terça-feira, 31 de março de 2009

THE FALL "Bend Sinister" (1986)


1. R.O.D. 4:35
2. Dktr. Faustus 5:35
3. Shoulder Pads 1# 2:55
4. Mr Pharmacist 2:21
5. Gross Chapel - British Grenadiers 7:21
6. Living Too Late 4:30
7. U.S. 80's - 90's 4:36
8. Terry Waite Sez 1:37
9. Bournemouth Runner 6:05
10. Riddler! 6:22
11. Shoulder Pads 2# 1:56
12. Auto-Tech Pilot 4:52
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Referências: Banda inglesa de Prestwich, grande Manchester. Póst-Punk, clássico. Mark E. Smith, Brix Smith, Craig Scanlon e companhia (o Fall tem mais integrantes em seus 30 anos de história do que discos lançados) voltam ao seu lar, uma de minhas bandas preferidas de sempre. Já estiveram aqui com os absurdamente indispensáveis "Hex Enduction Hour", de 1982, e "This Nation's Saving Grace", de 1985. "Bend Sinister" é o décimo disco da banda, lançado pela Beggars Banquet, um disco brilhante, meu primeiro contato com a experimentação sonora, visual e linguística do gênio Mark E. Smith, esse disco foi lançado por aqui pela antiga Stilleto e é encontrado facilmente em alguns sebos. Urgência, desespero, demência e outros adjetivos marcam essa que foi a melhor fase do The Fall, músicas como 'Mr. Pharmacist', 'Gross Chapel - GB Grenadiers', 'Living Too Late' e 'Riddler!' figuram entre as melhores da banda. Um disco perfeito em todos os seus momentos. Único!

SCHOOL OF SEVEN BELLS "Alpinisms" (2008)


1. Iamundernodisguise
2. Face to Face on High Places
3. Half Asleep
4. Wired for Light
5. For Kalaja Mari
6. White Elephant Coat
7. Connjur
8. Sempiternal/Amaranth
9. Chain
10. Prince of Peace
11. My Cabal
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Referências: Banda americana de New York. Indie-Rock, Eletronico e uma atmosfera Dreampop que sempre ronda o disco. A banda é formada por Benjamin Curtis (ex-Secret Machines), Alejandra Deheza e Claudia Deheza (ambas do On! Air! Library!, banda de Post-Rock/Ambient de New York). As batidas eletrônicas são elemento principal desse "Alpinisms", debut da banda lançado pela Ghostly International, mas é inevitável não perceber o flerte com o Shoegazer (atmosfera), texturas de guitarras e sintetizadores dizem presente a todo momento, ' For Kalaja Mari' e 'Wired for Light' deixam isso mais claro, além da magistral 'My Cabal'. Beats e noise convivem perfeitamente juntos em "Alpinisms". Ótimo disco.

ALL NATURAL LEMON AND LIME FLAVORS "Self Titled" (2001)


1 Muffin 57 (2:49)
2 Saturn Jig (4:53)
3 Salad Forest (3:52)
4 All The Time (2:48)
5 Jayne Baby (2:55)
6 String Of Stars (4:05)
7 How Come? (3:42)
8 Tea With Honey (3:31)
9 Nice Soup (3:02)
10 Yellow (2:27)
11 Blue Balloons (2:45)
12 Wondered Why (3:23)
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Referências: Banda americana de New Jersey. Shoegazer e Experimental-Noise. A banda americana formada em 1993 por Joshua Booth (vocais, guitarra, teclados, sampler, programações), Brian Doherty (bateria), Stephen Doherty (vocais, guitar, teclados), Merc (vocais, guitarra) e Jeremy Winter (vocais, baixo) durou pouco, e lançou três discos. "Self Titled" é o terceiro disco da banda, lançado pela Gern Blandsten Records, altamente influenciado por My Bloody Valentine, Pale Saints e Stereolab. Guitarras, sintetizadores e efeitos diversos marcam um ótimo registro, a banda anteriormente lançou "Turning Into Small" (1998) e "Straight Blue Line" (2000). Destacam-se por aqui as ótimas 'Muffin 57', 'String Of Stars', 'Yellow' e 'Salad Forest'. Bom registro.

segunda-feira, 30 de março de 2009

THE BRIDAL SHOP "From Seas" (2007)


1. Toomas' Floor 4:03
2. From Seas 3:57
3. Early Longing 3:24
4. Lend Me Your Heart 2:22
5. Spectrum Of Clarity 3:27
6. Beyond Our Grasp 4:27
7. Whale In Da Pain 6:37
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Download
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Referências: Banda sueca de Stockholm. Indie-Rock, Eletrônica e um sopro Shoegazer. O disco começa a rodar e você tem a certeza que New Order e Radio Dept. se fundiram, 'From Seas' é um espetaculo, começa com os beats da banda de Manchester e termina como os conterrâneos suecos, suave e envolvente. A banda é formada por Karl Daniel, Peter, Toomas e Ida. Os vocais femininos angelicais em alternância com vocais cheio de efeitos são um charme completo. As guitarras, nunca altas mas sempre presentes com efeitos e sintetizadores dão o sopro Shoegazer citado acima. "From Seas", lançado pela Magic Marker Records, é o debut da banda, que tem ainda dois singles lançados. 'Spectrum Of Clarity', 'Tomas Floor' e 'Whale In Da Pain' são ótimas. Com grandes referências e um senso melódico incrível, o disco torna-se rapidamente predileto. Excelente.

EKSPERIMENTOJ "Self Titled" (2007)


1. Planetalium
2. Note
3. Broken Infinity
4. Untitled
5. Solaris
6. Prophecy Is From A Nightmare
7. Nocturnal
8. Point At The Sky (For Kurt Cobain)
9. Piano
10. Piano Sustained
11. Instrumenta Muziko
12. Prismo
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Download
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Referências: Banda japonesa de Tóquio. Indie-Rock, Experimental-Noise. Nos primeiros acordes desse disco dos japoneses do Experimentoj fica nítida as influências de Sonic Youth no som da banda, as ótimas 'Note' e 'Broken Infinity' parecem ter sáido dos rabiscos de Thurston Moore. 'Untitled' já entra em um clima mais Post-Rock, mas já em 'Solaris' as referências voltam, aqui é inevitável não perceber que também beberam na fonte de Radiohead, até os vocais forçados ajudam na lembrança. A banda é formada por Eugene Wakamikoto (guitarra, vocais), Simone Miyauchi (guitarra) e Kayske Ashikawa (bateria). "Eksperimentoj" é o debut da banda, lançado pela Hurricane Records. Existe uma grande variação de canções mais pulsantes e outras mais viajantes, a banda acerta mais a mão quando vai pelo caminho mais noise, caso de 'Nocturnal'. Bom disco.

ASTRAL "Orchids" (2004)


01 Barreling (3:09)
02 Blinder (4:35)
03 In Heaven (3:22)
04 Under Lock and Key (3:55)
05 Turn Me Around (2:41)
06 Slumber (4:54)
07 Orchids (3:01)
08 Last Light (4:05)
09 Raining Down (3:29)
10 Forbidden Kiss (5:19)
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Referências: Banda americana de San Francisco. Indie-Rock caminhando pelo Pós-Punk, um clima soturno ronda o disco. Ao mesmo tempo que as texturas mais viajantes e os vocais afetados marcam o disco, ele tem um pique e uma urgência que te deixam inquieto. Quando 'Barreling' começa me vem imediatamente a cabeça Killing Joke e seu caos e desespero, os baixos sempre agudos, sensacional. 'Blinder' já é mais arrastada, algo próximo ao Black Rebel Motorcycle Club. A banda é formada por Dave Han (vocal, guitarras), Shawn Poh (bateria) e Amy Rosenoff (baixo). "Orchids" é o debut da banda, lançado pela Astralmusic/Melting Records, e te joga em referências como The Cure, 'In Heaven' é muito Cure, e Echo & The Bunnymen. Em 2008 lançaram "Sleepwalker", o segundo disco deles. Bom disco.

domingo, 29 de março de 2009

LOTUS PLAZA "The Floodlight Collective" (2009)


1. Red Oak Way
2. Quicksand
3. These Years
4. Different Mirrors
5. White Out
6. What Frows?
7. Sunday Night
8. Antoine
9. Floodlight Collective
10. Threaded Needle
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Referências: Banda americana de Atlanta. Indie-Rock, Noise, Psicodelia e um "Q" Shoegazer. O Lotus Plaza tem como principal membro, único na verdade, Lockett Pundt, responsável pelas guitarras, sintetizadores e alguns vocais do bacaníssimo Deerhunter. A atmosfera que marca esse "The Floodlight Collective", debut da banda lançado pela Kranky Records, é a mesma de sua banda principal, já um dos grandes discos de 2009. 'Different Mirrors' está, desde já, entre as prediletas, guitarras soterrando um vocal cheio de efeitos. O disco começa a ganhar forma em sua mente, as brilhantes 'Red Oak Way', 'White Out', 'Sunday Night' (cheio de efeitos eletrônicos e com vocais mais distantes ainda) e 'Floodlight Collective' (bebendo na fonte de Slowdive) tornam-se rapidamente indispensáveis. Um disco tão brilhante quanto seus trabalhos no Deerhunter (quem não ouviu ainda o "Microcastle" faça isso imediatamente). Obrigatório.

