domingo, 31 de maio de 2009

FAUNTS "Feel.Love.Thinking.Of." (2009)


01 "Feel.Love.Thinking.Of." – 3:09
02 "Input" – 2:41
03 "It Hurts Me All the Time" – 3:12
04 "Out On a Limb" – 4:11
05 "Lights Are Always On" – 5:46
06 "Das Malefitz" – 4:05
07 "I Think I'll Start a Fire" – 4:30
08 "Alarmed Lights" – 7:40
09 "So Far Away" – 3:11
10 "Explain" – 6:12
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Referências: Banda canadense de Edmonton. Indie-Rock, Electronic, Dreampop e texturas Shoegazer ecoando nos horizontes sonoros desse ótimo "Feel.Love.Thinking.Of", que flerta o tempo todo com New Order, a principal influência por aqui. Quando "Feel.Love.Thinking.Of" começa a rodar, com a faixa título, você nota que que os canadenses do Faunts usam sintetizadores e bases eletrônicas em altas doses, depois essas diminuem um pouco deixando mais clara as influências Dreampop/Shoegazer, soltas no ar. Já em seguida o clima dá uma acalmada com 'Input'. Formado em 2000 pelos irmãos Tim Batke e Steven Batke o Faunts ainda conta com Rob Batke, Paul Arnusch e Scott Gallant e é nítido que ouviram muito as bandas britânicas dos anos 1980, New Order, Depeche Mode, The Cure e afins. "Feel.Love.Thinking.Of" é o terceiro disco do Faunts, contando com "Faunts Remixes" de 2008. O disco foi lançado pela Friendly Fire Recordings. 'Out On a Limb' e 'Lights Are Always On' são obrigatórias. Excelente disco.

VELVET UNDERGROUND "Velvet Underground And Nico" (1967)


01 "Sunday Morning" – 2:54
02 "I'm Waiting for the Man" – 4:39
03 "Femme Fatale" – 2:38
04 "Venus in Furs" – 5:12
05 "Run Run Run" – 4:22
06 "All Tomorrow's Parties" – 6:00
07 "Heroin" – 7:12
08 "There She Goes Again" – 2:41
09 "I'll Be Your Mirror" – 2:14
10 "The Black Angel's Death Song" – 3:11
11 "European Son" – 7:46
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Referências: Banda americana de New York. Proto-Punk, Psicodelismo, Lo-Fi, Experimental, Art-Rock e tudo mais que você possa imaginar, ícone do Rock planetário. Esse disco é de cabeceira, ao lado de pepitas como "Psychocandy", "Loveless", "The Queen Is Dead" e outras. Formados em 1965 por Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison e Angus MacLise, que mais tarde seria substituido pela cool Maureen Tucker (posteriormente a banda foi ganhando novas formações até seu fim em 1973). A banda ganhou cara no Exploding Plastic Inevitable, evento criado por Andy Worhol, responsável pela capa mais clássica da história e pela conexão entre a banda e a cantora alemã Nico. O que temos em seguida é o soberbo "Velvet Underground And Nico", antes de mais nada ouça 'Venus In Furs', sempre começo o disco por ela, depois volto a sequência normal, simplesmente única uma sinfonia ácida e angustiante. Ainda tem 'Sunday Morning', 'Sunday Morning', 'Heroin', 'I'll Be Your Mirror', 'Femme Fatale' e There She Goes Again'. Uma espécie de bula para as gerações seguintes, O-B-R-I-G-A-T-Ó-R-I-O!!!

SHOP ASSISTANTS "Self Titled" (1986)


01 I Don't Wanna Be Friends With You (2:16)
02 All Day Long (1:54)
03 Before I Wake (2:38)
04 Caledonian Road (2:11)
05 All That Ever Mattered (2:16)
06 Fixed Grin (2:49)
07 Somewhere In China (3:08)
08 Train From Kansas City (3:41)
09 Home Again (1:40)
10 Seems To Be (2:22)
11 After Dark (2:34)
12 All Of The Time (2:21)
13 What A Way To Die (1:58)
14 Nature Lover (1:52)
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Referências: Banda escocesa de Edinburgh. Indie-Rock, Indiepop. O que temos aqui é a busca pelo pop perfeito, melodias doces, vocais ingênuos em um ritmo sempre acelerado, ultradoce. Formados em 1984 por Annabel Wright (vocais), Alex Taylor (vocais), David Keegan (guitarra), Sarah Kneale (baixo) e Laura MacPhail (bateria) o Shop Assistants circulava pela chamada C86, e foi influência pra diversas bandas, mais tarde o The Primitives faria um som semelhante. "Shop Assistants" é o debut da banda, lançado pela Blue Guitar Records, mais tarde o mesmo disco seria relançado como "Will Anything Happen". Annabel Wright também fez parte do The Pastels. "Shop Assistants" tem algumas pérolas Indiepop, ouça 'Caledonian Road, 'I Don't Want to Be Friends With You', 'All Day Long' e 'Home Again'. Excelente.

sábado, 30 de maio de 2009

EMPTY ROOMS "Self Titled EP" (2005)


01 First Thing First (4:21)
02 Docks In The Distance (5:52)
03 Try Again (3:32)
04 Forms Has Two Faces (6:53)
05 Black Sugar (4:50)
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Referências: Banda americana de San Francisco, Califórnia. Indie-Rock, caminhando por influências de Shoegazer, Post-Rock e momentos mais escuros. Os californianos do Empty Rooms horas lembram Wilderness, como na urgentíssima 'Docks In The Distance', e em outros momentos ecoam influências de Joy Division, como na excelente 'First Thing First'. Isso tudo já faz esse EP, curtinho só com 5 músicas, se tornar obrigatório (uma das coisas que mais tem tocado aqui em casa nos último dias). Formados por Andy (Baixo, Vocais), Chris (Guitarra), Eric (Guitarra, Vocais) e Garritt (Bateria) o Empty Rooms é uma banda de difícil acesso (informações sobre a banda são suadas) e intensa. Além dessa pérola, lançada pela Aquarius Records, a banda ainda tem outro EP, "Lacuna" de 2006. 'Try Agian' e 'Forms Has Two Faces' já se aproximam do Shoegazer, minhas preferidas. Uma audição obrigatória. Excelente.

LAVA "La Motocyclette" (2003)


1. Brand New
2. La Motocyclette
3. On And On
4. Killers Cards
5. Moony
6. Igloó
7. Arabian Candy Car
8. Necklace
9. Stones Of Morning
10. Jackie
11. Long Sleeve
12. Snake & Eagle
13. The Terror Of Feel
14. Duece - Kiss
15. Mega Surf Tube Drive Me
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Referências: Banda da cidade de São Paulo. Indie-Rock, Punk-Rock, tudo com um apuradíssimo senso melódico. O Lava surgiu no fim dos anos 1990 formado por Silvana Mello (vocal, teclados), Alê Briganti (baixo, vocal), Eliane Testone (guitarra, vocal), Helena Fagundes (bateria) e Danilo Costabile (guitarra), e influenciado por L7, Sonic Youth, Runaways, Bikini Kill e sons urgentes, característica do disco. "La Motocyclette" é o debut da banda, lançado pela Thirteen Records. Um bom disco, sempre no talo e pra ouvir em alta velocidade. Alê e Eliane antes faziam parte do querídíssimo Pin Ups, referência melhor impossível. Ainda lançaram um segundo disco antes do fim, "Shiba" de 2006. Em "La Motocyclette" você encontra pérolas maravilhosas, caso de 'Igloó', 'Arabian Candy Car', 'On And On', 'La Motocyclette', 'Killer Cards' e 'Long Sleeve', o disco só parece longo demais, com 10 músicas teria um afeito melhor do que já é. Pra pular e balançar a cabeça, ótimo registro.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

MIXTAPES & CELLMATES "A Retrospective" (2007)


