terça-feira, 30 de junho de 2009

THE EAVES "Self Titled" (2003)


01 Summer Gold (5:45)
02 Special Feeling (4:22)
03 Celebration (5:44)
04 Top Drawer Man (4:45)
05 Bird Lawyer (4:57)
06 Oars to Heaven (4:15)
07 The Good Fear (4:49)
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Referências: Banda americana do Brooklyn, New York. Indie-Rock, Shoegazer, Dreampop. Esse disco do The Eaves é simplesmente devastador e obrigatório. Ao correr atrás de informações sobre o She, Sir vi que o pessoal da banda citava esse disco do Eaves como uma das maiores referências. Pois bem, é isso tudo mesmo. "The Eaves" é o primeiro lançamento da banda formada por Jen Adams, Casey Sweten, Quentin Rowan e Tim Wright, um tanto obscura e de difícil acesso, o disco foi lançado pela Ace Fu Records e se encaixaria perfeitamente no catálogo da Creation Records. 'Summer Gold' já é clássico por aqui. Além das texturas shoegazer/dreampop o disco tem uma tristeza que lembra em certos momentos a escuridão de Echo & The Bunnymen. É botar pra rodar e se divertir, tente não se mover durante a hipnótica 'Bird Lawyer'. Obrigatório.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

SHE, SIR "Who Can't Say Yes" (2006)


01 I Love You, Blowtorch Eyes (3:40)
02 Lieutenant (2:30)
03 You Can't Change A Thing (3:10)
04 The Clandestine (3:32)
05 It's My Way Of Staying Connected (4:22)
06 Monarch (3:10)
07 Prairie Burn (5:55)
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Referências: Banda americana de Austin, Texas. Indie-Rock, Shoegazer, Noise. "Who Can't Say Yes", um EP/Mini-Album, marca de forma brilhante a estréia dos texanos do She, Sir. Noise com elevadas doses melódicas tornam esse debut da banda viciante em poucos segundos. A envolvente 'I Love You, Blowtorch Eyes' se cola com a urgente e mais nervosa 'Lieutenant', pérolas, em 'You Can't Change A Thing' o ritmo da primeira retorna. A banda é formada por Russell Karloff, M. Grusha, Jeremy Cantrell e Scott Sterling, ecoando My Bloody Valentine, Ride, Jesus & Mary Chain e Pale Saints aos quatro cantos. Essa pepita noise foi lançada de forma independente. Antes de terminar ouça a espetacular 'The Clandestine', logo depois você flutuará com 'It's My Way Of Staying Connected'. Discos como esse "Who Can't Say Yes" me deixam com um sorriso solto no rosto. Ótimo e Obrigatório.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

HAVERGAL "Elettricita" (2004)


1 Untitled (1:13)
2 Drowned Men (6:01)
3 New Innocent Tyro Allegory (5:28)
4 I Am A Frequency (4:48)
5 The Fallen Hopeless Hope (5:33)
6 Burn Up The Bay (5:55)
7 Far Enough To Be Alone (5:29)
8 Parachutes (5:33)
9 Slugs In The Sun (7:18)
10 The Last Wayfarer (6:21)
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Referências: Banda americana de Bedford, Texas. Indie-Rock, Post-Rock e um ar Lo-Fi. Esse disco do Havergal é uma pérola perdida dos bons sons. Miguel me passou faz tempo esse petardo, a audição demorou (saca aquela pilha de livros, CDs, revistas e afins que se amontoam pelo quarto? sem contar as obrigações...), mas assim que aconteceu foi impactante/relaxante/brilhante, um disco belíssimo, pra dias frios (ou não) como hoje. O Havergal é na verdade um só homem, o arquiteto-deprê Ryan Murphy. "Elettricita" roda e você percebe que Mogwai, Neil Young e Early Day Miners estão dialogando, tudo culpa de Murphy que faz canções do calibre de 'New Innocent Tyro Allegory', 'I Am A Frequency' e 'The Fallen Hopeless Hope', espetaculares. "Elettricita" é o segundo disco do Havergal, lançado pela Secretly Canadian, antes pelo mesmo selo lançou "Lungs For The Race" (2001) e outros Singles e EPs. Murphy vai arquitetando com melancolia e leveza esse estupendo "Elettricita", que em minutos torna-se prediletíssimo. 'Far Enough To Be Alone' está rodando e você se perguntando como o Havergal pode ser obscuro pra ouvidos alheios. Perfeito como um dia feliz.

HIS NAME IS ALIVE "King Of Sweet" (1993)


01 "Take a Look around You"
02 "A Bird in Every Tree"
03 "This Weekend"
04 "Drive the Dreamy Demon Down"
05 "Lake (Theme for Sweet Hearts)"
06 "Blissfield (Sweet Corn)"
07 "Bears (King of Sweet)"
08 "Ode on a Dave Asman"
09 "A Dave in the Life"
10 "Honey Babe, My Blue-Eyed Babe"
11 "The Shepherd's Flute Is Always Playing"
12 "Are You Coming Down This Weekend?"
13 "Soul Resides in the Horse Barn"
14 "Driftin Blues"
15 "Meet Me by the Moonlight, Alone"
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Referências: Banda americana de Livonia, Michigan. Indie-Rock, Experimental, Dreampop. As referências ficam evidentes com o passar desse ótimo e gelado "King Of Sweet", Cocteau Twins em doses elevadíssimas, isso também fica evidente no lar da banda americana, O His Name Is Alive lançou seus sete primeiros discos pela 4AD, casa dos escoceses do Cocteau e dos sons mais gélidos e flutuantes. "King Of Sweet" é uma compilação de músicas do His Name Of Alive perdidas pelos anos 1980, lançada pela Perdition Plastics. Formado por Warren Defever, Karin Oliver e Trey Many, a banda reproduz melancolia em melodias arrastadas e cheias de ambientes escuros. Apague a luz e ouça a belíssima sequência, 'Take a Look around You', 'A Bird in Every Tree', 'This Weekend' e 'Drive the Dreamy Demon Down'. Bom disco, lembra também This Mortal Coil.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

REVELINO "Self Titled" (1995)


01 Happiness Is Mine (3:08)
02 My Bones (2:58)
03 Hello (3:48)
04 Don't Lead Me Down (4:07)
05 Taking Turns (2:58)
06 Libertine (2:42)
07 World Going Down (3:19)
08 That's What Emily Says (3:16)
09 No Forever Girl (2:51)
10 I Feel So Tired (2:16)
11 She's Got the Face (2:36)
12 Slave (3:13)
13 Tonight (4:20)
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Referências: Banda irlandesa de Dublin. Indie-Rock, Psicodelismo. Lembro em tempos remotos da MTv do Massari comentando a existência de uma banda irlandesa com ligação com o futebol brasileiro, pelo menos no nome. Ficou na época, início dos 1990, a curiosidade. Depois de muito tempo conheci os irlandeses do Revelino, o primeiro contato se deu com a audição da espetacular e obrigatória 'Happiness Is Mine', em algum programa de rádio perdido em meio aos anos 1990. Em seguida veio o disco inteiro, cheio de influências que passam por Primal Scream, Pixies, Beatles e Kinks. A banda, formada por Brendan Tallon, Alan Montgomery, Bren Berry, Ciaran Tallon e Shane Rafferty, ainda lançaria outros discos, com destaque para "Broadcaster" (1996), assim como esse "Revelino" lançado pela DiRT Records. 'Happiness Is Mine' vale o disco, mas não fica só nisso, 'My Bones', 'Talking Turns', 'World Going Down' e 'That's What Emily Says' são ótimas. Não tão craque quanto o nosso Rivelino, mas um grande disco.

