segunda-feira, 31 de agosto de 2009

AMOR LOUCO [AGOSTO/2009]

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O Melhor de Agosto Está Aqui.
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Foto gentilmente cedida pela:

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

DARKER MY LOVE "Self Titled" (2006)


01 Opening (3:39)
02 What's A Man's Paris (3:23)
03 Helium Heels (3:49)
04 Post Mortem, Post Boredom (2:32)
05 Wake (1:05)
06 Fall (3:05)
07 Hello Traveler (4:22)
08 Claws & Paws (4:14)
09 Catch (4:14)
10 People (2:52)
11 I Feel Fine (3:02)
12 Summer Is Here (3:20)
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Download
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Referências: Banda americana de Los Angeles, California. Indie-Rock, Noise, Psicodelismo e um flerte bem de longe com o Shoegazer (perdido aqui e ali). O som do Darker My Love é ácido, parece um som escondido em meio a uma nuvem de fumaça, a ótima 'Post Mortem, Post Boredom' (Jesus And Mary Chain puro) soa assim aos meus ouvidos. Formados por Tim Presley (Guitarra, Vocais) , Rob Barbato (Baixo, Vocais), Jared Everett (Guitarra), Will Canzoneri (Teclados) e Andy Granelli (Bateria), o Darker My Love tem forte influência da ácida Los Angeles dos anos 1960, somada aos ruídos sobre os vocais melosos de Tim Presley. "Darker My Love" é o primeiro lançamento da banda, pela local Dangerbird Records, por onde também lançaram "2" o segundo disco deles, em 2008. Os destaques por aqui ficam em 'Hello Traveller', 'Summer Is Here', 'What's A Man's Paris' e 'Helium Heels', as mais barulhentas e diretas, além da preferida e escura 'Post Mortem, Post Boredom'. Grande registro.

CRYSTAL ANTLERS "Tentacles" (2009)


01. Painless Sleep (2:16)
02. Dust (2:27)
03. Time Erased (3:37)
04. Andrew (3:34)
05. Vapor Trail (2:18)
06. Tentacles (1:54)
07. Until The Sun Dies (Part 1) (2:50)
08. Memorized (3:53)
09. Glacier (3:01)
10. Foot of The Mountain (0:25)
11. Your Spears (2:24)
12. Swollen Sky (4:12)
13. Several Tongues (7:11)
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Referências: Banda americana de Long Beach, California. Indie-Rock, Psicodelia, Noise. Quando a introdução desse "Tentacles", através da insana 'Painless Sleep', termina você se anima com o ritmo intenso e o ar lisérgico da coisa. Animação que aumenta quando os vocais berrados de Jonny Bell entram como um tiro em 'Dust', 'Time Erased' (essa dobradinha ficou ecoando em meus ouvidos por dias) e daí por diante. Noise, Lisergia, berros e intensidade marcam esse discaço, some Pink Floyd e Mudhoney. Formados por Johnny Bell (vocais, baixo), Andrew King (guitarra), Victor Rodriguez (teclados), Kevin Stuart (bateria), Damian Edwards (percussão) e Errol Davis (guitarra, teclados), o Crystal Antlers é um verdadeiro "fio desencapado" uma fusão de melodia (através dos ecos sessentistas) e agressividade. "Tentacles" é o debut dos californianos, lançado pela Touch And Go Records. Tinham lançado no ano anterior também ótimo EP, "Crystal Antlers" (2008, via Touch And Go). Antes do fim ouça a insana 'Your Spears' e a hipnótica 'Swollen Sky'. Ótimo disco.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

PARTS & LABOR "Receivers" (2008)


01. Satellites (7:16)
02. Nowheres Nigh (4:36)
03. Mount Misery (3:41)
04. Little Ones (4:14)
05. The Ceasing Now (7:17)
06. Wedding In A Wasteland (4:35)
07. Prefix Free (4:08)
08. Solemn Show World (5:53)
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Referências: Banda americana do Brooklyn, New York. Indie-Rock, Noise, Experimental. O som do Parts & Labor ao mesmo tempo que tem guitarras altas e um "Q" noise é melódico, sem ser doce (por mais que tenha um apelo pop), uma espécie de Built To Spill com um pouco mais de ruídos, logo de cara você confere isso com a magnífica 'Satellites', que te deixa na boa expectativa do restante, e fique contente "Receivers" é um baita disco, 'Nowheres Nigh' que vem depois não deixa o nível cair. Formado por Dan Friel, B.J. Warshaw, Joe Wong e Sarah Lipstate, o Parts & Labor em certos momentos, como em 'Mount Misery' (aqui mais claro), lembra o Wilderness, seus amigos de gravadora. "Receivers" é o quarto disco da banda, lançado pela Jagjaguwar Records. Vale conferir também os dois discos anteriores pela Jagjaguwar Records, "Stay Afraid" (2006) e "Mapmaker" (2007). 'Little Ones' e 'The Ceasing Now' são boas demais, além de 'Solemn Show World' fechar de perfeitamente esse ótimo disco.

NO AGE "Nouns" (2008)


01 "Miner" - 1:50
02 "Eraser" - 2:41
03 "Teen Creeps" - 3:25
04 "Things I Did When I Was Dead" - 2:27
05 "Cappo" - 2:42
06 "Keechie" - 3:27
07 "Sleeper Hold" - 2:26
08 "Errand Boy" - 2:41
09 "Here Should Be My Home" - 2:03
10 "Impossible Bouquet" - 2:09
11 "Ripped Knees" - 2:53
12 "Brain Burner" - 1:51
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Referências: Banda americana de Los Angeles, California. Indie-Rock, Noise, Experimental. Aperte os cintos da nave e prepare seus ouvidos pra essa barulheira divina produzida por essa dupla californiana. Randy Randall e Dean Allen Spunt formam o No Age, nome tirado de uma coletânea da SST Records lançada em 1987, e a ligação não está só no nome mas também no som, a SST foi lar de gente como Hüsker Dü, Black Flag e Minutemen, influências diretas no nervosismo do No Age. "Nouns" é o segundo disco da banda, lançado pela clássica Sub Pop, antes tinham lançado "Weirdo Rippers", pela Fat Cat. O disco é um flerte constante com o Hardcore, 'Miner', 'Eraser', 'Teen Creeps' e 'Cappo' são intensas, 'Keechie' é a quebra experimental (sem contar a mais lentinha 'Things I Did When I Was Dead'). Em 'Sleeper Hold' o ataque sonoro ruidoso é retomado, sensacional. Passaram por essas terras meses atrás e segundo consta quebraram tudo. Mais um barulho obrigatório.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

THE PRIDS "Love Zero" (2003)


