quinta-feira, 30 de abril de 2009

ASTREAL "Fragments Of The Same Dead Star" (2006)


1 Projektion
2 Lover And The Sea
3 Wallflower
4 Ceremony
5 Losing You
6 Death & Glitter
7 June 12
8 Control
9 This Is Dormant
10 Blush Response
11 Snowflake
12 Projektion (Reprise)
13 With Child
14 Xumistia
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Referências: Banda de City of Singapore, Cingapura. Indie-Rock, Shoegazer, Noise. Banda asiática das mais cultuadas por aqueles lados, o Astreal se formou em 1996 com Ginette Chittick (baixo/vocais), Muhammad Alkhatib (guitarras), Joseph Chian (bateria) e Jason Ang (teclados/sintetizadores). As guiatarras aqui são altas e intensas, e o ritmo não tão cadenciado como um Shoegazer clássico, a pegada é mais urgente, assim é 'Projektion' e 'Lover And The Sea'. Em 'Wallflower' o clima fica mais arrastado, lembrando Slowdive. "Fragments Of The Same Dead Star" é o segundo disco da banda, lançado pela Wallwork Records, e já apresenta uma nova formação, com Redzuan Hussin (bateria) e Nick Chan (guitarra), Ginnete e Muhammad continuam. Quando os elemenos eletrônicos aparecem, como em 'Losing You', é impossível não lembrar de Curve. Antes disso a banda lançou "Ouijabluch" (1996) pela Pony Canyon, nesse intervalo entre os discos Ginette formou o PsychoSonique. Pra fechar ouça 'Death 7 Glitter'. Excelente.

THE LAPSE "Heaven Ain't Happenin" (2000)



01 Buffett
02 S.O.S.
03 I Vow For Now
04 Cell Yielding Cell
05 H'a'Chi
06 Basilico Basilica
07 Aerial
08 Dragonflies
09 Fruit
10 Into The Psychomanteum
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Referências: Banda americana de New York. Indie-Rock, com certa urgência apesar da simplicidade de algumas músicas. O The Lapse surge após o fim do The Van Pelt, banda que contava com a participação do americano Chris Leo e da japonesa Toko Yasuda, que além da passagem pelo Van Pelt marcam presença no Native Nod (Leo) e Blonde Redhead (Yasuda). Leo e Yasuda formam o The Lapse, desde 1997. "Heaven Ain't Happenin'", lançado pela Southern Records, é o segundo disco da dupla (namorados). O disco tem uma pegada/ritmo absolutamente envolvente, horas lembra um Pavement mais "nervoso", o Lo-Fi com noise marcam sempre as músicas. Antes desse debut pela Southern a banda lançou "The Betrayal", pela Gern Blandsten, primeiro lançamento da banda. Além de Pavement, a banda bebeu muita em fontes como Sonic Youth e The Fall. Destacam-se 'Buffet', 'S.O.S.', 'H'a'Chi' e 'I Vow For Now'. Descompromissado e excelente.

SCYLLA "Unreleased Demons" (1995)


01 Trip To Another Planet
02 Helens Face
03 Get A Helmet
04 Cruiser
05 No Idea
06 Afterglow
07 Butter
08 Rumour
09 Under Her Command
10 Missing
11 Fools Rule
12 Rag Doll
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Referências: Banda inglesa de Londres. Indie-Rock, com peso e um ar gótico. O Scylla é a banda da queridíssima Toni Holliday, ex-Curve. Com o fim do Curve em 1994, Toni Holliday juntou-se a Lindy Pocock (guitarra), Fiona Lynsky (guitarra), Julian Bown (bateria) e Ricky Barber (baixo) e deu mais peso a sua belíssima voz. O Scylla gravou essas doze canções, que não foram lançadas oficialmente, ou seja, esse disco "fisicamente" não existe (essa capa é apenas representativa, ok?). Com a volta do Curve em 1996 essas músicas foram arquivadas e meio esquecidas. Em 2006 a banda termina pela segunda vez. Toni, além dessa "aventura" com o Scylla, participou de algumas gravações com o The Killers e o The Future Sound of London. Hoje dedica-se ao seu projeto solo, Chatelaine. Ouça as ótimas 'Helens Face' e ' Get A Helmet'. Bom disco, lembrando um Smashing Pumpkins mais obscuro.

PESSOAS DO SÉCULO PASSADO "Pessoas do Século Passado" (2004)


01 7h da Manhã de Nossas Vidas
02 Alguma Coisinha
03 Se Pudesse, Reencarnaria Vento, ou a Cor Azul
04 E-u N-ã-o T-e A-m-o M-a-i-s
05 Vai Doer, Mas Eu Quero
06 Decibéis que Me Deixam Feliz
07 Destempero
08 Coração para Amassar
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Referências: Banda da cidade do Rio de Janeiro. Indie-Rock. O Pessoas dos Século Passado surge como um lançamento literário de Dodô Azevedo (ex-baterista da PELVs e "agitador" cultural da cidade, além de Professor), se prolonga em aventuras cinematográficas e festas, até chegar nesse registro musical. Aqui nesse registro homônimo, lançado pela paulista Slag Records, Dodô conta com a participação de seu antigo parceiro de banda, Gustavo Seabra (vocalista da PELVs) e com Fernanda Guimarães. O que temos "dentro do coração" é um Indie combinado ao Experimentalismo, entenda em '7h da Manhã de Nossas Vidas', o que dá um ar luxuoso e sofisticado ao disco (lembrando algo da PELVs, só que em bom português). 'Alguma Coisinha', 'Se Pudesse, Reencarnaria Vento, ou a Cor Azul' e 'E-u n-ã-o t-e a-m-o m-a-i-s' são espetaculares, suavidade combinada a ruídos com texturas eletrônicas em um ambiente mágico. Questões cotidianas estão aqui, como amor, frustrações e inseguranças. Mais um bom serviço de Dodô, que desde de 1993 com o primeiro disco da PELVs e com seu programa COLLEGE RADIO, na finada Fluminense-FM, passando por discotecagens na Loud!, se faz presente em meus ouvidos. Excelente. Fica aqui o agradecimento especial ao Alex L.C., que fez esse disco chegar em minhas mãos.

R.E.M. "Fables Of The Reconstruction" (1985)


01 "Feeling Gravitys Pull" – 4:51
02 "Maps and Legends" – 3:10
03 "Driver 8" – 3:23
04 "Life and How to Live It" – 4:06
05 "Old Man Kensey" – 4:08
06 "Cant Get There from Here" – 3:39
07 "Green Grow the Rushes" – 3:46
08 "Kohoutek" – 3:18
09 "Auctioneer (Another Engine)" – 2:44
10 "Good Advices" – 3:30
11 "Wendell Gee" – 3:01
12 "Crazy" - 3:07
13 "Burning Hell" - 3:51
14 "Bandwagon" - 2:17
15 "Driver 8" (Live) - 3:32
16 "Maps and Legends" (Live) - 3:15
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Referências: Banda americana de Athens, Georgia. Indie-Rock, College Rock. O R.E.M. dispensa maiores comentários, lembro que por muito tempo o R.E.M. foi a banda que eu mais "consumi" em termos de comprar discos, os 12 primeiros da banda estão por aqui, e formam exatamente o "clímax" da minha relação com Michael Stipe, Peter Buck, Mike Mills e Bill Berry, parei em "Reveal" em 2001, ano do meu contato imediato com a banda em um show sublime. Os dois últimos não ouvi, ou ouvi pouca coisa, na última passagem deles por aqui estava mais preocupado com os irmãos Reid que estavam em São Paulo, pra onde rumei. Quanto ao disco, "Fables of the Reconstruction" é o terceiro disco da banda, lançado pela IRS Records, e mantinha o nível das duas preciosidades anteriores, "Murmur" (1983) e "Reckoning" (1984). 'Maps and Legends', 'Drive 8' e 'Cant Get There from Here' estão entre as melhores canções da banda, além da espetacular versão de 'Crazy' do Pylon, presente na reedição. Obrigatório.