AUTOLUX "Future Perfect" (2004)


01 "Turnstile Blues" – 5:40
02 "Angry Candy" – 4:45
03 "Subzero Fun" – 3:56
04 "Sugarless" – 5:22
05 "Blanket" – 4:49
06 "Great Days for the Passenger Element" – 5:20
07 "Robots in the Garden" – 2:05
08 "Here Comes Everybody" – 5:17
09 "Asleep at the Trigger" – 4:45
10 "Plantlife" – 4:12
11 "Capital Kind of Strain" – 5:42
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Referências: Banda americana de Los Angeles. Formado em 2000 o Autolux faz um Indie-Rock fortemente influenciado pelo Shoegazer e com um pé no Experimental-Noise."Future Perfect" é um disco intenso e muito bom, sempre pulsante. É o debut da banda, lançado pela DMZ Records. O Autolux é formado por Eugene Goreshter (vocal, baixo), Greg Edwards (guitarra, vocal) e Carla Azar (bateria, vocal). Canções como 'Turnstile Blues', 'Angry Candy'', 'Sugarless' e 'Blanket' são ótimas. O ar Shoegazer do disco é encantador, assim como os ataques de guitarras altas. "Transit Transit" é previsto para 2009, depois de um intervalo de 5 anos. Grande banda e excelente disco, as influências ficam em Jesus & Mary Chain (a atmosfera sombria), Sonic Youth e My Bloody Valentine (a parte mais noise). Excelente.

THE SMITHS "The Queen Is Dead" (1986)


01 "The Queen Is Dead" – 6:24
02 "Frankly, Mr. Shankly" – 2:17
03 "I Know It's Over" – 5:48
04 "Never Had No One Ever" – 3:36
05 "Cemetry Gates" – 2:39
06 "Bigmouth Strikes Again" – 3:12
07 "The Boy with the Thorn in His Side" – 3:15
08 "Vicar in a Tutu" – 2:21
09 "There Is a Light That Never Goes Out" – 4:02
10 "Some Girls Are Bigger Than Others" – 3:14
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Referências: Banda inglesa de Manchester, terra mágica. Indie-Rock com fortíssimo apelo pop e um brilhantismo que acompanha melodias, letras e banda. De cara "The Queen Is Dead" está em meu Top 10, disco fabuloso e perfeito em todas as suas investidas. Morrissey, Johnny Marr, Andy Rourke e Mike Joyce já haviam produzidos discos brilhantes como o dedut da banda "The Smiths", 1984, e "Meat Is Murder", 1985, mas nada chega próximo a canções como 'There Is A Light That Never Goes Out', a minha preferida deles, 'Never Had No One Ever', Cemetry Gates', e as estouradas 'Bigmouth Strikes Again' e 'The Boy With The Thorn In His Side'. Escrever muito sobre "The Queen Is Dead", lançado pela Rough Trade, é difícil devido sua perfeição, na época o disco ganhou cotação máxima em todas as publicações. P-E-R-F-E-I-T-O.

sexta-feira, 27 de março de 2009

GALAXIE 500 "This Is Our Music" (1990)


01 "Fourth of July"
02 "Hearing Voices"
03 "Spook"
04 "Summertime"
05 "Way Up High"
06 "Listen, The Snow Is Falling"
07 "Sorry"
08 "Melt Away"
09 "King of Spain, Pt. 2"
10 "Here She Comes Now"
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Referências: Banda americana do estado de Massachusetts. Indie-Rock e Dream-Pop, talvez o mais perfeito já feito. Banda clássica e adorada por aqui, Dean Wareham, Damon Krukowski e Naomi Yang são sócios do Amor Louco. Além de já terem aperecidos com "On Fire", segundo disco deles, apareceram pós-galaxie, Dean com o Luna e Damon & Naomi com o projeto que formaram depois do fim da banda. "This Is Our Music" é o terceiro disco da banda, lançado pela Rough Trade. Canções lentas, Slowcore de primeiríssima, melancólicas e com melodias super luxuosas, é impressionante a influência de Velvet Underground no som deles, inclusive com uma versão para 'Here She Comes Now'. 'Fourth Of July' é uma das canções mais lindas já feitas (o clipe já foi postado também). Artigo de luxo e indispensável, disco pra sempre.

WRY "Whales and Sharks" (2007)


01 Sister
02 Different From Me
03 Bitter Breakfast
04 Never Sleep (When I Go)
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Referências: Banda paulista de Sorocaba. Indie-Rock com os pés fincados no Shoegazer. Preste atenção nas conexões, semana passada Miguel me atentou pela falta do Wry por aqui, perdão pelo esquecimento, logo procurei os sumidos (e já achados) "Heart-Experience" e "Direct". Hoje, antes do Wry pousar aqui o Renato, no seu The Blog That Celebrates Itself, comentou sobre a importância dos caras e sobre o novíssimo "She Science". Pronto chegou a hora deles, elogiados até por Kevin Shields, que assistiu um show da banda e adorou. Sempre com muitas guitarras o Wry, capitaneado por Mário Bross, é presença certa em qualquer listinha de melhores do Indie nacional. A escolha foi difícil, os já citados e ótimos "Direct" (1998) e "Heart-Experience" (2002) quase entraram, mas minha escolha ficou no espetacular EP "Whales and Sharks", lançado pela inglesa Club AC30. 'Sister', 'Different From Me' e 'Bitter Breakfast' figuram entre as canções mais poderosas da banda. Um EP primoroso, os discos cheios aparecem mais tarde. Obrigatório.

quinta-feira, 26 de março de 2009

THE VOICES "Self Titled" (2005)


01 As Long As I Die Before You I'll Survive
02 Evermore
03 Nobody Knows The Way I Feel
04 Mi Casa Su Casa
05 When You're Around
06 It's Not Within You It's Without You
07 Take The Pain Away
08 Goodbye
09 Don't Tell Me You Don't Feel It
10 And The Dead Shall Rise
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Referências: Banda de Cardiff, País de Gales. Shoegazer alto e devastador. É exatamente como a biografia no site oficial da banda os apresenta, "A Beautiful Noise", ouça de cara 'As Long As I Die Before You I'll Survive' e entenda, ensurdecedora, uma ressonância de barulhos divina. A mesma atmosfera continua em 'Evermore', com vocais arrastados, pedais, feedbacks e afins, Jesus & Mary Chain até a medula. O som do The Voices é mágico, arrastado como um Mogwai e barulhento como um Telescopes a banda faz desse debut "The Voices", lançado pela My Kung Fu! Records um disco primoroso. O trio formado por CS Munday, Chris e Clare, é responsável por um ligação perfeita de melodias e sintetizadores que te hipnotizam do início ao fim. Em 2007 lançaram "The Sound Of Young America", também pela My Kung Fu! Records. Espetacular sinfonia noise, ouça alto.

BLUE AFTERNOON "Folxploitation" (2003)


1. Ready For The Worse
2. All You Want To Be
3. Angel
4. Blood
5. Grenade
6. Green Eyes
7. The Fading Song
8. Untitled
9. I Can´t Cry
10. Moonshiner
11. The Day I Tried To
12. Afraid To Fall
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Referências: Banda da cidade de São Paulo. Indie-Rock triste e melancólico com muitas referências Folk. Quando os vocais entram você logo pensa em Tindersticks e Arab Strap, duas das grandes influências por aqui, além de Neil Young, Nick Cave, Leonard Cohen e Lambchop. Na verdade o Blue Afternoon é somente Guilherme Barrella, responsável por vocais, violões, viololoncelos, gaitas e tudo mais. Melodicamente triste o disco é também bem simples, as letras de Guilherme sempre te levam pra uma esperança distante, algo sofrido. O disco, debut dele lançado pela Bizarre Music, continua rodando e Tindersticks não sai da cabeça, melhor referência impossível. 'Ready For The Worse', 'All You Want To Be', 'Angel' e 'Blood', essa última com ras guitarras, formam uma sequência inicial de tirar o fôlego. Ótimo disco.

