quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
HEARTS OF BLACK SCIENCE "The Ghost You Left Behind" (2007)

1 Snowfall
2 Miles
3 Revolvers
4 Walking With The Sun
5 To Kill The Ghost You Left Behind
6 Empty City Lights
7 In A Park
8 Fading Evening Star
9 Driverlights
10 Serene
11 Silver
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Referências: Banda de Gothenburg, Suécia. Indie-Rock e Eletrônico, cheio de texturas Shoegazer e Pós-Punk. "The Ghost You Left Behind", primeiro disco cheio dos suecos, lançado pela inglesa Club AC30 combina perfeitamente beats e escuridão, em alguns momentos você acha que tem sintetizadores demais, mas é cara da banda mesmo (apesar de preferir quando a linha é mais caótica), algo que lembra em alguns momentos Mew e Radio Dept., nas horas mais sombrias Tv On The Radio vem fácil aos ouvidos. Formam o Hearts Of Black Science, uma dupla na verdade, Daniel Änghede (Vocais/Guitarras/Baixo) e Tomas Almgren (Sintetizadores/Arranjos/Mixagem). Antes de "The Ghost You Left Behind" lançaram dois ótimos singles, também pela Club AC30, as duas melhores músicas desse disco, 'Empty City Lights' e 'Driverlights' (além de dois EPs independentes), ainda destacam-se outras tantas, como 'In a Park', 'Snowfall' e 'Revolvers'. Ótimo disco.
ELIKA "Self Titled" (2006)

01 Elliptical White Tablet (1:58)
02 Fire (4:46)
03 You're Not Safe At All (4:56)
04 Siesta (3:29)
05 Building Around It (4:08)
06 December (1:00)
07 We Stay The Same (3:05)
08 Employment (2:40)
09 Farewell (1:10)
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Referências: Banda americana de Brooklyn, New York. Space-Rock, Shoegazer, Eletrônico, Ambient. Esse disco da dupla nova-iorquina vale de cara só pela belíssima 'Fire', espetacular. As referências aqui ficam entre Slowdive e Love Spirals Downwards, com ecos de Spacemen 3. O disco segue e 'You're Not safe At All' continua no mesmo clima, ótima. A combinação entre guitarras espaciais e botões eletrônicos funciona na medida certa e dão charme ao disco, 'Building Around It' lembra Radiohead, com beats e melancolia. Evagelia Maravelias (vocais, teclados, bateria) e Brian Wenckebach (guitarra, baixo, teclados, programações) formam o Elika. "Elika" é o debut da dupla, lançado pela thisquietarmy Records, depois a banda lançou "Trying Got Us Nowhere", via Fiercely Independent Records (esse com mais guitarras). Ainda destacam-se aqui, 'We Stay The Same' e a densa 'Siesta'. Grande registro.
THE XX "Self Titled" (2009)

01 "Intro" – 2:08
02 "VCR" – 2:57
03 "Crystalised" – 3:22
04 "Islands" – 2:41
05 "Heart Skipped a Beat" – 4:02
06 "Fantasy" – 2:38
07 "Shelter" – 4:30
08 "Basic Space" – 3:08
09 "Infinity" – 5:13
10 "Night Time" – 3:37
11 "Stars" – 4:23
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Referências: Banda inglesa de Londres. Indie-Rock, Lo-fi, Dreampop, Eletrônico. Deixe o hype de lado e ouça esse maravilhoso disco do The XX, algo perdido entre The Kills, Pixies e Yeah Yeah Yeahs e Young Marbles Giants (mais para a simplicidade deste último). Formados por Romy Madley Croft, Baria Qureshi, Oliver Sim e Jamie Smith o The XX é uma das atuais "bandas favoritas" da Inglaterra, tudo pelo furor causado com o lançamento de 'Crystalized', single que saiu junto ao disco cheio. Nada de novo, pelo contrário tudo muito simples, mas confesso, não paro de ouvir esse disco do XX. "The XX" é o debut da banda, lançado originalmente pela Young Turks Records (depois ganhou edição via Rough Trade). Ouça as pequenas pérolas pop, 'VCR', 'Islands' (a melhor do disco), 'Crystalized' e 'Heart Skipped a Beat'. Diversão certa. Ótimo.
sábado, 26 de setembro de 2009
LET AIRPLANES CIRCLE OVERHEAD "Self Titled" (2006)