1 Static, Oh Static (5:16)
2 Something More Than Last Time (2:55)
3 A: Pavement B: Home (5:03)
4 Stockholm-Karlshamn (4:33)
5 Distance, Blinding Lights (3:01)
6 C: You D: The Road Home (5:20)
7 You're The Driver And I'm In The Backseat (5:08)
8 A Quiet Evening (3:01)
9 Something Less Than Last Time (3:23)
10 Clean Sheets, Wintermornings (5:10)
11 A Quiet Evening (3:09)
12 Quiet (4:21)
13 The Part I Miss The Most Is... (7:02)
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Referências: Banda sueca de Stockholm. Shoegazer, Sintetizadores. Quando o som do Mixtapes & Cellmates começa a rodar é inevitável que a imagem dos conterrâneos do Radio Dept. surja, mesmo que o brilhantismo do Radio Dept. não venha junto. "A Retrospective" é um discaço, sua quase uma hora de duração voa, distorções, sintetizadores, vocais cheios de efeitos e um forte apelo pop estruturam essa pérola. Matilda Berggren (baixo), Johan Fagerberg (sintetizadores), Robert Svensson (vocais/guitarras), Henning Runolf (guitarras) e Viktor Källgren (bateria), formam o combo sueco, que combina a tristeza do The Cure com os ruídos de My Bloody Valentine, um primor. "A Retrospective", lançado pela Nomethod Records, chegou no mesmo ano do outro lançamento da banda, "Mixtapes & Cellmates", também lançado pela Nomethod Records. Ouça 'Static, Oh Static', 'Something More Than Last Time', 'A: Pavement B: Home' e todas as outra. O Mixtapes & Cellmates é um dos últimos prediletos por aqui. Obrigatório.

LOQUAT "It's Yours To Keep" (2005)


01 "Take it Back"
02 "Rocks"
03 "Slow, Fast, Wait and See"
04 "Swingset Chain"
05 "Need Air"
06 "Change the Station"
07 "Serial Mess"
08 "It's Yours to Keep"
09 "To the Floor"
10 "Internal Crash"
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Referências: Banda americana de San Francisco, California. Indie-Rock, Dreampop, Eletrônico. O Loquat faz um pop suave e super refinado, sempre com pitadas eletrônicas e uma atmosfera Dreampop, sem se aprofundar muito nessa área. "It's Yours To Keep" é o debut da banda, lançado pela Jackpine Social Club. Apesar do ritmo sempre lento a melancolia passa longe daqui na maior parte do tempo, o Loquat passa um ar alegre, ensolarado e ingênuo em algumas canções. Formados por Kylee Swenson (vocais/guitarra), Earl Otsuka (guitarra), Christopher Lautz (bateria), Ryan Manley (teclados) e Anthony Gordon (baixo), o Loquat lançou seu segundo disco em 2008, "Secrets of the Sea" pela Talking House Records, confesso que prefiro o debut deles. A banda lembra em determinados momento o Blonde Redhead. Destacam-se por aqui 'Take It Back', 'Rocks' e 'Swingset Chain'. Bom registro.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

THE CIGARETTES "All Is Well" (2005)


01. Estesia
02. All The Reasons
03. Wave Collapse
04. Some Drug
05. Lightning Bolt
06. Used To Feel
07. Different Stories
08. Crystaline
09. Strangelets
10. Archeology
11. Gloomy Sides
12. Sade
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Referências: Banda de Itaperuna, no Estado do Rio de Janeiro. Indie-Rock, Lo-Fi. O The Cigarettes dispensa maiores apresentações, pelo menos pra alguns. Banda ícone do cenário indie nacional, responsável por um pérola em estado bruto, o primeiro Cd deles, "Bingo" (1997) lançado pelo Midsummer Madness, uma perfeição. Caminhos tortuosos surgiram nos planos de Marcelo Colares, o homem por trás do Cigarettes, tanto que o segundo registro oficial só veio em 2005, depois de algumas gravações mais obscuras nesse período. "All Is Well", lançado pela Slag Records, teve a difícil missão de suceder o espetacular "Bingo", tarefa complicada. "All Is Well" passa longe, mas é um grande disco, afinal canções como 'Estesia' e 'All The Reasons' não se encontram em qualquer canto. O disco soa mais maduro, mas talvez fosse a ingenuidade o grande charme de "Bingo". "All Is Well" continua rodando e novas pérolas vão pipocando, como 'Different Stories' e 'Crystaline'. Grande disco, afinal Cigarettes é sempre obrigatório.

A WEATHER "Cove" (2008)


01. Spiders, Snakes
02. Shirley Road Shirley
03. Screw Up Your Courage
04. Small Potatoes
05. Hanging Towers of Baltimore
06. Pilot's Arrow
07. Oh My Stars
08. Pinky Toe
09. Good to Know
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Referências: Banda americana de Portland. Indie-Rock, Folk, Delicadeza e Sonhos. O A Weather é pra se desligar do mundo, suavidade em tons elevadíssimos, a impressão é que as músicas não tem um fim definitivo, apenas vão se perdendo em meio a atmosfera angelical e melancólica que se forma por aqui. As referências ficam em Belle & Sebastian, Elliot Smith, Gentle Waves e outros. "Cove" tem um efeito devastador, pelo menos em mim, um disco pros dias sem guitarras, quando os vocais de Sarah Winchester e Aaron Gerber bastam, completam a banda Aaron Krenkel e Lou Thomas. É o debut dos americanos, lançado pela Team Love Records. É colocar "Cove" pra rodar, fechar os olhos e curtir. 'Spiders, Snakes', 'Shirley Road Shirley', 'Small Potatoes' e 'Good To Know' são mágicas. Excelente.

JALE "Dreamcake" (1994)


1 Not Happy (2:54)
2 Nebulons (2:53)
3 Days (3:26)
4 To Be Your Friend (2:30)
5 Again (3:21)
6 River (3:28)
7 I'm Sorry (2:15)
8 Mend (2:10)
9 The Unseen Guest (2:29)
10 Love Letter (3:31)
11 Emma (2:41)
12 Promise (4:34)
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Referências: Banda canadense de Halifax, Nova Scotia. Indie-Rock, Powerpop, College. O Jale é daquelas bandas pop perdidas em meio aos anos 1990, onde centenas delas se perderam, apesar de grandes discos, quase esquecidos, lançados. Formados por Jennifer Pierce, Alyson MacLeod, Laura Stein e Eve Hartling o Jale beba nas fontes de bandas como o Velocity Girl e Throwing Muses. "Dreamcake" é o debut da banda, lançado pela Sub Pop, é tratado com ares de "Cult" em terras canadenses. A banda terminou logo após seu surgimento, pouco mais de dois anos entre início e fim, além de "Dreamcake" a banda lonçou seu segundo disco em 1995, "So Wound", também pela Sub Pop. Destacam-se aqui nessa pequena pérola pop, 'Days', 'Not Happy', 'Again' e 'Emma'. Bom disco.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SAY HI "Oohs & Aahs" (2009)


01 "Elouise" – 3:57
02 "Hallie and Henry" – 3:36
03 "Oh Oh Oh Oh Oh Oh Oh Oh" – 2:56
04 "November Was White, December Was Grey" – 3:04
05 "Dramatic Irony" – 2:45
06 "Maurine" – 3:15
07 "One, Two...One" – 3:20
08 "Audrey" – 1:39
09 "The Stars Just Blink for Us" – 3:31
10 "Sallie's Heart Is Stone" – 3:22
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Referências: Banda americana de Seattle, Washington. Indie-Rock, Lo-Fi, Synth-Pop. O Say Hi é daquelas bandas que passa uma certa inocência em seu som, isso funciona como um charme, já que "Oohs & Aahs" é ótimo e viciante. As influências ficam por conta de Belle & Sebastian, Broken Social Scene e Strokes, tudo misturado. É colocar "Oohs & Aahs", sexto disco da banda lançado pela Barsuk Records, e se divertir. O Say Hi resume-se a Eric Elbogen, o homem-banda, em certos momentos mais intimistas, como na lindaça 'November Was White, December Was Grey', isso fica bem evidente. "Oohs & Aahs", gravado em casa pelo próprio Elbogen, vai rodando e em seus quase trinta minutos ganhando cara de obrigatório, ouça as ótimas 'Hallie and Henry', 'Oh Oh Oh Oh Oh Oh Oh Oh', 'Dramatic Irony' e 'One, Two...One'. Simples e necessário.

