14. Wet Dream
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Referência: Banda escocesa de Glasgow. Faziam um Indie-Pop, bubblegum. Formado por Sean Jackson (vocais, guitarra), David Keenan (guitarra, vocais), Alan Hake (baixo) e Neil Halliday (bateria), o 18 Wheeler lançou três discos entre 1994 e 1997, todos pela Creation Records. "Twin Action" é o debut da banda, e o mais bacana. Fortes influências de Teenage Fanclub, 'Nature Girl' é belíssima e parece sair de um disco do Teenage. Destacam-se ainda as ótimas 'Sweet Tooth', 'Kum Back' e 'Revealer', essas duas últimas, junto a 'Nature Girl', frequentaram as paradas indie inglesas. Bom disco.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ANTENNAS TO HEAVEN "The Line Between Myth and Reality Has Always Been in Finland" (2006)


1. Funnier With a Plank 4:40
2. Redlight 3:30
3. Twisted Innards 3:32
4. Mallows 3:24
5. The Wall's End 3:48
6. The Dicing 2:02
7. Hunting 6:58
8. A Good Boy 2:46
9. This Bloody Tarkhovsky Film 3:44
10. Big Trev 4:06
11. Which Animal Is Most Untrustworthy? 3:24
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Referência: Banda inglesa de Newcastle. Post-Rock, devastador. Uma belíssima união entre Mogwai e Sigur Ros, na sonoridade, com Arab Strap, nos soturnos e excelentes vocais, sempre falados de forma angustiada. A banda é formada por David Smith e Phil Hodgson, mas parece ter 10 membros, dada a intensidade do disco. Esse é o debut da banda, lançado pela Corporation Records, por onde também lançaram o segundo disco, em 2007, "Hermeneutics". O nome da banda foi tirado do disco do Godspeed You Black Emperor, "Lift Your Skinny Fists Like Antennas to Heaven" (já postado aqui), uma outra referência dos ingleses. Logo de cara temos 'Funnier With A Plank', espetacular, desde já preferida. O resto é história, um disco sublime e encantador do início ao fim. Ouça já!

TRAMWAY "A Brand Of Lovin'" (1994)


1 Lookin' To Be Movin' On (2:25)
2 That Old, Old Feeling (1:43)
3 Gianni Bugno Wheels (2:54)
4 Tour Du Pont (1:38)
5 Keep It In Mind (2:28)
6 West Country Hospitality Pt 2 (2:29)
7 Be Good On Yourself (2:14)
8 Going Back Home (3:02)
9 I'm Finding Time (2:27)
10 Untitled (1:07)
11 West Country Hospitality (2:28)
12 The Queen Of Filton (2:45)
13 The Double 'R' (4:17)
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Referência: Banda inglesa de Bristol. Indie-Pop de primeira feito por A. Henderson, Jez Butler, C. Young, D. Willy, N. Found, Matthew Evans e Nancy Evans, crias da Sarah Records, por onde lançaram dois Singles, "Maritime City" e "Sweet Chariot", ambos em 1991. Com o fim da gravadora inglesa o Tramway, lançou esse debut, e único disco, pela bacaníssima gravadora espanhola Siesta Records. O Tramway tem como sua principal influência a banda Felt, a delicadeza e a suavidade da banda de Lawrence ganha um ar mais dançante, nada pra se empolgar demais mas que dá ao disco um charme absurdo. Daquelas bandas injustiçadas que surgem e somem sem deixar mais discos e informações, pena. 'Lookin' To Be Movin' On', ' That Old, Old Feeling' e 'Going Back Home' são ótimas. Adoro o Tramway, obrigatório.

SUPERCORDAS "Seres Verdes Ao Redor: Música Para Samambaias, Animais Rastejantes e Anfíbios Marcianos" (2006)


01 E O Sol Brilhou Para O Verde
02 A Charneca
03 Ruardélica
04 300 Folhas
05 Mofo
06 Sobre O Frio
07 Ricochete
08 Musgo
09 Frog Rock
10 Sobre O Calor
11 Mangue
12 Fotossíntese
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Referência: Banda da cidade do Rio de Janeiro. Indie-Rock, Psicodelia e Space-Rock-Rural. A banda carioca, formada por Bonifrate, Valentino, Kauê, Giraknob e Wakapot, foi criada em 2003, ano de lançamento de seu primeiro EP, pelo Midsummer Madness, "A Pior Das Alergias". Antes do lançamento desse debut, pela Trombador Records, ainda lançaram outro EP, em 2005, "Satélites No Bar", pela Shroom Records. Em 2008 lançaram o single "Mágica". O disco é uma colagem de cores e viagens, todas contornadas por uma atmosfera surreal e ao mesmo tempo bucólica. Um disco lisérgico. Ótimo!

domingo, 25 de janeiro de 2009

CECILIA::EYES "Mountain Tops Are Sometimes Closer To The Moon" (2007)


01 Flags
02 Too Late For A Porn Movie
03 Shift Kill
04 One Million Whales
05 Clocks
06 Song For Alda
07 Our Longest Winter
08 Peter Star My Father In Laws Secret
09 Farewell She Wishpered
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Referência: Banda belga de Morlanwelz. Post-Rock bem intenso, com altas doses experimentais, viagem garantida. Formados por Christophe Thys (guitarras), Mike Colart (guitarras), Pascal Thys (baixo)e Xavier Waerenburgh (bateria e teclados), o Cecilia::Eyes já tinha lançado um EP em 2005, "Echoes From The Attic", ambos (Ep e disco) pelo selo belga dEPOT214. As guitarras se intercalam entre o noise, horas dando um ar Shoegazer (raros) e o hipnótico, uma simbiose, mas sempre repetitivas, criando uma atmosfera bem densa e sombria. 'Flags' e 'Too Late For a Porn Movie' são mais calmas, ótimas, já 'Shift Kill' é repleta de guitarras altas, minha preferida. Os vocais não aprecem, e nem fazem falta. Ótimo.