01 Pentagross (6:22)
02 That Was No Accident (1:37)
03 Fury Against The Formless (7:56)
04 I Laughed Until I Stopped Laughing (6:01)
05 Rwanda (5:40)
06 Untitled (2:45)
07 Hired Guns Of The Old West (12:15)
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Referência: Banda inglesa de Carlisle. Post-Rock, Noise, Experimental. Esse debut dos ingleses é um absurdo de bom, discaço. Mesmo quem não curte as longas e repetitivas viagens Post-Rock irá gostar, afinal o disco é um petardo, o registro mais Noise já feito por uma banda de Post-Rock, as explosões sonoras são mais típicas que o normal, o que torna o disco muito barulhento, um deleite. Pra completar a maior referência aqui fica por conta dos queridíssimos escoceses do Mogwai, mestres do estilo. Formados por Luke Roberts (guitarra), David Langfield (bateria) e James Johnson (baixo), o Let Airplanes Circle Overhead não nos deixa sentir falta de vocal em nenhum segundo, nem nos doze minutos da espetacular 'Hired Guns Of The Old West', a parte final dessa preciosidade é um dos momentos mais noises a pintar por aqui. "Let Airplanes Circle Overhead" é o debut e único lançamento da banda, via Motivesounds. O disco é bem coeso e não deixa espaço pra momentos ruins, mas além do fim apoteótico destaca-se a ótima 'Rwanda'. Obrigatório.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
CYMBALS EAT GUITARS "Why There Are Mountains" (2009)

01 And The Hazy Sea (6:13)
02 Some Trees (Merritt Moon) (2:28)
03 Indiana (3:34)
04 Cold Spring (5:49)
05 Share (7:03)
06 What Dogs See (4:15)
07 Wind Phoenix (Proper Name) (5:16)
08 Living North (2:31)
09 Like Blood Does (7:33)
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Referências: Banda americana de Staten Island, New York. Indie-Rock, Psicodelia, Experimental. Bem-vindo aos anos 1990! De cara a espetacular 'And The Hazy Sea', desde já uma das músicas do ano, é uma combinação perfeita de ícones dos anos 1990, Pavement, Sebadoh, Flaming Lips e Built To Spill, some a isso um vocal berrado no estilo At The Drive-In (ouça 'Wind Phoenix' e entenda, em momentos mais calmos lembra Wayne Coyne), quando 'And The Hazy Sea' acaba você já está na palma das mãos dos nova-iorquinos, e tem mais. Formados por Joseph Ferocious (Vocais/Guitarras), Brian Hamilton (Teclados), Neil Berenholz (Baixo/Vocais) e Matthew Miller (Bateria), o Cymbals Eat Guitars ouviu muito Pavement (maior referência por aqui) e Dinosaur Jr. ('Some Trees' é J. Mascis e companhia até o talo, ótima). "Why There Are Mountains", lançado de forma independente pela banda, é primoroso. O ar displicente e largado (típico de Stephen Malkmus) também é visto por aqui. Um dos discos que mais tem rodado por aqui. Ótimo.
THE FETALS "Fetalmania" (1994)