01 The Problem (2:22)
02 All Apart And No Fall (3:50)
03 Panic Like Moths (2:06)
04 You As The Colorant (2:53)
05 Llorar (3:04)
06 ... (1:17)
07 Love Zero (4:28)
08 Contact (4:25)
09 Artificial Heart Designer (2:15)
10 Not Even Sometimes (2:57)
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Referências: Banda americana de Portland, Oregon. Indie-Rock, Shoegazer, Pós-Punk. O The Prids é uma das pérolas americanas dessa última década, esse "Love Zero" comprova isso. Com influências que circulam de Jesus & Mary Chain a New Order, passando por Built To Spill (com quem andam tocando em turnê americana), o The Prids é obrigatório, não só pra mim, basta dar uma olhada no myspace dos caras com rasgados elogios de gente do calibre de Henry Rollins, Oliver Ackerman (A Place to Bury Strangers) e Kip Berman (The Pains of Being Pure at Heart), um Shoegazer pra você dançar (com alguns momentos mais darks é verdade). Formam a banda David Fredrickson, Mistina Keith, Joey Maas e Maile Tarries. "Love Zero" é o debut deles, lançado pela This-A-Way Records, em seguida você pode conferir "Until the World is Beautiful", de 2006 lançado pela Five03 Records e o EP "Something Difficult", de 2007 (antes já tinham lançado o EP "Duracraft", em 2001, e "Glide, Screamer", em 2002). Confira as excelentes, 'The Problem', 'All Apart And No Fall', 'Llorar', 'Love Zero' e 'Contact'. Um disco indispensável.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

HEALTH "Health" (2007)


01 "Heaven" - 2:37
02 "Girl Attorney" - 0:36
03 "Triceratops" - 3:14
04 "Crimewave" - 2:04
05 "Courtship" - 0:56
06 "Zoothorns" - 2:48
07 "Tabloid Sores" - 2:50
08 "M" - 3:26
09 "Glitter Pills" - 3:38
10 "Perfect Skin" - 4:21
11 "Lost Time" - 2:12
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Referências: Banda americana de Los Angeles, California. Indie-Rock, Noise, Experimental. Os discos do Health sempre são altos, bem altos, e cheios de experiências em meio ao noise intenso, da turminha de A Place to Bury Strangers e afins. Formado por Benjamin Jared Miller, Jake Duzsik, John Famiglietti e Jupiter Keyes, o Health é daquelas bandas facilmente viciantes, ouça as devastadoras 'Triceraptors' e 'Crimewave' para entender, guitarras com ruídos no talo, bateria industrial e um vocal suicida, uma combinação perfeita como o disco. "Health" é a estreia dos californianos, pela Lovepump United. Depois as músicas desse disco ganharam novas versões e saíram como remix em "Disco", de 2008 também lançado pela Lovepump United. Mais pro fim do disco o noise perde espaço para as experimentações, barulhentas também é verdade. Um deleite aos amantes do noise, é engraçado pois o disco não tem apelo pop em nenhum momento, mas desce tranquilo aos ouvidos mais suaves. Ótimo.

domingo, 23 de agosto de 2009

50 FOOT WAVE "Golden Ocean" (2005)


01 "Long Painting" - 2:57
02 "Bone China" - 2:29
03 "Pneuma" - 3:45
04 "Clara Bow" - 3:10
05 "Petal" - 4:18
06 "Dog Days" - 3:52
07 "Sally Is A Girl" - 4:03
08 "El Dorado" - 3:15
09 "Ginger Park" - 2:53
10 "Diving" - 3:03
11 "Golden Ocean" - 3:52
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Referências: Banda americana de Los Angeles, California. Alternativo, Noise, Hardcore. Quando o disco, nervoso, do 50 Foot Wave começa a rodar rapidinho você reconhece a voz da musa alternativa americana Kristin Hersh (uma das preferidas desse espaço). Mas não se engane que você não vai encontrar nada melancólico como Kristin Hersh em sua carreira solo (confira o ótimo "Hips And Makers", de 1994), nem nada melódico e flertando com o pop como em sua banda, a adorável Throwing Muses (ouça, "Untitled" de 1986, e "The Real Ramona" de 1991). Com o 50 Foot Wave Kristin (guitarra, vocais) tem a companhia de Bernard Georges (baixo, vocais) e Rob Ahlers (bateria, vocais) e está mais pra Mudhoney, Hüsker Dü e Big Black. Inicialmente é estranho ouvir a singela Kristin Hersh (que sempre vem a minha mente com a fabulosa 'Bright Yellow Gun' do Throwing Muses), berrando em ritmo intenso, mas depois que você entra no clima do disco difícil é deixá-lo. 11 canções ótimas, mais um ponto pra musa Kristin, berrando ou sussurrando sempre nossa sócia. Ótimo.

BUTTHOLE SURFERS "Locust Abortion Technician" (1987)


01 "Sweat Loaf" – 6:09
02 "Graveyard" – 2:27
03 "Pittsburgh to Lebanon" – 2:29
04 "Weber" – 0:35
05 "Hay" – 1:50
06 "Human Cannonball" – 3:51
07 "U.S.S.A." – 2:14
08 "The O-Men" – 3:27
09 "Kuntz" – 2:24
10 "Graveyard" – 2:45
11 "22 Going on 23" – 4:23
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Referências: Banda americana de San Antonio, Texas. Alternativo, Noise, Hardcore, Experimental. A demência em forma de som, a começar pelo nome. A banda sempre foi adorada por uma minoria, uma espécie de Cult, chegaram a ser bastante comentados na época da música 'Pepper', do disco "Electriclarryland" de 1996 (lembro que ganhei esse Single em uma promo do Rio Fanzine, do O GLobo, junto com um cd do Beastie Boys). Formados, nessa época, por Gibby Haynes (vocal), Paul Leary (guitarra), Jeff Pinkus (baixo), King Coffey (bateria) e Teresa Nervosa (bateria), o Butthole Surfers sempre foi o dedo na ferida, ácido e nervoso ao extremo, uma espécie de banda preferida de Beaves & Butt-head, uma ligação entre a urgência de Dead Kenneds/Hüsker Dü, a loucura de Frank Zappa e o peso do Ministry, união perfeita. "Locust Abortion Technician", considerado o clássico da banda, é o terceiro disco deles lançado pela Touch & Go Records. 'Human Cannonball', 'Sweet Loaf', 'The O-Men' e 'Kuntz' são eternas. Loucura pouca é bobagem, Clássico.

sábado, 22 de agosto de 2009

TO KILL A PETTY BOURGEOISE "The Patron" (2007)


01 The Patron (5:47)
02 The Man With The Shovel, Is The Man I'm Going To Marry (7:49)
03 Lovers & Liars (6:09)
04 Long Arms (7:51)
05 Dedicated Secretary, Liaison, Passionate Mother (2:01)
06 I Box Twenty (4:19)
07 You Guys Talk, We'll Spill Our Guts (7:05)
08 With Brass Songs They'll Descend (3:57)
09 Very Lovely (7:38)
10 Window Shopping (3:13)
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Referências: Banda americana de Richmond, Virginia, atualmente com base em Minneapolis. Indie-Rock, Space-Rock, Eletrônico. Quando Jehna Wilhelm (guitarra, vocais) e Mark McGee (elementos electrônicos) começam "The Patron" você percebe que os inglese do Flying Saucer Attack serão referência por aqui, com um toque eletrônico a mais e ruídos a menos é verdade, mas o tom hipnótico e espacial está bem presente aqui, nas três primeiras faixas os vocais de Jehna Wilhelm até dão um ar mais delicado a esse "The Patron", mas depois as experiências ganham mais corpo. "The Patron" é o debut da dupla americana, lançado pela Kranky Records, antes já tinham gravado o EP "Retire Early", pela The Riley Bushman Recordings & Archives. 'The Patron', 'The Man With The Shovel, Is The Man I'm Going To Marry', 'Lovers & Liars' e 'I Box Twenty' são ótimas, como se Sonic Boom e Portishead se encontrassem. Um belíssimo disco, cheio de efeitos e encantos. Ótimo.