ALMA MATER "Movements" (2008)


01 - Intrapanic I
02 - Intrapanic II / Don't Quit
03 - Midnight In Heaven
04 - Sky Kissing Cowboy
05 - Blue Banks Case
06 - Morning Star
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Referência: Banda paulista de Ribeirão Preto. O sexteto paulista tem como principal referência o Post-Rock, nesse segundo lançamento, o EP "Movementes", lançado pelos selos Sinewave e Groselha Fuzz. O disco abre com a poderosa 'Intrapanic I', Mogwai e Explosions In the Sky em altas doses. Formados por Daniel Watanabe (guitarras, sintetizadores e vocais), Tiago Fuzz (guitarras e sintetizadores), Lucas Cornetta (cellos), Gustavo Galli (bateria), Isabela Dalan (violinos) e Marcelo Carvalho (baixo e vocal), O Alma Mater já tinha lançado outro EP em 2006, "Biodestruct". 'Intrapanic II / Don't Quit', 'Midnight In Heaven' e 'Mornig Star' tem mais guitarras, sempre em um ritmo lento, com algumas explosões sonoras, em certos momentos lembra um Brincando de Deus mais calmo. Excelente.

LEONARD COHEN "The Future" (1992)


01 "The Future" – 6:41
02 "Waiting for the Miracle" – 7:42
03 "Be for Real" – 4:32
04 "Closing Time" – 6:00
05 "Anthem" – 6:09
06 "Democracy" – 7:13
07 "Light as the Breeze" – 7:17
08 "Always" – 8:04
09 "Tacoma Trailer" – 5:57
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Referência: Cohen é canadense de Montreal. O poeta já esteve aqui anteriormente com seu debut, o magistral "Songs Of Leonard Cohen" de 1967 (http://www.mediafire.com/?znymazynn0m). O som melancólico de Cohen, característico, nesse "The Future" se combina a uma batida mais agitada e envolvente, assim é 'The Future' e 'Waiting For The Miracle', meus passaportes para a obra de Cohen. Lembro que conheci o poeta assistindo em 1994 o clássico "Assassinos Por Natureza", de Oliver Stone, o filme tem na sua trilha as duas canções. O impacto que 'Waiting For The Miracle' causou é inesquecível. "The Future" é o nono disco de Cohen, lançado pela Columbia. Prefiro, além do debut, um outro disco dele chamado "I'm Your Man", de 1988, mas Mickey & Malory me impactaram, junto ao poeta. Obrigatório.

sábado, 24 de janeiro de 2009

THE TWILIGHT SAD "Here, It Never Snowed. Afterwards It Did" (2008)


01 "And She Would Darken the Memory" – 5:14
02 "Cold Days From the Birdhouse" – 6:05
03 "Here, It Never Snowed. Afterwards It Did" – 4:05
04 "Mapped by What Surrounded Them" – 3:59
05 "Walking For Two Hours" – 4:31
06 "Some Things Last a Long Time" – 7:07
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Referência: Banda escocesa de Glasgow. Indie-Rock melancólico e sublime, disse no outro post sobre a banda, do disco "Fourteen Autumns & Fifteen Winters" de 2007 (http://www.mediafire.com/?kqznmktygw1), que a banda era um meio termo entre o Snow Patrol, do início, e Mogwai. Nesse Ep, lançado em 2008 pela Fatcat, o clima é o mesmo. James Graham, Andy MacFarlane, Craig Orzel e Mark Devine encontraram um clima único, o vocal de Graham é espetacular e completa a angústia sonora criada pela banda. 'Cold Days From the Birdhouse' é épica, Graham aos berros em meio a uma sinfonia mórbida. Um Ep perfeito como o disco, além desses dois a banda lançou outro Ep em 2006, "Twilight Sad", e uma compilação em 2008, com músicas ao vivo e covers (Smiths e Joy Division, entre outros), "The Twilight Sad Killed My Parents and Hit the Road". Acredite, é necessário ter tudo da banda. Obrigatório!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

THE PINES "True Love Waits Vol. 1 & 2" (2003)

"True Love Waits Vol. 1" (2003)
01 I See Stars
02 You Don't Say
03 Incurable
04 A Rainy Day
05 Mgm
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"True Love Waits Vol. 2 "
01 Ungrammatical
02 Anita O'Day
03 Marie Claire
04 Familiar
05 The Rest
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Referência: Banda inglesa de Londres. Indie-Pop com pitadas de Folk. A banda, um duo, é formada por Joe Brooker, que já esteve aqui com seu The Foxgloves, e a "multi-bandas" Pam Berry, que já foi post com o Black Tambourine, The Shapiros e The Relict. Canções altamente doces e cantadas tanto por Brooker e sua voz forte como pela delicada Pam, e sua voz angelical. "True Love Waits" saiu em dois volumes, o primeiro lançado pela Foxyboy Recordings e o segundo pela Matinée Recordings, ambos em 2003. Além desses regitros a banda tem uma coletânea chamada "It's Been A While", também lançada pela Matinée, em 2006. Canções com ares de tristeza e melancolia combinadas com uma suavidade pop única. A minha preferida é 'The Rest'. Destacam-se também 'Marie Claire' e 'I See Stars'. Mágico. (Os dois no mesmo Link)

FELICIA ATKINSON & SYLVAIN CHAUVEAU "Roman Anglais" (2008)