APPLE ORCHARD "Half-Steps Toward Bright Skies" (2008)


01. Unfazed
02. Weather Patterns
03. Harsh
04. The Comforts Of Strangers
05. Rain, As We Know It
06. Half-Steps Toward Bright Skies
07. A Fine Warning
08. I Can’t Feel Sorry
09. Dreaming (As The Summer Fades)
10. The Saddest, Perfect Ending
11. Midnight Stars And Kisses
12. The Cloud Fleets
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Referências: Banda de Manila, nas Filipinas. Indie-Rock, Dreampop com ecos Shoegazer. Maravilha de disco da dupla Ryan Marquez e Dale Marquez, na primeira audição percebe-se de cara que os dois ouviram muito Galaxie 500, The Field Mice e o cast da Sarah Records, ouça já a fantástica 'Weather Patterns' que vem colada na hipnótica 'Unfazed'. A melancolia está no ar nesse "Half-Steps Toward Bright Skies", confira 'Harsh' que continua nas influências citadas, some-se a isso um vocal poderoso que mescla uma preguiça proposital com vários efeitos. "Half-Steps Toward Bright Skies" é o debut dos filipinos, lançado pela Haymarket Recordings, antes tinham lançado o single "That Happy Glow", em 2007 pela Cloudberry Records. A faixa título é mais uma pérola por aqui, minha preferida. Excelente disco.

domingo, 24 de maio de 2009

NAMUR "Songs From The Valley Of Baca" (2006)


01. Valley Of Baca
02. Consuming Fire
03. Vesper
04. Be Still
05. Stir Our Hearts
06. Marching
07. Baptized
08. Brighter Than The Sun
09. Completorium
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Referências: Banda de Bagarmossen, Suécia. Shoegazer, Dreampop. Esse disco do Namur é uma preciosidade, delicado e soturno como um Cocteau Twins e com ruídos e paredes de guitarras, sempre lentas, lembrando um My Bloody Valentine em ritmo cadenciado, tudo na medida exata, cortesia de David Åhlén, o homem-banda que hora e outra flerta com o Post-Rock. "Songs From The Valley Of Baca" é um caminho para as nuvens, com algumas pontas eletrônicas aqui e ali. Lançado pela The Hour Is Late Records, "Songs From The Valley Of Baca" vem depois de outros dois excelentes trabalhos de David Åhlén, ""Cherub Dust" (2001) e "Conquer Me" (2003). Ouça as ótimas 'Marching', 'Valley Of Baca', 'Consuming Fire' e 'Brighter Than The Sun'. No fim das contas você tem um disco triste, escuro, raro e excelente.

VIDEOHIPPOS "Unbeast The Leash" (2007)


1. Toothsub (2:20)
2. The List (2:15)
3. Take It (1:54)
4. Bear Fight (2:27)
5. Koolshades (2:28)
6. Downfall (2:22)
7. You Thought I Was Dead (1:08)
8. Sick Dolphin (2:12)
9. Rider (3:50)
10. Lazer Jet (2:23)
11. Wages Of Fear (1:58)
12. Narwhals (2:01)
13. Man's Man (1:54)
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Referências: Banda americana de Baltimore, Maryland. Shoegazer, Noise, Psycho. Tiro curto e certeiro, o disco dura em torno de 30 minutos, sempre intenso, melódico e com ruídos ao fundo. A atmosfera do disco é totalmente "Freak", simples e pegajosa, uma vez ouvido "Unbeast The Leash" é difícil deixá-lo de lado, discaço. O Videohippos é formado por Kevin O'Meara e Jim Triplett. "Unbeast The Leash" é o segundo disco da dupla, lançado pela Wildfire Wildfire Records, antes lançaram o debut deles, "Dolphin", em 2006 pela Rococo Records. Ao colocar o disco pra rodar parece que estamos no meio dos anos 1980 e essa, assim como o Jesus & Mary Chain, é uma daquelas bandas a unir simplicidade e noise. Ouvir a sequência inical, que vai disco afora, de 'Toothsub', 'The List', 'Take It', 'Bear Fight', 'Koolshades' e 'Downfall' é simplesmente especial. Um disco esquecido, porém obrigatório.

AIRIEL "The Battle Of Sealand" (2007)


01 Introduction
02 Thinktank
03 Thrown Idols
04 Sugar Crystals
05 You Kids Should Know Better
06 Mermaid In A Manhole
07 Stay
08 Peoria
09 The Release
10 Red Friends
11 The Big Mash-up
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Referências: Banda americana de Chicago. Shoegazer, Experimental. Som alto, cheio de camadas de guitarras e um vocal com forte apelo pop. O Airiel já tinha aparecido por aqui na coletânea "Never Lose That Feeling Vol. One", onde faz um ótima versão para 'Blowin Cool' do Swervedriver. "The Battle Of Sealand" é o debut da banda, em disco cheio, lançado pela Highwheel Records, antes lançaram uma série de EPs, que foram compilados e lançados como "Winks & Kisses EP Box Set" pela Clairecords, outra pepita. Formados por Jeremy Wrenn (guitarra/vocal), Chris De Brizzio (guitarra), Andrew Puricelli (baixo/vocal) e Mikey Lovechilde (bateria), o Airiel promove um encontro fulminate e noise entre Spacemen 3, My Bloody Valentine e Dinosaur Jr. 'Thinktank' e 'Thrown Idols' são espetaculares. Um disco pra cima e obrigatório.

sábado, 23 de maio de 2009

CEREMONY "Ceremony" (2005)


01 Nothing In The Sun (3:40)
02 Forever Lost (2:48)
03 Living For Today (2:47)
04 Too Many Times (3:17)
05 Our Last Goodbye (5:28)
06 Clouds (4:26)
07 Old (4:47)
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Referências: Banda americana de Fredericksburg, Virginia. Shoegazer, Noise. O Ceremony nasceu das cinzas do barulhento Skywave. Paul Baker (vocais, guitarra, baixo, drum-machine) e John Fedowitz (vocais, guitarra, baixo, drum-machine) deram continuidade ao noise do Skywave (a outra parte era Oliver Ackermann, que criou o A Place To Bury Strangers), só que com uma carga maior de botões eletrônicos, mas não se engane os ruídos continuam bem altos, ouça 'Too Many Times'. A especialidade aqui é noise, Jesus & Mary Chain em doses altíssimas, seja nas batidas de "Automatic", seja na acidez caótica de "Psychocandy". 'Our Last Goodbye' é uma música espetacular, sombria e envolvente. A essa altura o disco já se tornou um de seus preferidos, e olha que ainda tem 'Clouds'. "Ceremony" é o debut deles, lançado pela Safranin Sound. Ouça também o segundo deles, "Disappear" de 2007, que abre com 'Dull Life', minha preferida deles e de sempre. Obrigatório.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

SOUTHPACIFIC "33" (1998)


01 Nova (3:47)
02 Datura (4:24)
03 Life Illusion (3:03)
04 Soundbarrier (5:02)
05 Interconnect (3:54)
06 Time Between (3:27)
07 Reverbium (10:07)
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Referências: Banda canadense de Ottawa. Shoegazer, Space-Rock, Dreampop. Clima espacial, cheio de momentos hipnóticos, em segundos você começa a flutuar em guitarras que variam entre a suavidade e os altos ruídos. Em apenas três anos fulminantes a banda foi responsável por um disco cheio, o ótimo "Constance" de 2000, e esse EP "33", lançado em 1998 pela Turnbuckle Records. O trio formado por Graeme Fleming, Joachim Toelke e Phil Stewart-Bowes é responsável por uma simbiose entre Mogwai, Sonic Youth e Slowdive, um luxo só. Quando as guitarras de 'Nova' e 'Datura' começam a inflamar um ritmo que começa lento você já está balançando a cabeça num movimento hipnótico. O Southpacific está sempre no limite entre a delicadeza Dreampop e o noise do Shoegazer, e com uma atmosfera escura do Post-Rock, um caleidoscópio de influências, todas belíssimas. Excelente disco.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

MAHOGANY "Connectivity!" (2006)