THE BAND OF HOLY JOY "More Tales From The City" (1987)


01 Who Snatched The Baby
02 Mad Dot
03 When Stars Come Out To Play
04 The Aspidistra House
05 The Tide Of Life
06 Don’t Stick Knives In Babbies’ Heads
07 Leaves That Fall In Spring
08 Cities
09 Fishwives
10 Goodnight, God Bless And Goodbye
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Referências: Banda inglesa de Londres. Indie-Rock, Folk, e ares de Cabaret, típico de suas principais influências, The Pogues, Dexys Midnight Runners e Aztec Camera. Um som calmo e sempre em ritmo lento, cheio de nuances, não existe um caminho "certo" a seguir, a levada quase New Wave, com ecos Pós-Punk de 'Mad Dot', ótima, é raridade num registro mais "clean' e sofisticado. "More Tales From The City" é o primeiro registro, em disco cheio, do The Band of Holy Joy, lançado pela Film Flam Records, antes já tinham dois cassetes "More Favourite Fairy Tales" (1984) e "Into The City Of Tales" (1985), e um mini-LP "The Big Ship Sails" (1986). Mais tarde chegaram ao cast da Rough Trade por onde lançaram o bacana "Manic, Magic, Majestic". A banda liderada por Johny Brown terminou, mudou de nome e voltou sem grandes alardes. Bom disco.

terça-feira, 28 de abril de 2009

THE VERA VIOLETS "Dirty Rainbow" (2007)


1 Little Ms. Misbehave (5:34)
2 As You Are Mine (4:45)
3 Love Candy (3:37)
4 Cleopatra Eyes (4:16)
5 When You Realize (3:54)
6 If It's Soft (3:53)
7 When We Get Some Time Alone (4:19)
8 In The Sun (3:31)
9 Hello Love (3:56)
10 Stitches (3:12)
11 Honey Blues (5:52)
12 Prayer For Sunshine (6:31)
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Referências: Banda americana de Tampa, Flórida. Shoegazer e Psicodelia, em uma combinação perfeita e viajante, some a isso um visual Glam. "Dirty Rainbow" é o segundo disco da banda, lançado pela Safranin Sound, antes tinham lançado "Sunshine Dust", em 2005 pela Daydream Delay. Formados por Jonathan Beadle, Mark Bustin, Mitzi Gordon e Neal McCamis (nesse disco), o The Vera Violets é responsável por canções como 'In The Sun', imediatamente um clássico Shoegazer e por delicadezas ácidas sessentistas como 'When We Get Some Time Alone' e 'Little Ms. Misbehave'. 'As You Are Mine' lembra, em algum momento Telescopes. As guitarras e os sintetizadores estão sempre presente, nunca alto mas sempre ácidos e hpnóticos. Recomenda-se ouvir os dois EP's da banda, "Overdose" e "Last Kiss", ambos de 2005. Excelente.

SISTER VANILLA "Little Pop Rock" (2007)


01 What Goes Around
02 Can't Stop the Rock
03 Pastel Blue
04 Slacker
05 Jamcolas
06 K To Be Last
07 Angel
08 Down
09 Kissaround
10 Totp
11 The Two Of Us
12 Delicat
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Referências: Banda escocesa de Glasgow. Indie-Rock, quase Noise. Temos aqui quase um disco do Jesus & Mary Chain, sem guitarras é claro. Note que a produção de "Little Pop Rock", debut do Sister Vanilla lançado pela Chemikal Underground, ficou por conta de Jim Reid, William Reid e Ben Lurie, ambos ainda participam do disco tocando, assim como Nick Sanderson, todos membros (ex's) do J&MC. Essa participação toda rola pois Sister Vanilla é Linda Reid, irmã mais nova dos irmãos Reid, sortuda a menina hein? Ela inclusiva já tinha participado das gravações de "Munki", último registro oficial do Jesus & Mary Chain. O disco é um sopro de suavidade e preciosidade, não dá pra passar batido por "Little Pop Rock", ouça 'Jamcolas' e concorde comigo. Ouça ainda, 'What Goes Around', 'Can't Stop The Rock' e 'K To Be Lost', lembra a fase "Stoned & Dethroned" dos escoceses. Adorável.

SWERVEDRIVER "Raise" (1991)


01 "Sci-Flyer" (5:12)
02 "Pile-Up" (3:42)
03 "Son of Mustang Ford" (4:11)
04 "Deep Seat" (6:04)
05 "Rave Down" (5:06)
06 "Sunset" (5:24)
07 "Feel So Real" (4:40)
08 "Sandblasted" (5:41)
09 "Lead Me Where You Dare..." (4:53)
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Referências: Banda inglesa de Oxford. Shoegazer e Noise, algo perdido entre Stooges, Sonic Youth, My Bloody Valentine e Ride, os vocais em certas horas lembra muito os conterrâneos de Oxford. A banda surgiu na fervilhante Londres do fim dos 1990. "Raise", lançado pela Creation Records, é o debut da banda formada por Adam Franklin, Jimmy Hartridge, Graham Franklin, Adi Vines e Paddy Pulzer, a banda, que voltou em 2008, teve outras formações. O disco é muito alto, com guitarras sempre agudas e um vocal quase preguiçoso, pérolas seguem do início ao fim, a melhor delas é 'Rave Down', um espetáculo. Ouça ainda as ótimas 'Son of Mustang Ford', 'Sandblasted' e 'Sci-Flyer'. Além da audição de "Raise" é também obrigatória a audição de "Mezcal Head", de 1993. Shoegazer bem alto e obrigatório.

THE OFFERING "The Offering EP" (2007)


01 - Your Kind Wear Hoods (3:05)
02 - Moral High Ground in California (3:38)
03 - Snowflakes (3:36)
04 - Manic Manic (2:48)
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Referências: Banda americana de Fredericksburg, Virginia. Lançaram esse EP pela Safranin Sound. A seguir o texto, originalmente no blog The Blog That Celebrates Itself, escrito pelo brother Renato Malizia, sente o drama: "(...) Bom, o negócio aqui é já e antemão eu aviso, só para iniciados, o som é dificil de digerir, alguns fatores são os responsaveis: 1º o som é sombrio, meio devastador até, um quê de gothic sound a´la Sisters of Mercy pré First and Last & Always isso misturado com o lado No Wave do Sonic Youth e fortissimas doses do electro-psych-noise-blues do magnifico e prediletissimo Spacemen 3, aí já dá para notar a excentricidade do som do Offering, que faz parte do casting da já cultuada Safranin Sound, este EP da banda de 2007, que já oferece de cara Manic Manic estupenda e tribal, um canibalismo sonoro, a pseudo balada Snowflakes diminui um pouco o frenesi e abre com a altamente alemã Your Kind Wear Woods (...)". O disquinho é tudo isso que o Renato falou. Espetacular.

domingo, 26 de abril de 2009

BOTTOMLESS PIT "Hammer Of The Gods" (2007)


1 The Cardinal Movements (4:21)
2 Dogtag (3:30)
3 Repossession (3:13)
4 Leave The Light On (5:48)
5 Dead Man's Blues (4:21)
6 Human Out Of Me (5:23)
7 Greenery (3:49)
8 Sevens Sing (6:57)
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Referências: Banda americana de Chicago. Indie-Rock, com ecos de Pós-Punk. "Hammer Of The Gods" é um discaço, debut da banda lançado pela Comedy Minus One Records, antes tinham lançado um EP independente, "Bottomless Pit" de 2006, o mesmo ocorreu ano passado com "Congress". O disco tem a urgência Pós-Punk, de Gang Of Four, Television e de bandas revival como o Interpol, 'The Cardinal Movements' já nasce clássica, absurdamente boa, o mesmo ritmo desesperador e alto segue-se nas ótimas 'Dogtag' e 'Repossession', nesse momento você já está pulando no meio de casa sem perceber, por isso 'Leave The Light On' tenta acalmar o ambiente, mas não consegue já que a música vai crescendo e a desoreintação continua. A banda é formada por Andy Cohen, Chris Manfrin, Tim Midgett e Brian Orchard, e sem grandes pretensões e alardes fez um disco urgentemente obrigatório.

HELEN STELLAR "The Newton EP" (2001)


01 Poprís
02 Newton
03 The Motorist
04 Weightless
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Referências: Banda americana de Los Angeles. Shoegazer, Space-Rock, Experimental. Quando esse EP do Hello Stellar começou a rodar, foi inevitável na primeira entrada de vocal de 'Poprís' eu soltar um prazeroso "PQP!", que música, espetacular. Formados por Jim, Clif e Dustin, o Helen Stellar bebeu muita na fonte de Spiritualized, Ride e Radiohead. Depois do entusiasmo com 'Propís' vem outra pérola, 'Newton', música perfeitinha com guitarras altas, vocal bacana e envolvente. "The Newton EP" é o segundo registro da banda, que só tem EP's lançados, um total de 4 EP's: 'I'm Naut What I Seem EP' (2004), 'Below Radar EP' (2003) e 'Pop Song EP' (2001). 'The Motorist' e 'Weightless', com ecos de ALbum Leaf, garantem o ótimo nível do disco. Curto e obrigatório.