SNOWMOBILE "The World Keeps Spinning" (2007)


01 Aslan Is on the Move 5:25
02 Chin Up 3:24
03 Float 6:15
04 Spring Has Sprung 3:40
05 Saturday Lights 3:04
06 Leave This Planet 3:13
07 Daydreamer 2:33
08 Asteroid 1:40
09 Your Time Is Up 7:47
10 The World Keeps Spinning 3:35
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Referências: Banda britânica de Cardiff, País de Gales. Post-Rock, Slowcore, Indie. Desde que conheci o Snowmobile, não faz tanto tempo, 'Aslan Is On The Move' tem sido a minha música, linda e triste, uma melancolia entranhada em ares soturnos, com melodia calma e arrastada. Quando você imagina que a tristeza vai continuar vem a envolvente e agitada (para os padrões Snowmobile) 'Chin Up', uma delícia. A banda na verdade é Fran Allen, responsável por Guitar, Baixo, Teclados e Beats (sim beats, ouça a quase "Radiohead" 'Spring Has Sprung', assim como 'Saturday Lights'). "The World Keeps Spinning" é o debut do galês, que em 2008 lançou, o também ótimo, "100 Years". As referências ficam em Mogwai, Radiohead e The Appleseed Cast. Em discos assim as melodias funcionam como versos e palavras perfeitas, um bálsamo auditivo construído com delicadeza e melancolia, antes do fim ouça a fabulosa 'Leave This Planet'. Excelente e obrigatório.

terça-feira, 23 de junho de 2009

STARLET "From The One You Left Behind" (1997)


01. Pin-Up
02. Love-Story of the Year
03. Wendy
04. Au-Pair
05. Afraid
06. Girlfriend
07. It Could Happen
08. As You Leave
09. Boom Boom Love!
10. Astrid
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Referências: Banda sueca de Stockholm. Indie-Pop, Delicadeza e Alegria. Esse "From The One You Left Behind" de cara começa com a brilhante e fofa 'Pin Up', que beleza. Logo em seguida vem 'Love Story Of The Year' e 'Wendy', tão bacanas quanto, ficaria horas e horas falando sobre as melodias suaves e o pop refinado do Starlet, algo entre Belle & Sebastian, Field Mice e The Smiths (isso são apenas referências, ok?). "From The One You Left Behind" é o debut dos suecos, lançado pela Parasol Records. A banda é formada por Jonas Färm, Joakim Ödlund, Henrik Mårtensson, Anders Baeck e Ludvig Engelbert, e está mais pra Club 8 e Acid House Kings do que para Radio Dept. Já tinham aparecido por aqui com seu segundo disco, o excelente "Stay On My Side", de 2000. Ótimo registro pop açucarado.

THE GRINNING PLOWMAN "I Play Jupiter" (1989)


1 Radiator (3:11)
2 Alone At Last (3:32)
3 Magic House (3:36)
4 Skyscraper (2:59)
5 No More Love (3:38)
6 Pretas Opera (5:50)
7 Chinese Box (3:25)
8 Smoke (4:16)
9 Esmeralda (3:01)
10 Koo-ka (6:14)
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Referências: Banda americana de Nashville, Tennessee. Alternativo, Gótico, Pós-Punk. Banda obscura dos anos 1980 o The Grinning Plowman era formado por Derek, Janet Ake, Keith Spike e Michael Ake, em certos momentos a banda ecoava as experiência de bandas como Devo, The Fall e Einstürzende Neubauten, em outros reproduzia a atmosfera escura de bandas como Bauhaus, Killing Joke e The Cure, um prato cheio de desespero e vocais/climas soturnos, completamente jogado no limbo do esquecimento. Ouça de cara a assustadora 'Preta's Opera', coisa séríssima. "I Play Jupiter" é o segundo disco dos americanos, lançado pela Carlyle Records, antes já tinham lançado pelo mesmo selo "Days Of Deformity", em 1988, depois ainda lançaram "Nothing's Ever What It Is", em 1993, mais obscuro ainda. O disco é repleto de músicas bacanas como 'Radiator', 'Alone At Last', 'Smoke' e 'Koo-Ka'. Bom disco, cheio de morcegos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

DIRTY ON PURPOSE "Hallelujah Sirens" (2006)


01 "No Radio" – 4:42
02 "Your Summer Dress" – 5:01
03 "Lake Effect" – 5:31
04 "Light Pollution" – 4:13
05 "Car No Driver" – 4:05
06 "Always Looking 1" – 1:51
07 "Always Looking 2" – 4:49
08 "Marfa Lights" – 3:44
09 "Monument" – 4:12
10 "Kill Our City" – 5:30
11 "Fake Lakes" – 5:44
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Referências: Banda americana de Brooklyn, New York. Indie-Rock, Shoegazer, Noise-pop. O som do Dirty On Purpose é uma delícia, uma mistura de ambientes criados ouvindo Jesus And Mary Chain e Album Leaf, na mesma intensidade, um noise (nem sempre intenso) com tons pop e delicadeza de sobra. Formados por Doug Marvin (bateria, vocais), Joseph Jurewicz (guitarra, vocais), George Wilson (guitarra, vocais) e DJ Boudreau (baixo) o Dirty On Purpose durou pouco mais de 5 anos. "Hallelujah Sirens" é o debut e o único disco cheio da banda, lançado pela North Street Records, além desse ótimo disco ainda lançaram três EPs, "Sleep Late For a Better Tomorrow" (2005), "Dead Volcanoes" (2008) e "Like Bees" (2008). 'Car No Driver', 'No Radio', 'Always Looking' e a espetacular 'Your Summer Dress' valem audição imediata, assim como as mais urgentes 'Marfa Lights' e 'Monument'. Excelente.

I WAS A KING "I Was A King" (2009)


1. Still (2:06)
2. Step Aside (2:22)
3. Golden Years (2:34)
4. A Name That Hurts To Say (2:16)
5. California (0:57)
6. Interlude (0:22)
7. Breathe (1:33)
8. Hard Luck Bad News (2:38)
9. Stay Warm (2:00)
10. Not Like This (2:03)
11. It's All You (3:45)
12. Weighing Anchor (2:46)
13. Extra Number (1:19)
14. Norman Bleik (2:57)
15. Fading Summer (1:47)
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Referências: Banda norueguesa de Oslo. Indie-Rock, Psicodelismo, Fuzz-Pop. Quando esse disco do I Was A King começou a rodar a primeira referência que me veio a cabeça foi Flaming Lips, apesar de ficar nítida também os ecos de Teenage Fanclub e Guided By Voices no som dos noruegueses. "I Was A King" é o segundo disco da banda, lançado pela Hype City Recordings, e vem dois anos depois da estréia "Losing Something Good for Something Better". Ouça as ótimas 'Norman Bleik' (Homenagem ao Teenage??? Sim!!!), 'It's All You', 'Still', 'Not Like This' (espetacular essa música), e 'Step Aside'. Nesse disco Frode Strømstad, líder do I Was A King, contou com a participação dos amigos do Serena Maneesh e Ladybug Transistor. Excelente disco.

domingo, 21 de junho de 2009

SUNE ROSE WAGNER "Self Titled" (2008)


1. Hvad Der Sker (3:29)
2. Et Underfuldt Liv (3:23)
3. Afgrunden (3:06)
4. Altid (3:32)
5. Tyskerpiger (2:27)
6. Samme Vej (3:35)
7. Svinske Mænd (3:12)
8. Gi' Mig en Pige (3:08)
9. Beruset og Forhadt (3:14)
10. Din Mund (4:56)
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Referências: Sune Rose Wagner é dinamarquês de Copenhagen. Indie-Rock, Noise-Pop, Surf-Music. Sune Rose Wagner é um dos Raveonettes, banda que divide com a fofa Sharin Foo. Nesse seu primeiro registro solo, Sune Rose Wagner, faz um disco mais limpo sem as microfonias típicas de sua banda, de cara 'Hvad Der Sker' é pop, extremamente doce, assim como a balada arrasadora e ensolarada 'Et Underfuldt Liv'. Com sua banda, Wagner, já apareceu aqui com dois discos maravilhosos, "Whip It On" (2002) e "Chain Gang of Love" (2003), que além dessa mesma veia pop evidenciada nesse debut solo de Wagner, lançado pela Juvenile Delinquent Music , contava também com uma linha Noise influenciada por Jesus & Mary Chain. Aqui Sune está mais para Beach Boys e Mercury Rev. Ótimo disco.