[VÍDEO 014] PALE SAINTS "Throwing Back The Apple"

quarta-feira, 25 de março de 2009

AMBULANCE LTD "LP" (2004)


01 "Yoga Means Union" – 4:54
02 "Primitive (The Way I Treat You)" – 3:58
03 "Anecdote" – 3:16
04 "Heavy Lifting" – 3:32
05 "Ophelia" – 3:38
06 "Stay Where You Are" – 5:54
07 "Sugar Pill" – 4:39
08 "Michigan" – 4:30
09 "Stay Tuned" – 3:16
10 "Swim" – 4:22
11 "Young Urban" – 4:21
12 "The Ocean" – 5:24
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Referências: Banda americana de New York. Indie-Rock clássico, horas flertando com um Dream-Pop, nada muito profundo. Formados em 2000 por Michael Di Liberto, Dave Longstreth, Benji Lysaght, Matt Dublin, Darren Beckett, Marcus Congleton e Andrew Haskell, o Ambulance LTD lançou um EP homônimo em 2003, já pela TVT Records, por onde saiu esse debut, album cheio, deles. "Ambulance LTD" é um disco onde as guiatarras sempre ameaçam fazer mais barulho, porém não fazem. Canções calmas sempre embaladas em uma atmosfera que horas lembra Spiritualized dão cara ao disco, a hipnótica 'Yoga Means Union' é assim. É o tipo do disco que vai ganhando corpo a cada audição. 'Primitive (The Way I Treat You)', 'Stay Tuned' (Britpop total) e 'The Ocean', uma versão do Velvet Underground, são ótimas. Bom disco.

SOLAR POWERED PEOPLE "Hibernation" (2007)


1. Start The Circle 4:23
2. They'll Never Say 4:04
3. Commercial Flight 3:55
4. Dilute 1:13
5. Awhile 4:27
6. Last Day In Love 6:25
7. Picture Fade 6:47
8. Turn Back 1:58
9. Hibernation 5:34
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Referências: Banda americana de Modesto, Califórnia. Shoegazer e Ambient-Music. Ótimo disco, músicas com levada que te conquistam rapidamente, ouça urgentemente 'Commercial Flight', a banda além da levada Shoegazer bebe diretamente na fonte Pós-Punk de Cure e Joy Division. O Solar Powered People é formado por Tony Pennington, Ryan Coscia, Douglass McKinnon e Dustin Morris. 'Start The Circle' e 'They'll Never Say' caminham na trilha de um shoegazer mais clássico, algo mais próximo de My Bloody Valentine. "Hibernation" é o debut da banda, lançado pela Three Ring Records, por onde também lançaram seu segundo disco "Living Through the Low" (2009). Antes tinham outros projetos mais obscuros, como Apollo Trigger e Long Division. Pra fechar coloque 'Awhile', o single do disco, pra rodar. Excelente.

WALVERDES "Playback" (2005)


01. Seja mais certo
02. Altos e baixos
03. Insistente
04. Ter
05. Sexta-feira
06. Teu amigo
07. Eu não dou explicação
08. Tudo q não pode ser
09. Playback
10. Sabendo que é assim a vida
11. Não vou sair daqui
12. Saturno
13. Quando tudo explodir
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Referências: Banda gaúcha de Porto Alegre. Fazem o chamado Stoner-Rock, ou Rock intensamente crú, pesado e direto. O grupo foi formado em 1993 e sua formação sofre alterações desde então, a tual tem Gustavo Mini Bittencourt (guitarra e voz), Marcos Rubenich (bateria), esses dois na banda desde 1993, e Patrick Magalhães (baixo), desde 2001 no Walverdes. "Playback", que tem um produção mais redonda, em comparação aos outros discos da banda, é o quinto disco da banda, o primeiro pelo selo Mondo 77. Destaca-se também na discografia da banda o ótimo "Anticontrole" (2002), lançado pela goiana Monstro Discos, lar da barulheira nacional. As influências são Mudhoney, Stooges, Queens Of Stone Age e outras grosserias. 'Seja Mais Certo' chegou a rodar nas rádios mais bacanas, e na MTv. O disco é de uma urgência absurda. Bom registro dos gaúchos.

terça-feira, 24 de março de 2009

BETHANY CURVE "Gold" (1998)


1 "Drag" - 7:17
2 "Temporary" - 4:56
3 "Carnyval Sweet" - 4:05
4 "Fold In The Floor" - 5:07
5 "Over And Out" - 1:46
6 "Fourteen" - 5:58
7 "Pool And The Shine" - 6:39
8 "Strength" - 3:50
9 "Cygnus X-1" - 5:45
10 "Movement" - 4:35
11 "Marasmus" - 17:35
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Referências: Banda americana de Santa Cruz, Califórnia. Shoegazer e Dream-Pop somados a um ar soturno que os acompanha. A banda foi formada em 1994 por Richard Millang, Ray Lake, Chris Preston e David Mac. As influências, além das guitarras altas, bem altas, e dos vocais afetados, ficam em Jesus & Mary Chain, Dead Can Dance e The Cure, um caleidoscópio sonoro irrepreensível, um elo entre o escuro e o noise. "Gold" é o terceiro disco da banda, lançado pela Unit Circle Rekkids. Ainda estão na discografia da banda, "Mee-Eaux" (1995), "Skies a Crossed Sky" (1996) e "You Brought Us Here" (2001). Comece o disco pela espetacular 'Fourteen', música que sempre me desorienta, a cada audição é um nova sequela, perfeita. Destacam-se ainda as ótimas 'Drag', 'Temporary', 'Over And Out' (J&MC fase "Honey's Dead") e 'Strength'. Sombrio e barulhento na medida exata. Obrigatório.

AUBURN LULL "Alone I Admire" (1999)


01 "Stockard Drive" – 4:34
02 "Desert" – 3:23
03 "Old Mission" – 3:18
04 "Blur My Thoughts Again" – 4:50
05 "Early Evening Reverie" – 3:58
06 "The Last Beat" – 3:48
07 "Tidal" – 2:55
08 "Between Trains" – 5:37
09 "Finland Station" – 4:17
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Referências: Banda americana de Michigan. Dream-Pop, Space-Rock e Ambiente-Music, tudo está aqui nessa preciosidade que é a estréia do Auburn Lull, um disco que te suga lentamente pra dentro do buraco negro, magistral. A banda formada por Jason Kolb, Eli Wekenmen, Sean Heenan e Jason Weisinger é diretamente afetada por Flying Saucer Attack e derivados, um ambiente hipnótico, calmo e cheio de efeitos e texturas noise (sem ser barulhento) embalam o disco do início ao fim. "Alone I Admire" é o debut da banda, lançado pela Burnt Hair Records (posteriormente o disco seria relançado pela Darla Records, atual casa da banda). A banda ainda tem outros dois discos lançados, "Cast From The Platform" (2004) e "Begin Civil Twilight" (2008), o ritmo de produção é como o das músicas. 'Stockard Drive', 'Desert', 'Old Mission' e 'Blur My Thoughts Again' (minha preferida) são obrigatórias. Indispensável.

THE NAME "Assonance EP" (2009)


01. Come Out Tonite
02. Can You Dance, Boy
03. Mary Did Again
04. Tenant
05. Assonance
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Referências: Banda da cidade de São Paulo. Pós-Punk e modernidade contornam o som contagiante do The Name. Formado por Andy (Guitarras e Vocais), Molinari (Baixo) e Alves (Bateria), o The Name apresenta nítidas influências de bandas como Gang Of Four e The Cure, assim como de artistas responsáveis pelo revival do movimento, fica claro um "Q" de The Rapture aqui. "Assonance" é o segundo EP da banda, antes tinham lançado outro EP "Gone", 2006 (com um som mais crú e direto, relembrando um Pós-Punk mais urgente) e o single "Older", em 2008. A vantagem de um EP é seu impacto, "Assonance" é rápido, alto, e dançante. 'Come Out Tonite', 'Can You Dance, Boy' e 'Mary Did Again' se ligam como única, ótimas. Os dois EPs já prometem um excelente disco cheio. Fechando, 'Assonance', a música, é excelente. Ouça urgente!