NANCY "Chora, Matisse!" (2009)


01 Keep Cooler
02 Cinema Nacional
03 Glicerina Dreaming
04 Mamba Negra Fashion Week
05 Malstar
06 Ceilings and Rooftops
07 Inbox Drama
08 Chaparral
09 Keep Cooler (Born Ruffians Remix)
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Referências: Banda de Brasília, com conexões pelo Brasil/Mundo. Indie-Rock com apelo pop e arranjos apuradíssimos. A banda nasceu em 2003 em Brasília e tem na sua formação Camila Zamith, Praxis, Dreaduardo, Munha, Fernando Lanches e Ivan Bicudo. As histórias que marcam o debut da banda "Chora, Matisse!", lançado de forma independente, marcam trocas de e-mails com músicas pra cá e pra lá circulando pela rede, a vocalista Camila foi pra Lodres e o guitarrista Praxis para o Rio de Janeiro, Brasíla culminou na amarração disso tudo, o disco. O disco é ótimo, abre com 'Keep Cooler', que em determinados momentos lembra Garbage. Na ótima 'Cinema Nacional', a minha preferida, as guitarras são mais agudas com quebras no ritmo, um luxo. O ar "viagem" de 'Mamba Negra Fashion Week' é ótimo. Mais um bom disco do Indie nacional. Agradecimento ao blog SPSONICA.

OEIL "Urban Twilight" (2008)


1 Strawberry Cream (3:50)
2 White (4:08)
3 Urban Twilight (3:22)
4 Dracaena Sanderiana (4:06)
5 Monster's Film (5:43)
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Referências: Banda japonesa de Tóquio. Shoegazer, linha My Bloody Valentine. Paredes de guitarras, pedais, noise, vocais abafados e Loveless na cabeceira. Esse EP do Oeil é maravilhoso, curto e fulminante. Formados por Seiji Yamada (baixo), Keita Igusa (bateria), Satoko Takaoka (guitarra, vocal) e Takafumi Hibino (guitarra, vocal, sampler, programações) o Oeil te joga em Londres no início dos 1990. "Urban Twilight", lançado pela Submarine Records, é o único registro da banda, além de participar da coletânea "Half Dreaming" com a música 'Strawberry Cream'. O disco é uma delícia, é botar "Urban Twilight" e se divertir em um ambiente noise maravilhoso. 'Strawberry Cream', 'White' e 'Monster's Film' são obrigatórias e viciantes.

DECODER RING "Spooky Action At A Distance" (2002)


01 Collapse Coming On
02 The Nightshift
03 Protein Express
04 Snowstorm
05 Unswung
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Referências: Banda australiana de Sydney. Post-Rock, Experimental e alguns elementos eletrônicos. Formado em 2001 o Decoder Ring faz um som intenso, alto e poderoso, ouça de cara 'Collapse Coming On' e entenda, os inícios calmos e finais apoteóticos são característicos, como uma crescente. O EP "Spooky Action At A Distance" é o debut da banda, lançado pela Hello Cleveland. Formado por Matt Fitzgerald (teclado, guitarra) Geoff Towner (baixo, logo depois deixou a banda), Pete Kelly (guitarra), Kenny Davis Jr (teclado, piano) e Thomas Shutzinger (bateria), o Decoder Ring tem como principais referências Mogwai e Explosion In The Sky, confira 'Snowstorm' e 'Unswung'. Bom início, no mesmo ano lançaram seu álbum cheio "Decoder Ring", também recomendável.

sábado, 25 de abril de 2009

SIANspheric "The Sound Of The Colour Of The Sun" (2001)


1. Audiophone
2. To Myself
3. Tous Les Soirs
4. Childrenrunningthreoughovergrowntallgrass
5. QFD
6. Radiodiffusion
7. Slightly Less Sunshine
8. Ending Is Better Than Mending
9. So Blue
10. Everything's a Wave
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Referências: Banda canadense de Hamilton, Ontário. Shoegazer, Dreampop e texturas Experimentais/Post-Rock. Ouvir o SIANspheric é sempre muito intenso, quando o disco começa a rodar 'Audiophone' dá a impressão que estamos no meio de uma tempestade, guitarras que começam hipnóticas viram noise, bem altas criando um ambiente devastador, 'To Mysself' vem no mesmo estilo, e ainda conta com vocais quase não notados, afundados em pedais, feedbacks e sintetizadores, sensacional, assim como a ensurdecedora 'Tous Les Soirs'. O SIANspheric é formado por Matthew Durrant (bateria), Jay Patterson (baixo), Sean Ramsay (guitarras, vocal) e Locksley Taylor (guitarras), "The Sound Of The Colour Of The Sun" é o terceiro disco da banda, lançado pela canadense Sonic Unyon. Um disco magnífico e obrigatório em sua coleção. A banda ainda lançou "Somnium", 1995, e "There's Always Someplace You'd Rather Be", 1998. Ouça 'QFD' bem alto. Sensacional.

THE GILBERTOS "Deite-se Ao Meu Lado" (2004)


1. Mundo De Maravilhas
2. Dia D
3. Porteira (Da Vida)
4. Pode Me Ligar
5. Noite De Cristal
6. Lá Vem Vocês
7. Fantasmas
8. Um Hippie
9. Ases Do Espaço
10. Goodbye, Hombre
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Referências: Banda de São Paulo/Londres. O The Gilbertos é Thomas Pappon, ex-Fellini, Smack e 3 Hombres. No início dos anos 1990, depois do fim do Fellini, Thomas foi morar na Europa (Berlim, depois Londres) e lá iniciou seu projeto, ao lado da esposa Karla. "Deite-se Ao Meu Lado", lançado pelo selo carioca Midsummer Madness, é o segundo trabalho do Gilbertos, antes, em 1999, já tinha lançado o bacaníssimo "Eurosambas 1992-1998". Em "Deite-se Ao Meu Lado" o Lo-Fi característico do primeiro trabalho continua vivo, embora o flerte com a MPB ficar mais pulsante. As mesmas delicadezas e suavidades de sempre, intimismo ao extremo. Destacam-se as ótimas, 'Dia D', 'Porteira (da Vida)', 'Pode Me Ligar', 'Lá Vem Vocês' e 'Goodbye, Hombre', esta última dedicada à Minho K (Celso Pucci), ex-companheiro de 3 Hombres e das redações da vida. Ótimo.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

SILVER SCREEN "The Greatest Story Never Told" (2005)


1 Ahh Ahh (1:32)
2 Won't You Ever Know (3:09)
3 How Can We End (3:23)
4 Hello Friends (2:53)
5 Like A Winter Day (2:38)
6 All I Have (2:07)
7 Something To Prove (4:22)
8 She Counts The Rain (4:11)
9 You Said (2:00)
10 Rockinghorse Road (4:00)
11 Girl Like You (3:38)
12 Tiny Shards (1:31)
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Referências: Banda americana de Los Angeles, Califórnia. Indie-Rock, Shoegazer. O Silver Screen é a banda de um homem só, Cris Miller. "The Greatest Story Never Told" é o debut do Silver Screen, lançado pela americana Clairecords, e é um primor, belíssimo. Você vai ouvindo "The Greatest Story Never Told" e imagina extamente uma fusão entre Slowdive e Cocteau Twins, com referências assim você já imagina a viagem sonora imperdível que é o Silver Screen. 'Won't You Ever Know' te conquista facilmente, imediatamente se torna uma pérola do Shoegazer. O disco é arrastado e com uma atmosfera triste, como em 'How Can We End', 'Like A Winter Day', 'All I Have' e na ótima 'Rockinghorse Road'. As guitarras estão espalhadas pelo disco, nunca altas mas sempre hipnóticas criando texturas dreampop, um deleite. Discaço, delicado e indispensável.

PIA FRAUS "In Solarium" (2002)


01 400&57 (3:56)
02 Right Hand Traffic (2:55)
03 How Fast Can You Love (3:14)
04 Outskirts Of Me (3:49)
05 No Need For Sanity (5:15)
06 Octobergirl (3:55)
07 The End Of Time... (3:16)
08 Bibabo (2:11)
09 On You (4:09)
10 Zodalovers (3:51)
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Referências: Banda de Tallinn, na Estônia. Shoegazer, encantador. O Pia Fraus é das bandas mais recentes uma das mais bacana no estilo, shoegazer clássico. Formado por Eve Komp (vocal, sintetizadores), Kärt Ojavee (sintetizadores), Rein Fuks (guitarra, vocal), Tõnis Kenkmaa (guitarra), Reijo Tagapere (baixo) e Margus Voolpriit (bateria), o Pia Fraus é um filho direto de My Bloody Valentine, é impressionante o poder da primeira faixa desse disco '400&57', maravilhosa. "In Solarium", lançado pela Clairecords, é o segundo disco da banda e é perfeito. Lembro que quando ouvi "Nature Heart Software", de 2006, (meu primeiro contato com eles) fiquei pasmo com a qualidade do disco, que se segue em outros momentos, ouça o EP "Plastilina", de 2003, e o último disco "After Summer", de 2008, e confira. É deixar o disco rodar e deliciar-se com 'How Fast Can You Love', 'Outskirts Of Me', 'Octobergirl' e outras. Obrigatório.