01 What's Going On (4:50)
02 State To Be In (2:36)
03 I Am A Criminal (4:48)
04 Utter Frustration (1:49)
05 Desert Lands (4:53)
06 Classical (4:52)
07 It's Alright (2:26)
08 Sparks Fly (4:13)
09 Swamp (6:07)
10 Static (4:10)
11 Terrible Thing (6:47)
12 Human Weakness (1:18)
13 Victim (3:29)
14 Ice Queen (6:12)
15 Anthem No.2 (4:30)
16 Why (4:00)
17 Holocaust (5:25)
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Referências: Banda de Auckland, Nova Zelândia. Experimental, Pós-Punk, Eletrônico, Art-Rock. Viagem, das mais ácidas e turbulentas. Achei esse cd perdido nos "experimentais" da loja, confesso que não conhecia, mas a curiosidade com a capa simples e o nome da banda me fizeram gastar uns trocados nele, valeu a pena, adorei a viagem proporcionada pelo Fetals, daqueles discos pra se ouvir de anos em anos e notar a necessidade de tê-lo por perto. Formados no início dos anos 1980 o The Fetals, também conhecido em alguns lugares como Fetus Productions, tinha na sua formação original, Jed Town, Sarah Fort e Mike Brookfield. "Fetalmania" foi lançado originalmente em 1983 como EP, com 6 músicas via Normal Records. A obscuridade da banda tornou os lançamentos (quatro discos: "Fetus Product", 1981, "Environmental", 1984, "Luminous Trails", 1985, e "Intensive Care Unit", 1989) meio "escondidos", a banda terminou em 1989. "Fetalmania" foi relançado, nesse formato com 17 músicas, em 1994 pela alemã QDK Records. Mais de 70 minutos de caos, com um ar meio Lo-fi (acredite!). Destacam-se, 'Sparks Fly', 'State To Be In', 'What's Going On', 'Static' e 'Holocaust'. Bom disco.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
CLOUDLAND CANYON "Lie In Light" (2008)

01. Krautwerk (6:57)
02. White Woman (5:54)
03. You & I (6:25)
04. Scheiße Schatzi, Auf Wiedersehen (4:10)
05. Heme (6:59)
06. Lie in Light (5:33)
07. Mothlight Part 1 (2:59)
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Referências: Banda com conexão direta entre Estados Unidos e Alemanha, base de seus dois membros, os desorientados Simon Wojan e Kip Uhlhorn. O que temos aqui é Psicodelia, Krautrock, Experimental, Psycho. Mais uma daquelas doces (aqui bem mais pra ácida) loucuras lançadas pela Kranky Records, lar dessas preciosidades ácidas modernas. O clima é tenso, as músicas não seguem caminhoas normais, o caótico se desenha a cada segundo, ecos de Faust, Kraftwerk e Deerhunter (esses só nos momentos mais "claros") são percebidos facilmente. Destacam-se nesse "Lie In Light", terceiro disco da banda (primeiro via Kranky), as ótimas 'Krautwerk', 'White Woman', 'You & I" e 'Mothlight Part 1'. Antes desse petardo a dupla tinha lançado outros experimentos sonoros, "Requiems Der Natur 2002-2004" (Tee Pee Records, 2006) e "Exterminating Angel" (Holy Mountain Records, 2007). Aproveite, mas antes de entrar nessa viagem aperte os cintos. Não é pra qualquer ouvido. Ótimo registro.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
LE CORBEAU "Le Corbeau" (2008)

01 Blood Orange Moon (2:09)
02 Burnt Violet Sky (3:52)
03 Yeux Noirs (5:37)
04 1957 (4:47)
05 Dreamland (1:18)
06 Sawtoothed Hills (4:00)
07 Angels (4:28)
08 Angelo (1:37)
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Referências: Banda de Oslo, Noruega. Indie-Rock, Shoegazer, Experimental, Space-Rock. Meus amigos, se preparem para uma das viagens mais intensas a pintar por esse espaço, Le Corbeau. Sheogazer-Experimental-Espacial, cortesia de Øystein Sandsdalen, responsável por tudo nesse disco homônimo com climão de Jesus & Mary Chain e conexões com o pessoal do Serena Maneesh. Não espere por guitarras altas/noise, cheia de efeitos e feedbacks, não terá, no entanto o ar misterioso/hipnótico das canções é espetacular, sem contar com o hit imediato e destruidor, a poderosa e perfeita 'Burnt Violet Sky', o memento mais "pulsante" do disco. "Le Corbeau" é o debut dos noruegueses, lançado pela Hemul Records. Ao vivo acompanham Sandsdalen, Tord Riverendings (bateria), Henning Sandsdalen (baixo), Henrik Lie (guitarra), Dag Stiberg (sax), Yngve Hilmo (percussão), Mette Breddam (vocals). Em 2009 lançaram o também bacaníssimo, "Evening Chill / Montreal Of The Mind", via Fysisk Format Records. Ótimo disco.
SNOWDONNAS "Over Now" (2003)