SMASHING PUMPKINS "Siamese Dream" (1993)


01 "Cherub Rock" – 4:58
02 "Quiet" – 3:41
03 "Today" – 3:19
04 "Hummer" – 6:57
05 "Rocket" – 4:06
06 "Disarm" – 3:17
07 "Soma" – 6:39
08 "Geek U.S.A." – 5:13
09 "Mayonaise" – 5:49
10 "Spaceboy" – 4:28
11 "Silverfuck" – 8:43
12 "Sweet Sweet" – 1:38
13 "Luna" – 3:20
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Referências: Banda americana de Chicago. Indie-Rock, com pitadas de Psicodelismo (mais pro início) e um lado mais Gótico (mais pro fim). "Siamese Dream", segundo disco da banda lançado pela Virgin, é espetacular, sem sombra de dúvidas o disco que eu mais ouvi em 1993/1994. Além desse também curtia, menos, o "Gish" (1991) e o "Mellon Collie And the Infinite Sadness", culminando no show deles em 1996 junto ao The Cure, em uma noite especial. Depois confesso que a banda de Billy Corgan, Jimmy Chamberlin, James Iha e D'arcy Wretzky não me empolgou tanto. Nesse "Siamese Dream" estão as arrasadoras 'Cherub Rock', 'Today' e 'Disarm'. Guitarras altas, riffs certeiros e os vocais característicos de Corgan, melancolia e noise. Confira também as ótimas 'Quiet', 'Hummer' e 'Geek USA'. Baixe também outro disco dos Pumpkins, o brilhante "Pisces Iscariot". Obrigatório.

sábado, 20 de junho de 2009

WORKING FOR A NUCLEAR FREE CITY "Businessmen & Ghosts" (2007)


Disc One
01 "224th Day" – 1:42
02 "Troubled Son" – 2:49
03 "Dead Fingers Talking" – 3:29
04 "Rocket" – 4:47
05 "Kingdom" – 4:06
06 "Sarah Dreams of Summer" – 3:22
07 "Apron Strings" – 3:56
08 "All American Taste" – 3:06
09 "Quiet Place" – 4:33
10 "So" – 3:57
11 "England" – 7:24
12 "Over" – 3:44
13 "Fallout" – 1:53
14 "Forever" – 4:35
15 "Stone Cold" – 3:27

Disc Two
01 "Eighty Eight" – 3:37
02 "Donkey" – 4:08
03 "Get a Fucking Haircut" – 1:37
04 "Innocence" – 4:18
05 "Home" – 1:17
06 "Heaven Kissing Hill" – 4:24
07 "The Tape" – 2:58
08 "Asleep at the Wheel" – 4:20
09 "Pretty Police State" – 1:08
10 "Soft Touch" – 6:32
11 "Pixelated Birds" – 1:39
12 "Je suis le vent" – 3:03
13 "Nancy Adam Susan" – 5:58
14 "The Tree" – 2:32
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Referências: Banda inglesa de Manchester. Indie-Rock, Eletrônico, Experimental, Folk. O Som do Working For A Nuclear Free City é daqueles que não apresentam uma definição única, um verdadeiro caldeirão, com influências que passam por Stone Roses, Chemical Brothers, Charlatans, Mercury Rev e Flaming Lips, uma colagem sonora cheia de cores e imagens, ouça as ótimas 'Sarah Dreams Of Summer' e 'Kingdom' para entender. "Businessmen & Ghosts" é o segundo disco da banda, lançado pela Deaf Dumb & Blind Records, e tem músicas de seus registros anteriores, o debut "Working For A Nuclear Free City" (2006) e do EP "Rocket" (2007), lançados pela Melodic Records, por isso o Cd ser duplo, aliás 'Rocket' é ótima, lembrando muito The Beta Band, o som da banda tem algo de vanguarda, um luxo, 'Quiet Place' também é assim. Formam a banda inglesa, Dekko, Ed Hulme, Gary McClure e Jon Kay. Grande registro obscuro.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

SHOCKING PINKS "Self Titled" (2007)


1 Wake Up (0:44)
2 This Aching Deal (2:30)
3 How Am I Not Myself? (2:28)
4 Second Hand Girl (2:42)
5 End Of The World (2:28)
6 The Narrator (3:00)
7 Yes! No! (2:59)
8 Emily (2:12)
9 Blonde Haired Girl (1:48)
10 Victims (2:18)
11 Girl On The Northern Line (4:11)
12 I Want You Back (1:47)
13 Smokescreen (3:04)
14 Jealousy (2:57)
15 Cutout (4:44)
16 23 (2:07)
17 You Can Make Me Feel Bad (3:03)
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Referências: Banda de Auckland, Nova Zelândia. Indie-Rock, Lo-Fi, Noise, Eletrônica. O Shocking Pinks é bacana demais, Nick Harte, o homem por trás do Shocking Pinks, consegue em uma atmosfera completamente Lo-Fi flertar com melodias pop quase perfeitas, como nas ótimas 'This Aching Deal', que lembra demais os suecos do Radio Dept., e 'Victims' que em certos momentos recorda um Stereolab mais rápido, dois petardos obrigatórios. "Shocking Pinks" é o quarto disco da banda, lançado pela DFA Records. Apesar das 17 músicas o disco parece voar, 'Emily', 'The Narrator' e 'End Of The World' continuam a fazer desse disco um item precioso, esta última com ecos de Shoegazer, preciosa. Some ao Radio Dept. e Stereolab, referências claríssimas, um toque de modernidade do Deerhunter e ruídos do Pia Fraus. Um disco sublime, obrigatório.

AMUSEMENT PARKS ON FIRE "Self Titled" (2005)


01 23 Jewels (3:46)
02 Venus In Cancer (3:37)
03 Eighty Eight (4:45)
04 Wiper (8:01)
05 Venosa (4:22)
06 Asphalt (Interlude) (5:13)
07 Smokescreen (4:11)
08 The Ramones Book (3:55)
09 Local Boy Makes God (5:21)
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Referências: Banda inglesa de Nottingham. Indie-Rock com os dois pés fincados no Shoegazer. O início desse disco do Amusent Parks On Fire, com a calmíssima e soturna '23 Jewels', é só pra confundir ouvidos mais desavisados. A sequência iniciada com a magnífica 'Venus In Cancer' é simplesmente uma sinfonia noise que vai crescendo a cada acorde e diversos ruídos, quando 'Wiper' está rodando o clima já está quente e o som alto, altíssimo. A combinação aqui parece ser entre o barulho do My Bloody Valentine com a urgência de Idlewild, além de pitadas da fase mais crú do Dinosaur Jr. "Amusement Parks On Fire" é o debut de Michael Feerick (guitarra/vocais), Daniel Knowles (guitarra), Peter Dale (bateria), Gavin Poole (baixo) e Joe Hardy (teclados), lançado pela Invada Records. A banda tinha aparecido aqui na coletânea de Shoegazer "Never Lose That Feeling", com uma versão de 'You Made Me Realise' do My Bloody Valentine. Obrigatório.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