WRY "Flames In The Head" (2005)


01 In The Hell Of My Head
02 Come On Fall
03 Don't You Ever Call On My Name Again
04 Airport Girl
05 Cancer
06 Pictures Of You
07 Powerless
08 Bad Bad Bad
09 Softly Slow
10 Sabrina
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Referências: Banda paulista de Sorocaba. Indie-Rock, aqui já mais próximo do Shoegazer do que no início. O Wry é nome fundamental no underground brasileiro e já apareceu aqui com outros dois registros, "Direct", debut da banda de 1998, e o EP "Whales and Sharks" de 2007, que na minha opinião é o melhor trabalho da banda, mesmo em somente 4 músicas é absurdo o resultado, lançado pela inglesa Club AC30. "Flames In The Head" é o terceiro disco da banda, depois de um tempo em Londres, e foi lançado pela goiana Monstro Discos. É um disco muito melhor que "Direct" (bom) e melhor que "Heart-Experience" (muito bom), de 2001, mostrando claramente a evolução e o amadurecimento da banda. Ouvir pérolas como 'In The Hell Of My Head', 'Come And Fall' e 'Cancer' é sempre intenso e mostra cada vez mais a importância do Wry por essas terras. Obrigatório.

ARCHITECTURE IN HELSINKI "Fingers Crossed" (2003)


01 "One Heavy February" – 0:59
02 "Souvenirs" – 2:26
03 "Imaginary Ordinary" – 2:17
04 "Scissor Paper Rock" – 2:30
05 "To and Fro" – 2:33
06 "Spring 2008" – 2:52
07 "The Owls Go" – 3:35
08 "Fumble" – 3:07
09 "Kindling" – 1:49
10 "It's Almost a Trap" – 2:22
11 "Like a Call" – 3:06
12 "Where You've Been Hiding" – 2:41
13 "City Calm Down" – 2:50
14 "Vanishing" – 4:13
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Referências: Banda australiana de Melbourne. Indie-Rock, Indiepop. Som delicado, suave e cheio de elementos eletrônicos. Formados por Cameron Bird, Gus Franklin, Jamie Mildren, Sam Perry e Kellie Sutherland, o Architecture In Helsinki caminha por trilhas pop criadas por bandas como Death Cab For Cutie, Clap Your Hands Say Yeah, Belle & Sebastian e outros. "Fingers Crossed" é debut da banda, lançado pela Trifekta Records. No disco você encontra uma combinação simples e sempre delicada entre sintetizadores/eletrônica e trumpete, tuba, trombone, clarineta, somados a um vocal angelical. Ouça ' Souvenirs', 'Imaginary Ordinary', 'Spring 2008' e a ótima 'Kindling' e estará de cabeça no belo mundo do Architecture In Helsinki. Ótimo disco.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

SPC ECO "3D" (2009)


01 - For All Time
02 - Shine On Down
03 - Telling You
04 - Something Anything
05 - Find It All
06 - Another Day
07 - So Special
08 - You're Alright
09 - Better That Way
10 - See You Soon
11 - Don't Know Ever
12 - Shine On Down (Alan Moulder Mix)
13 - Telling You (Tim Holmes Mix)
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Referências: Banda inglesa de Londres. Shoegazer, Dreampop, Eletrônica. Esse disco é fabuloso, um ritmo arrastado em meio a texturas Shoegazer embaladas pelos vocais gélidos de Rose Berlin. Ainda formam o SPC ECO, Dean Garcia (Baixo, Beats, Guitarra e Noise), Joey Levenson (Guitarra), Harry KG (Guitarra), Debbie Smith (Guitarra) e Monti (Bateria), Dean Garcia é ex-membro do bacaníssimo The Curve, onde fazia parceria com a fofa Toni Halliday. É inevitável as referências de Cocteau Twins, Slowdive e mesmo de Curve (sem as batidas) no som da banda. A audição de 'For All Time', 'Shine On Down', 'Telling You' e 'Something Anything' é simplesmente fantástica, é um disco leve e escuro como um sonho. "3D" é o debut da banda, lançado pela ECO LAB (The Electric Label). Aproveite cada segundo intenso de "3D". Excelente.

M83 "Before The Dawn Heals Us" (2005)


01 "Moonchild" – 4:40
02 "Don't Save Us from the Flames" – 4:17
03 "In the Cold I'm Standing" – 4:10
04 "Farewell / Goodbye" – 5:34
05 "Fields, Shorelines and Hunters" – 2:32
06 "*" – 2:44
07 "I Guess I'm Floating" – 2:01
08 "Teen Angst" – 5:04
09 "Can't Stop" – 2:22
10 "Safe" – 4:55
11 "Let Men Burn Stars" – 1:59
12 "Car Chase Terror!" – 3:47
13 "Slight Night Shiver" – 2:12
14 "A Guitar and a Heart" – 4:48
15 "Lower Your Eyelids to Die with the Sun" – 10:41
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Referências: Banda francesa de Antibes. Shoegazer, Dreampop, Eletrônica. Conheci o M83 por meio de 'Don't Save Us From The Flames', faixa dois desse "Before The Dawn Heals Us", um espanto, música pra sempre, pedais, sintetizadores, vocais sufocados e batidas envolventes, um luxo. Depois é só deixar o disco rodar. "Before The Dawn Heals Us" é o segundo disco dos franceses do M83, lançado pela Gooom Records. Apesar de todos ruídos e texturas Shoegazer, a banda é uma dupla, composta por Anthony Gonzalez e Nicolas Fromageau. Escute 'In the Cold I'm Standing', uma viagem sonora pura. A banda tem outras pérolas como "Dead Cities, Red Seas & Lost Ghosts", de 2003, e "Saturdays = Youth", de 2008, fato que a torna fundamental na atual cena musical, e o melhor, sempre criativos. Pra terminar bote 'Fields, Shorelines and Hunters' mais uma vez, massacre. Obrigatório.

STONE ROSES "Turns Into Stone" (1992)


01 "Elephant Stone" – 4:53
02 "The Hardest Thing In The World" – 2:39
03 "Going Down" – 2:46
04 "Mersey Paradise" – 2:44
05 "Standing Here" – 5:05
06 "Where Angels Play" – 4:15
07 "Simone" – 4:24
08 "Fool's Gold" – 9:53
09 "What The World Is Waiting For" – 3:55
10 "One Love" – 7:45
11 "Something Burning" – 7:50
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Referências: Banda inglesa de Manchester. Indie-Rock, Madchester. O Stone Roses foi a principal banda britânica do final dos anos 1980, os elementos dançantes trazidos pela banda marcavam um som mágico, absolutamente necessário. Formados por Ian Brown (vocais), John Squire (guitarra), Mani (baixo) e Reni (bateria), o Stone Roses foi responsável por um fenômeno, seu debut "Stone Roses", de 1989, disco presente em qualquer lista de melhores da história. Entre o debut e "Second Coming", segundo e último disco da banda de 1994, foram longos anos de espera. Aí apareceu "Turns Into Stone", registro de b-sides e raridades pra amenizar a dolorosa espera. Lançado pela Silverstone Records o disco tem só 'Elephant Stone' e 'Fool's Gold', clássicos absolutos, que depois entraram na reedição de "Stone Roses" que saiu mais tarde. Obrigatório, assim como os dois discos oficiais.

CARPETE FLORIDO "Estelar" (2009)


01 Nuvens (2:10)
02 Sorriso Imaginário (1:08)
03 Estelar (4:08)
04 Transparente (2:56)
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Referências: Banda do estado do Rio de Janeiro. Noise, Lo-Fi e clima ensolarado. "Estelar", compacto que marca a primeira aparição do quarteto do Rio de Janeio, é o segundo registro da Transfusão Noise Records, selo da Baixada Fluminense, por aqui, antes "Loufailândia" de Lê Almeida (baterista do Carpete Florido) nos brindou com seu descompromisso. Formado por Evandro Fernandes (guitarra/vocal), Bigú (baixo) e Lê Almeida (bateria), o Carpete Florido tem influências rasgadas de Guided By Voices, Pavement, Dinosaur Jr., Pixies, Astromato, além de ter um pé no psicodelismo, em certos momento lembra um Jupiter Maçã, mais sujo. Dez minutos é o tempo da diversão desse compacto, 'Estelar' (bem legal), 'Transparente', 'Sorriso Imaginário' e 'Nuvens' são simples e ótimas. Bom registro.