AUTISTIC DAUGHTERS "Uneasy Flowers" (2008)


01 Rehana's Theme (5:35)
02 Uneasy Flower (5:30)
03 Liquid and Starch (4:32)
04 Gin Over Sour Milk (5:05)
05 Bird in the Curtain (3:06)
06 Richest Woman in the World (6:19)
07 Hotel Exeter Dining Room (6:02)
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Referências: Banda de Auckland, Nova Zelândia. Indie-Rock, Slowcore, Experimental. Ao iniciar as experiências nesse ótimo "Uneasy Flowers" os neozelandeses do Autistic Daughters lembram ao americanos do Low, na cadência e melancolia evidente em cada música (sempre suaves, cheia de elementos e com algo caótico no ar), porém a viagem por aqui é mais longa e obscura. Formados por Dean Roberts (guitarra, vocal), Werner Dafeldecker (guitarra, baixo) e Martin Brandlmayr (bateria, percussão, computadores), os Autistic Daughters já tinham lançado o grande "Jealousy And Diamond" em 2004. "Uneasy Flowers" é o segundo disco da banda, lançado pela Kranky Records (lar de gente como Low, Deerhunter, Lotus Plaza e Wind & Carl), um disco que é simples, ao ser suave e relaxante, mas complexo nos seus elementos, uma série de experimentos marcam "Uneasy Flowers". Coloque pra tocar as ótimas 'Rehana's Them','Uneasy Flower', 'Liquid and Starch' e 'Gin Over Sour Milk' e deixe a melancolia e suavidade te levar. Um dos discos mais legais do anos passado. Ótimo.

NICO "The End" (1974)


01 "It Has Not Taken Long" – 4:12
02 "Secret Side" – 4:08
03 "You Forget to Answer" – 5:08
04 "Innocent and Vain" – 3:52
05 "Valley of the Kings" – 3:57
06 "We've Got the Gold" – 5:44
07 "The End" – 9:37
08 "Das Lied der Deutschen" – 5:29
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Referências: Nico é Christa Päffgen, alemã de Cologne. Art-Rock, Proto-Punk, Psicodelismo, Sintetizadores. Existem discos que rompem o conceito de música, esse disco da Nico é exatamente assim, uma obra-prima que contempla diversos elementos artísticos em um só. A belíssima Nico já tinha aparecido por aqui com o Velvet Underground, em seu mágico "Velvet Underground & Nico", e também com seu debut solo, "Chelsea Girl" de 1967. Se em "Chelsea Girl", clássico dela, Nico está circulando entre a luz e a escuridão, em "The End" ela está nas sombras completamente (acho que sou um dos poucos a achar isso, mas "The End" é o melhor disco dela). "The End", quarto disco de Nico, lançado pela Island Records, contou com a participação de John Cale (ex-Velvet), Brian Eno e Phil Manzanera (ex-Doors). 'The End', a música, é uma versão absurda (os gemidos de Nico...oh my God!!!) para a já espetacular 'The End' do The Doors, sublime, mas nada próximo de 'Secret Side' e 'Innocent and Vain'. Um disco que tira o seu fôlego e te deixa entregue. Belo, espetacular e NECESSÁRIO.

MINISTRY "The Land Of Rape And Honey" (1988)


01 "Stigmata" – 5:45
02 "The Missing" – 2:55
03 "Deity" – 3:20
04 "Golden Dawn" – 5:42
05 "Destruction" – 3:30
06 "Hizbollah" – 3:58
07 "The Land of Rape and Honey" – 5:10
08 "You Know What You Are" – 4:43
09 "I Prefer" – 2:15
10 "Flashback" – 4:50
11 "Abortive" – 4:23
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Referências: Banda americana de Chicago, Illinois. Alternativo, Industrial, Noise, Synth. Mais uma volta aos meus 13/14 anos (relembrando a postagem do Helmet), ouvir Ministry em 1991/1992 me deixou com sequelas eternas, a audição "tardia" desse "The Land of Rape and Honey", de 1988, foi seguida das audições dos outros clássicos da banda "The Mind Is a Terrible Thing to Taste", de 1989, e do colossal "Psalm 69: The Way to Succeed and the Way to Suck Eggs", de 1992. 'Stigmata' e 'Flashback' ficaram ecoando por dias em minha mente, meus ouvidos, ainda puros, não estavam preparados pra tal violência, agressividade e acidez, os discos pareciam ser banhados com soda cáustica. Alain Jourgensen (guitarra, vocal), Paul Barker (baixo), William Rieflin (guitarra, teclados, vocal) e Chris Connelly (vocal), a formação desse disco, me mostraram um novo mundo. Parecia que Butthole Surfers, Mudhoney, Cabret Voltaire e Young Gods tinham virado uma banda só. 'Hizbollah' é assombrosa. Devastador e desbravador aos meus aouvidos. Clássico e obrigatório.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

FOLDER "Red Lof" (2009)


01 Chemo (3:47)
02 Hoarfrost (5:26)
03 Airglow (3:42)
04 Joy (2:48)
05 I Wish (3:55)
06 Nothing (3:45)
07 Live In The Arteries (4:18)
08 Quick Silver (4:01)
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Referências: "Banda de Gdańsk, Polônia. Indie-Rock, Shoegazer, Dreampop. Mais uma precisosidade vinda do leste europeu, depois do George Dorn Screams a Polônia nos brinda com o bacaníssimo Folder e seu debut, o EP "Inside", lançado pela Trastienda NetLabel. Formados em 2006 o Folder em pouco tempo soltou essa pérola, quase Shoegazer (pelas texturas e atmosfera criada) quase Pop (pelo apelo melódico em alguns momentos), obrigatória pra embalar nossas festas e audições afins. As músicas, que grudam em sua mente rapinho, se completam (...)". A postagem anterior dos Poloneses do Folder começou assim, a audição do EP "Inside" foi uma das melhores coisas ocorridas nos últimos meses. O disco cheio saiu esse ano, o fabuloso "Red Lof", tentei segurar por mais tempo o intervalo entre as postagens da banda, não consegui. "Red Lof", debut em disco cheio lançado pela Nasiono Records, é um discaço. As referências continuam as mesmas, a qualidade é igual a de "Inside". Joanna Kuzma (vocais), Mariusz Kuzownik (guitarra), Jedrek Chrapek (baixo) e Marcin Miskiewicz (bateria) continuam fazendo umas músicas grudarem e se completarem nas outras, oito pérolas indispensáveis ('I Wish' é ESPETACULAR). Mais uma obra-prima dos poloneses, dois registros e dois petardos, já são prediletos por aqui.