SCARLING "So Long, Scarecrow" (2005)


01 "Hello London" – 5:50
02 "City Noise" – 3:17
03 "Broken Record" – 4:38
04 "(Northbound On) Cahuenga" – 6:08
05 "Teenage Party Letdown" – 0:35
06 "Bummer" – 3:56
07 "Manorexic" – 4:24
08 "In the Pretend World" – 4:14
09 "Stapled to the Mattress" – 5:41
10 "Like a Killer" – 2:55
11 "Caribou and Cake" – 3:25
12 "We Are the Music Makers" – 3:27
13 "So Long, Scarecrow" – 4:02
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Referências: Banda americana de Los Angeles, California. Shoegazer, Noise e Melancolia. Além das referências anteriores o som do Scarling é sempre acompanhado por um ar escuro e sombrio, as influências ficam em Curve, The Cure e My Bloody Valentine. A banda tem em Jessicka e Christian Hejnal suas figuras principais e despejam uma leve melancolia em meio a guitarras que nem sempre são noise. "So Long Scarecrow" é segundo disco da banda, lançado pela Sympathy for the Record Industry, e vem depois do debut "Sweet Heart Dealer", também lançado pela Sympathy. 'Hello London' é ótima, assim como 'Stapled to the Mattress', 'Broken Record' e 'City Noise'. Em certas horas soa repetitivo, mas não deixa de ser um bom disco.

GUITAR "Sunkissed" (2002)


1 Sunkissed (6:04)
2 House Full Of Time (4:47)
3 See Sea, Bee And Me (4:42)
4 Feel Flows Free (5:19)
5 Hot Sun Trail (6:47)
6 How So Bright Of Universe (3:52)
7 Melt (6:32)
8 See Sea, Bee And Minimal Me (4:27)
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Download
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Referências: Banda alemã, "(...) o Guitar é um projeto do alemão Michael Lueckner, guitarras e tudo mais, e da japonesa Ayako Akashiba, vocais. Um pouco de Shoegazer, mais um pouco de dreampop e uma pitada de ambient-music pra fechar as experiências, muitas, da dupla (...)". Assim começou a resenha sobre "Dealin With Signal And Noise", quinto disco do Guitar lançado pelo selo de Stuttigart, Onitor Records. "Sunkissed" é o debut da banda, lançado pela Morr Music e de cara conta com um clássico do Shoegazer/Indie mundial, 'House Full Of Time'. Mas se prepare para mais pepitas, como 'Melt', afinal "Sunkissed" é um discaço, cheio de sintetizadores, efeitos, feedbacks e afins, como bem faz My Bloody Valentine e M83, referências básicas por aqui. Excelente disco.

ARNALDO BAPTISTA "Let It Bed" (2004)


01. Gurum Gudum
02. Everybody Thinks I'm Crazy
03. LSD
04. To Burn or Not to Burn
05. Bailarina
06. Deve Ser Amor
07. Nobody Knows
08. Cacilda
09. Imagino
10. Ai Garupa
11. Encantamento
12. Carrossel
13. Tacape
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Referências: Arnaldo Dias Baptista é paulistano, gênio e ícone. Rock, Psicodelia, Progressivo e Experimental. Depois de sua carreira nos Mutantes, Arnaldo entrou em uma carreira solo sem periodicidade certa e com um intimismo absurdo em suas obras, sejam totalmente solo ou com a Patrulha do Espaço, banda que o acompanhou em alguns discos. "Let It Bed", lançado inicialmente encartado na revista Outra Coisa, foi gerado ao longo de anos. Pensamentos e rabiscos davam cara a esse disco quase improvável, esquecido em Juiz de Fora, residência de Arnaldo. Arnaldo Baptista já tinha aparecido aqui com o monumental "Loki?", disco obrigatório em qualquer coleção. Em "Let It Bed" a simplicidade e sofisticação formam uma atmosfera única. 'Cacilda', 'LSD', 'To Burn Or Not To Burn' e 'Deve Ser Amor' são clássicos. Louvado Seja Deus! Obrigatório, como lambidas na utopia.

[VÍDEO 020] Jeanine Will & Marcelo Badari "LABIRINTOS" * Música: Lines Low To Frozen Ground, Hood.



Mais obras da Jeanine Will, nossa seguidora e companheira, no Caminhão de Mudança

segunda-feira, 15 de junho de 2009

THE LAPSE "Betrayal!" (1998)


01 the betrayal
02 excessive exposure
03 infinite me
04 hide your daughters
05 people wouldn't shoot up if it didn't feel good
06 the a,b,c,and d's of fascism
07 the threat
08 3 people wide at all times
09 mentabolism
10 from destructive urges reason emerges
11 consent
12 the speeding train
13 this is not pure aesthetic
14 we must move backwards to progress
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Referências: Banda americana de New York. Indie-Rock, com certa urgência e ecos de Sonic Youth pelos quatro cantos. A banda já esteve por aqui com o segundo disco deles, "Heaven Ain't Happenin", de 2000. A apresentação da postagem dizia: "(...)O The Lapse surge após o fim do The Van Pelt, banda que contava com a participação do americano Chris Leo e da japonesa Toko Yasuda, que além da passagem pelo Van Pelt marcam presença no Native Nod (Leo) e Blonde Redhead (Yasuda). Leo e Yasuda formam o The Lapse, desde 1997(...)". Se em "Heaven Ain't Happenin" a atmosfera já beirava o desespero, em "Betrayal!", debut da banda lançado pela Gern Blandsten Records, a fusão entre Sonic Youth e The Fall, principais referências por aqui, parece que soltará chamas pelo cd, coisa fina e quente. Destacam-se 'The Betrayal!', 'Infinite Me', 'Excessive Exposure' e a fofa, flertando com o pop, 'Mentabolism'. Excelente.

THE DEPRECIATION GUILD "In Her Gentle Jaws" (2007)


01 In Her Gentle Jaws
02 Skyghosts
03 Darklooming
04 Butterfly Kisses
05 Digital Solace
06 A Room, A Canvas
07 Parasol Parachute
08 Water Window
09 Nautilus
10 Heavy Eyes
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Referências: Banda americana do Brooklyn, New York. Shoegazer, Eletrônica, Sintetizadores e delicadeza. O The Depreciation Guild é formado por Kurt Feldman (Guitarra, Vocais, Programação), Christoph Hochheim (Guitar, Vocals) e Anton Hochheim (bateria). "In Her Gentle Jaws" é um caldeirão de influências que passam por Radio Dept., M83, Cocteau Twins e The Wake, o disco tem realmente essa idéia de colagens e imagens, todas acompanhadas pelos vocais perfeitos, quase ingênuos, de Kurt Feldman. Antes a banda tinha lançado o EP "Nautilus", pela 8 Bit Peoples em 2006. "In Her Gentle Jaws" foi lançado de forma independente e pela internet, rápido se torna necessário, um disco espetacular, pra rodar da primeira a última música, sem cortes. Ao mesmo tempo que o debut dos novaiorquinos é agitado e alegre, passa uma melancolia em alguns momentos, como na lindaça 'A Room, A Canvas'. Discaço, obrigatório.