[VÍDEO 016] Radio Dept. "Someone Else"

quarta-feira, 22 de abril de 2009

LORNA "Static Patterns And Souvenirs" (2005)


1. Understanding Heavy Metal Parts I and II
2. Homerun
3. The Last Mosquito Fight of Summer
4. Remarkable Things
5. Swans
6. The Swimmer
7. Be Forever
8. Snow Song
9. Will You Still Love Me Yesterday?
10. He Dreams of Spaceships
11. Illuminations
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Referências: Banda inglesa de Nottingham. Indie-Rock, Slowcore e melancolia. Quando 'Understanding Heavy Metal Parts I and II', música que abre esse disco do Lorna, começa a rodar você sabe que pela frente teremos uma atmosfera escura, triste e em ritmo sempre lento, como na angustiante 'Homerun'. Formados por Sharon Cohen (vocais, piano), Mark Rolfe (vocais, guitarra), Andrew Bullock (baixo) e Matt Harrison (flauta, guitarra) o Lorna caminha pela mesma estrada trilhada por bandas como Low, Alt-Ctrl-Sleep, Tram, Arco e tantos outros especialistas em melancolia e delicadeza. Os vocais de Sharon e Mark em 'The Last Mosquito Fight of Summer' lembram um Belle & Sebastian menos doce. "Static Patterns and Souvenirs" é o segundo disco da banda, lançado pela Words on Music. Um primor luxuoso e obrigatório.

WAVE MACHINES "Wave If Youre Really There" (2009)


1. you say the stupidest things
2. carry me back to my home
3. i go i go i go
4. keep the lights on
5. punk spirit
6. the greatest escape we ever made
7. wave if youre really there
8. i joined a union
9. the line
10. dead horses
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Referências: Banda inglesa de Liverpool. Indie-Rock, Art-Rock e Eletrônica. O disco do Wave Machines começa a rodar e você pensa "Isso vai virar Hype em segundos", pois é, mesmo assim você não consegue parar de ouvir, uma delícia, um caleidoscópio de influências diversas. Formados por Tim Bruzon, Carl Brown, James Walsh o Vidar Norheim, o Wave Machines certos momentos caminha em um Indie mais sólido, como em 'Carry Me Back To My Home', 'You Say The Stupidest Things', 'Punk Spirit' e 'Wave If You're Really There', em outros momento os elementos eletrônico ficam mais evidentes, como em 'I Go I Go I Go' e 'Keep The Lights On'. "Wave If Youre Really There", lançado pela Neapolitan Recordings, é o debut da banda. Lembra Kings Of Covenience em alguns momentos. Bom registro.

SIX BY SEVEN "The Closer You Get" (2000)


01 "Eat Junk Become Junk" – 3:05
02 "Sawn Off Metallica T-Shirt" – 2:14
03 "Ten Places To Die" – 5:30
04 "New Year" – 3:45
05 "One Easy Ship Away" – 3:04
06 "My Life Is An Accident" – 4:43
07 "Don't Wanna Stop" – 2:00
08 "Slab Square" – 2:34
09 "England And A Broken Radio" – 5:21
10 "Another Love Song" – 5:01
11 "Overnight Success" – 4:28
12 "100 & Something Foxhall Road" – 2:40
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Referências: Banda inglesa de Nottingham. Indie-Rock, Noise e urgência. Lembro que vi uma vez um clip no Six By Seven na Mtv na virada de 1990/2000, era a música 'For You' o impacto causado foi grande. Logo depois passei a correr atrás da banda de Chris Olley, James Flower, Sam Hempton e Chris Davis, que teve disco lançado no Brasil inclusive. "The Closer You Get" é o segundo disco deles, lançado pela Beggars Banquet, e meu preferido deles, um fio desemcapado com atmosferas flertando com o Space-Rock. O disco abre com a fulminante 'Eat Junk Become Junk', noise no talo e berrado, o mesmo clima de 'Sawn Off Metallica T-Shirt'. 'Ten Places To Die' começa hipnótica e mais calma, antes do fim um massacre de guitarras volta ao clima normal. "The Things We Make", debut deles de 1998, é também altamente recomendável.

NERVOUS "One For A Brighter Future" (2009)


01. Gelap
02. Love
03. Masturbating with my guitar
04. One for a brighter future part 1
05. The "o" songs (JFK remix)
06. Love (UMA GUMA remix)
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Referências: Banda de Yogyakarta, na Indonésia. Indie-Rock, flertando com o Shoegazer. O Nervous se formou em 2005 e se reformulou (quase totalmente) em 2008, somente o baterista Aga continuou, acompanhado por Aditya (vocais/guitarra), Wisnu (guitarra) e Eka (baixo). Indie-Rock direto, as quatro primeiras canções de "One For A Brighter Future", debut da banda lançado pela Blossom Records, são ótimas. O Nervous é diretamente influenciado por Sonic Youth, ouça 'Love' e confira, My Bloody Valentine e outros. 'Gelap', 'Masturbating With My Guitar' (minha preferida, lembra Idlewild) e 'One For A Brighter Future Part.1' são audições obrigatórias. O Ep só perde fôlego nos remix, o que não apaga o mérito do ótimo início. Bom registro. Mais um agradecimento ao blog Indie Showbiz.

DIPSOMANIACS "Stethoscopic Notion" (2001)


1. Don't Mourn
2. Turn Summersaults
3. Feet of Clay
4. Stethoscopic Notion
5. Of Reaching Out
6. Me for One
7. Dulcimer's Dream
8. At Granny Moon's
9. Bring Flowers to the Courthouse
10. Fair-Weather Friend
11. Show Me Every Corner
12. Gum-Machine Gamble
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Referências: Banda de Oslo, na Noruega. Psicodelia, Flowerpop e muita acidez. O Dipsomaniacs te joga intensamente nos anos 1960, referências rasgadas de Beatles, fase final, The Byrds, Love e Jefferson Airplane, o disco tem cores fortes. Os vocais de Oyvind Holm são magníficos e por si só desenham essa atmosfera sessentista, em nenhum momento forçado, o disco vai rodando suavemente. A sequencia inicial de "Stethoscopic Notion", lançado pelo selo Camera Obscura, é simplesmente maravilhosa, ouça já 'Don't Mourn', 'Turn Summersaults', 'Feet of Clay', 'Stethoscopic Notion' e 'Of Reaching Out'. Antes de "Stethoscopic Notion" tinham lançado "Braid of Knees". Pros que apreciam Psicodelia e Neo-Psicodelia é um prato cheio. Ótimo.

terça-feira, 21 de abril de 2009

CLOCKCLEANER "Babylon Rules" (2007)


1. New in Town
2. Vomiting Mirrors
3. When My Ship Comes In
4. Caliente Queen
5. Human Pigeon
6. Man Across the Street
7. Daddy Issues
8. Out of the City
9. Divine Hammer
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Referências: Banda americana de Philadelphia. Indie-Rock, Noise, Pós-Punk. Formado por John Sharkey III (vocais/guitarra), Karen Horner (baixo) e Richie Charles Jr. (bateria), o Clockcleaner investe no noise sujo e arrastado, na linha de The Birthday Party e Big Black, adicione a isso um ambiente sombrio que lembra Bauhaus. "Babylon Rules", lançado pela Load Records, é o terceiro disco da banda, antes lançaram "The Hassler", em 2004, e vejam só "Nevermind", em 2006. "Babylon Rules" funciona como um The Kills mais barulhento e com gás, ouça as ótimas 'Vomiting Mirrors' e 'Caliente Queen'. Antes de terminar a banda ainda nos brinda com uma ótima versão de 'Divine Hammer' (música do The Breeders, lançada no monumental "Last Splash", de 1993). Um ótimo disco, sujo, noise e envolvente.