01 Aberdeen (6:04)
02 How The Light (6:26)
03 Dans Le Lumière (9:51)
04 Roman Anglais (17:48)
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Referência: Felicia Atkinson e Sylvain Chauveau são belgas, de Bruxelas. Ambos artistas com vários trabalhos lançados. Sylvain lançou, antes desse projeto com Felicia, 8 discos, sendo duas trilhas sonoras (Des Plumes Dans la Tête e Nuage). Já Felicia é voltada à poesias, fotografias e performances. O projeto que os uniu, "Roman Anglais", lançado pela O Rosa Records, é intenso, angustiante, experimental e intimista ao extremo. Felicia declama seus poemas, com um lindo sotaque francês, enquanto Sylvain experimenta inúmeros elementos sonoros, todos de uma delicadeza enorme, quase um sopro. Não é um disco pra se ouvir todos os dias, a qualquer hora, mas é um disco belíssimo e obrigatório. Ouça 'Aberdeen' e entenda.

FOXTAIL SOMERSAULT "Fathom" (2007)


01 Divingboard
02 Motionland
03 Escalator
04 Call And Response
05 A Love Song, Part 1
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Referência: Banda americana de San Francisco. Shoegazer e Indie-Rock, dos melhores. "Fathom", primeiro lançamento da banda pela Vibraphone Records é mágico, daqueles discos, um EP, com gosto de quero mais. A banda, Catherine Howland (Vocal e Guitarra), Seiken Nakama (Guitarra), James Spadaro (Guitarra), Brian Anderson (Baixo) e Mark Dungey (bateria), é diretamente influenciada por My Bloody Valentine, Slowdive e J&MC. 'Divingboar' é encantadora, rápido se torna sua preferida, isso antes de você ouvir a poderosa 'Motionland'. Mas nada supera a espetacular 'Call And Response', talvez 'A Love Song', pois é, o disco é perfeito. A banda circula entre os ruídos e as melodias pop sem problemas. Um EP avassalador, que nos deixa inquietos pelo disco cheio. Obrigatório.

DEAD LEAF ECHO "Pale Fire" (2008)


01 Warm Body
02 Thought Talk
03 Tears
04 Cry The Sea
05 Pale Fire
06 Reflex Motion
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Referência: Banda americana de New York. Os americanos do Dead Leaf Echo fazem um meio termo entre o Shoegazer (menos intenso) e o Slowcore. Canções tristonhas em ritmo hipnótico e encantador, sem guitarras barulhentas mas sempre presentes. LG (Vocais e Guitarras), Mike DiLalla (Baixo), Liza B. (Teclados e Vocais) e Ana B. (Guitarra) formam a banda. O EP "Pale Fire" é o segundo trabalho da banda, lançado pela Year of the Gallon Records, em 2006 já tinham lançado outro EP "Faint Violet Whiff". 'Tears' e 'Cry The Sea' lembram Slowdive. O disco abre com a ótima 'Warm Baby', colagens sonaras marcam uma viagem ácida. O clima muda em 'Thought Talk', lenta e linda. Grande disco.

LAIN "Djakarta Goodbye" (2001)


01 Loneliness For Sale
02 Ghost's Cell
03 Veteran Traveler
04 Train Song
05 Megapolis
06 And Go
07 Your Eyesocket
08 Tourist's Ambition
09 Wool
10 Lain
11 Boogeyman
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Referência: Banda de Jakarta, na Indonésia. Indie-rock com doses de experimentalismo. O Lain é formado por Harris Khaseli (vocais/guitarra), Aghi Narottama (guitarras/teclado), Bemby Gusti (bateria), Iman Fattah (guitarras) e Gusti rayendra (baixo). "Djakarta Goodbye", lançado pela americana Our Coffee Records, é o debut da banda, que em seguida lançou outros três singles até 2003, e desde lá não gravou mais nada. Radiohead é a principal referência, clara no som da banda, basta ouvir 'Wool' e 'Veteran Traveler' pra notar, essa última muito boa. Mais uma boa banda da Indonésia com um bom disco.

THE ASSOCIATES "The Affectionate Punch" (1980)


1. The Affectionate Punch
2. Amused as Always
3. Logan Time
4. Paper House
5. Transport to Central
6. A Matter of Gender
7. Even Dogs in the Wild
8. Would I... Bounce Back
9. Deeply Concerned
10. A
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Referência: Banda escocesa de Dundee. Pós-Punk, New Wave e pitadas dark no som do Associates. Formada inicialmente por Billy Mackenzie (vocais), Alan Rankine (guitarras e teclados) e Michael Dempsey (baixo), Dempsey depois seria baixista do The Cure, uma das referências aqui. "The Affectionate Punch", é o debut da banda lançado pela Fiction Records, um disco que atirava em várias direções. 'The Affectionate Punch' é Bowie pura, 'Amused as Always' é Talking Heads, 'Long Time' e 'Transport to Central' estão mais pra Cure. Os singles do disco foram as ótimas 'A' e 'Would I... Bounce Back', outra Bowie-Song. Um bom disco.

THE RELICT "Tomorrow Is Again" (2003)


1. Time Spent With You
2. I Saw Your Eyes
3. Breaks Another
4. Held in Glass
5. Childlike
6. Along the Avenue
7. Letters
8. Listen
9. In Your Hands
10. Only There
11. Southern Way
12. Darling I Know
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Referência: Banda inglesa de Londres. O Relict faz um Indie-Rock bem melancólico, com harmonias suaves e delicada, sempre num ritmo lento. A banda, na verdade um projeto, é formada por Innes Phillips, do Clientele, e Pam Berry (uma das prediletas por aqui, já apareceu com o Black Tambourine, Shapiros e logo mais vai aparecer com o The Pines). "Tomorrow Is Again", lançado pela Vegas Morn Records, caminha na mesma estrada de Damon & Naomi e Low, as principais referências por aqui. A alternância de vocais entre Pam e Phillips é excelente. Destacam-se as ótimas 'Along The Avenue', primorosa, e 'Held In Glass'. Ótimo.