(THE SOUNDS OF) KALEIDOSCOPE "All This Heaven" (2008)


1 Which Witch Is Which?
2 Get the Joke
3 Lines
4 The Complete Lights
5 The Story About the Knives
6 13 Days
7 Cicada Song
8 Dead Room
9 Learn to Forget
10 Asa Nisi Masa
11 This Is False Telegraph
12 You Know Who
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Referências: Banda americana de Washington DC, atualmente baseada na Philadelphia. Shoegazer, Psicodelia, Fuzz-Pop. O (The Sounds Of) Kaleidoscope foi um dos responsáveis por esse espaço, no segundo dia de existência do Amor Louco postei "From Where You Were To How You Got There", debut dos americanos e o disco que eu mais ouvia naquela semana embrionária. Depois voltaram a aparecer aqui com os dois EP's lançados antes desse debut cheio, "These Are The Sounds, EP" (2002) e "Can and Do What They Will, EP" (2003). Com uma nova formação, Damien C. Taylor (guitarras, vocais), Mike Hirst (guitarras), Chris Mc Allen (baixo) e Tim Plunkett (bateria), o (The Sounds Of) Kaleidoscope, que não tem peridiocidade em gravações e lançamentos, está mais ácido nesse espetacular "All This Heaven", ouça de cara a destruidora 'This Is False Telegraph', além de 'Get The Joke' para entender a adoração pela banda nesse blog. Obrigatório.

IAN McCULLOCH "Candleland" (1989)


01 "The Flickering Wall" – 3:35
02 "The White Hotel" – 3:15
03 "Proud to Fall" – 3:57
04 "The Cape" – 4:09
05 "Candleland" – 3:18
06 "Horse's Head" – 4:47
07 "Faith and Healing" – 4:36
08 "I Know You Well" – 4:06
09 "In Bloom" – 5:02
10 "Start Again" – 5:00
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Download
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Referências: Ian Stephen McCulloch, ou Mr. Lips, é inglês de Liverpool. Pós-Punk, Alternativo. Ian McCulloch antes de sua carreira solo foi vocalista do Echo And The Bunnymen, uma das três maiores bandas doas anos 1980, simplesmente brilhante. "Candleland" é o debut solo de Ian, o Bunnymen continuou sem ele por um tempo até se separarem (antes dessa desgastada volta no fim dos 1990). 'The Flickering Wall' começa e você nota que a voz perfeita de Ian está lá, além da atmosfera sombria de sua ex-banda, mas o disco é certeiramente mais pop, uma pequena pérola subestimada. 'Proud To Fall' é uma das pepitas desse "Candleland", lançado pela Sire/WEA. Destacam-se ainda a cheia de eletronices 'Faith & Healing' e a faixa-título 'Candleland', com participação luxuosa de Liz 'Cocteau Twins' Fraser. Ian também já apareceu por aqui com o Electrafixion, banda que durou um só disco (espetacular). Excelente.

MOGWAI "Young Team" (1997)


01 "Yes! I Am a Long Way from Home" – 5:57
02 "Like Herod" – 11:41
03 "Katrien" – 5:24
04 "Radar Maker" – 1:35
05 "Tracy" – 7:19
06 "Summer" (Priority version) – 3:28
07 "With Portfolio" – 3:10
08 "R U Still in 2 It" – 7:20
09 "A Cheery Wave from Stranded Youngsters" – 2:18
10 "Mogwai Fear Satan" – 16:19
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Referências: Banda escocesa de Glasgow. Post-Rock, Experimental e escuridão. "Young Team" marca o início de uma paixão, a minha pelo Mogwai. A primeira referência óbvia era Glasgow, cidade responsável por bandas incríveis. "Young Team" começa a rodar e eu estava ali, esperando um vocal que não vem. No lugar dos vocais estão atmosferas sombrias, guitarras hipnóticas, canções que grudam umas nas outras como uma simbiose sonora, a essa altura 'Yes! I Am a Long Way from Home' já me deixava fascinado com o Mogwai. Stuart Braithwaite, Dominic Aitchison, Martin Bulloch, John Cummings, Barry Burns e Brendan O'Hare são prediletos e sócios do Amor Louco, antes já tinham aparecido por aqui com "Come On Die Young" (1999) e "Rock Action" (2001). "Young Team" é o debut da banda, lançado pela Chemikal Underground gravadora da própria banda, a Trama chegou a lançar os três primeiros discos por aqui. Obrigatório, ouça 'Summer' e entenda.

sábado, 13 de junho de 2009

SKYWAVE "Echodrone" (1999)


1 Under The Moon (2:48)
2 Nothing (4:20)
3 Baby It's Just You (2:48)
4 Got That Feeling (2:53)
5 Sixteen (3:18)
6 Get The Girl (2:51)
7 All I Had (4:35)
8 Slow In Space (3:20)
9 Girlfriend's Dead (3:04)
10 It's In Your Eyes (1:53)
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Download
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Referências: Banda americana de Fredericksburg, Virginia. Shoegazer, Noise. Debut dos barulhentos John Fedowitz, Oliver Ackermann e Paul Baker, com participação da angelical Rita Botts. O Skwave já tinha aparecido aqui com o devastador, barulhento e sublime "Synthstatic", terceiro disco da banda lançado pela Alison Records. Em "Echodrone", lançado pela Cherry Coated Records, a atmosfera está mais calma, apesar do noise e das sombras que saem diretamente de "Psychocandy", uma bíblia pro pessoal do Skywave, mas nada próximo ao ataque sonoro de microfonias de "Synthstatic". "Echodrone" é mais limpo, um disco mais fácil de ouvir, apesar da sujeira noise espalhada por ele. Pérolas aos montes, 'Get The Girl', 'Nothing', 'Baby It's Just You' e 'Girlfriend's Dead'. Quando terminou o Skywave nos deixou de brinde os espetaculares A Place To Bury Strangers (Ackermann) e Ceremony (Fedowitz e Baker). Obrigatório.

THAT UNCERTAIN FEELING "500/600" (1994)


1 Exit (4:45)
2 Brother (3:12)
3 A Start and an End (5:24)
4 Black Dogs (3:38)
5 Weird Sister (4:32)
6 On the Edge (4:33)
7 The Hunter (4:21)
8 What Do You Want (3:21)
9 On Fire (3:45)
10 Scar Tissue (2:51)
11 Midnight Moves (4:01)
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Referências: Banda inglesa de Manchester. Indie-Rock, Shoegazer, Madchester, Baggy. Bebendo nas mesmas fontes de Stone Roses, sem o brilhantismo da banda de Ian Brown, o That Uncertain Feeling, formado por Steve Brooks (guitarra, vocais), Mark Gill (vocais, guitarra), Stephen Taylor (baixo) e Chris James (bateria), circula com autoridade, apesar do semi-anonimato, pelo chamado Madchaster algo entre a energia do Ned's Atomic Dustbin e o balanço do Stone Roses, ouça a brilhante e prediletíssima 'A Star And An End' pra entender isso, com ecos de Shoegazer soltos no ar. Quando 'On The Edge' começa sem sentir você já está de pé dançando como em uma festa, espetacular pra ouvir bem alto. "500/600" é o debut da banda, lançado pela Dead Dead Good Records. Quem não conhece 'A Star And An End' e 'On The Edge' e curte Charlatans, tem que ouvir esse disco já, ótimo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

CEREMONY "Disappear" (2007)


1 Dull Life (3:24)
2 You Never Stay (2:56)
3 Never Love Again (3:43)
4 Nothing Inside (2:02)
5 Cold Cold Night (3:54)
6 Eurotrain (2:44)
7 No Good For You (3:27)
8 I Heard You Call My Name (3:11)
9 Future (2:51)
10 Without Your Love (4:04)
11 Miss You (4:05)
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Download
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Referências: Banda americana de Fredericksburg, Virginia. Shoegazer, Noise (muito e intenso) com bateria eletrônica, como na fase "Automatic" do J&MC, maior influência por aqui. O Ceremony nasceu das cinzas do barulhento, e menos eletrônico, Skywave. Paul Baker (vocais, guitarra, baixo, drum-machine) e John Fedowitz (vocais, guitarra, baixo, drum-machine) formam o Ceremony, e contam nesse "Disappear" com a participação de Rita Botts (que circulava pelo "meio" Skywave). 'Dull Life', que abre o disco, é minha música preferida da banda e de sempre, um espetáculo alto, veloz e nervoso, nunca consigo ouvi-la só uma vez. A mesma sinfonia noise continua em 'You Never Stay' e 'Never Love Agian', as batidas eletrônicas mais intensas de 'Nothing Inside' e 'Cold Cold Night' dão um refresco aos ouvidos. "Dissapear" é o segundo disco do Ceremony, lançado pela Safranin Sound e soa tão obrigatório como o debut "Ceremony", de 2005. Espetacular.