MY TEENAGE STRIDE "Ears Like Golden Bats" (2007)


1 "Reception" - 2:11
2 "That Should Stand for Something" - 2:20
3 "To Live and Die in the Airport Lounge" - 3:43
4 "Actors' Colony" - 1:35
5 "Ears Like Golden Bats" - 2:20
6 "The Genie of New Jersey" - 2:47
7 "Terror Bends" - 2:40
8 "Reversal" - 2:48
9 "Chock's Rally" - 2:24
10 "Heartless & Cruel" - 2:17
11 "Ruin" - 2:53
12 "We'll Meet at Emily's" - 2:59
13 "Depression Kicks" - 3:23
14 "Boys Will Tell" - 3:31
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Referências: Banda americana de New York. Indie-Rock, com levada contagiante e influências de Jesus & Mary Chain, 'That Should Stand for Something' é J&MC até a alma, adorável. Apesar das guitarras, os tecladinhos também são constantes criando uma atmosfera única. A banda é formada por Jedediah Smith (vocal, guitarra, baixo, bateria, orgão, piano e sintetizadores) e Brett Whitmoyer, que acompanha Smith, o "dono" do My Teenage. O disco está rodando e você de repente está no meio dos anos 1980, 'Actor's Colony' não deixa dúvida. The Smiths, The Housemartins e outros são influências contantes. A faixa título, a sublime 'Ears Like Golden Bats' te lembra Beat Happening mais produzido, é impressionante a quantidade de ótimas canções nesse disco. "Ears Like Golden Bats" é o terceiro disco da banda, lançado pela Becalmed Records. Excelente.

BALM "Shoegazer EP" (1996)

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01 Stencil
02 Swerve
03 Ether
04 Som
05 Unknown
06 Moon
07 From The Seam Of A Cloud
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Referências: Banda canadense de Ontário, há muito tempo pra ser postada por aqui. A banda mergulha em um Shoegazer intenso, sem grandes produções, algo bem crú e ao mesmo tempo experimental, algumas músicas como 'From The Seam Of A Cloud' e 'Som' são viagens sonoras bem ácidas. A banda permanece num limbo do esquecimento, informações são raras. Sobre o Balm sabe-se que tem a frente Charlie Moniz, canadense de Burlington/Ontário, de onde é a banda. "Shoegazer EP" é seu debut, enquanto Balm, Moniz rodou por outros projetos em solos canadenses, lançado pela Sonic Unyon, por onde até Frank Black já lançou disco. Acompanham Charlie Moniz (bateria), Paul Sveda (baixo) e Mike Baker (vocal/guitarras). Um disco curto, obscuro e com boas músicas como 'Stencil' e 'Moon'.

segunda-feira, 23 de março de 2009

PALE SUNDAY "Summertime?" (2005)


1. The White Tambourine
2. Mary
3. Sunday Morning
4. Twiggy Superstar
5. My Punk Girl
6. Never Fall Apart
7. She'll Never Be Mine
8. 1978
9. A Safe Place
10. Strangeways
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Referências: Banda paulista de Jardinópolis. Indie-Pop, ultra-doce e melódico. Os elementos te remetem ao indie-pop americano, cheio de influências dos anos 80 e 90. A banda formada por Luis Gustavo (vocal, baixo), Sineval Almeida (guitarras), Tiago Fuzz (guitarras) e Az (bateria), antes de lançar seu debut "Summertime?", pela americana Matinée Records, já tinha lançado também pelo badalado selo pop americano o EP "A Weekend With Jane", em 2003, além de "Everything Starts When You Smile" EP nacional de 2002. Uma extensa lista de participações em compilações diversas completam a obra da banda. Adoro as guitarras que entram em meio a melodias pop, casos de 'The White Tambourine' e 'Mary'. "Summertime?" é um sopro de suavidade e alegria, destilando Jesus & Mary Chain e Teenage Fanclub aos montes. Excelente.

BEALLY "Songs For A Walk" (2008)


01-a song for the feet
02-caballito del diablo
03-stumble and fall
04-nierva dd
05-nonsense its easy
06-logical movement
07-boy and girl
08-time
09-the same other
10-little monkey head
11-tribute
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Referências: Banda do Rio de Janeiro. Indie-Rock, Lo-Fi. O Beally foi formado em 2007, um projeto solo de Yuri Pinta, que já havia circulado por outras bandas. O Beally começa com Yuri e seu computador, mais Lo-Fi impossível. Pouco depois o Beally passa a ter cara de banda com a entrada de Cha Daflon, Rodrigo Facchineti, Gustavo Miranda e João Curvello. "Songs For A Walk" ganha corpo e chega até nós em 2008, via Midsummer Madness. O disco é obscuro na sua produção, com sonoridade caseira e um ar melódico apurado, ouça canções como 'A Song For The Feet', 'Boy and ;Girl' e 'Time', rapidinho entram nas suas preferidas. Imediatamente você lembra de bandas como Sllepwalkers e Feedback Club. um disco sem nenhuma pretensão mais que te conquista pela simplicidade. Bom registro.

domingo, 22 de março de 2009

FJORD ROWBOAT "Saved The Compliments For Morning" (2007)


1. Carried Away 3:51
2. Can't See the Sun 3:33
3. Shootin' the Breeze 5:24
4. Simply Stood 4:56
5. Paragon 4:31
6. Taking the Pass 3:34
7. Valuable Survive 4:24
8. Through the Morning Light 5:35
9. Turn the Mirror Around 4:06
10. Spin Cycle 2:50
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Referências: Banda canadense de Toronto. Shoegazer flertando com a psicodelia. Um dos grandes disco dos últimos anos, um disco alto, melódico, intenso e beirando a perfeição. Após dois singles lançados em 2006, "Debaser" e "Paragon" o Fjord Rowboat chegou ao seu debut, "Saved The Compliments For Morning", lançado pela Roxton Records. Formado por Craig Gloster, Ian Mckay, Kevin Mckay, Justin Grant e Matt Collum, o Fjord Rowboat emula Jesus & Mary Chain, Joy Division e Interpol aos quatro cantos, 'Carried Away', 'Can't See the Sun' e 'Simply Stood' são perfeitas. As músicas tem introduções envolventes que vão crescendo e te jogam dentro de um turbilhão de guitarras hipnóticas, a espetacular 'Paragon' é exatamente assim. Coloque "Saved The Compliments For Morning" pra rodar e o deixe na cabeceira. Indispensável.

KISS ME DEADLY "Misty Medley" (2005)


1. Dance 4
2. Dance 2
3. Pop
4. Lets
5. Dance 3
6. Ballads
7. Misty Medley
8. Distress Call
9. Dance 1
10. Groove
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Referências: Banda canadense de Montreal. Indie-Rock em um ambiente de influências que vão do Shoegazer ao Pop dançante, além de variações eletrônicas. Esse disco é impecável e essencial, inexplicavelmente encontra-se perdido no limbo dos bons discos. O Kiss Me Deadly é formado por Emily Elizabeth (vocal/guitarra), Adam Poulin (guitarra/vocal), Erik Roulez (bateria), Mathieu DuMontier (baixo/vocal) e Sophie Trudeau (violinos), essa última membro do assombroso Godspeed You! Black Emperor. "Misty Medley" é a estréia da banda, lançado pela Alien8 Recordings, antes tinham gravado o EP "Amoureux Cosmiques". As referências passam por Blonde Redhead, Sonic Youth e Sugarcubes, um caldeirão melódico perfeito. Você vai ouvindo 'Dance 4', 'Dance 2', 'Pop', 'Lets'...e quando vê o disco acabou, uma pérola instantânea. Obrigatório.

FLYING SAUCER ATTACK "Self Titled" (1993)


1. My Dreaming Hill
2. Silent Tide
3. Moonset
4. Make Me Dream
5. Wish
6. Popol Vuh 1
7. Drowners
8. Still
9. Popol Vuh 2
10. Season Is Ours
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Referências: Banda inglesa de Bristol. Space-Rock, Experimental e Shoegazer. Feedbacks aos quatro cantos fazem o som ficar ecoando em seus ouvidos, um deleite. Vocais meio sombrios e arrastados em meio a sinfonias noise, caso das espeteculares 'My Dreaming Hill' e 'Silent Tide'. A banda de David Pearce e Rachel Brook mesmo em meio aos barulhos intensos são acompanhados por uma melodia encantadora, caso da versão deles para 'The Drowners', a açucarada música do Suede ganha distorção e acidez, sensacional (gosto também da original britpop). "Self Titled" é o debut da banda, lançado pela VHF Records. Em seguida lançaram outros três discos oficiais ("Further", "New Lands" e "Mirror"), além de outras compilações. Quando o massacre sonoro não está em ação, raros momentos, o disco te faz flutuar. Obrigatório.