[VÍDEO 009] PELVs "Indian Maracas"

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

GUITAR "Dealin With Signal And Noise" (2007)


1 Flowers Look Up Into The Sky (3:39)
2 Sine Waves (2:44)
3 Ballad Of The Tremoloser (7:50)
4 Just Like Honey (4:36)
5 Song Without Signal (2:24)
6 I Kissed The Dirt + She Kissed Her Bobtail (3:40)
7 Watch The White Bird (2:37)
8 Guitardelays (1:07)
9 Here (4:09)
10 Live At Hotel Palestine (3:28)
11 What Is Love? (5:17)
12 Guitardelays 2 (0:36)
13 Sign Waves (5:14)
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Referência: O Guitar é um projeto do alemão Michael Lueckner, guitarras e tudo mais, e da japonesa Ayako Akashiba, vocais. Um pouco de shoegazer, mais um pouco de dreampop e uma pitada de ambient-music pra fechar as experiências, muitas, da dupla. "Dealin With Signal And Noise" é o quinto disco da banda, lançado pela Onitor Records. A banda, que conta com 8 discos lançados, sendo os dois últimos pela Clairecords, combina perfeitamente guitarras e elementos eletrônicos, o disco é todo assim. Abre com a lindaça 'Flowers Look Up Into The Sky', onde a singela voz de Akashiba é sempre acompanhada por uma batida marcada. Depois vem a ótima 'Sine Waves', com Lueckner nos vocais e um clima mais caótico e ácido, prediletíssima. A versão pra 'Just Like Honey', dos irmãos Reid, é doce e ótima. Discaço.

THE LEGEND! "Some Of Us Still Burn" (1985)


01 Some Of Us Still Burn
02 Room At The Top
03 White Line
04 The Price Of Friendship
05 Talk Open
06 Don't Remain
07 When I Get Famous
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Referência: Banda inglesa de Essex. Formada por Everett True, jornalista do NME no início dos anos 1980, o The Legend! começou gravando pela Creation, por onde lançaram dois Singles ("73 in 83", de 1983, e "Destroys The Blues", de 1984). O debut da banda, "Some Of Us Still Burn", saiu pela Vinyl Drip Records e é um disco explosivo, com influências de Garage-Rock e Pós-Punk. Um disco urgente, começando pela insana 'Some Of Us Still Burn'. 'White Line' é explosiva quando precisa e hipnótica em vários momentos, ótima. Crú, sem grandes produções e absolutamente necessário.

HARVEY WILLIAMS "Rebellion" (1994)


01: Song For A Weekend
02: Gidea Park
03: The Stunt-Man
04: Song For Close Friends
05: The Girl From The East Tower
06: Don't Shout At Me
07: She Sleeps Around
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Referência: Harvey Williams é inglês de Cornwall e baseado em Londres. Harvey era membro do bacana Another Sunny Day, além de participar de gravações de inúmeras bandas da extinta Sarah Records, por onde lançou esse seu debut, como o Field Mice, The Hit Parade e Blueboy. "Rebellion" saiu depois do fim do Another Sunny Day, em 1992, e mostra Harvey bem intimista em canções melancólicas, 'Song A For Weekend' é assim, bem delicada e sofisticada. Confira também a ótima 'The Stunt-Man'. Em 1998 Harvey, que é jornalista da BBC, lançou "California" pela Shinkansen Records. Um disco curto e intenso que eu adoro, recomendável.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

ASTROLAB "The Blue Thread Saga" (2008)


01 Maritime Symphony
02 An Odyssey To The Crystal Sea
03 My Guitar Stings The Nerves
04 The Deep Secret Of Clouds
05 When The Leaf Is Not Green
06 Linger Without Feeling
07 Lara Jiwa
08 Hopes The Temple Cloud Can Hear Crusoe
09 Sulk To Hidden
10 The End Of The Broken Man
11 We Are The Burlesque
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Referência: Banda de Bandung, na Indonésia. Indie-Pop com influências de Shoegazer, bem suave. O Astrolab é formado por Dany Badra, Rangga Kuntara, Andri Diana, Ibnu Hafidz Alim e Yoki Adhitama. "The Blue Thread Saga" é o primeiro disco da banda, lançado pela Maritime Records, antes tinham lançado um EP em 2007, "First Deep Blue", pela Cloudberry Records, além de ter algumas canções, todas presentes aqui, em coletâneas da Maritime e da Cloudberry. As principais influências no som do Astrolab são as bandas da Sarah Records, como por exemplo o Field Mice e o Blueboy. O disco é um belíssimo petardo pop, um disco ingênuo e encantador. 'Sulk To Hidden', 'The Deep Secret of Clouds' e 'Linger Without Feeling' são maravilhosas. Altíssima rotação aqui no Amor Louco!