1. Tesselation, Formerly Plateau One
2. View from the People Wall
3. Supervitesse
4. One Plus One Equals Three or More
5. Mantissa
6. Neo-Plastic Boogie-Woogie
7. Windmill International A
8. Renovo
9. Domino Ladder Beta
10. My Bed Is My Castle
11. Springtime, Save Our Country
12 Supervitesse *
13. My Bed Is My Castle *
14. Domino Ladder Beta *
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Referências: Banda americana de New York. Shoegazer, Sintetizadores, Modernidade. A audição de "Connectivity!" do Mahogany é uma maravilha, conexões entre New Order, Stereolab, Jesus & Mary Chain, My Bloody Valentine, Orchestral Manoeuvres In The Dark e Kraftwerk, um disco dançante (dança estilo 'Twisterella', clip do Ride) em alguns momentos e cheio de texturas Shoegazer, é inevitável eu estar pulando toda vez que 'One Plus One Equals Three or More' toca, espetacular e prediletíssima. Isso sem falar da sequência inicial com 'Tesselation, Formerly Plateau One', 'View from the People Wall' e 'Supervitesse', que tem alta rotação por aqui. "Connectivity!", lançado pela Darla Records, é o segundo disco do octeto americano, um ar de modernidade acompanha o disco inteiro, mesmo em momentos hipnóticos como 'Windmill International A' e 'Renovo'. Em 'Domino Ladder Beta' e 'My Bed Is My Castle' um lado mais caótico e soturno vem a tona, lembrando Cocteau Twins. "Connectivity!" inclusive tem algumas faixas remixadas (*) por Robin Guthrie. Aos meus ouvidos soa como um clássico instantâneo. Obrigatório.

THE BROTHER KITE "Waiting For The Time To Be Right" (2006)


01. Coat of Arms
02. Out of Sight
03. I'm Not the Only One
04. Hopeless and Unsung
05. Finest Kind
06. Bringing It Back Home
07. November/December
08. Get on, Me
09. Waiting for the Time to Be Right
10. Hold Me Down
11. Lay Down Your Burden
12. Never in Years
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Referências: Banda americana de Providence, Rhode Island. Indie-Rock com doses de Shoegazer. O The Brother Kite consegue unir perfeitamente canções com forte apelo pop, influenciados por Beach Boys, Monograph e afins, com guitarras altas em camadas, tudo acompanhado por um vocal ensolarado e sessentista, uma grande combinação do ácido "Smile" com algo mais corrosivo do início dos 1990. As dua primeiras músicas são excelente, 'Coat Of Arms' e 'Out Of Sight' valem o disco. "Waiting For The Time To Be Right", lançado pela Clairecords, é o segundo disco da banda, antes tinham lançado "thebrotherkite" em 2004, some a isso alguns EPs. A banda é formada por Patrick Boutwell (guitarras, vocal), Jon Downs (guitarras, vocal), Andrea Downs (baixo), Mark Howard (guitarras, vocal) e Matt Rozzero (bateria). Antes do fim ouça a também ótima 'Hold Me Down'. Grande disco.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

ELECTRELANE "The Power Out" (2004)


01 "Gone Under Sea" – 3:12
02 "On Parade" – 2:35
03 "The Valleys" – 5:20
04 "Birds" – 3:53
05 "Take the Bit Between Your Teeth" – 4:58
06 "Oh Sombra!" – 2:58
07 "Enter Laughing" – 3:42
08 "This Deed" – 3:24
09 "Love Builds Up" – 5:24
10 "Only One Thing Is Needed" – 4:33
11 "You Make Me Weak at the Knees" – 3:24
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Referências: Banda inglesa de Brighton. Indie-Rock com alguns ecos de Post-Rock soltos pelo disco. Formados em 1998 a banda teve quase 10 anos de existência, lançando 4 discos nesse período, todos altamente recomendáveis. "The Power Out" é o segundo disco da banda, lançado pela Beggars Banquet, e teve produção de Steve Albini. Quando o disco começa a rodar as referências aos som do Stereolab ficam claríssimas, 'Gone Under Sea' é uma pérola das mais radiantes. O grupo é quase todo feminino, com Verity Susman, Emma Gaze, Mia Clarke e Ros Murray, o único intruso no combo das meninas. Ao longo das músicas além de Stereolab, Sonic Youth e Velvet Underground também marcam presença nas influências. Uma sequência fulminante marcam esse "The Power Out", 'Gone Under Sea', 'On Parade', 'Birds' e 'This Deed' tornam-se obrigatórias em segundos. Para quem não conhece um recado: arrume um tempo já e sinta o quanto esse disco é espetacular.

terça-feira, 19 de maio de 2009

ÁRTICO BLUE "Ártico Blue" (2003)

01 Cúmulos
02 Sem Palavras
03 Tudo Passa
04 Jeito de Ser
05 Sujeito Indireto
06 Distância
07 Dorme dorme Dorme
08 De Frante Pro Mar
09 Satisfação
10 Luz!
11 Se Ela Quer e Eu Não
12 Igual a Todo Mundo
13 O Que é Que Você Tem?
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Referências: Banda com base em João Pessoa, Paraíba. Indie-Rock com sublimes influências que passam pelo Noise-Pop, flertam com o Shoegazer e terminam em um disco brilhante. É engraçado como alguns trabalhos não chegam ao grande público e continuam enterrados no underground, mesmo tendo qualidade absurda. É o que acontece com Armando Turtelli, com sua ex-banda, o Astromato, ele foi responsável por um dos grandes clássicos do Indie nacional, o disco "Melodias de Uma Estrela Falsa". O fim da banda de Campinas deu origem ao Ártico Blue, onde é acompanhado pela esposa Daniele Khun, logo depois veio a mudança pra João Pessoa, lar dessa pérola e do segundo registro da banda "Aqui Na Terra", de 2004. As referências continuam em Teenage Fanclub, My Blood Valentine, Eugenius e Ride. As canções estão mais simples, com algumas bases eletrônicas, as letras falam de amor, perda, relacionamentos e felicidade, sempre com uma sonoridade perfeita acompanhando. Esse é o debut da banda, lançado pelo selo carioca Midsummer Madness, um disco que merecia ser lançado em meio a tiros de canhões, simplesmente genial. Ouça 'Sem Palavras', 'Tudo Passa', 'Distância', 'Satisfação' e 'Cúmulos' pra entender. Obriagatório. Thanks ao Alex L.C.

PAVEMENT "Crooked Rain, Crooked Rain" (1994)


01 "Silence Kid" – 3:01
02 "Elevate Me Later" – 2:51
03 "Stop Breathin'" – 4:28
04 "Cut Your Hair" – 3:07
05 "Newark Wilder" – 3:53
06 "Unfair" – 2:33
07 "Gold Soundz" – 2:41
08 "5-4=Unity" – 2:09
09 "Range Life" – 4:54
10 "Heaven Is a Truck" – 2:30
11 "Hit the Plane Down" – 3:36
12 "Fillmore Jive" – 6:38
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Download
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Referências: Banda americana de Stockton, California. Indie-Rock, Lo-Fi, Noise. Já comentei na postagem de "Slanted & Enchanted" o meu amor incondicional pela Pavement, talvez minha primeira paixão real em termos musicais. Lembro das audições de 'Trigger Cut' na Fluminense-FM, belas recordações. "Crooked Rain, Crooked Rain" é o segundo disco da banda, lançado pela Matador Records, e minha primeira compra da banda. Este vinil tem espaço especial aqui em casa, um lugar reservado ao culto. Perdi as contas das vezes que rodou na agulha, pouco depois veio a compra de "Slanted & Enchanted" e dos outros. "Crooked Rain, Crooked Rain" é perfeito, só não consegue ser melhor que o debut deles pois poucos discos conseguem tal fato. A audição de músicas como 'Silence Kid', 'Elevate Me Later', 'Cut Your Hair', 'Gold Soundz', 'Stop Breathin', 'Range Life' e outras, é simplesmente obrigatória. Stephen Malkmus, Bob Nastanovich, Scott Kannberg, Steve West e Mark Ibold em mais um momento genial, eles não sabem mais fazem parte da minha vida.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

ACETATE ZERO "Ground Altitude" (2002)


1 Mid Tempo Menace
2 Ascension
3 South Against North
4 First Class Vacuity
5 Milford Track Station
6 Train Tale
7 High Rise Collapse
8 Deception Island
9 Your Godlines And Peripheral Sides
10 Pushing Me Off Wasn't A Good Choice
11 Taste The Tempest
12 I Defy Anyone For Anything
13 The Big Headache
14 Gone
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Referências: Banda francesa de Paris, apesar da escuridão. Post-Rock, Slowcore, Experimental. O Acetate Zero é um sopro de suavidade, sempre lento e com atmosferas escuras que mesclam momentos mais hipnóticos com grandes explosões noise, que depois voltam ao seu estado melancólico inicial, uma simbiose entre tristeza e fúria. Formados por Elsa Diot, Fabrice, J, Laurent Box, Stéphane Recrosio, o Acetate Zero tem referências claras em bandas como Mogwai, Tortoise e Tindersticks (a sonoridade, sem os vocais), uma sinfonia triste, porém belíssima. "Ground Altitude", lançado pela Arbouse Recordings, é o segundo disco da banda, antes alguns EPs e o debut "Softcore Paradise", lançado pela Orgasm Records, marcam a discografia da banda, que ainda tem o ótimo "Civilize The Satanists", de 2007. 'Ascension' e 'Milford Track Station' são espetaculares. Quando os vocais chegam, em 'Train Tale', o clima fica mais angustiante ainda. Um disco como poucos e para poucos ouvidos. Obrigatório.