THE MARY ONETTES "Self Titled" (2007)


01 Pleasure Songs (4:26)
02 Lost (4:03)
03 Void (3:28)
04 The Laughter (5:25)
05 Slow (4:25)
06 The Companion (3:56)
07 Explosions (3:57)
08 Henry (4:06)
09 Under The Guillotine (3:23)
10 Still (3:39)
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Downlaod
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Referências: Banda de Jönköping, Suécia. Indie-Rock, Shoegazer, Pós-Punk. Apesar das referências sempre apontarem ao Shoegazer, o som dos suecos do The Mary Onettes tem uma forte ligação com o Pós-Punk (descarada, pelo menos aos meus ouvidos), 'Pleasure Songs' (fantástica), 'Lost' e 'Void' tem essa pegada/urgência, além do clima próximo a Interpol e Echo & The Bunnymen, sem a escuridão é verdade, os suecos são mais alegres. Na verdade o Shoegazer/Dreampop entra mais como referencial do que como influência. "The Mary Onettes", debut dos suecos lançado pela bacaníssima Labrador Records, continua rodando e 'The Laughter' é puro Cure, com levada cadenciada e um pouco de sombras, ótima. A banda é formada por Philip Ekström, Petter Agurén, Simon Fransson e Henrik Ekström, e além desse ótimo disco lançou os EPs "Make Me Last" (2005), "Lost" (2006) e "Dare" (2009). "The Mary Onettes" é daqueles discos que dá vontade de ouvir outras tantas vezes, isso o faz ser altamente recomendável.

domingo, 16 de agosto de 2009

THE TAMBORINES "Dressed Up To Better Feel The Sun" (2000) & "Sally O'Gannon" (2007)

Dressed Up To Better Feel The Sun (2000)
01 The Most Important Thing (Has Gone)
02 The Milltown Sunflowers
03 Naissance de la Folie
04 Pillow
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Sally O'Gannon (2007)
01 Sally O'Gannon
02 Be Around
03 Come Together
04 Sally O'Gannon (Demo)
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Referências: Banda de Maringá, Paraná, com base em Londres. Indie-Rock, Powerpop, Shoegazer, ecos sessentistas. Confesso que o The Tamborines tinha caído no meu esquecimento (afinal, também tenho meu limbo sonoro), lembro (um tanto vagamente) que "Dressed Up To Better Feel The Sun", lançado em 2000 em parceria com o Midsummer Madness, foi super elogiado, ainda mais na época em que o Belle & Sebastian dominava a cena, os escoceses ao lado de Teenage Fanclub, The Byrds e Ride eram as principais referências no som dos paranaenses, um pouco mais Fuzz nos últimos anos. Logo depois de lançarem esse EP assinaram com o selo americano Planting Seeds Records e também se mudaram pra Londres. Nesse período o som ficou mais ruidoso, além de lançarem seus discos no Reino Unido pela Sonic Cathedral. Em 2007, Lulu Grave, Henrique e Marc Gooderham, lançaram "Sally O'Gannon", EP nos Estados Unidos e Single na Inglaterra. Em 2008 lançaram outro Single "31 st Floor" somente pela Sonic Cathedral. O som ganhou novos ares entre 2000-Maringá e 2007-Londres, prefiro a fase inglesa, 'Sally O'Gannon' é legal demais. Dois bons registros do indie nacional. Agradecimento ao Renato do predileto The Blog That Celebrates Itself.

VOYAGER ONE "Afterhours In The Afterlife" (2008)


01 Here
02 The Future is Obsolete
03 I Remember Everything
04 Ocean Grey
05 Beautiful Wreckage
06 The Kids Take Control
07 Give
08 Bed of Sound
09 Darling O.K.
10 Sine Waves
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Referências: Banda americana de Seattle, Washington. Indie-Rock, Psicodelismo, Noise. Logo na primeira audição do Voyager One você já lembra de Black Rebel Motorcycle Club, principal referência por aqui, ao lado de Broken Social Scene, Swervedriver e eletronices tipo Primal Scream, sempre em uma atmosfera noise arrastada. "Afterhours In The Afterlife" é o quarto disco da banda, lançado pela Loveless Records, antes lançaram "From The New Nation" (2000), "Monster Zero" (2002) e "Dissolver" (2005). Formam a banda Peter Marchese, Jeramy Koepping, Jasun Hadaway, Elliott Nutt e Bo Gilliland (esses três últimos apenas em shows). O disco tem um ritmo que nunca decola, é um disco hipnótico e cíclico, ouça 'The Kids Take Control' e entenderá, quase um mantra. 'The Future Is Obsolete' é um hit perdido pelo disco, excelente (em alguns momentos lembra New Order, bem de longe!). Grande disco.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

THE BAND OF HOLY JOY "The Big Ship Sails" (1986) & "Manic, Magic, Majestic" (1989)

The Big Ship Sails (1986)
01 Prams, Piers And Bitter Tears (2:23)
02 Rosemary Smith (2:28)
03 First Hour Of The Day (2:54)
04 Living Legends (2:11)
05 The Boy Sailor (3:28)
06 Maybe One Day (3:48)
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Manic, Magic, Majestic (1989)
01 Route To Love (3:02)
02 Baubles, Bangles, Emotional Tangles (3:17)
03 Nightjars (2:50)
04 Tactless (4:15)
05 You've Grown So Old In My Dreams (2:38)
06 Killy Car Thieves (2:43)
07 Where It Hurts (3:32)
08 Bride (3:11)
09 Manic, Magic, Magestic (3:38)
10 What The Moon Saw (2:48)
11 You're Not Singing Anymore (4:13)
12 Blessed Boy (3:42)
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Referências: Banda inglesa de Londres. Indie-Rock, Folk, Cabaret (flerte com Tom Waits). Lembro que na outra postagem da banda (do disco "More Tales From The City", de 1987) falei da semelhança com bandas como The Pogues, Dexys Midnight Runners e Aztec Camera, além da turma da Él/Cherry Red, aliás o The Band Of Holy Joy tem a cara das bandas do "London Pavillion" (algumas você encontra aqui, outras permaneceram mais obscuras e viraram pó). A banda tinha/tem em Johny Brown sua figura central e chegou a causar certo burburinho na cena britânica, principalmente com o badalado "Manic, Magic, Majestic" (Top 30 do finado Melody Maker em 1989), lançado pela Rough Trade, nesse a banda já se aproxima mais do pop, visível em canções grudentas (boa) como 'Tactless'. Ainda aqui temos o mini-álbum "The Big Ship Sails", lançado pela Film Flam, com uma banda mais mais crú e experimental. Dois bons registros do The Band Of Holy Joy, uma espécie de camaleão sonoro. "Manic, Magic, Majestic" é ótimo (cheio de grandes canções).

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

AMBERHAZE "Newborn EP" (2007)


01 Bird's Eye (7:19)
02 Beautiful Design (3:26)
03 Welcome (4:47)
04 Can You Hear Us Now? (5:09)
05 Faith Is Numbers (4:01)
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Referências: Banda asiática da Cidade de Cingapura, Cingapura. Post-Rock, Shoegazer, Eletrônico. Mais uma preciosidade vinda do oriente (diretamente da fonte, fica aqui o agradecimento ao Giuliano, que além do EP mandou também umas faixas bônus que aparecem aqui brevemente). O Amberhaze é mais um daqueles projetos de um homem só, o faz tudo Giuliano Gullotti, responsável por voz e instrumentos desse "Newborn EP", lançado pela KittyWu Records ("Then We Saw The Stars Again", primeiro disco cheio do Amberhaze tá pra sair ainda esse mês pelo mesmo selo). O disco abre com a delicada e sombria 'Bird's Eye', uma música que parece que vai espatifar em suas mãos e ouvidos, lembra Mogwai. Os vocais dão outra cara a 'Beautiful Design', mas o supra sumo está na hipnótica 'Welcome' e na fantástica 'Faith Is Numbers' (que lembra demais a antiga banda carioca Stellar e vale sozinha o EP). Um pequeno aperitivo, bem apetitoso, do Amberhaze.