JUPITER "Arum" (1992)


01 Leave The Ground
02 T
03 Carefully
04 Lost
05 @
06 Sense
07 Glow
08 New
09 Day 01
10 @
11 Meltdown
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Referências: Banda australiana de Sydney. Indie-Rock, Shoegazer, Dreampop. Os australianos do Jupiter parecem perdidos entre Stone Roses, R.E.M., Slowdive e Ride. Logo nas primeiras audições 'Leave The Ground' e 'Carefully' tornam-se canções prediletas, como se fizessem parte de momentos passados de nossas vidas, tamanho o apelo melódico em meio as guitarras e aos vocais tristonhos, que lembram Razorcuts. Quando 'Lost' começa a rodar você se sente na melhor fase do Shoegazer, maravilhosa. "Arum" é o debut do Jupiter, lançado pela Summershine Records, antes tinham lançado o EP "3", em 1991 (com as músicas 'Sense', Glow', 'New' e 'Day 01') e o Single de 'Leave The Ground', em 1992. As músicas do EP "3" que entraram em "Arum" são espetaculares. Um disco perdido pelo mundo sonoro e completamente obrigatório!

RADIO 4 "Enemies Like This" (2006)


01 Enemies Like This
02 Packing Things Up On The Scene
03 Too Much To Ask For
04 Grass Is Greener
05 Everything's In Question
06 This Is Not A Test
07 Ascension Street
08 (Always A) Target
09 All In Control
10 As Far As The Eye Can See
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Download
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Referências: Banda americana do Brooklyn, New York. Indie-Rock, Pós-Punk, Electro. O Radio 4 surgiu no turbilhão novaiorquino do novo século, o segundo disco da banda, "Gotham!" de 2002 foi super badalado na época, e é um grande disco. "Enemies Like This", quarto disco da banda lançado pela Atralwerks Records, começa em ritmo acelerado com a ótima faixa título 'Enemies Like This' (a melhor dos disco), 'Packing Things Up on the Scene' e 'As Far As The Eye Can See' também são bem legais. Ao longo do disco, menos urgente, dinâmico e desesperador que "Gotham!", nota-se influências de Gang Of Four, The Clash, Pil e Big Audio Dynamite. Um bom disco pra ouvir alto e se movimentar, da mesma turma do Rapture.

WOMEN "Self Titled" (2008)


01 Cameras
02 Lawncare
03 Woodbine
04 Black Rice
05 Sag Harbor Bridge
06 Group Transport Hall
07 Shaking Hand
08 Upstairs
09 January 8th
10 Flashlights
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Referências: Banda canadense de Calgary, Alberta. Indie-Rock, Psicodelia, Experimental, Psych-Rock. Esse disco do Women é uma beleza, em alguns momentos te deixa perdido com tanta experimentação é verdade, mas em outros tantos momentos brilhantes canções como 'Black Dice', 'Group Transport Hall' e 'Lawncare' acertam em cheio e fazem desse "Women" um registro recomendadíssimo, algo meio esquizofrênico flertando com Velvet Underground, Deerhoof e The Brian Jonestown Massacre, 'Shaking Hand' também é ótima, confira. Formado por Patrick Flegel, Matthew Flegel, Michael Wallace e Christopher Reimer, o Women tem nesse "Women" seu disco de estréia, lançado pelo selo canadense Flemish Eye. Ótimo disco.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

ULTRA CINDY "The Mermaid's Parade" (1994)


1 Hoyt
2 Fever Pitch
3 18 Stories Down
4 Eusebio
5 Starblazers
6 Neat
7 Red Nails
8 Crinoline
9 Near Perfect
10 Dean Henry
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Referências: Banda americana de Virginia Beach, Norfolk. Shoegazer, Dreampop, Noise-Pop. "The Mermaid's Parade" é um disco espetacular, texturas Shoegazer em tons mais pop, sempre com guitarras melódicas. O Ultra Cindy, formado por Dean Henry Rasmussen, William Russell, Russ Cook e Josh Kramer (mais tarde Kenny Gatdula), durou pouco tempo e só teve esse registro lançado, pouco depois do lançamento de "The Mermaid's Parade", pela Earthling Records, os membros se mudaram, por motivos diversos, e o Ultra Cindy ficou pra trás. "The Mermaid's Parade" é mais um dos clássicos perdidos no limbo dos bons sons. Ainda em 1994 a banda participou da coletânea "Wyatt's Torch", lançada pela Brilliant/Spinart Records. As maiores influências ficam em Pale Saints, Drop Nineteens, Swirlies e Chapterhouse. Ouça imediatamente as fantásticas 'Hoyt', 'Starblazer', 'Neat' e 'Near Perfect'. Obrigatório.

FOREIGN BORN "In The Remote Words" (2005)


01 The Entryway (3:59)
02 We Had Pleasure (4:28)
03 It Grew On You (4:39)
04 Exactly On The Verge (4:28)
05 Remote Woods (3:19)
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Referências: Banda americana de San Francisco (relocada em Los angeles), California. Indie-Rock, com elementos que flertam com o Pós-Punk, esse EP tem uma energia incrível, muito em virtude dos vocais desesperados de Matt Popieluch, além dele formam a banda Lewis Pesacov (guitarras), Garrett Ray (bateria) e Ariel Rechtshaid (baixo), em alguns momentos lembra The Walkmen, tanto pelos vocais como pela atmosfera, que conta ainda com influências que começam em Velvet Underground e chegam em Interpol. "In The Remote Words", EP lançado pela Vagrant Records, foi o primeiro registro da banda. Em 2007 lançaram "On the Wing Now" e "Person To Person", segundo disco deles, será lançado por esses dias. 'Entryway', 'We Had Pleasure' e 'It Grew on You' são espetaculares. Ótimo disco.

CLINIC "Walking With Thee" (2001)


1 Harmony (4:02)
2 The Equaliser (3:43)
3 Welcome (3:02)
4 Walking With Thee (2:36)
5 Pet Eunuch (2:05)
6 Mr. Moonlight (4:00)
7 Come Into Our Room (3:50)
8 The Vulture (3:40)
9 The Bridge (3:23)
10 Sunlight Bathes Our Home (4:14)
11 For The Wars (3:39)
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Referência: Banda inglesa de Liverpool. Indie-Rock, Garage, Pós-Punk. O som do Clinic é uma das coisas mais empolgantes que existem, um caldeirão de influências e modernidade. Os vocais de Ade Blackburn são únicos, sempre acompanhados por um teclado e uma melodia hipnótica. Já apareceram por aqui com uma compilação de EP's, "Clinic: 3EP's", de 1999. "Walking With Thee" é o segundo disco da banda, lançado pela Domino Records (o disco ganhou edição nacinal nas mãos da Slag Records). Formados por Ade Blackburn, Brian Campbell, Jonathan Hartley e Carl Turney, o Clinic em alguns momentos lembra os escoceses do The Beta Band, como na ótima 'The Equaliser'. Os petardos obrigatórios ficam por conta da faixa título 'Walking With Thee', espetacular, e da urgente 'Welcome'. Mais um disco ótimo do Clinic.