THE CURE "Desintegration" (1989)


01 "Plainsong" – 5:12
02 "Pictures of You" – 7:24
03 "Closedown" – 4:16
04 "Lovesong" – 3:29
05 "Last Dance" – 4:42
06 "Lullaby" – 4:08
07 "Fascination Street" – 5:16
08 "Prayers For Rain" – 6:05
09 "The Same Deep Water As You" – 9:19
10 "Disintegration" – 8:18
11 "Homesick" – 7:06
12 "Untitled" – 6:30
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Referências: Banda inglesa de Crawley. Pós-Punk, Gótico. O The Cure é, desde minha iniciação nos sons e afins, uma de minhas bandas preferidas. "Desintegration" está entre meus discos preferidos de sempre, um disco triste e encantador, mais de uma hora de sofrimento, calmaria e uma atmosfera escura. O Cure tem em Robert Smith sua figura central (Porl Thompson, Simon Gallup e Jason Cooper são também figuras frequentes), e tantos outros membros em seus mais de 30 anos de estrada. "Desintegration" é o oitavo disco da banda, lançado pela Fiction Records, um primor, antes já tinham lançado outros discos maravilhosos, como "Pornography", em 1982, "The Head On The Door", em 1985, e "Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me", em 1987. 'Fascination Street' é a minha música preferida deles, inevitável arriscar uma dança. Ainda tem 'Pictures Of You', 'Lullaby', 'Closedown', 'Lovesong', 'Plainsong', 'Untitled' (essa música é mágica) e tantas outras. Só me cabe dizer que é PERFEITO.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

SHOULD "A Folding Sieve" (2002)


1. Rolling 3:50
2. Breathe Salt 5:38
3. Feels Like Morning 4:04
4. Clean 4:03
5. Resonate 5:01
6. Pulling 4:56
7. Strength 0:31
8. Own Two Feet 4:17
9. Soothed 4:00
10. This House I'm Living In 3:53
11. Inst 1 2:45
12. Faded 3:41
13. Singe 3:35
14. Merger 3:21
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Referências: Banda americana de Austin, no Texas. Shoegazer, Experimental, Slowcore. A banda se formou no início dos anos 1990 e sempre se manteve obscura no underground americano. "A Folding Sieve", obrigatório em sua coleção, foi lançado originalmente em 1995 como EP (pela ND Records), a versão que temos aqui é uma reedição lançada pela Words On Music com um número maior de músicas, a banda tem outra pérola lançada "Feed Like Fishes", em 1988. O Should é formado por Tanya Maus, Eric Ostermeier e Marc Ostermeier e faz um Shoegazer mágico, as primeiras audições de 'Breath Salt' e 'Feels Like Morning' são uma delícia. O disco vai rodando, sempre em um ritmo lento e cheio de ruídos, e te sugando pra dentro de um mundo hipnótico, como na ótima 'Pulling' e na arrastada 'This House I'm Living In'. Excelente.

COCTEAU TWINS "Blue Bell Knoll" (1988)


01 "Blue Bell Knoll" – 3:24
02 "Athol-Brose" – 2:59
03 "Carolyn's Fingers" – 3:08
04 "For Phoebe Still a Baby" – 3:16
05 "The Itchy Glowbo Blow" – 3:21
06 "Cico Buff" – 3:49
07 "Suckling the Mender" – 3:35
08 "Spooning Good Singing Gum" – 3:52
09 "A Kissed Out Red Floatboat" – 4:20
10 "Ella Megalast Burls Forever" – 3:39
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Referências: Banda escocesa de Grangemouth. Dreampop, Pós-Punk e Ambient. Mais uma pérola de Elizabeth Fraser, Robin Guthrie, Simon Raymonde e Will Heggie. Pairou a dúvida de qual álbum seria postado, "Blue Bell Knoll", "Garlands", "Head over Heels", "Victorialand" e tantos outros clássicos quase foram. Mas o momento foi de "Blue Bell Knoll", primeiro disco do Cocteau Twins que comprei, (não que seja meu preferido, considerem a idade, o momento da compra e outras razões, ok?) em 1991. É o sexto disco da banda, lançado pela clássica 4AD Records, confesso que aos 14 anos foi intenso demais ouvir a voz gelada de Liz Fraser e todo o clima flutuante criado por Guthrie e Raymond. Logo depois o Cocteau se transformou em prediletíssimo. Ouvir músicas como 'Blue Bell Knoll', 'Athol-Brose', 'Carolyn's Fingers', 'Cico Buff' e 'The Itchy Glowbo Blow' é sempre maravilhoso, o clima de 'The Itchy Glowbo Blow' é um dos mais sombrios/gélidos/sensíveis que já vi. Obrigatório.

STARFISH 100 "Self Titled" (2002)


01 Far Away
02 Summertime Low
03 Sink
04 To Find You
05 Stuck
06 Fish Tattoo
07 Fill Up
08 Harder To Sustain
09 Generation
10 Talk To Me
11 Untitled
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Referências: Banda da cidade de São Paulo. Indie-Rock com um pé no Britpop dos anos 1990 e outro no Psicodelismo dos anos 1960, esse mais intenso. Formado em São Paulo em 2000 o Starfish 100 tem na sua formação atual Demys Schneider, Angelo, Gabriel, Néo e Fernando Falvo, e parece sair do meio de Londres em plena década de 1960, some a isso uma dose extra de distorções, que dá uma cara mais atual a banda, como na ótima 'Stuck'. Beatles, Oasis e Stone Roses estão entre as influências assumidas pela banda, ouça a ácida 'Fill Up' e confira isso tudo. "Starfish100" é o debut da banda lançado pelo selo paulista Volume 1, por onde também saíram seus dois outros discos, "Defaced", de 2004, e "Caleidoscópio", de 2007. Bom registro, cheio de guitarras.

THE FORMS "Self Titled" (2007)


1. Knowledge in Hand
2. Alpha
3. Red Gun
4. Focus
5. Borges
6. Bones
7. Blue Whale
8. Blue Whale [Continued]
9. Oberlin
10. Transmission
11. White Dot
12. Getting It Back
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Referências: Banda americana de New York. Indie-Rock, Psicodelia. O The Forms, formado por Matt Walsh, James Fowler e Alex Tween em 2002, faz um Indie-Rock altamente influenciado por bandas como Arcade Fire e The Doves. "The Forms" é o segundo disco da banda, lançado pela Three Spheres Records, antes tinham lançado em 2003 o debut "Icarus", também pela Three Spheres. Apesar da mão pesada de Steve Albini ser a responsável pela produção, "The Forms" é limpo, sempre com guitarras calmas e mélódicas, com um pé no psicodelismo. 'Knowledge In Hand', 'Alpha', 'Red Gun', 'Blue Whale' e 'Oberlin' são ótimas. Um disco leve e totalmente descompromissado. Ótimo registro.

ARCADE FIRE "Funeral" (2004)


01 "Neighborhood #1 (Tunnels)" – 4:48
02 "Neighborhood #2 (Laïka)" – 3:31
03 "Une année sans lumière" – 3:40
04 "Neighborhood #3 (Power Out)" – 5:12
05 "Neighborhood #4 (7 Kettles)" – 4:49
06 "Crown of Love" – 4:42
07 "Wake Up" – 5:35
08 "Haïti" – 4:07
09 "Rebellion (Lies)" – 5:10
10 "In the Backseat" – 6:20
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Referências: Banda canadense de Montreal. Indie-Rock, Pós-Punk. O Arcade Fire foi responsável por um dos últimos cultos da música, quando "Funeral", debut da banda lançado pela Merge Records, chegou aos ouvidos do mundo foi aquele burburinho, trata-se de um clássico imediato, Indie-Rock com elementos clássicos nas melodias e um desespero que sai pelos poros do líder/letrista/vocalista da banda, Win Butler. 'Neighborhood #1 (Tunnels)' abre o disco de forma fenomenal, ritmo que segue em 'Neighborhood #2 (Laïka)', Neighborhood #3 (Power Out)', 'Wake Up' e 'Rebellion (Lies)' (essa última Top 10 da última década fácil), 5 canções perfeitas com altas doses de David Bowie e Joy Division em suas influências. Não satisfeito o Arcade Fire, já com o mundo na palma de suas mãos, lançou o não menos classudo "Neon Bible", em 2007 também pela Merge Records. Um clássico obrigatório.

domingo, 19 de abril de 2009

ELECTRO GROUP "Good Technology" (2007)


1. Trauma 2:01
2. The Rule 4:02
3. Raise Your Head 2:39
4. Periphery 2:21
5. August 2:18
6. Bikini States 2:58
7. Minutes 4:05
8. Hong Kong Blues 2:49
9. Killer Bees 3:08
10. Two Course March 2:07
11. The Dawn 2:56
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Referências: Banda americana de Sacramento. Shoegazer, Experimental e Psicodelismo. O disco do Electro Group começa a rodar e você pensa que o Built To Spill, pelos vocais, anda fazendo Shoegazer, sonoramente a banda lembra Ride, Jesus And Mary Chian e My Blood Valentine, belas referências para um disco sublime, que te conquista em um piscar de olhos. Formado por Tim Jacobson, Ian Hernandez e Matt Hull o Electro Group lançou seu debut em 2001, "A New Pacifica", pela Omnibus Records, por onde também lançaram o EP "Ummo", em 2004. "Good Technology" é o segundo disco dos californianos, lançado pela Clairecords. Guitarras que circulam entre o suave e o psicótico, tudo com um pé no Shoegazer e outro nos anos 1960. Um discaço recheado de pérolas como, 'August', 'Trauma', 'Raise Your Dead', 'Bikini States' (My Bloody Valentine aos montes) e 'Hong Kong Blues'. Simples, mas cheio de ruídos que ecoam em sua cabeça por horas. Ótimo.