[VÍDEO 018] Pavement "Perfume V"

domingo, 17 de maio de 2009

MEZZANINE OWLS "Slingshot Echoes" (2006)


1 Moving Ground (3:20)
2 Luxury Spirits (3:19)
3 Coyote (3:24)
4 Lightbulb (4:59)
5 Graceless (4:32)
6 Counting Backwards (2:21)
7 We Don't (2:55)
8 A Draft (4:35)
9 Wake Up (2:22)
10 Flashing Lights (3:47)
11 Dark Too Early (3:43)
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Referências: Banda americana de Los Angeles. Indie-Rock com ecos Shoegazer, em leves doses. É um disco triste, a melancolia aqui é o carro chefe. Mesmo as guitarras quando aparecem dão um ar escuro, os californianos ouviram muito as baladas ácidas dos irmãos Reid, não que o disco soe dessa forma. O Mezzanine Owls é formado por Jack Burnside (vocal/guitarra), Dan Horne (baixo), Pauline Mu (Bateria/vocal) e Jonathan Zeitlin (guitarra/teclado/vocal) e "Slingshot Echoes" é a estreia da banda, lançado de forma independente e distribuido pela Darla Records. A sonoridade da banda remete diretamente ao Reino Unido, de cara você lembra de Doves e Elbow além de momentos mais obscuros e arrastados. 'Lightbulb' é ótima, assim como 'Graceless', que parece ter saído de dentro de "Darklands". Grande disco.

SAFEASHOME "Not What Happens" (2008)


1 Kxvlar
2 Keen
3 Grid
4 Poser
5 Where Is When
6 Happen
7 Home
8 1987 / 198X
9 Tracer
10 Every Day Is Election Day
11 The Hiss
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Referências: Banda francesa de Paris, com conexões britânicas. Shoegazer, Noise. "Not What Happens" é poderoso, logo na primeira audição te conquista, culpa de canções como 'Poser', 'Kxvlar' e 'Where Is When'. O SafeAsHome é Roberto Calbucci, ex-Red Velvet (duo franco-italiano que tinha ao lado de David Chalmin, horas mais tenso e urgente que o SafeAsHome). O disco tem texturas Shoegazer belíssimas, guitarras cheias de efeitos (sem serem altas), vocais flutuando no meio de guitarras e feedbacks, uma beleza. "Not What Happens" é um discaço, dá vontade de ouvir e reouvir vezes sem parar, 'Where Is When' é um My Bloody Valentine mais suave, sensacional. Esse é o segundo disco da banda lançado pela barulhenta Safranin Sound, em 2005 tinham lançado de forma independente o debut "SafeAsHome". Um disco obrigatório, em 'Happen' você já está hipnotizado por Calbucci e colocando o disquinho na cabeceira.

ADAM FRANKLIN "Bolts Of Melody" (2007)


1 Seize the Day (2:12)
2 Sundown (3:50)
3 Morning Rain (4:00)
4 Song of Solomon (3:13)
5 Theme from LSD (5:07)
6 Shining Somewhere (3:44)
7 Birdsong (Moonshiner Version) (2:58)
8 Canvey Island Baby (4:35)
9 Syd's Eyes (2:30)
10 Walking in Heaven's Foothills (4:05)
11 Birdsong (4:19)
12 Morning Rain (Return) (1:11)
13 Ramonesland (6:49)

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Referências: Adam Franklin é inglês, de Oxford. Indie-Rock, Space-Rock, Psicodelismo. Nesse "Bolts Of Melody", debut de Adam Franklin em carreira solo lançado pela Hi-Speed Soul Records, Adam deixa o Shoegazer de outras épocas de seu Swervedriver de lado e soa como um Teenage Fanclub. Em comparado com seus outros projetos, Magnetic Morning e Toshack Highway (em breve por aqui), esse disco solo é melhor, mas nada próximo a sua antiga banda. O disco é uma delícia e rola em ritmo lento e sem grandes barulhos, o início com 'Seize the Day' é ótimo, o mesmo ocorre com a semi-noise 'Shining Somewhere'. 'Syd's Eyes' também merece destaque, lembrando Arab Strap. Antes do fim a ótima 'Birdsong'. Excelente registro.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

MERCURY REV "Yerself Is Steam" (1991)


01 "Chasing a Bee" – 7:11
02 "Syringe Mouth" – 4:04
03 "Coney Island Cyclone" – 2:37
04 "Blue and Black" – 6:00
05 "Sweet Oddysee of a Cancer Cell T' Th' Center of Yer Heart" – 7:41
06 "Frittering" – 8:48
07 "Continuous Trucks and Thunder Under a Mother's Smile" – 0:43
08 "Very Sleepy Rivers" – 12:15
09 "Car Wash Hair (The Bee's Chasing Me)" – 6:44
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Referências: Banda americana de New York. Dreampop, Art-Rock, Psicodelismo. "Yerself Is Steam" é um clássico em estado bruto, fato evidenciado com a absurda 'Chasing A Bee', teve uma época que ouvia essa música diariamente, quase um culto. Já tinham aparecido aqui com o não menos clássico "Desert's Songs", de 1998. "Yerself Is Steam" é o debut dos insanos Jonathan Donahue, Grasshopper (ouça o solo dele) e Dave Fridmann, que já foram acompanhados por inúmeros outros integrantes, essa pérola foi lançado originalmente pela Mint Films (essa edição foi lançada pela Columbia, e contém a sublime 'Car Wash Hair', minha preferida deles). Merecem ainda estar aqui "Boces" (1993), "All Is Dream", (2001) e "The Secret Migration" (2005). Obrigatório, ouça alto 'Chasing A Bee', emende em 'Syring Mouth' e deixe o disco rodar.

SPOONFED HYBRID "Hibernation Shock" (1996)


01 Token She-Van (9:27)
02 The Sun Always Changes My Mind (5:28)
03 Make A Fist (2:35)
04 The Violence Of Violins (3:36)
05 Scary Verlaine (8:45)
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Referências: Banda inglesa de Leeds. Dreampop, Shoegazer. O Spoonfed Hybrid foi uma das primeiras postagens por aqui, com o seu debut, e único disco cheio, "Spoonfed Hybrid", de 1993, uma pérola que tem a fabulosa 'Heaven's Knot', seguida da não menos clássica 'Naturally Occuring Anchors'. O Spoonfed Hybrid é um duo formado por Ian Masters, ex-Pale Saints, e Chris Trout, ex-A.C. Temple. O caminho nesse EP, "Hibernation Shock" lançado pela Farrágo Records, é mais tortuoso, mais experimental, além dos flertes eletrônicos serem maiores. Mas espere o óbvio, no fim das contas Ian Masters faz mais um registro obrigatório, assim como seu Pale Saints. 'The Sun Always Changes My Mind' é lindaça, assim como a ótima 'Make A Fist'. 'The Violence Of Violins' é uma colagem caótica, psicodélica e soturna. Um petardo, excelente.