THE DURUTTI COLUMN "Another Setting" (1983)


01 Prayer
02 Response
03 Bordeaux
04 For A Western
05 The Beggar
06 Francesca
07 Smile In The Crowd
08 You've Heard It Before
09 Dream Of A Child
10 Second Family
11 Spent Time
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Referência: Banda inglesa de Manchester. As referências ficam no Pós-Punk, que dominava a Inglaterra na época, mas não param por aí, a falta de urgência, a sutileza rege o disco, nos remete a um som mais sofisticado, um pop refinado, cortesia de Vini Reilly e Bruce Mitchell. Já apareceram por aqui com o espetacular "LC", de 1981. "Another Setting" é o terceiro disco da banda, lançado pela Factory por onde gravaram até 1992. Foram lançados aqui no Brasil pela paulistana Stilleto, em meados dos anos 1980. 'The Beggar' é prediletíssima aqui por essas bandas. Destacam-se também as ótimas 'Bordeaux', hipnótica, 'For A Western' e 'Smile In The Crowd'. Sublime.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

CABARET VOLTAIRE "Red Mecca" (1981)


01 "A Touch of Evil" - 3:11
02 "Sly Doubt" - 4:59
03 "Landslide" - 2:08
04 "A Thousand Ways" - 10:35
05 "Red Mask" - 6:54
06 "Split Second Feeling" - 3:47
07 "Black Mask" - 3:19
08 "Spread the Virus" - 3:40
09 "A Touch of Evil (Reprise)" - 1:32
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Referência: Banda inglesa de Sheffield. Industrial e Pós-Punk temperados com elementos eletrônicos. O Cabaret Voltaire sempre sofreu muita resistência (por aqui) em função do seu som altamente experimantal, intenso e nervoso, beirando a insanidade. O engraçado é que seus discos sempre circulavam pelas paradas indie inglesas, "Red Mecca", assim como "2x45" de 1982, chegou ao topo. Este é o terceiro disco dos ingleses que circularam pela Factory, mas aqui já estavam no selo londrino Rough Trade. Formado por Richard H. Kirk, Stephen Mallinder e Chris Watson, o Cabaret é fundamental, um encontro entre Can, Joy Division e Kraftwerk, fulminante. 'Sly Doubt', 'A Thousand Ways' e 'Red Mask' são ótimas. Um disco noturno, escuro e caótico. Obrigatório.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

V/A: "FAC 2 - A FACTORY SAMPLE" (1978)


01 Joy Division : Digital
02 Joy Division : Glass
03 Durutti Column : No Communication
04 Durutti Column : Thin Ice (Detail)
05 John Dowie : Acne
06 John Dowie : Idiot
07 John Dowie : Hitler's Liver
08 Cabaret Voltaire : Baader Meinhof
09 Cabaret Voltaire : Sex In Secret
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Referência: Coletânea da clássica Factory Records, gravadora de Manchester casa de Joy Division, New Order, A Certain Ratio, The Wake, Durutti Column e inúmeras outras bandas fundamentais. "Fac 2: A Factory Sample" é o primeiro registro da gravadora de Tony Wilson, e isso fica claro na qualidade sonora do registro, crú, intenso e urgente ao extremo. A Factory até então, em 1978, era um clube noturno pras bandas locais, até que virou um selo (Ao lado da Creation, Sarah, 4AD, a Factory é daquelas que te faz comprar o disco pelo selo, dada a qualidade). Mais tarde o mesmo Wilson, e sua trupe da Factory, fundou outra casa noturna, a Hacienda. O primeiro registro foi um 7" duplo, no primeiro disquinho Joy Division (lado a) e Durutti Column (lado b). O disco 2 tinha John Dowie (lado a) e os desorientados do Cabaret Volteire (lado b). Um registro que soa como datado pra alguns, mas que deixa Manchester viva em minha mente. Magistral.

SING SING "Sing Sing & I" (2005)


1. Lover
2. Come, Sing Me a Song
3. Mister Kadali
4. A Modern Girl
5. Ruby
6. I Do
7. Going Out Tonight
8. Unseen
9. The Time Has Come
10. When I Was Made
11. A Kind of Love
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Referência: Banda inglesa de Londres. O Sing Sing é um duo formado por Emma Andreson, ex-Lush, e Lisa O'Neill. O som que circulava entre o shoegazer e o dreampop do Lush ficou pra trás, no Sing Sing Emma Anderdon aposta no Indie-Rock básico, e acerta em cheio. "Sing Sing & I", lançado pela Aerial Records, é o segundo disco da banda (que acabou em 2008), antes já tinha lançado, pela Poptones Records, o debut "The Joy of Sing-Sing", em 2001. 'Lover' é uma música sensacional, pra tocar em qualquer festa, assim como a ótima 'Come, Sing Me A Song', as duas viraram singles. Bom disco.

AERIAL LOVE FEED "Self Titled (EP)" (2000)


1 Full Tilt (4:44)
2 Five Miles Into The Atmosphere (5:31)
3 My Clock Is Always Five Minutes Weirder (3:41)
4 Angelika (3:51)
5 Signal (4:31)
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Referência: Banda americana de New York. Shoegazer clássico, assim é o Aerial Love Feed, que é formado por Gerry Rustic (baixo), Tracy Thompkins (bateria), Greg Villepique (guitarra) e Wade Settle (guitarra e vocal). Quando 'Full Tilt' começa rodar é inevitável não lembrar de Slowdive, influência maior por aqui. Esse EP, lançado pela Abbey Records, foi o debut da banda, que em 2003 lançou outro EP, também sem título, com mais 5 músicas. As músicas vão rolando e as camadas de guitarra acompanham o vocal arrastado e sufocado de Settle, 'Five Miles Into The Atmosphere' continua na linha "Souvalki". Um disco curto e espetacular, a banda não tem maiores registros.