01 Edison (3:52)
02 Burn (4:50)
03 DeStination Girls (4:45)
04 Heartache (5:36)
05 Watchful Waiting (7:07)
06 Rocket Cherries (4:33)
07 I Can't Breathe (5:27)
08 Over Now (5:15)
09 Your Love (Death of an Astronaut) (7:11)
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Referências: Banda americana de Fort Worth, Texas. Indie-Rock, Shoegazer, Pós-Punk. As referências no som dos texanos do Snowdonnas ficam perdidas entre Ride, Catherine Wheel e The Cure, ecos de shoegazer com climas escuros e um pé no pós-punk, intenso e melódico. Formados em 2001 por Tim White (vocais, guitarrra), Otto (baixo), Bysshe (guitarra, sintetizadores) e Niki Saukam (bateria), o Snowdonnas durou pouco mais de 5 anos, tempo de lançar apenas esse "Over Now", debut da banda via Ballyhoo Withdrawal Records. As pérolas desfilam por esse ótimo "Over Now", casos de 'I Can't Breath' (minha prediletíssima, intensamente Ride), 'Burn', 'Edison', 'Over Now' (a introdução rapidamente te remete a 'Cracking Up' do Jesus & Mary Chain) e 'Watchful Waiting', essa última uma sinfonia hipnótica cheia de efeitos, um primor, assim como a arrastada e linda 'Your Love (...)'. Um disco brilhante, obrigatório.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
ELECTRICITY IN OUR HOMES "The Shareholders Meeting EP" (2007)

01 More Minimal (1:46)
02 Some Marvels (2:18)
03 Are They Doing Something Nasty? (1:48)
04 We Don't Need Honesty (1:52)
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Referências: Banda inglesa de Londres. Indie-Rock, Pós-Punk, Kraut-Rock. Urgência, muita urgência. Pense em Gang Of Four, some a essa pulsação algo próximo ao som do Whirlwind Heat, note que isso tudo em apenas 8 minutos, a postagem mais "curta e grossa" a passar por aqui, um petardo perfeito, é botar pra rodar e repetir por pelo menos 4 vezes. "The Shareholders Meeting EP", lançado pela britânica Modern Pop Records, é o debut dos londrinos Paul Linger (bateria, vocal), Charles Boyer (guitarra, vocal) e Bonnie Carr (baixo, vocal). Depois disso lançaram dois cultuados singles, "We Thought It Was But It Wasn't/After Many A Summer Dies The Swan" (2008, Too Pure Records) e "Gymnastics" (2009, 4AD Records), além do EP "We Agree Completely" (2009, Parlour Records). Tudo muito intenso e difícil, seus lançamentos sempre saem com número limitados de cópias. As quatro músicas se completam, uma pancada atrás da outra, sem tempo de respirar, um belo revival Pós-Punk. Ótimo.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
BREATHLESS "The Glass Bead Game" (1986)