NORTHERN PICTURE LIBRARY "Alaska" (1993)


01 Into The Ether (4:02)
02 Catholic Easter Colours (7:08)
03 Glitter Spheres (1:09)
04 Insecure (5:09)
05 Dreams And Stars And Sleep (6:02)
06 Lucky (4:49)
07 L.S.D. Icing (2:18)
08 Truly Madly Deeply (4:36)
09 Isn't It Time You Faced The Thruth? (3:44)
10 Skylight (3:59)
11 Of Traffic And The Ticking (2:55)
12 Lucky (Reprise) (1:39)
13 Monotone (8:34)
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Referências: Banda inglesa de Londres. Dreampop com ecos de Indiepop espalhados pelo disco. O Northern Picture Library nasceu das cinzas do espetacular The Field Mice, de onde faziam parte Bobby Wratten, Annemari Davies e Mark Dobson, Wratten mais tarde também fundaria o classudo Trembling Blue Stars, ou seja, o sujeito é uma espécie de "Rei" das delicadezas, suavidades e atmosferas "Sarah Records", por onde lançaram Single e participaram de coletâneas. "Alaska" é o dedut, e único disco oficial, dos londrinos, lançado pela Vinyl Japan Records. O disco nasce clássico, por todas as andanças de Wratten, a audição de 'Truly Madly Deeply' é simplesmente fabulosa e logo emenda na bacana 'Isn't It Time You Faced The Thruth?'. "Alaska" é suave e limpo, os vocais de Wratten dão uma ar sofisticado ao obrigatório "Alaska".

quinta-feira, 14 de maio de 2009

PAIK "Corridors" (2001)


01 Tinsel Of Foil
02 Strange Familiar
03 Spacer 2001
04 Holow Ki
05 Spanning Time
06 Stellazine
07 The Longest Day
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Referências: Banda americana de Detroit. Shoegazer, Noise e ecos de Post-Rock. "Corridors" é alto, muito alto, do primeiro ao último acorde. Ali Clegg (Baixo, nesse disco), Ryan Pritts (Bateria) e Rob Smith (Guitarra) conseguem juntar My Bloody Valentine, Slowdive e Mogwai. Além de alto "Corridors" tem seus momento mais hipnóticos, com levadas mais cadenciadas, um discaço. Esse é o segundo disco da banda, lançado pela Beyonder Records, depois disso lançaram outros 4 discos e participam de inúmeras coletâneas, inclusiva da bacaníssima "Pacific Union" (com Pia Fraus, Hartfield, Highspire, Silver Screen e outros) , 2004, da Clairecords, por onde lançaram seu quarto disco, "The Orson Fader" de 2003. Ouça as ótimas 'Tinsel And Foil', 'Spacer (2001)', 'Hollow Ki', 'Strange Familiar' e 'Spanning Time'. Ruidos, melodias em um disco obrigatório.

OVUM "Microcosmos" (2008)


1 Brilliant Lies
2 Lost In Addiction
3 Zero
4 No Where Now Here
5 Reflection
6 Snowflake Butterfly
7 Astral
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Referências: Banda japonesa de Tóquio. Post-Rock, Experimental, Hipnótico. Quando fui saber mais sobre a banda dei de cara com um artigo que dizia sobre o Ovum o seguinte: "nostalgia, melancolia, psicodelia". Uma nostalgia que se mistura com melancolia, a ausência de vocais ajuda a criar ambientes carregados de guitarras e com variações de ritmos, sempre com experimetos psicodélicos, viagens. Formados em 2006 por Norikazu Chiba (Guitarra), Shunsuke Onoyama (Baixo), Yu Tokuda (Bateria) e Yosuke Jinnouchi (Guitarra), o Ovum bebe nas mesmas fontes de Mogwai, Explosions In The Sky e Sigur Ros. Em 2007 lançaram o EP "Under The Lost Sky". "Microcosmos" é o debut (como disco) deles, lançado pela XTAL Records. Ouças as ótimas 'Brilliant Lies', caótica, e 'Lost In Addiction', mais suave e predileta. Bom registro.

SUPERBUG "Baby, Baby" (1997)


01 Leather Tights
02 Ice Cream Headache
03 Tangerine Limousine
04 Straight All Life
05 Wait for Her Mind
06 Flannel Shirt
07 Megawatts Of Love
08 Untitled
09 Davignon 304
10 Living Room
11 Ways To Love (by Little Anthony Thorax)
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Referências: Banda de Florianópolis, Santa Catarina. Indie-Rock, Folk, Lo-Fi. Lembro que uma vez li uma crítica na Revista Bizz escrita pelo Fábio Bianchini, membro do Superbug, sobre o disco "Howdy" do Teenage Fanclub, logo em seguida um amigo me dizia que o mesmo Bianchini era daquela banda que ele tinha me mostrado meses antes, o Superbug, através de "Take Yer Horse Off The Rain" (demo deles de 1994). Lembro também de ter ouvido até cansar um outro registro da banda, o EP "Hot Milk", de 2003, onde temos a clássica '5-Way Flashing' (qualquer hora coloco aqui). "Baby, Baby" é o único registro cheio da banda (com outros EPs além dos dois citados), distribuído pelo Midsummer Madness. O Superbug tem em Diógenes Fischer, também jornalista, e Fábio Bianchini suas figuras centrais. "Baby, Baby" é cru, direto e um ótimo registro do Indie nacional. Ouça 'Wait For Her Mind', 'Leather Tights' e 'Megawatts Of Love'. Bom disco.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

RAISED BY SWANS "Codes And Secret Longing" (2005)


01 A Cipher In A Foreign Sky (1:55)
02 Violet Light (5:03)
03 There Is No Escape (6:34)
04 Capable Of Cruelty (4:03)
05 Sandcastles (3:45)
06 Still Inside You (4:49)
07 Phantom Limb / Divided By Night (8:09)
08 Relentless (4:03)
09 Imagined Life (4:01)
10 The Moment That I'll Miss (3:36)
11 Scent (6:34)
12 Drag The Morning (4:18)
13 Unrequited / Stolen Lakes (8:06)
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Referências: Banda canadense de Ontario. Indie-Rock, Melancolia, Slow. 'Violet Light' desde que ouvi tornou-se canção obrigatória em minhas andanças, arrisco coloca-la em meu Top 20, de canções, da última década (sim ela é isso tudo, devastadora, perdi as contas das audições por esses dias). "Codes And Secret Longing" é o debut dos canadenses, lançado pelo selo 1101 Records. Formados por Eric Howden (vocais/guitarra), Alex Wright (guitarra), Andy Magoffin (baixo) e Brady Parr (bateria), o Raised By Swans caminha por estradas escuras sempre com uma ponta de melancolia, apesar das guitarras sempre presentes e um ritmo mais intenso em alguns momentos, Radiohead é a maior referências no som dos canadenses. Além da arrasadora 'Violet Lights', "Codes And Secret Longing" ainda tem as ótimas 'There Is No Escape', 'Capable Of Cruelty', 'Still Inside You' (Radiohead até o último fio). Excelente.

BIZARRE "Beautica" (1994)


01 Slow
02 Ornaments
03 Beautica
04 Dream Reverance
05 Pearshell Fairy
06 Broceliande
07 Painting The Silence
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Referências: Banda de Tartu, na Estônia. Shoegazer, Dreampop. Discaço, um encontro quase perfeito entre Slowdive e Cocteau Twins, com ecos de Chapterhouse, em uma Europa Oriental pós-socialismo, um sopro de criatividade e qualidade absurda. "Beautica", lançado em 1994 em cassete pelo selo local Sally Cinnamon Music, é o debut dos estonianos Inga Jagomäe (vocais), Mart Eller (vocais), Anti Aaver (guitarra), Tristan Priimägi (guitarra) e Lauri Liivak (bateria). Em 1996 lançaram seu segundo disco, "Café de Flor", também pela Sally Cinnamon Music. É uma delícia botar "Beautica", ótimo, pra tocar e se encantar/sonhar de olhos fechados com 'Slow', 'Ornaments', 'Beautica' e com outras que completam esse grande registro, lembra seus vizinhos tchecos do Ecstasy Of Saint Theresa. Excelente registro.