FREE KITTEN "Inherit" (2008)


01 "Erected Girl" – 6:45
02 "Surf's Up" – 3:39
03 "Seasick" – 3:24
04 "Free Kitten on the Mountain" – 7:51
05 "Roughshod" – 1:28
06 "Help Me" – 1:45
07 "The Poet" – 3:41
08 "Billboard" – 2:37
09 "Bananas" – 2:49
10 "Monster Eye" – 11:32
11 "Sway" – 3:51
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Referências: Banda americana de New York. Indie-Rock, Punk e Garage-Rock. O Free Kitten é um projeto paralelo de Kim Gordon, deusa do Sonic Youth. Acompanham Kim no Free Kitten, Julie Cafritz, ex-Pussy Galore, e Yoshimi P-We. "Inherit", o quarto disco da banda, lançado pela Ecstatic Peace Records (selo do também sônico Thurston Moore), conta ainda com algumas guitarras de J. Mascis. Esse disco interrompe 11 anos de vácuo entre o último disco da banda, o ótimo "Sentimental Education" de 1997, lançado pela Kill Rock Stars. Guiattras altas e viajantes lembram sempre Stooges. Destacam-se as ótimas 'Erected Girl', 'Surfs Up', 'Seasick' e 'Bananas'. Ótimo disco, mais uma cortesia da família Youth.

sábado, 21 de março de 2009

AIR MIAMI "Me.Me.Me" (1995)


1 Hate Milk (2:15)
2 World Cup Fever (1:56)
3 Seabird (4:23)
4 Special Angel (4:18)
5 Afternoon Train (2:20)
6 Dolphin Expressway (3:01)
7 Sweet As A Candy Bar (1:29)
8 You Sweet Little Heartbreaker (1:45)
9 Neely (1:55)
10 Bubble Shield (2:25)
11 The Event Horizon (2:50)
12 Definitely Beachy (3:35)
13 Reprise (2:28)
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Download
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Referências: Banda americana de Washington DC. Indie-Rock suave e delicado, com alguns botões eletrônicos perdidos entre os vocais angelicais de Bridget. Formado por Mark Robinson (vocal/guitarra), Bridget Cross (vocal/baixo) e Gabriel Stout (bateria), o Air Miami apesar de americano parecia ter saído de uma compilação da Sarah Records, dada a atmosfera britânica que ronda a banda. "Me.Me.Me", o debut da deles, foi lançado pela gravadora inglesa 4AD. Os americanos já tinham lançado alguns singles e K7's no inicio dos 1990. "Me.Me.Me" é um disco adorável, um registro sempre citado por quem conseguiu chegart até a banda, não muito conhecida e meio esquecida. Canções como 'Special Angel', 'Seabird', 'Dophin Expressway' (quase um shoegazer), 'World Cup Fever' e 'I Hate Milk' fazem "Me.Me.Me" um tesouro perdido do Indie-rock. Excelente.

LES SAVY FAV "Inches" (2004)


1 "Meet Me in the Dollar Bin" - 4:21
2 "Hold On to Your Genre" - 5:16
3 "We'll Make a Lover of You" - 3:43
4 "Fading Vibes" - 3:58
5 "The Sweat Descends" - 4:15
6 "Knowing How the World Works" - 4:49
7 "Hello Halo, Goodbye Glands" - 3:53
8 "Obsessed With The Excess" - 4:05
9 "One Way Widow" - 3:18
10 "Yawn. Yawn, Yawn" - 2:56
11 "No Sleeves" - 4:14
12 "Reprobates Resume" - 3:23
13 "Reformat (Dramatic Reading)" - 6:10
14 "Reformat (Live)" - 2:55
15 "Bringing Us Down" - 3:04
16 "Our Coastal Hymn" - 4:20
17 "Blackouts on Thursday" - 3:27
18 "Rodeo" - 2:20
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Referências: Banda americana de New York. Indie, Pós-Punk e Dance-Punk. Formada em meados dos anos 1990 a banda fundia a energia e o desepero do Pós-Punk britânico com elementos dançantes, impossível passar batido pelo Les Savy Fav. Formada por Tim Harrington, Seth Jabour, Syd Butler, Harrison Haynes e Andrew Reuland, a banda apresenta um ritmo sempre intenso, canções sempre com muito punch e urgência. A banda tem 4 discos oficiais, além de alguns EPs, "Inches" é uma compilação de singles que a banda lançou entre 1995 e 2004, foi lançada pela French Kiss Records. Começa pela insana 'Hold On to Your Genre', depois afaste os móveis, deixe o disco rodar e saia pulando. Destacam-se, 'We'll Make a Lover of You', 'The Sweat Descends', 'Meet Me in the Dollar Bin' e 'Reformat'. Um disco que dá boas vindas ao caos, lembrando Gang Of Four. Excelente.

ASTROBRITE "Whitenoise Superstar" (2007)



1. Whitenoisesuperstar
2. Cherryflavorburst
3. Vanillablue
4. Dragonfly Pinky Fuzz
5. Amorotic Zoom
6. Goddess
7. Summershine Smiley
8. Valentina Galaxina
9. Fireye Goodbye
10. Hero Xero (Lonely Boy)
11. Slow Red
12. Kisspeach
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Referências: Banda americana do Arizona. Shoegazer e Noise intensos. O Astrobrite nasceu como um projeto paralelo de Scott Cortez, do ótimo Lovesliescrushing, inicialmente com singles e EPs em meados dos anos 1990. Acompanhado por Odell Nails, Melissa Arpin e Andrew Prinz, Cortez investe no noise extremo (diferente de sua outra banda que flerta com o dreampop), as músicas sempre tem ruídos altíssimos, vocais quase sussurrados em meio a muralhas de guitarras altas e em delays eternos, uma sinfonia barulhenta e necessária, ao fim do disco as microfonias te acompanham por alguns segundos. "Whitenoise Superstar" é o o quarto disco do Astrobrite, lançado pela Vinyl Junkie Recordings. Ouça as urgentes 'Cherryflavorburst' e 'Vanillablue', My Bloody Valentine em estado bruto e ao cubo. Vá até 'Amorotic Zoom' e entenda a beleza sublime de saber fazer barulho, pra poucos. Obrigatório.

sexta-feira, 20 de março de 2009

RADIOHEAD "Kid A" (2000)


01 "Everything in Its Right Place" – 4:11
02 "Kid A" – 4:44
03 "The National Anthem" – 5:51
04 "How to Disappear Completely" – 5:56
05 "Treefingers" – 3:42
06 "Optimistic" – 5:16
07 "In Limbo" – 3:31
08 "Idioteque" – 5:09
09 "Morning Bell" – 4:35
10 "Motion Picture Soundtrack" – 7:01
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Referências: Banda inglesa de Oxfordshire. Alternativo, Experimental, Eletrônico e com pitadas Progressivas, mais ou menos assim é o Radiohead (e mais um monte de outras coisas também), maior banda de Rock atual que circula brilhantemente entre os primeiros postos das paradas e o público indie. "Kid A" é o quarto disco da banda, que em meio a um inical estranhamento dado as experimentações que começavam a atingir graus maiores, rapidamente tornou-se estourado, um disco brilhante e obrigatório. 'Idioteque' marcava um flerte com a eletrônica, já iniciado timidamente em "Ok Computer", de 1997, e aprimorado nos discos posteriores. Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O'Brien e Phil Selway começavama a redefinir seu som e mostrar até onde ia a mente de Yorke, gênio. 'Everything in Its Right Place', 'Optimisc', 'The National Anthem' e 'Morning Bell' são primorosas. Radiohead é fundamentel de "Pablo Honey" (1993) a ""In Rainbows" (2007).

quinta-feira, 19 de março de 2009

PELVs "Members To Sunna" (1997)