JULIE RUIN "Self Titled" (1998)


01 Radical or Pro-Parental (2:15)
02 V.G.I. (3:48)
03 A Place Called Won't Be There (2:52)
04 Tania (2:41)
05 Aerobicide (2:54)
06 Apt. #5 (3:13)
07 My Morning Is Summer (3:15)
08 I Wanna Know What Love Is (3:36)
09 The Punk Singer (2:07)
10 On Language (2:06)
11 Crochet (2:01)
12 Interlude (0:51)
13 Stay Monkey (2:56)
14 Breakout a Town (2:22)
15 Love Letter (3:08)
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Referência: Americana de Portland, Kathleen Hanna é a verdadeira Julie Ruin. Kathleen fazia parte da formação original do seminal Bikini Kill e quando a banda terminou lançou esse disco solo antes de formar o bacaníssimo Le Tigre com a amiga Johanna Fateman. "Julie Ruin" é exatamente um meio caminho entre o urgente Bikini Kill e o festivo Le Tigre, um disco transitório onde as influências ficam, principalmente, no New Wave do B-52'S. Indie, New-Wave e Electro-Punk você encontra nesse único lançamento de Kathleen como Julie Ruin. Destacam-se as ótimas 'V.G.I.', 'A Place Called Won't Be There', e as nervosas 'Aerobicide' e 'The Punk Singer'. Um disco pra pular.

domingo, 18 de janeiro de 2009

THE FOXGLOVES "Lives You Didn't Lead" (2003)


01. I Dream That Love Was A Crime
02. You're The Dream That I Can't Wake Up From
03. I Know Very Well How I Got My Name
04. G.U.
05. Daystar
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Referência: Banda inglesa de Londres. O Foxgloves, um duo, é formado por Joe Brooker, que também toca no The Pines (junto com Pam Berry, que já apareceu aqui com suas duas outras bandas, o Black Tambourine e o The Shapiros) e Stevie Trousse. Indie-Pop sublime, falando de amores, temores e perdas. O Foxgloves nesse lindo EP "Lives You Didn't Lead", lançado pela Foxyboy Recordings, consegue ser fulminante em apenas 5 canções. 'I Dream That Love Was A Crime' é uma das canções mais lindas já feitas, pra ouvir de olhos fechados, quase um sonho. Sem mais registros posteriores os Foxgloves sumiram na história, porém sempre serão lembrados aqui no Amor Louco. Sublime!

sábado, 17 de janeiro de 2009

SNOWPONY "Sea Shanties For Spaceships" (2001)


1. Crumpled 10
2. Pirate's Gold
3. Amsterdam
4. A Car I Didn't Own
5. Into the Heart of Dalston
6. Starfish
7. Naked Twister
8. Brown Hotel (II)
9. My Brother
10. Monkeys Versus the Universe
11. Pleasure Gardens
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Referência: Banda inglesa de Londres. O Snowpony é um projeto, com origem em 1996, que reúne Debbie Googe (My Bloody Valentine), Katharine Gifford (Stereolab), Debbie Smith (ex-Curve e Echobelly) e Kevin Bass. A banda se aproxima mais dos botões eletrônicos do Curve, do que do noise do My Bloody Valentine ou dos sintetizadores do Stereolab, claro que as guitarras estão presentes, como em 'Into the Heart of Dalston', mas o disco é mais experimental, como aponta 'Starfish' e 'Amsterdam'. "Sea Shanties For Spaceships" é o segundo disco da banda, lançado pela Dead Pan Alley, antes já tinham lançado "The Slow Motion World of Snowpony", em 1998, e uma série de Singles e Eps. Ótimo disco.

WEEKEND "La Varieté" (1982)


1. The End Of The Affair 3:06
2. Weekend Stroll 3:25
3. Summerdays 2:54
4. Carnival Headache 2:53
5. Drumbeat For Baby 2:59
6. Life In The Day Of? (Part 1) 3:49
7. Life In The Day Of? (Part 2) 2:26
8. Sleepy Theory 2:54
9. Woman's Eyes 2:50
10. Weekend Off 3:22
11. Red Planes 4:47
12. Nostalgia 3:52
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Referência: Banda galesa de Cardiff. O Weekend foi a banda formada por Alison Statton após o fim do Young Marble Giants, em 1981, já postados por aqui. Enquanto os irmãos Philip e Stuart Moxham formaram o The Gist, bem mais melancólico e triste, Statton escolheu algo mais sofisticado, caminhando ao Jazz. Acompanhavam Statton, Simon Booth e Spike Williams. É claro que uma banda nascida do seminal Young Marble Giants já nos chama a atenção, mas o Weekend é mais que isso, uma fusão de Pós-Punk, Jazz e World Music, tudo embalado pelos vocais mágicos de Statton. "La Variete" saiu pela Rough Trade, em seguida lançaram outros 3 discos. Bom registro.

OPAL "Happy Nightmare Baby" (1987)


1. Rocket Machine
2. Magick Power
3. Relevation
4. A Falling Star
5. She's a Diamond
6. Supernova
7. Siamese Trap
8. Happy Nightmare Baby
9. Soul Giver
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Referência: Banda americana de Los Angeles. O Opal nasceu como Clay Allison, e tinha na sua formação David Roback (antes Rain Parade e depois Mazzy Star), Kendra Smith (ex- Dream Syndicate) e Keith Mitchell. Contou também com a fofa Hope Sandoval na turnê de "Happy Nightmare Baby", quando Kendra deixou a banda, que mais tarde se tornaria em Mazzy Star. Esse foi o único disco lançado por eles, cheio de influências psicodélicas e sessentistas, uma trip ácida do início ao fim. O disco foi lançado pela SST/Rough Trade e conta com as viajantes 'Magic Power', 'Rocket Machine' e 'Relevation'. Mais um bom registro de Roback.