BIKINI ATOLL "Liar's Exit" (2005)


01. I Turned a Blind Eye
02. Bluebeard
03. Eve's Rib
04. Remains
05. Nervous Wreck
06. Conversation
07. Shark Requiem
08. Silver Moon
09. Cement Names
10. Autumn's Child
11. Secret Filming
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Referências: Banda inglesa de Londres, com outras conexões européias. Pós-Punk, Post-Rock. Quando "Liar's Exit" do Bikini Atoll começa a rodar fica claro que a banda bebeu muito no Pós-Punk britânico do fim dos 1970, Gang Of four, Television, Joy Division e outros, mas também é fácil de perceber que ouvem muito Mogwai e Arab Strap também. "Liar's Exit", segundo disco dos ingleses lançado pela pela Bella Union, é urgente e intenso, embora em alguns momento ecoe um Cocteau Twins (talvez pelos laços com a gravadora) preso entre baixos marcados e vocais soturnos. Formados no fim dos anos 1990 por Ché Albrighton, Bastian Juel e Joe Gideon a banda em pouco mais de 5 anos de vida além desse "Liar's Exit", produzido por Steve Albini, lançou também "Moratoria" em 2004, também pela Bella Union. 'Turned a Blind Eye', 'Bluebeard', 'Eve's Rib', 'Remains' e 'Cement Names' são ótimas. Excelente disco.

UNUN "Ótta" (1998)


01. Ordin tom
02. Vid vid vidtaekid
03. Rokkur
04. Fullir unglingar
05. Mexiko
06. Geimryk
07. Sumarstulkublus
08. Heimsendir
09. Gaerastar
10. Daudi a minibar
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Referências: Banda de Reykjavik, na Islândia. Indie-Rock, Indiepop, com alguns ecos de Dreampop nos momentos mais melancólicos, não muitos. As referências aqui além dos conterrâneos do Sugarcubes e na musa Björk, ficam em Belle & Sebastian, Architecture In Helsinki e fofuras similares, além de algumas experimentações, típicas da terra do gelo. A banda é formada por Dr. Gunni (guitarra), Heida (vocal/guitarra), Birna (teclados), Doddi (bateria) e Viddi (baixo), e cria na maior parte do tempo ambientes ensolarados e cheios de alegria, refletido nos vocais da filósofa Heida. "Ótta", lançado pela Smekkleysa Records, é o terceiro e último disco dos islandeses. Ouça as bacanas 'Vid Vid Vidtaekid', 'Fullir Unglingar' e 'Mexiko'. Um disco leve e agradável.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

APPLESEED CAST "Sagarmatha" (2009)


01 "As the Little Things Go" - 8:15
02 "A Bright Light" - 7:05
03 "The Road West" - 8:08
04 "The Summer Before" - 3:09
05 "One Reminder, An Empty Room" - 1:49
06 "Raise the Sails" - 6:27
07 "Like a Locust (Shake Hands With the Dead)" - 4:02
08 "South Col" - 6:27
09 "An Army of Fireflies" - 4:28
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Referências: Banda americana de Lawrence, Kansas. Indie-Rock, Post-Rock, Experimental. O clima sombrio e malancólico soma-se com melodias arrastadas, dando cara a um som certeiro, desde já 'The Summer Before', 'As The Little Things Go' e 'Raise The Sails' figuram entre as preferidas desse espaço, sempre variando momento mais intensos e explosivos com calmaria, um primor. Formados por Christopher Crisci, Aaron Pillar, Nathan Whitman e John Momberg, o Appleseed Cast conseguiu nesse "Sagarmatha", sexto disco da banda lançado pela The Militia Group (os outros virão em breve), chegar em um estágio supremo. Em certos momentos lembram American Analog Set e Pedro The Lion. Pra terminar ouça a bacaníssima 'South Col'. Excelente registro.

BARFLY "Days Should Make You Smile" (2003)


01 Thoughts I Had In Mind
02 Pack And Fly
03 Glass Shadow
04 Drive Me Home
05 Down
06 Pieces
07 Low Dream
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Referências: Banda de Goiânia, Goiás. Indie-Rock, clima britânico. Quando "Days Should Make You Smile", debut dos goianos do Barfly lançado pela Monstro Discos, começa a rodar você nota que ouviram Oasis demais, 'Thoughts I Had In Mind' é irmãos Gallagher até o último instante, apesar de tudo uma boa música (até curto Oasis, acho "Definitely Maybe" bem legal). Formados por Giovanni Ribeiro (Teclados/Guitarra/Violão), Carlos Alexandre (Guitarra/Voz), Claudio Ribeiro (Voz/Guitarra), Nilo Faria (Baixo/Voz) e Marcelo Guzzo (Bateria), o Barfly destila suas influências cinzentas e melosas da velha ilha britânica nesse registro. Em 'Panic And Fly' o flerte com Teenage Fanclub, deixa o ar mais agradável, o que melhora ainda mais na bacaníssima 'Glass Shodow', a minha preferida. As mesmas referências, sempre melodicamente apuradas seguem-se até o fim. Em 2005 lançaram "The Longest Turn", também pela Monstro Discos. Bom disco.

domingo, 10 de maio de 2009

MAYUMI "Singles" (97/98/00/05)

"Platinum" (1997)
01 Platinum
02 Tomorrow And more
03 Aver and Ever
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"Cristallize" (1998)
01 Cristallize
02 Promise
03 Your Words Yesterday
04 Our Summer
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"Endless" (1998)
01 Endless
02 Gliding In The Wind
03 Free
04 Song For Alexander Abt
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"Unknown Chain" (2000)
01 Unknown Chain
02 Reverberate
03 Claze Me
04 Slow Pulsation
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"Myriad Luminescent" (2005)
01 Myriad Luminescent (Platinum)
02 Careless (Shields My Eyes)
03 Snowflake (Cosmic Version)
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Referências: Mayumi Ashizawa, ou só Mayumi, é japonesa baseada em Londres. Shoegazer, com melodias flertando com o Pop e Indie-Rock, um primor. Dê cara você precisa saber que tem em mãos 5 pérolas Shoegazer escondidas no underground musical, coisa pra poucos, descoberta e garimpada por nossa colaboradoria, via conexões européias. O deslocamento de Mayumi pra Londres, inicialmente pra estudar, encontrou lar na pequena Pale Blue Records, por onde lançou esses 5 Singles, até então nenhum disco cheio apareceu. Além dessas cinco preciosidades o single "Cobalt Blue Light", de 2007, completa a obra da japonesa, musa por esse espaço. "Platinum" e "Myriad Luminescent" são superiores, por milésimos. "Centrallize", "Endless" e "Unknown Chain" formam o supra sumo dos ambientes espaciais, guitarras hipnóticas e vocais afetados, que dão o tom da obra. Ouça a espetacular 'Myriad Luminescent (Platinum)' e entenda um pouco do, já estabelecido no Amor Louco, culto pela japonesinha, amante de My Bloody Valentine. Obrigatório. (Link Único).

quinta-feira, 7 de maio de 2009

MAGNETIC MORNING "A.M." (2008)


01 "Spring Unseen"
02 "At A Crossroads, Passive"
03 "Indian Summer"
04 "Come Back"
05 "No Direction"
06 "Motorway"
07 "The Wrong Turning"
08 "Out In The Streets"
09 "And I Wonder"
10 "Athens 5"
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Referências: Banda americana de New York. Indie-Rock, sem uma referência única definida, aqui você tem flertes com Shoegazer, como em 'Motorway', com o Slowcore, como em 'Come Back', mas nada sem grandes afetações no som quase sempre arrastado do Magnetic Morning. A banda surgiu em 2006, como The Setting Suns, com esse nome chegaram a lançar um EP homônimo no ano seguinte. O Magnetic Morning tem na sua formação Adam Franklin, ex-vocalista, guitarrista do Swervedriver, e Sam Fogarino, baterista do Interpol e figura influente na cena musical americana. "A.M." é o primeiro registro, pós-EP, do projeto de Franklin e Fogarino, lançado pela Friend Or Faux Recordings. Não espere a urgência do Interpol, muito menos o noise do Swervedriver, pois aqui a atmosfera é mais limpa e tristonha, lembrando Doves e Elbow. 'At A Crossroads, Passive', 'No Direction', 'Motorway' e 'Come Back' são ótimas. Grande disco.