01 Across The Water (4:54)
02 All My Eye And Betty Martin (5:22)
03 Count On Angels (4:39)
04 Monkey Talk (7:31)
05 Every Road Leads Home (3:54)
06 Touchstone (5:21)
07 Sense Of Purpose (4:20)
08 See How The Land Lies (6:28)
09 Stone Harvest (6:13)
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Referências: Banda inglesa de Londres. Indie-Rock, Shoegazer, Space-Rock, Pós-Punk. Quando o disco começa a tocar você percebe que o intenso e profundo som do Breathless, algo espacial, escuro e hipnótico, é como se Joy Division e Spiritulized tivessem se encontrado, some a isso ecos de This Mortal Coil e Wilderness (o disco tem um 'Q' urgente que lembra este último). Um caldeirão de influências que giram como um fulminate carrossel sonoro, sem dúvida alguma um dos discos (perdidos) mais bacanas da disputada década de 1980, uma música grudando na outra. 'Across The Water', 'All My Eye And Betty Martin' e 'Count On Angels', ao fim dessa sequência a sua pulsação já está alterada. "The Glass Bead Game", lançado pela Tenor Vossa Records, é o debut dos londrinos, antes uma série de 7" e 12" foram lançados. Formam a banda Dominic Appleton, Ari Neufeld, Gary Mundy e Martyn Watts. Em breve o segundo e não menos necessário disco da banda, "Three Times And Waving" (Tenor Vossa Records, 1987) aparecerá aqui. Clássico obscuro e obrigatório, ouça 'Every Road Leads Home' e confira.
DEARDARKHEAD "Melt Away Too Soon" (1992) & "Ultraviolet" (1993)
" Melt Away Too Soon" (1992)01 Surf's Up (5:59)
02 Crystallize (3:26)
03 Oceanside (3:15)
04 Enough (4:43)
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"Ultraviolet" (1993)01 Just For You (4:25)
02 Rollercoaster (3:27)
03 Invisible (4:05)
04 June 28th (4:10)
05 Strobelight (5:53)
06 Little Marinara (5:38)
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Referências: Banda americana de New Jersey. Indie-Rock, Shoegazer. Mais uma conexão estabelecida com o The Blog That Celebrates Itself, nosso blog-amigo preferido, que em uma postagem sobre o Deardarkhead já dizia: "(...) basicamente 1 único album e 2 dois mini albuns, isto é o que temos em registro dos americanos do Deardarkhead que desde o distante ano de 1988 fazem um mix, algumas vertentes que quer queira quer não se completam não necessariamente na ordem de tempo e espaço na sonoridade do Deardarkhead, temos o pós-punk de espectros máximos como Durutti Column, Bunnymen, Chameleons, Psychedelic Furs passando pelos dreampoppers da estirpe de Felt, Kitchens of Distinction, House of Love e fechando sua sonoridade com mestres do shoegazer como Pale Saints e Ride (...)". Era a apresentação do disco cheio deles, "Unlock the Valves of Feeling", de 1998 (que você baixa lá, além de ler a crônica na íntegra). O que pinta por aqui no Amor Louco são os dois EPs lançados anteriormente pela banda, formada por Michael Amper (vocal, baixo), Kevin Harrington (guitarra) e Robert Weiss (bateria). Duas pérolas preciosas, basta ouvir 'Surf's Up' e 'Just For You', absolutamente perfeitas. Todos os registros lançados pela Fertile Crescent Records. Obrigatório.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
SWOON "Jetglo EP" (2005) & "Everlast EP" (2006)
"Jetglo EP" (2005)01 - Encore (3:39)
02 - Slipstream (4:05)
03 - All The Answers (4:01)
04 - Moving About (4:43)
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"Everlast EP" (2006)01 - Feels Like Me (3:10)
02 - Goodsign (4:10)
03 - Part Of You (2:56)
04 - Time And Time Again (5:39)
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Referências: Banda de Kumla, mas com base em Stockholm, Suécia. Shoegazer, Noise, Indie-Rock. As primeiras informações no site da banda já indicam, "Fundada em meados dos anos 1990, o Swoon foi uma das primeiras bandas suecas a trazer para o país os sons da cena shoegaze britânica de 1989-1992", as referências ficam por conta de My Bloody Valentine, Ride, Pale Saints, Chapterhouse e House of Love. Formados por Ola Ljunggren (vocais, baixo), John Hård (guitarras, vocais) e Staffan Ljunggren (bateria), o Swoon foi responsável pela realização de 4 ótimos EPs, "Slipstream EP" (2001), "Encore EP" (2003), "Jetglo EP" (2005) e "Everlast EP" (2006), os dois últimos lançados pela Kitty Litter Records. Shoegazer clássico, 'Slipstream' e 'Encore', presentes em "Jetglo EP" são perfeitas, assim como 'Feels Like Me' ("Everlast EP"). Um revival fundamental dos melhores momentos Shoegazer (com direito a franjas e tudo mais). Dois EPs que se tornam obrigatórios em questão de segundos.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
HER VANISHED GRACE "Blue" (2009)