SCARLET YOUTH "Breaking The Patterns" (2009)


01 Gleaming Endless Ocean (5:06)
02 Wave Goodbye (3:39)
03 Tokyo Daydreamer (3:42)
04 High on Sky (3:37)
05 Before the Surface Breaks (5:27)
06 Sunshine Girl (4:45)
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Referências: Banda de Helsink, Finlândia. Indie-Rcok, Shoegazer, Dreampop. Mais uma pérola finíssima vinda dos ares nórdicos, aliás os sons locais tem selo de qualidade garantido. Shoegazer delicioso, ecos de My Bloody Valentine, Slowdive, Radio Dept. e Pia Fraus em meio aos efeitos, delays e pedais. Curto e precioso, 6 músicas perfeitas com atmosfera doce e melódica, sempre em ritmo crescente. Formados por Markus Baltes (Vocais), Kalle Pyyhtinen (Guitarras, Baixo, Sintetizadores), Marko Soukka (Guitarras), Riku H. Mattila (Baixo) e Jaani Peuhu (Bateria), o Sacarlet Youth tem nesse ótimo "Breaking The Patterns", lançado pela Homesick Music, o seu debut com gosto de quero mais (aliás, esse ano tivemos alguns lançamentos animadores). É botar esse EP pra rodar e se divertir, em 'Wave Goodbye' e 'Sunshine Girl' o ritmo é um pouco mais acelerado, nas outras canções, destaque para 'Gleaming Endless Ocean', o som é mais cadenciado e hipnótico. Ótimo disco.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

THE SPHERICAL MINDS "Fern" (2005)


01 A Snag in My Collection of Dreams
02 Walls in the Room
03 Wish You Felt the Same
04 Alster the Seventh
05 Spilled Moments
06 Don't Play the Scene
07 Time's Spreading Pictures
08 Fern (Or Much Closer)
09 Cast Regrets Aside
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Referências: Banda francesa de Lyon. Indie-Rock, Psicodelismo, Post-Rock, Eletrônico. Esse disco dos franceses do The Spherical Minds é belíssimo e intenso, ao fim da audição parece que você foi atropelado, mas um atropelamento sensível e delicado, cheio de elementos sonoros que fazem desse "Fern" um discaço, com cores e sabores. Formados por Paul Chantereau (Baixo, Vocal), Valentin Chantereau (Piano, Teclados, Vocal), Marie Mertzweiller (Cello), Mathieu Maestracci (Guitarras) e Clement Vullion (Bateria), o The Spherical Minds apresenta influências claríssimas de Radiohead e Sigur Rós, além de ecos de Pink Floyd (citados pela banda como um das maiores influências). Além dos barulinhos experimentais e da suavidade das músicas, o disco tem um ar sombrio (lembrando Mogwai e Arab Strap em certos momentos) e ao mesmo tempo sofisticado. "Fern" é o segundo disco da banda, lançado pela Carte Postale Records, antes lançaram "De Ira", em 2003. A faixa-título 'Fern (Or Much Close)' é devastadora, assim como o disco, obrigatório.

[VÍDEO 023] At Swim Two Birds "In Bed With Your Best Friend"

HEADPHONES "Headphones" (2005)


01 Gas And Matches
02 Shit Talker
03 Hot Girls
04 I Never Wanted You
05 Major Cities
06 Natural Disaster
07 Hello Operator
08 Pink And Brown
09 Wise Blood
10 Slow Car Crash
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Download
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Referências: Banda americana de Seattle. Indie-Rock, Eletrônico, Synth-Pop, Lo-Fi. O Headphones é liderado pelo inquieto David Balzan, também do Pedro The Lion (além de dono de uma carreira solo). Aliás, o Pedro The Lion é legal demais, dono de um respeitável currículo no cenário alternativo americano (ando devendo algo deles por aqui). Em meio as suas atividades Balzan se juntou ao baterista Frank Lenz e produziu (tocando tudo) esse belo e curtinho "Headphones", único disco lançado pelo projeto, via Suicide Squeeze Records. As influências por aqui são Flaming Lips e Kraftwerk, além de uma melancolia que lembra The Doves, a voz de David Balzan tem um "Q" bem tristonho e delicado. O disco abre com a bacaníssima 'Gas And Matches', lembrando o eletrônico Soft Cell. Ouça as ótimas 'Wise Blood', 'Hot Girl', 'I Never Wanted You' e 'Natural Disaster'. Bom registro.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

LÊ ALMEIDA NO RIO (QUINTA,13/08)

BROTHER/GHOST "Black Ice" (2009)


01 Black Ice (2:24)
02 Waal (6:01)
03 Touch Something and Say Dead (5:29)
04 Baby Sharks Pt. One (6:23)
05 Baby Sharks Pt. Two (2:25)
06 Black Ice Reprise (1:03)
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Referências: Banda americana de Austin, no Texas. Post-Rock, Experimental, Ambient, Shoegazer. O primeiro contato com o Brother/Ghost é estranho, a faixa título 'Black Ice' é algo inexplicável, mas não se engane, passe para a espetacular 'Waal', começo lentinho hipnótico que se transforma em uma explosão de guitarras, tudo embalado por um vocal baixo e arrastado, já vale o disco, como se Mogwai, Low e Sigur Rós se encontrassem. Sterling Dowdy, Colby James, Jasper den Hartigh e Brandon Newton formam o Brother/Ghost (definitivamente Austin é o lugar a se estar nos Estados Unidos, já reparou a penca de bandas que circula por lá?). Na sequência vem 'Touch Something And Say Dead', uma espécie de Radiohead fase "Amnesiac", sombria e encantadora. "Black Ice" é debut dos texanos, lançado pela Mt. Hope Revival Records. 'Baby Sharks Pt. 1' também é linda, assim como a parte 2, mais intensa e noise. As experiências por aqui são múltiplas, visto as músicas que acabam bruscamente ou que se colam em outras. Um belo e obscuro registro.

TEENAGE FANCLUB "Everything Flows" & "God Knows It's True" (1990)

01 Everything Flows (5:12)
02 Primary Education (2:50)
03 Speeder (1:36)
04 Don't Cry No Tears (2:30)
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01 God Know's Its True (4:58)
02 Weedbreak (2:39)
03 So Far Gone (3:20)
04 Ghetto Blaster (1:53)
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Download
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Referências: Banda escocesa de Bellshill. Indie-Rock, Noise, Powerpop e nessa época com um pé no Shoegazer. Prediletíssimos os escoceses do Teenage Fanclub já apareceram por aqui antes com "Thirteen", de 1993, e "Howdy!", de 2000, comentei na época que esse discos estavam ali por representarem algum momento especial e que meus preferidos do Teenage eram os perfeitos "Bandwagonesque", de 1991, e "Grand Prix", de 1995. Desta vez Norman Blake, Raymond McGinley, Gerard Love e Francis MacDonald voltam ao Amor Louco em função de duas músicas, ou melhor duas pérolas: 'Everything Flows' (fácil no meu Top 5 eterno) e 'So Far Gone' (digamos que essa entraria num Top 100), minhas músicas preferidas dos escoceses. 'Everything Flows' é do primeiro disco da banda, "A Catholic Education", de 1990 (além de ter virado Single), e 'So Far Gone' está no Single "God Knows It's True", também de 1990. Uma postagem sem muitos rodeios, quem não conhece ouça essas duas pérolas e entenda, além dos Singles por inteiro, lançados pela Paperhouse Records. Nesse período o Teenage Fanclub era um das bandas mais magníficas do meio Indie mundial. Obrigatório.