HURTMOLD "Cozido" (2002)


01 Kampala
02 Fontanka
03 Bulawayo
04 Desisto
05 Credenciais
06 Mike Tyson
07 Dois Pés E Ingrato
08 Filas Longas, Taxas Altas
09 Chepa
10 Mais Uma Vez, Desanimou
11 Ciesta
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Referências: Banda da cidade de São Paulo. Post-Rock, Minimalismo, Pós-Punk e mais uma série de influências contidas nesse caldeirão chamado Hurtmold. Banda das mais queridas, geniais e criativas dessa última década, antes de botar "Cozido" pra rodar saiba que se trata de um clássico absoluto do underground brasileiro, um discaço. Formados por Maurício Takara, Guilherme Granado, Marcos Gerez, Mário Cappi, Fernando Cappi e Rogério Martins, o Hurtmold é tese e antítese na mesma frase, músicas que parecem colagens, em muitos caso sem grande sequência lógica (estilo Mark E. Smith, do Fall), a falta de vocais na maior parte do disco ajuda nesse ambiente caótico/envolvente ("Mestro" de 2004 é outro torpedo certeiro). "Cozido' é o segundo disco da banda, uma espécie de encontro entre Mogwai, Gang Of Four e Nação Zumbi, e foi lançado pela mineira Submarine Records. 'Desisto', 'Dois Pés E Ingrato' e 'Mais Uma Vez, Desanimou' contam com vocal, urgentíssimo sempre. As minhas preferidas são 'Bulawayo' e 'Chepa'. Obrigatório.

VENUS BEADS "Incision" (1991)


1 Treading Water (4:59)
2 Precious Little (4:47)
3 Incendiary (3:01)
4 Never Always Mine (7:10)
5 Moon Is Red (4:03)
6 Silver Cloud (6:09)
7 On Second Thoughts (2:59)
8 Another Door Closes (6:16)
9 Then (0:38)
10 Ghosts Of Summers Past (7:51)
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Referências: Banda inglesa de Londres. Indie-Rock, Noise-Pop e ecos Shoegazer. Formados no fim dos anos 1980 por Steve Bolt (baixo), Mark Hassall (bateria), Anthony Price (guitarra) e Rob Jones (vocal, guitarra) o Venus Beads pertence ao limbo musical, exatamente entre os desconhecidos e os esquecidos. Pra início de conversa ouça 'Incendiary', aí as portas estarão abertas. "Incision" é o debut da banda, lançado pela Emergo Records, no mesmo ano lançaram seu segundo registro, "Black Aspirins", também pela Emergo. Trata-se de um registro alto, com guitarras, muitas, que horas são noise (com intensidade hardcore) e outras são mais melódicas e em ritmo mais envolvente, daí os ecos (distantes é verdade) Shoegazer. 'Precious Little', 'Moon Is Red' e 'Another Door Closes' são bem legais. Um bom disco.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

SLOWDIVE "Just For A Day" (1991)


01 Spanish Air (6:06)
02 Celia's Dream (4:12)
03 Catch The Breeze (4:22)
04 Ballad Of Sister Sue (4:34)
05 Erik's Song (4:27)
06 Waves (5:54)
07 Brighter (3:51)
08 The Sadman (4:47)
09 Primal (5:29)
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Referências: Banda inglesa de Reading. Shoegazer, Dreampop. Simplesmente os mestres, ao lado de Ride, My Bloody Valentine, Pale Saints e alguns outros, do Shoegazer. Já estiveram no Amor Louco com o classudo "Souvlaki", registro obrigatório e presente nas minhas listas de melhores da história. "Just For A Day" é o debut dos ingleses, lançado pela Creation Records. Clima Cocteau Twins ronda o disco, que abre com a flutuante-espacial-gélida 'Spanish Air', clássica. Formados por Neil Halstead (vocais/guitarra), Rachel Goswell (vocais/guitarra), Nick Chaplin (baixo), Christian Savill (guitarra) e Simon Scott (bateria, nessa fase), o Slowdive é inpecável em "Just For A Day", um disco de cotação máxima, assim como seus outros dois registros oficiais, o já citado "Souvlaki" (1993) e "Pygmalion" (1995), todos pela Creation. Antes de tudo ouça 'Catch The Breeze', e faça parte do culto.

THE VANDELLES "Del Black Aloha" (2009)


01 Dash n' Dive
02 Get Down
03 Lovely Weather
04 Roving Rex
05 Going Downtown
06 Chain Walking
07 Fever Of The Beat
08 Blue LA Strip
09 Bomb The Surf
10 California Killer
11 For It Cowboy
12 Bad Volcano
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Referências: Banda americana com conexões entre New York e Palm Beach, Califórnia. Noise-Noise-Noise, Surf, Experimentalismo. A primeira impressão que veio ao ver o nome da banda foi lembrar as bandas australianas de Surf-Music farofa que tocavam na Fluminense-Fm, ainda mais com o "Aloha" do título. Meus amigos, engano mortal, Surf Music sim mas ácido de forma corrosiva e explosiva, a audição de "Del Black Aloha", debut dos americanos lançado pela barulhenta Safranin Sound, é uma viagem sonora bombástica-obragatória-fundamental. Noise em estado bruto flertando com riffs de surf-music que os Beach Boys nunca imaginaram, tamanha a acidez. De 'Dash n' Dive' a 'Bad Volcano', "Del Black Aloha" já é a pepita mais saborosa a passar por meus ouvidos nos últimos meses, cortesia de Jason Schwartz, Dave Herbert, Suzanne Pagliorola, Lisha Nadkarni e Christo Buffman. Escute sempre alto, obrigatório.

THE SUNDAY REEDS "Drowning In History" (2009)


01 2000 & Something
02 Dead Inside
03 Wrong
04 Young Vandal
05 Picture of Defeat
06 Sitting with Camille Claudel
07 Walk Away
08 In Our Room
09 James Dean
10 Handgun to My Heart
11 Teenage Death Song
12 Show Me
13 Radio Blues
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Referências: Banda de Melbourne, Austrália. Indie-Rock, Noise, Feedbacks, Fuzz, Psychocandy. Em uma das minhas idas ao The Blog That Celebrates Itself fui obrigado, após ler a resenha, a ouvir os australianos do The Sunday Reeds. O primeiro impacto ao ver capa de "Drowning In History", debut deles lançado pela Squirrel Records, é pensar "nossa que capa mais Psychocandy". Em seguida passamos para o som de Romana Ashton (vocais, baixo), Drew Jones (guitarra) e Andy Dawson (bateria), e a primeira impressão é "nossa que som mais Psychocandy". Tal referência não é demérito algum, o fato é que as doses de JAMC são em volumes máximos. O disco é uma perfeição, é botar pra rodar e se deliciar com canções como '2000 & Something', 'Dead Inside', 'Wrong' e 'Young Vandal'. As repetições sonoras e ruidosas aqui são méritos. um disco que em poucos minutos torna-se obrigatório.

O ÚLTIMO NÚMERO "Filme" (1988)


01 Desintoxicação
02 Carta do Marquês
03 Os Doze Trabalhos
04 Ars Longa Vita Brevis II
05 Filme
06 Come Togheter
07 O Anjo (Canção Bizantina)
08 Museu do Mundo
09 s.t.
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Referências: Banda mineira de Belo Horizonte. Pós-Punk com apelos poéticos e arranjos apuradíssimos. O Último Número é representante fundamental dos anos 1980, apesar de não ter vindo à tona em seu interminável e desgastado revival. Já apareceram por aqui em "O Strip-Tease Da Alma", primeiro disco da banda de 1986. "Filme", segundo disco deles também lançado pelo selo mineiro Câmbio Negro, só confirma a importância da banda pro underground brasileiro, não só dos anos 1980, a audição dessas duas pérolas é super necessária hoje. A voz e as letras de Jair, são perfeitas dentro de uma atmosfera escura que circula pelo disco. 'Desintoxicação' e 'Carta do Marquês' são excelentes. "Filme" está um milésimo abaixo de "O Strip-Tease Da Alma", porém ambos são obrigatórios na história dos sons por aqui. Fica aqui a homenagem ao nosso colaborador/digitalizador/sócio, a quem eu estava devendo essa postagem.