01 Solo
02 Next To Mantra
03 Move
04 Sunna
05 Sound Menu
06 Trippy
07 The Mixer
08 (We Know) Jah Will Never Let Us Down
09 Heavy Wind/45nd Street Theme
10 Lite Suit Candy
11 Bric-a-Brac Between Aspirins
12 Heay Mean Way
13 Kimono
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Referências: Banda do Rio de Janeiro. A PELVs é uma espécie de ícone do Indie-Rock nacional, responsável por clássicos do underground. A banda formada no início dos anos 1990 já apareceu aqui com seus outros três discos, "Anotherspot" (2006), "Peninsula" (2001) e "Peter Grenaway's Surf" (1993). "Members To Sunna" é o segundo disco da banda e o primeiro pelo selo carioca Midsummer Madness, por onde gravam até hoje (só a estréia da banda saiu pela finada Rock-It!). "Members To Sunna" rompe com a urgência e a produção caseira de "Peter Grenaway's Surf", é um disco rico em harmonias e melodias, além de uma produção mais limpa. As influências porém continuam em Lloyd Cole, Teenage Fanclub e Surf-Music. Dos quatro discos da PELVs esse é o que menos me empolga, o que mostra o quanto a banda é essencial já que é um ótimo disco, novos caminhos surgiam. O primeiro me cativa por ser histórico e ter vivido no momento, um período mais romântico onde os novos sons eram "conquistados", já "Peninsula" e "Anotherspot" são clássicos e indispensáveis. 'The Mixer', 'Trippy', 'Kimono', 'Heavy Wind/45nd Street Theme', 'Lite Suit Candy', todas ótimas. PELVs é obrigatória, do noise a calmaria.

RIDE "Carnival Of Light" (1994)


1 Moonlight Medicine (6:47)
2 1000 Miles (4:58)
3 From Time To Time (5:05)
4 Natural Grace (4:39)
5 Only Now (4:25)
6 Birdman (6:38)
7 Crown of Creation (4:40)
8 How Does It Feel To Feel? (3:39)
9 Endless Road (3:29)
10 Magical Spring (4:24)
11 Rolling Thunder (2:07)
12 I Don't Know Where It Comes From (5:31)
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Referências: Banda inglesa de Oxford. É difícil falar do Ride, banda genial que circulou do Shoegazer ao Britpop sem perder brilho. "Carnival Of Light" é o terceiro disco da banda, lançado pela Creation, e deixa de lado o Shoegazer característico dos dois primieros discos, "Nowhere" (1990) e "Going Blank Again" (1992) e investe mais em influências Psicodélicas, o que não tira o brilhantismo da banda. Andy Bell, Laurence Colbert, Mark Gardener e Steve Queralt atingiram nesse "Carnival Of Light" um estágio melódico único, canções perfeitas, vocais magníficos e uma atmosfera radiante, um disco pra dançar como no clip de 'Twisterella' (música do "Going Blank Again"). Nunca entendi o Ride não estourar por aqui, mas isso não importa. 'Natural Grace', 'Crown Of Creation', 'Endless Road', 'Magical Spring', 'Moonlight Medicine', todas sublimes. Pra fechar a mágica 'Rolling Thunder'. Ride é Ride o resto é conversa.

SOKO "Not Sokute" (2007)


1. The Dandy Cowboys 3:55
2. Shitty Day 2:31
3. I'll Kill Her 3:51
4. Take My Heart 3:04
5. It's Rainning Outside 2:45
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Referências: Soko é Stéphanie Sokolinski, francesa de Bordeaux. Indie-Pop, Folk e vocais angelicais, de cara ouça a espetacular 'I'll Kill Her', simples, doce, envolvente e rapidamente predileta. Soko é atriz, frequente em filmes franceses, e começou a cantar em 2006. Quando "Not Sokute" foi lançado Soko tornou-se em darling-indie, tudo via Myspace. As letras sempre falam de algum desencontro, frustrações e dores, apesar do ar alegre e inocente que ronda o EP. As referências ficam em Belle & Sebastian, Camera Obscura e derivados. Além da ótima 'I'll Kill Her' destaca-se a também ótima 'It's Rainning Outside', duas músicas poderosas. Soko é fofa e pra ser ouvida sem compromissos, tire 10 minutos pra ela e não se arrependerá. Lembro que 'I'll Kill Her' ficou na minha cabeça por dias. Bom disco.

quarta-feira, 18 de março de 2009

HIGHSPIRE "Your Everything" (2003)


1 Until The Lights Go Down (6:25)
2 Skies You Climb (6:28)
3 Fade In A Day (5:50)
4 Portsmouth (4:03)
5 Shattered (3:22)
6 See The Lines (5:56)
7 Sub Par Life, A Brilliant Death (3:15)
8 Glass In My Mouth (4:39)
9 No Day Like Today (5:54)
10 Vesperbell (4:11)
11 Slowbeat (5:56)
12 Love Me Or Leave Me (5:26)
13 Turn For The Worse (12:14)
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Referências: Banda americana da Philadelphia. Shoegazer em ritmo lento, denso e desesperador. Quando os discos do Slowdive, principal influência da banda, começavam você sabia que o ritmo ia ficar lento até o fim, sempre com aquelas atmosferas que te angustiavam, pois beiravam uma explosão nunca existente, assim é o Highspire, responsável por uma obra-prima, não muito reconhecida e badalada. "Your Everything", o debut dos americanos foi lançado em 2003 pela alemã Alison Records e ganhou nova edição em 2004, pela americana Clairecords. A sequência inicial com 'Until The Lights Go Down', 'Skies You Climb' e 'Fade In A Day' é espetacular, das mais densas da música recente. A banda, oficialmente EJ Hagen (guitarras, baixo, programações) e Alex White (vocais, guitarra), tem uma série de participações em coletâneas. Pra fechar ouça a adorável 'Portsmouth'. Disco de cabeceira, obrigatório.

HARTFIELD "True Color, True Lie" (2003)


1. Nineball (4:52)
2. (The Stars Will Shine Above All Of) The Streets (4:54)
3. True Color 3:32
4. Girl Like You (4:55)
5. Blow Away (5:17)
6. Reason (3:48)
7. The Door Into Summer (3:30)
8. Strangers When We Meet (5:03)
9. 16 Lover's Rain (5:15)
10. She Bangs (4:21)
11. It Could Happen To You? (4:25)
12. A Sorrowful Heartland (6:34)
13. Stand By Me (7:25)
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Referências: Banda japonesa de Tóquio. Shoegazer clássico, com noise no talo, melodias agridoces e paredes de guitarras, a audição de 'Reason' é obrigatória, em segundos você está em Londres no início dos 90. A banda na verdade é uma dupla, Takateru Kagawa e Yukari Tanaka são responsáveis por tudo, desde de barulheiras, como 'Reason', até melodias açucaradas, como em 'Girl Like You'. "True Color, True Lie" é o debut da banda, lançado pela americana Clairecords, a banda ainda tem participações nas coletâneas "Pacific Union" e "Never Lose That Feeling Volume 2", onde faz uma versão de My Bloody Valentine, referência absoluta aqui. As alternâncias de vocais são sempre um charme, os de Tanaka (a menina) levam ligeira vantagem. As distorções e os ambientes formados por texturas eletrônicas e vocais cheio de efeitos marcam o disco, confira 'Strangers When We Meet'. Excelente.

ANSAPHONE "Morning Lights Recover" (2009)


1. Low
2. Hello Stranger
3. Raindrop
4. Morning Light Recover
5. Sinking
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Referências: Banda de Bandung, na Indonésia. Shoegazer, Post-Rock e Experimental na mesma sacola, e alto. O Ansaphone estava cobiçado por nós há tempos, lembro do Miguel comentando seu desejo de por as mãos nesse EP dos indonésios, as músicas já ecoavam entre nós. Aqui está essa preciosidade, que chegou ao Amor Louco por gentileza do Indie Showbiz (especializado na música local, você encontra o disco lá também), depois de um "pedido" nosso. A banda, formada por Jajat (Guitarra,Vocais), Rian (Baixo, Vocais), Ricky (Guitarra), Adhit (Guitarra) e Errol (Bateria), encontrou um elo perfeito entre o noise, o melódico, o espacial e outros derivados sonoros, músicas sempre longas em uma viagem hipnótica quase sem fim, um deleite. É colocar "Morning Lights Recover", debut deles e sem gravadora indicada, pra rodar e se preparar para um turbilhão de referências que passam por Pale Saints, Mogwai, Explosion In The Sky e My Bloody Valentine, entre outros. 'Low', 'Hello Stranger', 'Raindrop', 'Morning Light Recover' e 'Sinking' tornam-se obrigatórias desde já. Viva o Ansaphone.

terça-feira, 17 de março de 2009

LUCY'S DRIVE "Deep Seeker" (2007)