domingo, 9 de agosto de 2009

TORTOISE "Millions Now Living Will Never Die" (1996)


01 "Djed" – 20:57
02 "Glass Museum" – 5:27
03 "A Survey" – 2:52
04 "The Taut And Tame" – 5:01
05 "Dear Grandma And Grandpa" – 2:49
06 "Along the Banks Of Rivers" – 5:50
07 "Gamera" – 11:55
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Download
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Referências: Banda americana de Chicago, Illinois. Post-Rock, Experimental, Jazz, Minimalismo. Esse disco vale exatamente o selo que vinha colado nele quando foi lançado aqui no Brasil pela Trama (que na época lançou a discografia deles por aqui), "Clássicos do Rock Alternativo". Esse é o melhor disco do Tortoise ("TNT", de 1998, é outra pérola da banda), uma espécie de Deus no ambiente Post-Rock, ouça a exuberante 'Glass Museum' e entenda o culto aos insanos e viajados americanos. Dan Bitney, Doug McCombs, Jeff Parker, John Herndon e John McEntire formam essa fábrica de experiências e obscuridade, em alguns momentos você fica perdido em meio ao combo de influências desse "Millions Now Living Will Never Die", terceiro disco da banda lançado pela cult Thrill Jockey Records. A banda já passou por aqui, em 2006, e fez shows que deixavam todos de cabelo em pé e flutuando. Ouça também as ótimas 'Along the Banks Of Rivers', 'The Taut And Tame' e 'Gamera' (essa última sensacional). Ótimo disco.

COLOR WALL "Flower EP" (1997)


01 Flower (4:55)
02 My Eyes (5:09)
03 Come Up Breathing (4:39)
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Referências: Banda americana de Los Angeles, Califórnia. Shoegazer, Dreampop, Indie-Rock. O poder de alguns discos, EP's ou singles encontra-se em momentos por vezes imperceptíveis a outros olhos e ouvidos, mas completamente magistrais e fundamentais aos seus ouvidos e sentimentos. 'Flower', música do Color Wall que abre esse Single lançado pelos californianos em 1997, é assim, fabulosa (não é normal colocarmos singles sozinho por aqui, mas esse furou a fila). Formados por Jeff Burgee (vocais, guitarra), Andrew Loeser (bateria), Justin Billmeier (guitarra) e Andrew Katos (baixo) o Color Wall gerou um pequeno burburinho em torno de "The View From Above", disco cheio deles lançado em 2004 pela Lazy Suzan Records. Mas antes disse prove "Flower", single ainda dos anos 1990. 'Flower' e 'My Eyes' são devastadoras, 'Come Up Breathing' é um tostão abaixo mas completa essa bolachinha e seus 15 minutos preciosos. Obrigatório.

PINK NOISE TEST "Electric Train EP" (1996)

01. Sink (3:59)
02. All the Same to Me (4:10)
03. Electric Train(4:11)
04. Everybody's Star (7:33)
05. Smile (10:49)
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Referências: Banda americana de Los Angeles, California. Indie-Rock, Noise, Shoegazer. O Pink Noise Test bebeu todas suas energias na fonte dos irmãos Reid, "Electric Train EP" é 100% influenciado por Jesus And Mary Chain, uma espécie de "resumo" da obra dos escoceses, já que temos influências de todos os discos. 'Electric Train', a música, chega até confundir ouvidos mais desatentos. Formados por Lawrence Glass, Kirk Hellie e Peter Kelly o Pink Noise Test nasceu na outrora ácida Los Angeles (nota-se algo de Beach Boys solto por aqui também) em 1994 e teve curta duração. "Electric Train EP" foi seu primeiro lançamento, pela Boy's Life Records, em seguida um Single ("I Can't Stand It") e seu único disco cheio, "Plasticized" (1997) pela Interscope Records. As guitarras fuzz e as batidas eletrônicas são maravilhosas. Além disso em 'All The Same To Me' uns vocais, de Lawrence Glass, afetados por Ian McCulloch dão mais um brilho a esse ótimo EP. Ouça alto.

sábado, 8 de agosto de 2009

93 MILLION MILES FROM THE SUN "Self Titled" (2009)


01 Step Into The High (4:42)
02 The Times We Have Are Now (11:30)
03 Yesterday Morning (5:02)
04 Lost (6:58)
05 Brighten The Sky/Room 1 (6:44)
06 City Lights (7:56)
07 Everyday Its Time (6:01)
08 July Sky (6:06)
09 Everything I Need (4:38)
10 Take Me Away (6:18)
11 Darke Star (2:16)
12 Forever Soon (6:46)
13 Room 2 (3:13)
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Referências: Banda inglesa de Doncaster. Shoegazer, Noise, Indie-Rock. 'Step Into The High' é fantástica, dessa forma os ingleses do 93MillionMilesFromTheSun abrem esse espetacular disco, debut da banda lançado pela Parallax Sounds, a música é tão boa que parece sair de "Nowhere" do Ride, claro que em um volume bem mais alto e com ruídos mais intensos (antes de continuar o disco ouça novamente!!!). Formados por Nick Mainline (guitarra, vocal), Rob Hogg (baixo) e Jack Straker (bateria), o 93 Million usa suas camadas de guitarras, sempre altas, como seu cartão de visita, uma espécie de união entre um Ride mais ácido e um My Bloody Valentine mais melódico. Quando começa 'The Times We Have Are Now' você já está no furacão noise e cíclico dos ingleses, mais um clássico instantâneo, assim como 'Yesterday Morning' e seus vocais sumidos em meio aos pedais, o mesmo pra hipnótica 'Lost' (com umas quebras de ritmo totalmente Ridee guitarras J&MC). Esse é um daqueles discos que você ouvi no mínimo duas vezes logo de cara, uma maravilha. Obrigatório.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

THE LOW FREQUENCY IN STEREO "Futuro" (2009)


1 Turnpike (3:39)
2 Texas Fox (4:07)
3 Geordie La Forge (4:08)
4 Mt. Pinatubo (6:55)
5 Starstruck (3:23)
6 Sparkle Drive (4:04)
7 The End Is The End (5:29)
8 Solar System (9:21)
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Referências: Banda de Haugesund, Noruega. Indie-Rock, Post-Rock, Lo-Fi e muito mais. Esse disco dos nórdicos do The Low Frequency In Stereo não podia ter outro nome, "Futuro" marca uma das maiores fusões de ritmos, caminhos, tendências e loucuras de uma banda, algo perdido sem definição, solto no futuro. O disco abre ('Turnpike') com uma cara de vanguarda experimental, algo sofisticado, mas não se engane pois na sequência vem a fofa e redondinha 'Texas Fox', docinha, pra dançar e tudo mais, o mesmo ocorre com a espetacular 'Geordie La Forge', algo próximo a Stereolab. O mesmo clima continua em 'Starstruck'. Per Steinar Lie (baixo, vocais), Ørjan Haaland (bateria, vocais), Hanne Andersen (guitarra, teclados, vocais), Njål Clementsen (guitarra, vocais) e Linn Frøkedal (guitarra, teclado, vocais) fazem o Post-Rock flertar com o Pop sem receios e de forma doce. Mas o creme principal estar por vir em 'Sparkle Drive' (desde já na listinha das melhores músicas de 2009), uma maravilha só. Em 'Mt. Pinatubo' e 'Solar System' a veia experimental do Low Frequency fica mais latente. "Futuro" é o quarto disco da banda, lançado pelo selo de Oslo Rune Grammofon Records. Mais uma pérola obrigatória.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