BIFF BANG POW! "Love Is Forever" (1988)


1 Miss Califonia Toothpaste 1972 (3:39)
2 She Haunts (2:47)
3 Searching For The Pavement (2:56)
4 She Paints (5:21)
5 Close (3:25)
6 Ice Cream Machine (4:06)
7 Electric Sugar Child (3:28)
8 Dark In Mind (3:14)
9 Startripper (2:45)
10 She Went Away To The Love (1:47)
11 The Beat Hotel (3:11)
12 It Happens All The Time (2:32)
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Referências: Banda inglesa de Londres. Indie-Pop. O Biff Bang Pow! é uma das bandas mais bacanas e esuqecidas da história. Criada por Alan McGee, que mais tarde fundaria a Creation Records e seria seu próprio patrão, o Biff Bang Pow! tem como base as melodias pop perfeitas, sempre em uma atmosfera angelical, vocais e guitarras casando de forma perfeita, ouça 'Miss Califonia Toothpaste 1972', 'Searching For The Pavement' e 'The Baet Hotel' pra conferir. Em "Love Is Forever", quarto disco da banda lançado pela Creation Records, Alan McGee foi acompanhado por Edward Ball, Philip King, Richard Green, Andrew Blake, Joss Cope e Ken Popple. Esse "Love Is Forever" soa um pouco abaixo de "The Girl Who Runs The Beat Hotel", segundo disco deles e postado aqui anteriormente. Mais um petardo de Alan McGee, obrigatório.

MAPS "We Can Create" (2007)


1 So Low, So High (3:57)
2 You Don't Know Her Name (3:52)
3 Elouise (5:22)
4 It Will Find You (5:33)
5 Glory Verse (5:30)
6 Liquid Sugar (3:53)
7 To The Sky (4:16)
8 Back And Forth (3:42)
9 Lost My Soul (3:50)
10 Don't Fear (6:10)
11 When You Leave (6:07)
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Referências: Banda inglesa de Northampton. Indie-Rock, Eletrônico com texturas Shoegazer. O Maps é mais uma banda de um homem só, James Chapman. James cresceu ouvindo Galaxie 500 e Spiritualized, basta ouvir esse ótimo "We Can Create" pra conferir. A sequência de pérolas encontradas nesse disco, debut de James Chapman lançado pela Mute Records, é absurda, 'Lost My Soul', 'Don't Fear', 'You Don't Know Her Name', 'It Will Find You' e 'To the Sky' são ótimas, todos singles super estourados. Antes tinha lançado "Start Something EP", pela Last Space Recordings em 2006. O segundo disco do Maps está para sair e se chamará "Turning the Mind". Sem grandes alardes, "We Can Create" rapidinho ganha sua preferência. Excelente disco.

BARFLY "The Longest Turn" (2005)


01 Daylight
02 Disturbing Sun
03 On Fall
04 Someone Like You
05 She Holds
06 Anything But Stars
07 Hands Up
08 Lost
09 The Next One
10 Fairground
11 Fear
12 Words And Ashtray
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Referências: Banda de Goiânia, Goiás. Indie-Rock, BritPop. Se na estréia dos goianos do Barfly, "Days Should Make You Smile", o Brit-Pop soava grudento demais, com alguns momentos bacanas é verdade, em "The Longest Turn", segundo disco da banda lançado pela Monstro Discos, o Barfly ganha uma cara mais madura e seu som alguns elemento mais Noise (sem grandes afetações), "The Longest Turn" é infinitamente melhor que o debut deles. A primeira leva de músicas, 'Daylight', 'Disturbing Sun' e 'On Fall' é especial, embora depois o ritmo caia um pouco, 'Hands Up' também merece destaque. Formado por Giovanni Ribeiro (Teclados/Guitarra/Violão), Carlos Alexandre (Guitarra/Voz), Claudio Ribeiro (Voz/Guitarra), Nilo Faria (Baixo/Voz) e Marcelo Guzzo (Bateria), o Barfly ouviu mais Teenage Fanclub nesse segundo disco, o lado doce da Monstro, e menos Oasis. Um bom disco.

terça-feira, 9 de junho de 2009

THE FIELD MICE [SINGLES/EP'S/MINI-ALBUNS] (1988-1989-1990-1991)

Emma's House (1988)
01: Emma's House
02: When You Sleep
03: Fabulous Friend
04: The Last Letter
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Sensitive (1989)
01: Sensitive
02: When Morning Comes To Town
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Skywriting (1990)
01: Triangle
02: Canada
03: Clearer
04: It Isn't Forever
05: Below The Stars
06: Humblebee
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Snowball (1990)
01: Let's Kiss And Make Up
02: You're Kidding Aren't You
03: End Of The Affair
04: Couldn't Feel Safer
05: This Love Is Not Wrong
06: Everything About You
07: White
08: Letting Go
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So Said Kay (1990)
01: Landmark
02: Quicksilver
03: Holland Street
04: Indian Ocean
05: So Said Kay
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The Autumn Store Pt. 1 (1990)
01: If You Need Someone
02: The World To Me
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The Autumn Store Pt. 2 (1990)
01: Song Six
02: Anyone Else Isn't You
03: Bleak
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Missing The Moon (1991)
01: Missing The Moon
02: A Wrong Turn And Raindrops
03: An Earlier Autumn
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September's Not So Far Away (1991)
01: September's Not So Far Away
02: Between Hello And Goodbye
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Referência: Banda inglesa de Londres. Indie-Pop, Dreampop. O The Field Mice é um dos preferidos por aqui, principal banda da Sarah Records. Já tinham aparecido no Amor Louco com a coletânea "Coastal", de 1990. A discografia do combo inglês, formado por Mark Dobson, Annemari Davies, Harvey Williams, Michael Hiscock e Bobby Wratten, é preciosa. Uma série de Singles/EP's, Mini-Álbuns e coletâneas marcam a banda, quase totalmente lançada pela Sarah. Nessa postagem estão reunidos os dois mini-álbuns, "Snowball" e "Skywriting" (coisa finíssima e de cabeceira), e os sete Singles/EP's, "Emma's House", "Sensitive", "The Autumn Store Pt. 01", "The Autumn Store Pt. 02", "So Said Kay", "September's Not So Far Away" e "Missing The Moon", lançados entre 1988 e 1991 pela Sarah Records, ficando pra depois "Where'd You Learn To Kiss That Way ?", coletânea lançada pela Shinkansen Recordings. Sobre os sons não tem muito o que dizer, genial é pouco para o The Field Mice, que ao terminar (e durante) deu crias espetaculares como Northern Picture Library, Trembling Blue Stars, Picture Center, Blueboy e outros. Obrigatório.