1. Change For Us
2. Squeeze The Sun
3. Inside Noise
4. Somewhere
5. Be Strong Now
6. Begin To Change
7. Good Reason
8. Breeze
9. See The Way
10. Feel So Good
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Referências: Banda japonesa da cidade de Chiba. Shoegazer, noise e texturas eletrônicas convivendo no mesmo espaço, My Bloody Valentine e Chapterhouse dizendo presente em todos os momentos. Na verdade o Lucy's Drive se resume a Yuichi Nakamura, o faz tudo da banda e responsável por um disco excelente que rapidinho e sem muito esforço te conquista. O disco circula num ritmo intenso e envolvente, cheio de ruídos e melodias. Nakamura faz até uma versão pra doce 'Be Strong Now' de James Iha, guitarrista do Smashing Pumpkins (que já apareceu por aqui solo). Beats eletrônicos, vocais com efeitos e ruídos fazem do pop de Iha uma caixinha noise, sensacional. "Deep Seeker", debut do japonês, lançado pela Modettes Records, é um disco dos mais bacanas a passar por aqui. Nakamura é ex-integrante do clássico Zeppet Store, uma espécie de patrimônio japonês. 'Change For Us', 'Begin To Change', 'Be Strong Now', 'Feel So Good', um desfile sem fim de pérolas. Obrigatório.

PICTURES AND SOUND "Self Titled" (2008)


1. Everything Leaves A Mark
2. The Last Ocean
3. Forever To Reach
4. It's You
5. Shadow Boxing
6. Big Screen
7. 100 Directions
8. The Youth
9. Every War
10. Space Between The Lines
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Referências: Banda americana de Nashville. Indie-Rock, quando o disco começa a rodar você se pergunta se Chris Martin deixou o Coldplay e formou o Pictures And Sound, não pelo som, mas pelos vocais que a todo momento insistem nas referências, o som apresenta um gás maior, nada muito intenso e urgente, a levada aqui é outra, mais pop. Formado por Luke Reynolds, o "dono" da banda, Pete McNeal e Dave Wilder, o Pictures And Sound nasce das cinzas do Blue Merle, antiga banda do multi-instrumentista Luke. O disco, "Pictures And Sound", é a estréia da banda, lançado pela Vanguard Records, ameaça a decolar num ritmo mais acelerado o tempo todo, ouça 'Shadow Boxing' e entenda, mas fica preso a um pop mais refinado, o que é o charme do disco. Além da já citada, e ótima, 'Shadow Boxing', ouça 'Everything Leaves A Mark' e '100 Directions'. Sem grandes expectativas torna-se um disco bem legal.

TRIPSITTER "California Son" (2004)


1. Intro 1:19
2. Let Me Know You 4:42
3. Banana Split 3:14
4. Transformation 4:53
5. California Son 4:55
6. Wavestrumental 2:31
7. Last September 3:33
8. There Goes the Sun 3:59
9. Positively Thomas 3:13
10. Divine 5:10
11. On and On 4:49
12. Outro 1:15
13. Just a Little 3:41
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Referências: Banda americana de Las Vegas. Indie-Rock, com influências sessentistas e pitadas de Psicodelismo e Sunshine Pop. O Tripsitter é formado por Jeff Celentano (Piano, Teclados, Vocais), Jon Celentano (Baixo, Vocais), Jared Dalley (Guitarra, Vocais) e Matt Bennett (Bateria, Vocais). "California Son" é o debut dos californianos, antes tinham lançado um EP homônimo, e suas influências de Beach Boys, Beatles e The Byrds, aproximam o son deles aos irlandeses do The Thrills, o folk está presente aqui também. Uma levada Pop acompanha o disco que em seus momentos mais ácidos e viajantes te jogam no ensolarado anos 1960. Destacam-se 'Divine', 'Banana Split' e 'California Son', uma volta no tempo. Bom disco.

segunda-feira, 16 de março de 2009

JOHN CALE "Paris 1919" (1973)


01 "Child's Christmas in Wales"
02 "Hanky Panky Nohow"
03 "The Endless Plain of Fortune"
04 "Andalucia"
05 "Macbeth"
06 "Paris 1919"
07 "Graham Greene"
08 "Half Past France"
09 "Antarctica Starts Here"
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Referências: John Davies Cale, ou John Cale, é galês de Carmarthenshire. A palavra Rock, pura e simples, pode definir bem esse disco de Cale, ex-integrante do fundamental Velvet Underground e produtor de bandas como Stooges, Patti Smith e Siouxsie & The Banshess, entre outras, é claro que vindo de Cale você pode esperar experimentações, noise e art-rock, tudo embalado num ar sofisticado e luxuoso. John Cale já apareceu por aqui, com sua parceria com Lou Reed em "Songs For Drella", de 1990. "Paris 1919" é o terceiro disco solo de Cale, que deixou o Velvet em 1968. Foi lançado pela Reprise e se aproxima da perfeição, músicas como 'Hanky Panky Nohow' e 'The Endless Plain of Fortune' são únicas e primorosas, um elo entre o desespero e a melancolia, e ainda tem 'Andalucia', 'Macbeth', 'Half Past France', e assim vai. Perfeição, assim é "Paris 1919".

TELEVISE "Songs To Sing In A&E" (2006)


1 This Is Where... (4:36)
2 Radiation Sound (3:56)
3 If I Told You (5:19)
4 I Don't Know Why (3:29)
5 Smile (5:42)
6 Underwater (3:31)
7 Mercy Seat (4:29)
8 Never Alone (14:27)
9 Life On Mars (5:00)
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Referências: Banda inglesa de Cambridge. Shoegazer com umas texturas eletrônicas, sempre criando um ambiente mais viajante. A banda tem em Simon Scott seu principal membro, Scott é ex-baterista do fundamental/queridíssimo Slowdive, já postado por aqui e que dispensa maiores apresentações, dado seu caráter histórico. No Televise, Scott, acompanhado por Alex Dowding (baixo, vocal), Nick King (bateria) e Jamie Armstrong (guitarra), fica a cargo dos vocais e guitarras, o disco tem um poder melódico em meio a guitarras noise impressionante, ouça o hit instantâneo 'I Don't Know Why', com um ar alegre e dançante, a única por aqui. "Songs To Sing In A&E", debut dos ingleses lançado pela Club AC30 Records é um primor, 'Smile' é um das belíssimas canções que encontramos por aqui, assim como 'If I Told You' e ' This Is Where...'. Em 2008 lançaram "Secret Valentine", segundo álbum cheio deles, pela Distant Noise Records. Em segundos torna-se item obrigatório.

HOLIDAY "Cafe Reggio" (1997)


1. There's a Place
2. Well Enough Alone
3. Just Follow
4. Your Very Last Party
5. Something About You
6. All I Want
7. Shelagh Delaney
8. Sherman
9. New Year's Anything
10. Happy If You Knew It
11. Periwinkle
12. Candy
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Referâncias: Banda americana de New York. Indie-Pop, Twee. Formados em encontros dentro da unversidade (Yale) o Holiday, composto por Josh Gennet (vocal, guitarra), Matt Snow (guitarra) e Andrew Park (baixo), além de uma série de bateirista em pouco mais de 3 anos, o Holiday durou pouquíssimo, porém o suficiente para nos brindar com o doce e alegre "Caffe Regio", lançado pela Spin Art (versão postada) e pela espanhola Siesta Records. Além desse registro existem alguns singles, sempre nessa levada pop-ingênua e o debut da banda, "Holiday" em 1995 pela What Are Records. As influências circulam entre Beach Boys, Belle & Sebastian e Magnetic Fields. Destacam-se as boas 'Something About You', 'All I Want' e 'New Year's Anything', a minha preferida. Pra rodar sem pretensões, bom disco.