TELSTAR PONIES "In The Space Of A Few Minutes" (1995)


1 The Moon Is Not A Puzzle (5:10)
2 Lugengeschichte (4:10)
3 Not Even Starcrossed (5:01)
4 Maya (3:49)
5 Two's Insane (4:52)
6 Moon, Don't Come Up Tonight (3:25)
7 Monster (4:51)
8 Side Netting (4:39)
9 Her Name (4:21)
10 Innerhalb Weniger Minuten (3:17)
11 I Still Believe In Christmas Trees (2:57)
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Referências: Banda escocesa de Glasgow. Indie-Rock, Noise, Experimental. Logo na abertura esse "In The Space Of A Few Minutes" se torna necessário, a espetacular 'The Moon Is Not APuzzle' e sua alternância nos vocais, de David e Rachel, é um primor. Quando você ainda está em transe começa a neurótica 'Lugengeschichte', Sonic Youth aos cubos. As conexões com o Amor Louco aqui ocorrem aos montes, como em qualquer banda escocesa, vamos aos fatos: David Keenan (vocais, guitarra) passou pelo 18 Wheeler, Brendan O’Hare (bateria, guitarra, vocais) pelo Teenage Fanclub e Richard Youngs (vocais, teclados, guitarra) teve um projeto sensacional ao lado de Simon Wickham-Smith (lançaram o sombrio e obrigatório "Ceaucescu" em 1992). O disco continua e a acidez chega ao máximo em 'Not Even Starcrossed', uma fusão de Suicide com Sonic Youth, poderosa. Completavam a banda, já em uma segunda formação, Rachel Devine (vocais, guitarra, violino) e Gavin Laird (baixo, vocais). "In the Space of a Few Minutes", lançado pela Fire Records, foi o debut desse projeto que durou apenas três anos e destilava Krautrock aos quatro cantos, ouça 'Her Name' urgentemente. Um disco simplesmente sensacional, confira!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

HENRY'S DRESS "Bust 'Em Green" (1996)


1. Way She Goes
2. Target Practice
3. Winter '94
4. Hey Allison
5. Treefort
6. Get Yourself Together
7. Jimmy
8. Sunshine Proves All Wrongness
9. All This Time for Nothing
10. Zero/Zero/Zero
11. Not Today
12. Self Starter
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Referências: Banda americana de Albuquerque, Novo México. Indie-Rock, Noise Pop, Lo-Fi. "Bust 'Em Green", assim como o EP anterior "Henry's Dress" de 1995 (confira lá no The Blog That Celebrates Itself) , é uma pérola das mais saborosas e ácidas. Os americanos do Henry's Dress tiveram vida curtíssima (1993/1996), nesse período lançaram esses dois registros pela Slumberland Records. Aqui o Lo-Fi, o Pop e o Noise se misturam perfeitamente, você ouve canções singelas/delicadas como 'Treefort' seguidas de ataques sonoros noise como 'Get Yourself Togheter', e o melhor soam como sinfonia em seus ouvidos. Amy Linton, Matt Hartman e Hayyim Sanchez formam o Henry's Dress e combinam Velocity Girl, Beat Happening, Built To Spill e Big Black. "Bust' Em Green" é o debut do trio (encerrado em seguida), e seus menos de 30 minutos são intensos e obrigatórios, ouça as indispensáveis 'All This Time For Nothing', 'Hey Allisson', 'Target Practice' e 'Zero/Zero/Zero'. Um disco indispensável.

EDRIA "Regret" (2003)


01 Regret 2:55
02 Your Blue Room 4:27
03 Last Breath 4:17
04 Crimson 4:00
05 Fallen (Intro) 1:34
06 Fallen 3:59
07 Sundown 6:40
08 Bottled Up (Intro) 1:00
09 Bottled Up 4:30
10 Venus Cafe (Intro) 0:40
11 Venus Cafe 3:35
14 Jefferson Texas 10:14
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Referências: Banda americana de San Francisco, California. Shoegazer, Dreampop. Quando 'Your Blue Room' começa a rodar e você é jogado dentro desse mundo feito de vocais preguiçosos e guitarras cíclicas que te prendem como algemas, você percebe que um grande disco virá, sem muito esforço. E vem, sem grandes alardes, um disco simples, sem muitos ruídos, mas cheio de guitarras e uma atmosfera belíssima, um Shoegazer limpo (alguns momentos mais escuros e barulhentos), a essa altura 'Fallen' já está tocando, fantástica. O Edria é formado por Janina (vocal), Cyrus (vocal, guitarra), Bones (baixo), Adelbert (guitarra) e Shawn (bateria) e é diretamente influenciado por Cocteau Twins, Lush e Slowdive, sem contar os traços de New Order (ainda pós-punk) solto pelo disco. 'Sundown' é mais um clássico direto, difícil escolher uma preferida por aqui. "Regret" foi lançado pela Velvet Vynil e tem sabor agridoce, como Jesus & Mary Chain. Ótimo disco, pra fechar a hipnose de 'Jefferson Texas'.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

DAYLIGHT'S FOR THE BIRDS "Trouble Everywhere" (2006)


1. To No One (4:29)
2. Worlds Away (3:18)
3. Flicker (4:24)
4. For Now (4:45)
5. Trouble Everywhere (4:58)
6. Early Summer (7:08)
7. Bad Sleep Well (3:30)
8. Please (4:57)
9. Try (2:48)
10. Everybody In The Pool (5:37)
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Download
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Referências: Banda americana de New York. Indie-Rock, Dreampop, Shoegazer. O som hipnótico do Daylight's For The Birds é algo que você não vai conseguir ficar sem, basta uma única audição de "Trouble Everywhere" para essa vigem sem volta. Formados por Philip Wann (vocal, teclados, guitarra), Jay Giampietro (guitarra), Brad Conroy (bateria) e Amanda Garrett (vocal), o quarteto novaiorquino é uma combinação entre a flutuação experimental de um Spiritualized e uma melancolia que lembra Low e Slowdive, tudo com os singelos e etéreos vocais de Amanda Garrett. "Trouble Everywhere", debut da banda lançado pela This Generation Records, é uma beleza, começa mais noise e alto e vai ganhando suavidade, na medida certa, pro fim. O disco abre com a ótima 'To No One', vocais angelicais abafados em um ruído que vai até o fim da música. As perólas vão desfilando em "Trouble Everywhere", caso da quase ácida 'Words Away', da espacial 'Flicker' e da hipnótica e destruidora 'Early Summer'. Um ótimo disco, lento e alto de forma precisa.