MARC & THE MAMBAS "Untitled" (1982)


01 Untitled
02 Empty Eyes
03 Angels
04 Big Louise
05 Caroline Says
06 Margaret
07 If You Go Away
08 Terrapin
09 Twilights + Lowlifes
10 Sleaze
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Referências: Banda inglesa de Leeds. New Wave, Synth-Pop, Gótico. O Marc & The Mambas durou pouco mais de um ano, lançando dois discos nesse curtíssimo período, "Untitled" (1982) e "Torment and Toreros" (1983). A banda tinha Marc Almond, mais conhecido pelo seu glamuroso Soft Cell, e contava com a participação de Matt Johnson, futuramente no The The, além de Annie Hogan. A banda tem um lado mais escuro, flertando com o gótico de Siouxsie & The Banshess, sem grandes afetações, outras referências são Cabaret Voltaire (o lado mais caótico, mesmo que menos intenso) e doses menores de Aztec Camera (o lado mais "soft" e calmo). "Untitled", lançado pela Some Bizzare Records, é o debut da banda. Destacam-se por aqui, 'Empty Eyes', 'Untitled', 'Sleaze' e 'Terrapin'. Bom disco.

sábado, 6 de junho de 2009

PSYCHIC ILLS "Mirror Eye" (2009)


01 Mantis
02 Meta
03 Sub Synth
04 Eyes Closed
05 I Take You As My Wife Again
06 Fingernail Tea
07 The Way Of
08 Go To The Radio
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Referências: Banda americana de New York. Experimental, Space-Rock, Noise e pitadas de Shoegazer. O Psychic Ills bebeu muito na fonte de Spacemen 3, Spectrum e Sonic Boom. Formado por Elizabeth Hart, Jimy SeiTang, Brian Tamborello e Tres Warren o quarteto novaiorquino investe nas atmosferas hipnóticas e ácidas, guitarras cíclicas com texturas horas psicodélicas. "Mirror Eye" é um disco, como todos nessa área, pra ouvidos mais apurados, porém a faixa 2 'Meta' é uma canção obrigatória, espetacular e necessária para todos os ouvidos. Esse é o terceiro disco da banda, lançado pela The Social Registry Records, antes lançaram "Dins" em 2005 e "Early Violence" em 2006. Ainda destacam-se as cinzentas 'Eyes Closed', 'Fingernail Tea' e a assustadora 'Go To The Radio. Grande disco.

PRESTON SCHOOL OF INDUSTRY "Monsoon" (2004)


01 The Furnace Sun
02 Walk Of A Gurl
03 Caught In The Rain
04 Line It Up
05 So Many Ways
06 If The StraitsOf Magellan Should Ever Run Day
07 Her Estuary Twang
08 Escalation Breeds Escalation
09 Get Your Crayons Out!
10 Tone It Down
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Referências: Banda americana de Stockton, California. Indie-Rock, Lo-Fi, Folk. O Preston School Of Industry nasceu das cinzas do fenomenal Pavement. Enquanto Stephen Malkmus deu início a sua carreira solo, Scott "Spiral Stairs" Kannberg formou o Preston School Of Industry, com claríssimas referências de Pavement, além de Superchunk, Wilco, Neil Young, The Fall e afins. O som da banda é uma beleza, músicas pra cima sempre com um pé no Folk. "Monsoon" é o segundo disco dos californianos, lançado pela Domino Records, antes veio "All This Sounds Gas" de 2001. "Monsoon" é um discaço, pra amenizar a falta do insubstituível Pavement, alías nesse "Monsoon" Scott se sai melhor que Malkmus em sua carreira solo. Ouça as pérolas 'Escalation Breeds Escalation', 'Caught In The Rain', 'Line It Up' e 'Her Estuary Twang'. Ótimo disco.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

ÁRTICO BLUE "Aqui Na Terra" (2004)


01 O Vento Mudou de Direção
02 Como o Som Que Vem do Mar
03 Luz do Céu e do Sol
04 Esperando no Portão
05 Feliz Dia Pra Quem É
06 Agora Não quero Falar
07 Mais Fácil Assim
08 Say Girl
09 De Manhã
10 Drive It All Over Me
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Referências: Banda de João Pessoa, Paraíba. Vou reproduzir algumas palavras minhas do outro post sobre o Ártico Blue, do debut da banda, "Ártico Blue" de 2003. Disee: "(...) Indie-Rock com sublimes influências que passam pelo Noise-Pop, flertam com o Shoegazer e terminam em um disco brilhante (isso serve também pra esse brilhante "Aqui Na Terra")...Armando Turtelli, com sua ex-banda, o Astromato, foi responsável por um dos grandes clássicos do Indie nacional, o disco "Melodias de Uma Estrela Falsa"...O fim da banda de Campinas deu origem ao Ártico Blue, onde Armando é acompanhado pela esposa Daniele Khun, logo depois veio a mudança pra João Pessoa, lar dessa pérola (referindo-se ao debut) e do segundo registro da banda "Aqui Na Terra", de 2004. (...)" Relambrando isso vamos aos fatos, Armando e Daniele fizeram mais um disco maravilhoso, que parece soar mais alto, 'O Vento Mudou de Direção', 'Luz do Céu e do Sol' e 'Feliz Dia Pra Quem É' deixam essa impressão mais noise em nossas mentes, as confissões ainda estão lai, porém mais maduras como o som (prefiro por um tostão o primeiro disco). As referências em "Aqui Na Terra", lançado pela Musicland Records/Eitta Noise, continuam em Jesus & Mary Chain e Teenage Fanclub. Obrigatório, cortesia do Alex L.C.

TV ON THE RADIO "Return to Cookie Mountain" (2006)


01 "I Was a Lover" – 4:21
02 "Hours" – 3:55
03 "Province" – 4:37
04 "Playhouses" – 5:11
05 "Wolf Like Me" – 4:39
06 "A Method" – 4:25
07 "Let the Devil In" – 4:27
08 "Dirtywhirl" – 4:15
09 "Blues from Down Here" – 5:17
10 "Tonight" – 6:53
11 "Wash the Day" – 8:08
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Referências: Banda americana de New York. Indie-Rock, Post-Rock, Experimental. Uma das bandas mais bacanas dos últimos anos, um sopro de modernidade que nos brinda com discos como esse "Return to Cookie Mountain" e o obrigatório "Desperate Youth, Blood Thirsty Babes", lançamento anterior deles. A banda tem uma atmosfera urgente como a do Pós-Punk, mas tudo dentro de um ritmo nem sempre ordenado, o que dá uma cara caótica ao Tv On The Radio, além dos vocais quase dementes de Tunde Adebimpe. "Return to Cookie Mountain" é o terceiro disco da banda, lançado pela 4AD/Interscope Records, e é tão bom quanto o impactante "Desperate Youth...", perdendo um pouco na energia imediata e nas sombras. Não tem nenhuma 'King Eternal' e 'Starring At The Sun', mas 'Hours' e 'Wolf Like Me' são ótimas. Excelente.

[VÍDEO 019] P.J. Harvey & John Parish "Black Hearted Love"

quarta-feira, 3 de junho de 2009

CINERAMA "Va Va Voom" (1998)


01 Maniac (3:46)
02 Comedienne (3:08)
03 Hate (3:19)
04 Kerry Kerry (2:32)
05 Barefoot In The Park (4:05)
06 You Turn Me On (3:00)
07 Ears (3:46)
08 Me Next (3:22)
09 Hard, Fast And Beautiful (4:58)
10 Dance, Girl, Dance (3:30)
11 Honey Rider (3:57)
12 Love (4:05)
13 Au Pair (3:18)
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Referências: Banda inglesa de Leeds. Indie-Rock, Pop. Quando "Va Va Voom" começa a rodar é inevitável a lembrança de The Wedding Present, ex-banda de David Gedge, o dono do Cinerama e dos vocais inconfundíveis, ao lado de Sally Murrel. A energia e a urgência do The Wedding Present (ouça já "Bizarro" e "George Best") ficou pra trás no Cinerama, algo mais próximo ao pop perfeito, bem refinado e obrigatório. Cada vez que ouço 'Hate' gosto mais dela, um luxo só! Em "Va Va Voom", debut do Cinerama, lançado pela Cooking Vinyl Records, o Cinerama, e mais precisamente David Gedge, rompia com o passado, a suavidade era a bola da vez, ouça 'Ears' com participação da fofa Emma Pollock, do The Delgados. O Cinerama nunca foi um Wedding Present, mas "Va Va Voom" é prediletíssimo por aqui. Excelente.