FURRY THINGS "The Big Saturday Illusion" (1996)


01 Introism
02 Still California
03 Cats
04 Attic
05 Lawnmower Sounds
06 Colortime
07 Porno Queen's Love Dive
08 Take You Away
09 Piled High
10 Angel Warm And Cold
11 Nothing From Zero
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Referências: Banda americana de Los Angeles. Shoegazer, Experimental. Guitarras altas e cheias de efeitos e ruídos te remetem diretamente a My Bloody Valentine e Medicine, maiores referências no som dos americanos do Furry Things. Formados em 1993 por Ken Gibson, Cathy Shive, Chris Micheals e Charlie Woodburn o Furry Things teve em "The Big Saturday Illusion" seu debut, lançado pela Trance Syndicate. 'Still California' de cara te deixa agitado, esperando um grande disco, a hipnótica e ácida 'Cats' vem logo em seguida. Após "The Big Saturday Illusion" lançaram o EP "Frequent Lunacy" e o album "Moments Away", em 1997, logo depois se separaram. 'Attic' é um ataque sonoro movido a ruídos, delays, feedbacks e vocais alterados, Kevin Shields rasgados. Belíssimo registro esquecido no limbo do Shoegazer.

BLEACH "Killing Time" (1992)


1 First (4:28)
2 Headless (4:59)
3 Push (4:56)
4 Paint My Face (4:39)
5 Friends (3:17)
6 Fall (3:59)
7 Trip And Slide (5:10)
8 Shotgun (3:41)
9 Surround (4:46)
10 Tangle (5:14)
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Referências: Banda inglesa de Ipswich. Shoegazer poderoso. O Bleach surgiu em meio ao turbilhão que foi a virada dos 80 para os 90. Formados por Salli Carson, Steve Scott, Neil Singleton e Nick Singleton a banda durou pouco tempo, pouco mais de 4 anos, o suficiente para fazer essa pérola que é "Killing Time", seu debut pela Musidisc, antes tinham lançado um coletânea de singles e outros EPs. O som de "Killing Time" soa crú, com vocais urgentes em alguns momentos e gélidos em outros além de guiatrras altas e amontoadas e em clima hipnóticos. antes do fim ainda lançaram "Hard", 1992, e "Fast", 1993, ambos pela Musidisc. 'First' e 'Headless' são mais agitadas e caóticas, já 'Push' e 'Paint My Face' mais calmas lembrando Cocteau Twins. Ótimo disco.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

AUTORAMAS "Stress,Depressão & Síndrome do Pânico" (2000)


01 Fale Mal de Mim
02 Carinha Triste
03 Ex-amigo
04 Agora Minha Sorte Mudou
05 Autodestruição
06 Jogos Olímpicos
07 Tudo Errado
08 Eu Não Morri
09 Boa Fé
10 Bahamas
11 Ação
12 Catchy Crorus
13 Souvenir
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Referências: Banda da cidade do Rio de Janeiro. Indie-Rock circulando pela Surf-Music/Garage-Rock e outros afins. Formado por Gabriel Thomaz, ex-Little Quail, Bacalhau, ex-Planet Hemp, e Simone, ex-Dash (não mais na banda) o Autoramas é responsável por canções curtas, energéticas e que abordam temas dos mais simples possíveis, ou seja, música pra pura diversão, uma fusão de Rockabilly e Jovem Guarda. "Stress,Depressão & Síndrome do Pânico" é a estréia da banda, antes já tinham lançado uma demo e um single, lançado pela Astronauta Discos. Rapidinho se tornaram figurinhas carimbadas do underground brasileiro, conseguindo em alguns momentos atingir um público maior, caso de 'Fale Mal de Mim' e 'Carinha Triste', hits da banda. Depois lançaram outros discos como "Vida Real", 2001, "Nada Pode Parar Os Autoramas", 2003 (muito bom, lançado pela Monstro), e "Teletransporte", 2007. 'Autodestruição' e 'Tudo Errado' são ótimas.

SILVERSUN PICKUPS "Carnavas" (2006)


1."Melatonin" 4:04
2."Well Thought Out Twinkles" 4:02
3."Checkered Floor" 4:51
4."Little Lover's So Polite" 4:58
5."Future Foe Scenarios" 5:20
6."Waste It On" 4:13
7."Lazy Eye" 5:54
8."Rusted Wheel" 6:00
9."Dream at Tempo 119" 4:51
10."Three Seed" 5:40
11."Common Reactor" 6:01
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Referências: Banda americana de Los Angeles. Indie-Rock com alguns ecos de Shoegazer. "Carnavas", debut da banda lançado pela Dangerbird Records, é ótimo. Guitarras sempre presente, quase sempre limpas, vez e outra temos distorções não muito intensas, embalam um vocal com uma apelo pop absurdo, caso da bacana 'Well Thought Out Twinkles'. Formados por Brian Aubert (guitarra/vocais), Nikki Monninger (baixo), Christopher Guanlao (bateria) e Joe Lester (teclados), o Silversun Pickups já tinha lançado o bom EP "Pikul" em 2005. Ouça as ótimas 'Future Foe Scenarios', 'Lazy Eye' e 'Little Lover's So Polite'. Lembra Death Cab For Cutie, com um pouco mais de guitarras, e Smashing Pumpkins, grande influência aqui. Bom disco.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

ACCELERA DECK "A Landslide Of Stars" (2006)


1 Sexx (3:11)
2 A Landslide of Stars (6:56)
3 Q (1:01)
4 Fire Sermon (8:55)
5 Embrace (4:57)
6 7 (0:47)
7 Wolf-Christ (16:39)
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Referências: Banda americana do Alabama. Shoegazer, Experimental. De cara você precisa saber que "A Landslide Of Stars" é um discaço, fulminante logo na primeira audição. O Accelera Deck é formado por Chris Jeely (guitarra, vocal, programação) e Zach Evans (bateria). "A Landslide Of Stars", lançado pela Scarcelight Recordings, se perde em meio a discografia da banda, capaz de lançar três discos no mesmo ano por três selos diferentes. Temos aqui 7 canções, duas curtas e instrumentais e cinco pérolas do Shoegazer perdidas por esse mundo dos bons sons. Como a discografia é extensa, cada audição do Accelera Deck é uma descoberta, fica aqui a recomendação de "explorar" a banda. 'Sexx', 'A Landslide Of Stars', 'Fire Sermon' e 'Embrace' são obrigatórias, sempre com guitarras altas e um ritmo intenso. Obrigatório e sempre alto.

THE GOSLINGS "Grandeur Of Hair" (2006)


1 Own A Car (7:47)
2 Croatan (5:26)
3 Golden Stair (6:44)
4 Overnight (10:47)
5 Sanibel (9:46)
6 Windowpane (3:18)
7 Haruspex (13:21)
8 Dinah (4:50)
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Referências: Banda americana da Flórida. Shoegazer e Noise embalados em texturas mais pesadas, arrastadas e experimentais ao extremo, em certas horas o Metal diz "oi" no som do The Goslings. A primeira audição de "Grandeur Of Hair" pode ser difícil, afinal não é todo dia que você ouve uma sinfonia de ruídos como essa, certas horas os vocais se perdem, como na assustadora 'Own A Car', onde você ouve vozes perdidas e distrocidas, muito noise. "Grandeur Of Hair", lançado pela aRCHIVE Records, é o oitavo registro de Leslie Soren e Max Soren, o The Goslings. Não é um disco pra qualquer um, você tem que curtir caminhos mais obscuros, a distorção por aqui faz A Place To Bury Strangers parecer canção de ninar. Ouça de cara 'Overnight', pérola dos ruídos, assim como 'Croatan'. Um registro raro, daqueles que você ouve poucas vezes, mas que é necessário na estante. Ótimo.