01 Blue (4:46)
02 Slip Away (3:46)
03 Angel (4:23)
04 Rush (3:08)
05 Remember (3:46)
06 Youth (4:52)
07 Safe (3:03)
08 Disappear (3:55)
09 Sirens (3:31)
10 Countdown (5:02)
11 Outside In (3:50)
12 I Do (3:46)
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Referências: Banda americana de New York. Indie-Rock, Noisepop, Dreampop (com texturas Shoegazer soltas aqui e ali). Apesar das guitarras, esse ótimo "Blue" do Her Vanished Grace é altamente melódico, as varições de guitarras mais agudas e outras mais melódicas (essas mais presentes) somadas aos duplos vocais dão um ar pop (noisepop) ao disco, as bacanas 'Angel' e 'Remember' são assim. Formam a banda de New York, Nance Nieland (Guitarra, Vocais), Charles Nieland (Guitarra, Vocais), Maria Theodosiadou (Baixo) e Billy Loose (Bateria). As referências aqui ficam em Lush, New Order, Arcade Fire, My Bloody Valentine, P.J. Harvey e Cocteau Twins. Em 'Safe' o ritmo é um pouco mais acelerado, dá até pra ensaiar uns pulos, mas de uma forma geral o disco é calmo. "Blue" é o quinto disco da banda, lançado pela Athame Records, antes tinham lançado "Paradise" (2004), "Get Up" (2005), "Satellites" (2006) e "Twilight" (2007). O melhor fica pro fim, 'Sirens' e 'Countdown' são as melhores faixas do disco. Bom registro.
MELLONOVA "Mellonova EP" (2007)

01. Hideeho (5:08)
02. Cleaning The Stairs (4:02)
03. Maintain Your Happiness (4:41)
04. Beneath Augusta (5:56)
05. Accident Prone (9:22)
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Referências: Banda de Toronto, Canadá, com base em Londres. Indie-Rock, Space-Rock, Shoegazer. O disco do Mellonova é daquelas viagens certas, canções longas em ritmo cadenciado e hipnótico. Efeitos e uma certa melancolia marcam as músicas (nesses momentos o Mellonova lembra algo próximo ao querido Ask For Joy), 'Mountain Your Happiness', 'Beneath Augusta' (a explosão sonora durante essa música é o auge do disco, fantástica) e 'Hideeho' vão por esse caminho. "Mellonova EP" é o segundo registro da banda, lançado pela Aporia Records, antes em 2003 já tinham lançado o elogiadíssimo "Slighty Happy", também via Aporia Records. Formam a banda Mykal Brennan (Guitarra), Mykal Brennan (Vocais), Harley Paul (Bateria) e Harley Paul (Baixo). Pra terminar nada mais que a destruidora 'Accident Prone', urgente e cheia de variações, os vocais de Brennan parecem que vão sair disco afora. Grande registro dos canadenses, que lembram Twilight Sad.
THE WAKE "Tidal Wave Of Hype" (1994)