CARISSA'S WIERD "Songs About Leaving" (2002)


1. You Should Be Hated Here
2. Silently Leaving the Room
3. So You Wanna Be a Superhero
4. September Come Take This Heart Away
5. Ignorant Piece of Shit
6. Piano Song
7. They'll Only Miss You When You Leave
8. New Holiday (November 16th)
9. Farewell to All These Rotten Teeth
10. Sofisticated Fuck Princess Please Leave Me Alone
11. Low Budget Slow Motion Soundtrack Song for the Leaving Scene
12. (March 19th 1983) It Was Probably Green
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Referências: Banda americana de Seattle. Indie-Rock, Slowcore, Sadcore. Já citei aqui algumas vezes como a tristeza e a melancolia podem alcançar em certos momento o ápice da beleza (lembro de ter comentado isso com o Picture Center, Tram e At Swim Two Birds, não sei se exatamente nos textos). Mais uma vez esse fato ocorre, agora com o espetacular Cassica's Wierd e seu delicado/frágil/belo "Songs About Leaving". Um dos membros do Cassica's, Mat Brooke, já tinha pintado por aqui com sua banda seguinte (o Cassica's Wierd durou entre 1995/2003), o Band Of Horses e seu ótimo disco "Everything All The Time" (2006). Ao ouvir 'So You Wanna Be A Superhero' um novo mundo se forma, imediatamente entra pra seleta listinha de prediletas de sempre, uma melodia que imediatamente lembra Felt acompanhada pelos vocais sublimes de Jenn Ghetto, já vale o disco. Mas tem muito mais em "Songs About Leaving", segundo disco da banda lançado pela Sad Robot Records. 'You Should Be Hated Here', 'Silently Leaving The Room' e 'The Piano Song', ao fim dessa fiquei imóvel por uns segundos. Sem contar a épica 'They'll Only Miss You When You Leave'. Um disco pra anos e anos, sublime.

domingo, 2 de agosto de 2009

THROW ME THE STATUE "Moonbeams" (2007)


1. Young Sensualists
2. Lolita
3. Mutinous Dream
4. Your Girlfriend's Car
5. Conquering Kids
6. About to Walk
7. Yucatan Gold
8. Stupid Stone
9. This Is How We Kiss
10. Groundswell
11. Written in Heart Signs, Faintly
12. Take It or Leave It
13. The Old Believer
14. Moonbeams
15. Happiest Man on This Plane
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Download
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Referências: Banda americana de Seattle. Indie-Rock, Lo-Fi, Indiepop, somados a uma envolvente Drum Machine e outras eletronices fofas. O Throw Me The Statue nasce como um projeto solo de Scott Reitherman, mais tarde esse passa a contar com a presença de Aaron Goldman, Jarred Grimes e Charlie Smith, dando cara de banda ao TMTS. O som do quarteto é daqueles grudentos e assobiáveis, algo entre Weezer, Nada Surf, Ben Kweller e Belle & Sebastian. "Moonbeams", o debut dos americanos lançado pela Baskerville Hill, é um disco ensolarado e alegre, com uma ou outra mais lenta, como as belíssimas 'Moonbeams' e 'Happiest Man On This Plane'. Em 2008 o mesmo "Moonbeams" foi relançado pela bacaníssima Secretly Canadian, por onde também lançaram "Creaturesque" (2009). É botar 'Young Sensualites', 'Lolita', 'A Mutinous Dream', 'This Is How We Kiss', 'About To Walk', 'Yucatan Gold' e 'Stupid Stones' e se divertir. Ótimo disco.

TAKEN BY CARS "Endings Of A New Kind" (2008)


1 Intro (0:51)
2 Uh Oh (3:38)
3 The Blackout (3:09)
4 Colourway (4:09)
5 A Weeknight Memoir (In High Definition) (3:37)
6 All for a Tuesday (4:16)
7 Logistical Nightmare (3:52)
8 Untitled (0:13)
9 December 2 Chapter VII (4:51)
10 The Afterhours (4:35)
11 Stereolove (4:48)
12 Neon Brights (3:28)
13 Shapeshifter (8:33)
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Referências: Banda de Manila, Filipinas. Indie-Rock, New Wave, Pós-Punk, ecos Shoegazer e energia, um disco pra cima sempre. Não é de hoje que o Rock asiático tem atenção especial por aqui, o Taken By Cars (TbC) e seu ótimo "Endings Of A New Kind" é audição obrigatória, e mais, muito prazerosa, tipo de disco que você bota pra rodar e as músicas voam de tão boas. Quando você está ouvindo 'Uh Oh' quando menos percebe 'The Blackout', 'Colourway' e 'A Weeknight Menoir' já se colaram, todas excelentes (a essa altura já é impossível ficar parado). Formados por Sarah Marco (Vocais), Bryce Zialcita (Guitarras), Siopao Chua (Guitarras), Isa Garcia (Baixo) e Bryan Kong (Bateria/Sampler), o TbC ecoa Bloc Party, Interpol e Yeah Yeah Yeahs pelos quatro cantos (com um "Q" shoegazer solto pelo disco, principalmente na absurda 'December 2 Chapter VII'). "Endings Of A New Kind", lançado pela Party Bear Records, além das já citadas é cheio de pérolas, 'Neon Brights', 'All For A Tuesday' e a hipnótica 'Shapeshifter' são provas disso. Excelente e urgente.

sábado, 1 de agosto de 2009

FOLDER "Inside EP" (2008)


01 The Bad Parts (3:24)
02 Anissed (3:48)
03 Fluffies (3:30)
04 Thousand Places (3:38)
05 The Bad Parts - Projekt A Ver (3:28)
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Referências: Banda de Gdańsk, Polônia. Indie-Rock, Shoegazer, Dreampop. Mais uma precisosidade vinda do leste europeu, depois do George Dorn Screams a Polônia nos brinda com o bacaníssimo Folder e seu debut, o EP "Inside", lançado pela Trastienda NetLabel. Formados em 2006 o Folder em pouco tempo soltou essa pérola, quase Shoegazer (pelas texturas e atmosfera criada) quase Pop (pelo apelo melódico em alguns momentos), obrigatória pra embalar nossas festas e audições afins. As músicas, que grudam em sua mente rapinho, se completam, 'The Bad Parts', 'Anissed', 'Fluffies' e 'Thousand Places' são perfeitas, com gostinho agridoce inebriante. Esse ano lançaram seu disco cheio "Red Lof", pela Nasiono Records, outra pérola. A banda tem na sua formação Joanna Kuzma (vocais), Mariusz Kuzownik (guitarra), Jedrek Chrapek (baixo) e Marcin Miskiewicz (bateria) e a audição desse EP é necessária e urgente.

LSD AND THE SEARCH FOR GOD "Self Titled" (2006)


01. This Time (3:18)
02. I Don't Care (4:02)
03. Backwards (4:18)
04. Starting Over (5:04)
05. Starshine (5:19)
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Referências: Banda americana de San Francisco, California. Shoegazer, Noise, Experimental. Esse EP dos californianos do LSD & The Search For God é um espetáculo, efeito devastador em apenas cinco músicas com guitarras/guitarras/guitarras cheias de ruídos e vocais abafados e angelicais, tipo de pérola que me conquista sem fazer muita força, logo na primeira audição. Formados por Chris Fifield (guitarra), Sophia Campbell (vocal), Caleb Rush (baixo), Kevin Crouse (bateria) e Sandy Liszt (guitarra, vocal), o LSD é consistente (em barulho que fique claro) como My Bloody Valentine e delicado (entenda-se na fofura de Sophia) como Cocteau Twins. Além disso (tem mais?), a banda tem ecos espaciais, coisa de flutuar/levitar, ouça 'Starshine' de olhos fechados e estará nas nuvens em segundos. Um EP poderoso lançado pela Mind Expansion Records. Obrigatório, 'This Time' e 'I Don't Care' são maravilhosas.