PATTI SMITH "Horses" (1975)


1. Gloria
2. Redondo Beach
3. Birdland
4. Free Money
5. Kimberly
6. Break It Up
7. Land: Horses/Land of a Thousand Dances/La Mer (De)
8. Elegie
9. My Generation
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Referência: Patricia Lee Smith é americana de Chicago. Rock sem maiores definições, daqueles que você pega na estante dos clássicos. "Horses" é o debut de Patti, lançado pela Arista Records, e veio no turbilhão que surgia com o Punk de New York, por onde circulava Patti com sua postura feminista. O disco tem forte veia Jazz que se mistura ao vocal forte de Patti. Ela já apareceu por aqui com o projeto gravado, em 2008, com Kevin Shields, o sinistros "The Coral Sea". "Horses" é figura fácil entre os discos mais influentes e importantes da música, um disco intenso, muito intenso. 'Birdland' é minha preferida, primorosa em seus quase 10 minutos. O disco fecha com uma cover do Who pra 'My Generation'. Ótimo disco.

GRANT HART "Intolerance" (1989)


1. All of My Senses
2. Now That You Know Me
3. Fanfare in D Major (Come, Come)
4. The Main
5. 2541
6. Roller-Rink
7. You're the Victim
8. Anything
9. She Can See the Angels Coming
10. Reprise
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Referência: Grant Hat é americano de Minnesota. Sócio do Amor Louco, essa é a sexta postagem de Hart por aqui, que já apareceu duas vezes com o Hüsker Dü, duas com o Nova Mob e uma em sua carreira solo, com o ótimo "Good News for Modern Man", de 1999. Em "Intolerance", seu debut solo lançado pela SST Records, casa inicial do Hüsker Dü, Hart está mais calmo livre da urgência do Dü, podendo experimentar mais. Além desses dois discos Hart lançou também "Ecce Homo", um registro ao vivo lançado pela World Service. Nesse "Intolerance" destacam-se '2541' e 'All of My Senses', que viraram single. Mais um ótimo registro do nosso ídolo.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

AT SWIM TWO BIRDS "Quigley's Point" (2003)


01 Little White Lies
02 Close To
03 Darling
04 Strange Design
05 Woman Of A Certais Mental Age
06 Old Enough To Know
07 If Sit Still
08 Swedish Lakes
09 I Need Him
10 Things WellNever Do
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Referência: O At Swim Two Birds é um projeto do britânico Roger Patrick Martin Quigley, conhecido como Roger Quigley e metade do brilhante duo, já postado por aqui, The Montgolfier Brothers. "Quigley's Point" é o debut desse novo projeto, lançado pela Vespertine & Son, e cofesso ser um dos meus discos preferidos, maravilhoso. Suave, intimista, melancólico e altamente envolvente, um disco que corre sem você notar, dada a beleza hipnótica das canções, com certeza está no meu Top 10 da última década. 'Little White Lies', 'Strange Design' são absurdas, difícil descrevê-las. Sempre fui fã dos Montgolfier Brothers, mas com o At Swim Two Birds Quigley atingiu a perfeição, para nossa felicidade. Único.

HOPE SANDOVAL & THE WARM INVENTIONS "Bavarian Fruit Bread" (2001)


01 "Drop" – 2:32
02 "Suzanne" – 4:51
03 "Butterfly Mornings" – 3:34
04 "On the Low" – 5:09
05 "Baby Let Me" – 1:32
06 "Feeling of Gaze" – 3:26
07 "Charlotte" – 4:31
08 "Clear Day" – 6:08
09 "Untitled Track" – 1:18
10 "Bavarian Fruit Bread" – 4:07
11 "Around My Smile" – 4:38
12 "Lose Me on the Way" – 7:42
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Referência: Hope Sandoval é americana de Los Angeles e uma de nossas prediletas, seja com seu brilhante Mazzy Star, seja participando do Jesus & Mary Chian, de seu anitgo namorado William Reid, seja em qualquer outro projeto. A tristeza predomina por aqui, um disco muito melancólico e delicado, como tudo de Hope. O Warm Inventions nada mais é que Hope Sandoval ao lado do irlandes Colm Ó Cíosóig, baterista do My Bloody Valentine, que por aqui não tem muito trabalho, camparado a trupe de Kevin Shields. "Bavarian Fruit Bread", Sanctuary/Rough Trade, foi o único disco lançado pelo projeto. O disco abre com a mágica 'Drop', de William Reid e em seguida temos uma das canções mais lindas e angustiantes já feitas, 'Suzanne', lindaça. Indispensável.

LEMONHEADS "It's A Shame About Ray" (1992)


1. Rockin Stroll
2. Confetti
3. It's a Shame About Ray
4. Rudderless
5. My Drug Buddy
6. The Turnpike Down
7. Bit Part
8. Alison's Starting to Happen
9. Hannah & Gabi
10. Kitchen
11. Ceiling Fan in My Spoon
12. Frank Mills
13. Mrs. Robinson
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Referência: Banda americana de Boston. Ícones da cena alternativa americana do final dos anos 1980 e início dos anos 1990 os Lemonheads, liderados pelo maluquete Evan Dando, estourou nas College Radios com uma cover de Suzanne Vega, da música 'Luka', do disco "Lick", de 1989. Depois de 3 discos pelo selo Taang! assinaram com a Atlantic por onde lançaram esse ótimo "It's Shame About Ray", quinto disco da banda, que avançou algumas barreiras principalmente pela estouradaça cover de 'Mrs. Robinson', de Simon & Garfunkel. A banda se tornou top e esse disco mostra o trio no auge, Indie-Rock de primeira. Destacam-se as ótimas 'Confetti', 'It's a Shame About Ray', 'Rudderless' e 'Bit Part'. Ótimo.