GUMBALL "Rvolution On Ice" (1994)


01 "Revolution on the Rocks"
02 "Free Grazin"
03 "With a Little Rain"
04 "Nights on Fire"
05 "Whatcha Gonna Do"
06 "Breath Away"
07 "Gone to the Moon"
08 "It Ain't Nothin'"
09 "Read the News"
10 "The Boat Race"
11 "Trudge"
12 "She's as Beautiful as a Foot"
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Referências: Banda americana de New York. Rock Alternativo dos anos 1990. Outro dia passei pelo ótimo Last Splash e dei de cara com "Super Tasty" (disponível pra download lá), segundo disco do Gumball de 1993, a ficha caiu na hora, rápido fui atrás dos empoeirados "Super Tasty" e "Revolution On Ice", quanto tempo, belíssimas audições quase esquecidas. Formados por Don Fleming (guitarra, vocais), Eric Vermillion (baixo), Jay Spiegel (bateria) e Malcolm Riviera (guitarra, teclados), o Gumball circulava pela mesma turma de Dinosaur Jr., Sonic Youh e Teenage Fanclub, além de Dom Fleming já ter circulado por bandas como o Ball e Velvet Monkeys. As referências vão de J. Mascis e Thurston Moore a Black Flag, sempre intenso. Destacam-se as ótimas 'Revolution on the Rocks', 'Free Grazin', 'Breath Away', 'It Ain't Nothin' e a esperta cover de 'She's as Beautiful as a Foot' do Blue Öyster Cult. Ótimo disco.

quinta-feira, 12 de março de 2009

PALE FOUNTAINS "...From Across The Kitchen Table" (1985)


1. Shelter
2. Stole the Love
3. Jean's Not Happening
4. Bicycle Thieves
5. Limit
6. 27 Ways to Get Back Home
7. Bruised Arcade
8. These Are the Things
9. It's Only Hard
10. ...From Across the Kitchen Table
11. Hey
12. September Sting
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Referências: Banda inglesa de Liverpool. Indie-Rock, com influências sessentistas. Formados por Michael "Mick" Head (vocal/guitarra), Chris McCaffery (baixo), Thomas Whelan (bateria) e Andy Diagram (trumpete), o Pale Fountains lembra em muitos momentos David Bowie e o The Housemartins, músicas como 'Shelter' e 'Stole the Love' são clássicos instantâneos e indispensáveis, sempre com um ar pop-dançante. "...From Across the Kitchen Table" é o segundo disco da banda, lançado pela Virgin Records, fica nítida também as influências de Burt Bacharach, o que dá um ar mais sofisticado ao disco. Ainda destacam-se as ótimas, e singles do disco, 'Jean's Not Happening' e '...From Across the Kitchen Table'. Adoro Pale Fountains, talvez por isso seja um dos pouquíssimos a achar esse disco indispensável.

HEAVÏNESS "Self Titled" (2008)


1. Not Yet
2. Saddest Colour
3. Nothing Forbids You
4. Vermilion Boots On
5. Your Velvet Wrapping
6. How You Avoid The Sugartrap
7. Places
8. Where The Pixies Go
9. Black Marzipan
10. Touchlast
11. Curtains Of Rain
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Referências: Banda sueca de Stockholm. Shoegazer clássico. Ruídos, camadas de guitarras sobrepostas, sintetizadores e vocais cheios de efeitos marcam o som do Heavïness. Formada por Daniel, Emma e David a banda bebe fortemente nas fontes de My Bloody Valentine e Pia Fraus (como bem disse o Renato, o "responsável" por isso). Um discaço, o debut deles pela japonesa Quince Records, vai rodando em meio a microfonia e quando menos percebe-se já foi, todo ele com canções poderosas e obrigatórias. 'Vermilion Boots On' é uma pérola eterna, deve ser sua primeira audição. Depois mergulhe na atmosfera agridoce dos suecos. Destacam-se também, 'Saddest Colour', 'Nothing Forbids You', 'Your Velvet Wrapping' (Kevin Shields está aqui, pode ter certeza!) e a soturna 'Where The Pixies Go'. Viva o shoegazer! Obrigatório.

THE HIT PARADE "The Sound Of The Hit Parade" (1994)


1 On The Road To Beaconsfield
2 As I Lay Dying
3 Grace Darling
4 Hello Hannah Hello
5 Walk Away Boy
6 Farewell My Lido
7 The Fool
8 House Of Sarah
9 She Won't Come Back
10 Crying
11 She's Lost Everything
12 So This Is London
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Referências: Banda inglesa de Londres. Indie-Pop, em ritmo lentinho e atmosfera delicada e suave. Formados em 1984 por Raymond Watts, Matthew Moffatt e Julian Henry, além de contar com a participação de Cath Carroll e Harvey Willians em alguns momentos, o Hit Parade fez parta da chamada C86 e mais tarde esteve no cast da Sarah Records, ao qual cabe perfeitamente esse disco. "The Sound Of The Hit Parade" é o quarto trabalho da banda, lançado pela Sarah e pela japonesa PolyStar Records. A sequencia inicial de 'On The Road To Beaconsfield', 'As I Lay Dying', 'Grace Darling' e 'Hello Hannah Hello' é muito boa. Sem maiores pretensões o disco vai ganhando corpo em mais audições. Bom registro.

GARBAGE "Self Titled" (1995)


01 "Supervixen" – 3:55
02 "Queer" – 4:36
03 "Only Happy When It Rains" – 3:56
04 "As Heaven Is Wide" – 4:44
05 "Not My Idea" – 3:41
06 "A Stroke of Luck" – 4:44
07 "Vow" – 4:30
08 "Stupid Girl" – 4:18
09 "Dog New Tricks" – 3:56
10 "My Lover's Box" – 3:55
11 "Fix Me Now" – 4:43
12 "Milk" – 3:53
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Referências: Banda americana de Wisconsin. Alternativo com elementos eletrônicos. O Garbage era um sopro de inovação na America Pós-Grunge. Formados por Shirley Manson, Duke Erikson, Steve Marker e Butch Vig, a banda quando apareceu tinha na figura de Butch Vig o grande destaque, Vig tinha produzido "Nevermind" do Nirvana anos antes. Mais tarde foi perdendo foco pra espetacular escocesa Shirley Manson, que já tinha circulado no underground com sua banda anterior, o Angelfish. O disco do Garbage, estouradíssimo pelos quatro cantos do planeta, é um primor. 'Only Happy When It Rains' (alusão ao clássico dos irmãos Reid), 'Supervixen', 'Vow', 'Queer' e 'Milk', um desfile de clássicos pop, com uma textura eletrônica sempre presente, necessários. "Garbage" é o debut da banda, que em seguida lançou outros discos sem o brilho deste, apesar de Shirley continuar brilhante. Excelente.

[VÍDEO 013] The Fall "15 Ways"

quarta-feira, 11 de março de 2009

THE OUT CROWD "Then I Saw the Holy City" (2004)


1. Little Elf
2. Be Good
3. Concentrate
4. Drugsick
5. Your Highness
6. If You're Cool
7. Instant Dharma
8. All I Want
9. Sports
10. Big Brother
11. Bring Out Yer Dead
12. Gets in the Way
13. Treaty Breaker
14. Eyes of Blue
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Referência: Banda americana de Portland. Indie-Rock com os dois pés fincados na Psicodelia, a chamada Neo-Psicodelia. O disco é um petardo, alto e envolvente, hora e outra vem a cabeça Primal Scream, na ótima 'Be Good' não tem como não lembrar. A banda é liderada por Matt Hollywood, guitarrista do bacana The Brian Jonestown Massacre, que é acompanhado por Stuart Valentine, Elliott Barnes, Joe Patterson e Sarah Jane. Tiveram uma carreira rápida que durou até 2006, nesse tempo lançaram dois discos, "Then I Saw the Holy City" é o segundo, lançado pela Kora Records. Além de Primal Scream as referências ficam em Byrds, Jefferson Airplanes e Dandy Warhols. 'Drugsick', 'Your Highness', 'Concentrade' e 'Bring Out Yer Dead' são audições obrigatórias. Ácido ao extremo e obrigatório.

CAROLINE "Murmurs" (2006)


01 Bycicle
02 Pink & black
03 Sunrise
04 Where's My Love
05 Everylittlething
06 All I Need
07 Drove My To The Wall
08 I'll Leave My Heart Behind
09 Winter
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Referências: Caroline Lufkin é japonesa, radicada em Los Angeles. Ambient-Music e Eletrônica envolvem um flerte refinado com o Pop, segure-se nas cadeiras a voz de Caroline é capaz de te fazer levitar, um luxo. "Murmurs" é o debut da japonesa, lançado pela Temporary Residence Ltd. O disco começa com um ar despretensioso preso aos vocais elaborados de Caroline, fato que vai se transformando. "Murmurs" vai ganhando corpo e em minutos se torna essencial, uma levada impressionante, a audição de 'Everylittlething' é acompanhada de uma leve desorientação deste que escreve, obrigatória. O ar inocente acompanha toda audição, confira 'Drove My To The Wall'. Lembra, sem grandes comparações, Portishead. Excelente e fofo.