OS REPLICANTES "Hot 20" (1999)


1 Boy do subterrâneo
2 Surfista calhorda
3 Hippie-Punk-Rajneesh
4 Verdadeira corrida espacial
5 Choque
6 Ele quer ser punk
7 Motel da esquina
8 Mulher enrustida
9 Porque não
10 Chernobil
11 Sandina
12 Sexo e violência
13 Astronauta
14 Festa punk
15 Nicotina
16 Tom & Jerry
17 Só mais uma chance (Pin-Up)
18 Problemas
19 Frankestein bonito
20 Falsificação
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Referências: Banda gaúcha de Porto Alegre. Punk-Rock, urgentíssimo. Formados em 1983 em Porto Alegre por Wander Wildner , Cláudio Heinz, Heron Heinz e Carlos Gerbase, o Replicantes tornou-se uma das principais referências do Punk nacional, mais ativo em São Paulo. As letras contestadoras e que desenhavam uma realidade caótica oitentista eram a marca da banda, responsávael por clássicos supremos. "Hot 20", uma coletânea, pega a fase inicial da banda, representada por seus três primeiros discos lançados pela BMG, "O Futuro é Vórtex" (1986), "Histórias de Sexo e Violência" (1987) e "Papel de Mau" (1989). É botar pra tocar e sair pulando, aqui não interessa se o som soa datado na maioria das músicas, o que interessa é diversão. 'Surfista Calhorda', 'Boy do Subterrâneo', 'Verdadeira Corrida Espacial', 'Sandina', 'Festa Punk', 'Chernobil', ' Hippie Punk Rajneesh', 'Motel da Esquina', 'Tom & Jerry' e tantos outros clássicos do underground. Bela festa punk. Ótimo.

terça-feira, 14 de abril de 2009

SINGAPORE SLING "Life Is Killing My Rock 'N' Roll" (2004)


01 "Sunday Club" - 3:15
02 "Curse, Curse, Curse" - 3:10
03 "Rockit" - 2:30
04 "Nightlife" - 3:34
05 "Life Is Killing My Rock'n'Roll" - 3:31
06 "Twisted and Sick" - 3:51
07 "J.D." - 4:35
08 "Living Dead" - 4:47
09 "Sugar" - 4:11
10 "Guiding Light" - 6:14
11 "A Little Love" - 5:06
12 "Let's Go Dancing" - 6:38
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Referências: Banda islandesa de Reykjavík. Shoegazer, Noise e Neo-Psicodelia. Em meio ao noise de "Life Is Killing My Rock 'N' Roll" são rasgadas as referências aos mestres do noise, Jesus & Mary Chain, a sequência inicial te joga diretamente na fase Psychocandy dos irmãos Reid. Ecoam por aqui também os básicos Velvet Underground e My Bloody Valentine. "Life Is Killing My Rock 'N' Roll", lançado pela Sheptone Records, é o segundo disco de Henrik Björnsson e companhia. Discaço, noise no talo em alguns momentos e uma atmosfera sombria e arrastada sempre pairando, lembrando Black Rebel Motorcycle Club (com mais ruídos). A sequência inicial (citada acima) com 'Sunday Club', 'Curse, Curse, Curse', 'Rockit', 'Nightlife' e 'Life Is Killing My Rock'n'Roll' é um deleite. Deixe o disco rodar e depois dê um tempo pro zunido sumir dos ouvidos. Ótimo, assim como o debut deles, "The Curse Of", lançado pela Hitt Records em 2002.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

SWEATERS "Written Like Postcards" (2008)


01. Some Things Are Left Unsaid
02. Everything For Everyone
03. Ordinary Girl
04. When You Smile
05. When We’re Down
06. Shine
07. 25 Dazzling Stars
08. Ordinary Girl (V.2)
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Referência: Banda de Jakarta na Indonésia. Indie-Rock, Indiepop, sempre doce e suave. Você escuta esse disco do Sweaters e garante estar em meio aos anos 1990 ouvindo algum disco da Sarah Records. 'Some Things Are Left Unsaid' e 'Everything For Everyone' são espetaculares e te lembram, inevitavelmente, Another Sunny Day, Blueboy, Teenage Fanclub e The Field Mice. 'Ordinary Girl' segue a mesma linha, guiatarras em camadas sem serem noise e um vocal lamurioso dão ar a um disco curto e preciso. A banda formada por Merdi Leonardo (Vocais), Christ Martin K. (Guitarra), Zulner M. Nouradinne (Guitarra) e Jodhie Gunadharma (Bateria), tem em "Written Like Postcards" seu debut, lançado pela Lovely Records, antes tinham lançado o EP "Ordinary Girl" pela Marmalade Records. O poder das três primeiras músicas é devastador, assim como os ecos de Ride que saem de 'Shine'. Fica aqui o agradecimento ao pessoal do Indie Showbiz.

MADEIXAS "EP" (1999)


01 Broken Submarine
02 Drunk Joke
03 Hey Now
04 I Will Try
05 Vanilla Taste
06 The Spring Dream
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Referências: Banda catarinense de Blumenau. Indie-Rock, Power Pop e Noise. Em um certo momento no fim dos anos 1990, não lembro exatamente quando, vi um clip do Madeixas no Lado B, mais precisamente 'The Spring Dream'. Aquela melodia ficou circulando em meus ouvidos e neurônios por anos, mais tarde veio o contato com 'I Will Try', também via MTv. De cara posso te afirmar que 'The Spring Dream' e 'I Will Try' estão entre as canções mais encantadoras do Indie-Rock nacional de todos os tempos, principalmente a fulminante 'The Spring Dream'. A banda nesses anos possou por algumas alterações em sua formação, que tem nos irmãos Camila Zoschke e James Zoschke sua base. "EP" foi um lançamento independente, o segundo da banda, antes tinham lançado a demo "Still Waiting For The UFOS", de 1997, e o disco cheio que veio depois, "Album" de 2002 (esse disco trás a clássica 'Geladeira'). Melodias doces, guitarras e vocais preciosos. Ótimo registro.

domingo, 12 de abril de 2009

SLOY "Planet Of Tubes" (1996)


1. Idolize
2. Chocolate Sperm
3. Bull
4. Air
5. Spraying With 1.6 KHZ
6. Red
7. Saw
8. Eat Your Toy
9. Lick Me
10. Tubes
11. Arms
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Download
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Referências: Banda francesa de Béziers. Indie-Rock urgente e deseperador, uma espécie de Pós-Punk em alta voltagem, um encontro de Public Image Ltd, Young Gods e Jesus Lizard, o mais espetacular é a energia que sai desse "Planet Of Tubes", segundo disco da banda lançado pela PIAS. O trio, formado por Armand Gonzales, Cyril Bilbeaud e Virginie Peitavi, não dá tempo de respirar, e isso faz esse "Planet Of Tubes" um disco essencial em sua coleção. O disco vai rodando e você começa a visualizar a mão noise de Steve Albini, responsável pela produção dessa preciosidade, barulheira divina. O som sempre lembra Big Black, banda de Albini, e Mclusky, galeses também produzidos por ele anos depois. A banda durou pouco e ainda lançou, "Plug", 1995, e "Electrelite", 1998, quando se separaram. Noise urgente e obrigatório.

JESUS AND MARY CHAIN "Munki" (1998)


1 "I Love Rock n Roll" - 2:37
2 "Birthday" - 3:57
3 "Stardust Remedy" - 2:26
4 "Fizzy" - 3:39
5 "Moe Tucker" - 3:19
6 "Perfume" - 4:39
7 "Virtually Unreal" - 3:38
8 "Degenerate" - 5:29
9 "Cracking Up" - 4:40
10 "Commercial" - 7:02
11 "Supertramp" - 3:37
12 "Never Understood" - 3:14
13 "I Can't Find the Time for Times" - 4:17
14 "Man on the Moon" - 3:41
15 "Black" - 5:18
16 "Dream Lover" - 3:05
17 "I Hate Rock n Roll" - 3:42
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Download
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Referências: Banda escocesa de Glasgow. Noise, Pós-Punk, Shoegazer e afins, o J&MC é ícone dos bons sons, prediletíssimos por aqui onde já estiveram presente com "Darklands", de 1987, e "Honey's Dead", de 1992. "Munki", lançado pela Creation, foi o sexto e último disco oficial da banda, com uma discografia irreparável (Psychocandy é meu disco preferido da história da música). É impressionante que algumas bandas encerram suas atividades com discos tão bom, caso de Pixies, Smiths, Pavement e tantas outras. "Munki" é espetacular, os acordes de "Cracking Up" estão entre as melhores produções dos irmãos Reid. O disco conta ainda com as participações de luxo de Hope Sandoval, do queridíssimo Mazzy Star. 'Stardust Remedy', 'Fizzy', 'Virtually Unreal', 'Degenerate', 'Black' e 'Dream Lover' são ótimas, além dos hits 'I Love Rock n Roll' e 'I Hate Rock n Roll', essa noise como nos velhos tempos. Mais um registro obrigatório dos mestres do noise.