REVOLTZ "Beijo No Escuro" (2007)


01 Hey You
02 Mr. White
03 Capítulo
04 Beijo No Escuro
05 ArnoldiLeine
06 A Chinesa
07 Ina
08 Superverdade Em Moscou
09 Autista
10 Ritalina
11 Você Não Vai Me Conquistar
12 Poente
13 Equador
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Referência: Banda brasileira que é um quebra-cabeça com origem em Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul. Fazem um New Wave com influência de Garage Rock. Formado por Ricardo Kudla (Voz e baixo), Marcella Yoshida (Teclado e backing), Heitor Jooji (Guitarra) e Jean Abernaz (Bateria), o Revoltz lançou seu debut, esse "Beijo no Escuro", pelo selo de Goiânia Fósforo Records. É impossível ficar parado com as ótimas 'Hey You' e 'Capítulo', duas pérolas. As referências por aqui vão de B-52'S, Defalla ao minimalismo do Vzyadoq Moe. 'ArnoldiLeine' é ótima, lembra Strokes. Bom disco da trupe matogrossense.

ALIEN SEX FIEND "Acid Bath" (1984)


1. In God We Trust (In Cars We Rost?)
2. Dead and Re-Buried
3. She's a Killer
4. Hee-Haw (Here Come the Bone People)
5. Smoke My Bones
6. Breakdown and Cry (Lay Down and Die - Goodbye)
7. E. S. T. (Trip to the Moon)
8. Attack !!!!!! #2
9. Boneshaker Baby
10. I Am a Product
11. 30 Second Coma
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Referência: Banda inglesa de Londres. Pós-Punk, Industrial e Gótico misturados pelos insanos Nik Wade e Chrissie Wade. A banda se formou em 1982, "Acid Bath" é o segundo disco deles, lançado pela Cherry Red Records. A atmosfera é sombria, ajudada pelo visual da banda, apesar dos elementos eletrônicos usados pela banda, uma espécie de Dark Eletrônico, onde Nine Inch Nails se inspirou. "Acid Bath" conta com a espetacular 'E.S.T. (Trip To The Moon)', sempre obrigatória. A banda continua na ativa com mais de 15 discos oficiais lançados. Ainda se destaca por aqui a ótima 'Dead and Re-Buried'. Grande disco.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

MY BLOODY VALENTINE [EP's]

This Is Your Bloody Valentine (1985)

01 "Forever and Again" – 3:32
02 "Homelovin' Guy" – 3:02
03 "Don't Cramp My Style" – 2:25
04 "Tiger in My Tank" – 3:30
05 "The Love Gang" – 3:54
06 "Inferno" – 4:40
07 "The Last Supper" – 4:30

Geek! (1985)

01 "No Place to Go" – 3:20
02 "Moonlight" – 3:20
03 "Love Machine" – 3:10
04 "Sandman Never Sleeps" – 3:07

The New Record by My Bloody Valentine (1986)

01 "Lovelee Sweet Darlene" – 2:13
02 "By the Danger in Your Eyes" – 2:51
03 "On Another Rainy Saturday" – 2:41
04 "We're So Beautiful" – 2:31

Sunny Sundae Smile (1986)

01 "Sunny Sundae Smile" – 2:30
02 "Sylvie's Head" – 1:54
03 "Paint a Rainbow" – 2:19
04 "Kiss the Eclipse" – 2:34

Strawberry Wine (1987)

01 "Strawberry Wine" – 2:33
02 "Never Say Goodbye" – 2:32
03 "Can I Touch You" – 3:15

Ecstasy (1987)

01 "She Loves You No Less" – 2:34
02 "The Things I Miss" – 2:56
03 "I Don't Need You" – 3:08
04 "(You're) Safe in Your Sleep (From This Girl)" – 2:31
05 "Clair" – 2:33
06 "You've Got Nothing" – 3:41
07 "(Please) Lose Yourself in Me" – 3:26

You Made Me Realise (1988)

01 "You Made Me Realise" – 3:46
02 "Slow" – 3:11
03 "Thorn" – 3:36
04 "Cigarette In Your Bed" – 3:29
05 "Drive It All Over Me" – 3:04

Feed Me with Your Kiss (1988)

01 "Feed Me with Your Kiss" – 3:56
02 "I Believe" – 3:01
03 "Emptiness Inside" – 2:50
04 "I Need No Trust" – 3:32

Glider (1990)

01 "Soon" – 7:00
02 "Glider" – 3:10
03 "Don't Ask Why" – 4:03
04 "Off Your Face" – 4:15

Tremolo (1991)

01 "To Here Knows When" – 5:46
02 "Swallow" – 4:52
03 "Honey Power" (plus coda) – 4:35
04 "Moon Song" – 3:23
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Link 1: http://www.mediafire.com/?jtlt2yjytwt
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Referência: Banda irlandesa de Dublin. Mestres do Shoegazer/Noise Pop. Kevin Shields e cia. já apareceram por aqui com seu clássico debut, "Isn't Anything" de 1988 (http://www.mediafire.com/?bjt4tdbn65m). A banda, um patrimônio da música alternativa mundial, era composta por Bilinda Butcher, Debbie Googe e Colm Ó Cíosóig, além do já citado Shields. "Loveless", segundo disco da banda, é pra mim um trabalho fenomenal, fácil um dos maiores discos já feitos na história. Em meio (antes e depois também) aos dois albuns a banda lançou uma série de Singles e EPs, um total de 10 lançamentos (EP), todos fundamentais, uns mais bem produzidos que outros e com novas direções nítidas entre eles, lançados por Tycoon Records, Lazy Records, Kaleidoscope Sound e Creation Records. Nesses Eps encontram-se clássicos como 'Feed Me With Yor Kiss', 'You Made Me Realised', 'Sunny Sunday Smile', 'Strawberry Wine' e 'Soon'. Banda única e fundamental. Discoteca básica, aproveite! (Os cinco primeiros Eps estão no Link 1 e os cinco últimos estão no Link 2)