01 Shallow End (4:28)
02 Obnoxious Kevin (3:49)
03 Crasher (4:26)
04 Selfish (3:06)
05 Provincial Disco (3:44)
06 I Told You So (4:16)
07 Britain (5:00)
08 Back Of Beyond (2:58)
09 Solo Project (2:31)
10 Down On Your Knees (3:29)
11 Big Noise, Big Deal (5:00)
12 Brit Mix (0:41)
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Referências: Banda escocesa de Glasgow. Indie-Rock, Pós-Punk. Mais uma pérola do The Wake (se rolar um TOP 10 de bandas aqui no Amor Louco o The Wake com certeza estará dentro, só pra ficar claro a adoração pela banda). Esse "Tidal Wave Of Hype", o quarto disco da banda lançado pela Sarah Records, está mais para o pop britânico dos anos 1990, assim como já tinha sido o terceiro disco da banda "Make It Loud" (Sarah, 1990). É verdade que todo esse culto (de nossa parte) pelo The Wake, vem mais da fase inicial da banda, quando lançou pela Factory Records duas pérolas preciosas, "Harmony" (1982) e "Here Comes Everybody" (1985). Em uma escala de qualidade "Tidal Wave Of Hype" é o disco menos brilhante do Wake, o que não faz músicas como 'I Told You So', 'Selfish', 'Shallow End' e 'Provincial Disco', serem menos importantes, Wake é sempre Wake, horas mais Joy Division outras mais New Order, porém sempre fundamental. Gerard McInulty, Steven Allen, Joe Donnelly e Carolyn Allen podem tudo por aqui.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
THE CRACK BABIES "Smoking At Gas Stations" (2009)

01. Shine (2:54)
02. America (2:42)
03. Honey Believer (2:08)
04. Come On Baby Cramp My Style (2:00)
05. Pretty (2:47)
06. Turn Up The Radio! (1:50)
07. She's A Star (2:44)
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Referências: Banda de Stockholm, Suécia. As informações sobre a formação da banda são imprecisas e difíceis, parece ser uma banda de um homem só (ainda desconhecido por nós). Vamos ao som, a razão real do The Crack Babies estar por aqui, além das informações existentes. Shoegazer+Shoegazer+Shoegazer, microfonias, pedais, feedbacks e ruídos . De cara você precisa saber que 'Shine' é a canção mais próxima de Jesus & Mary Chain que já ouvi, irmãos Reid no talo, parece um b-side de alguma música de Psychocandy, a esporrenta 'America' vai pelo mesmo caminho, o mesmo com 'Honey Believer', noise em estado bruto. "Smoking At Gas Stations" foi lançado originalmente em 2005 pela britânica LostMusic Records (por onde lançaram bandas como The Manhattan Love Suicides e Celestial), como Cd-r. Em 2009 o disco ganhou novo lançamento, agora pela Odd Box Records, com uma produção gráfica mais trabalhada. As pérolas noise continuam ali, uma pancada atrás da outra, 'Turn Up The Radio!' é microfonia pura, cheia de vocais abafados, uma adoração aos deuses escoceses. Apenas 17 minutos que nos jogam em meio aos anos 1980, na barulhenta Glasgow. Obrigatório.
ROCKETSHIP "Singles: 1993-1996" (2007)
04 Golden Daffodils (1:18)
05 Unfelt (2:46)
06 Your New Boyfriend (1:53)
07 Like A Dream (5:26)
08 I'ts Gonna Be Soon (1:53)
09 The Love We Could've Had (2:06)
10 Honey, I Need You (3:01)
11 She's Gonna Make Me Cry (3:53)
12 Get On The Floor (3:31)
13 Love So Stranged (3:37)
14 All That I Now (4:56)
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Referências: Banda americana de Sacramento, California. Indie-Rock, Indiepop, Shoegazer, Dreampop. As referências nessa compilação do Rocketship serão The Field Mice, Galaxie 500, Stereolab e Sarah Records em geral, canções que variam do pop ultradoce ao ar mais melancólico e arrastado, um primor. "Singles 1993-1996" registra os singles, b-sides e faixas raras lançadas nesses três anos, anos da formação original da banda, com Dustin Reske (guitarra, vocal), Vera Brock (baixo, vocal), Heidi Barney (teclados) e Jim Rivas (bateria), depois disso cada um foi pro seu lado, menos Dustin Reske que continua com a banda até hoje. Nesse mesmo período lançaram um disco cheio, o ótimo "A Certain Smile, a Certain Sadness", pela Slumberland Records. Seus singles sairam pela The Non Stop Recors e Jigsaw Records entre outros. Como os trabalhos representam anos diferentes você encontra guitarras mais presentes, como 'Like A Dream' e 'The Love We Could've Had' (uma pequena pérola), momentos mais obscuros como 'Honey, I Need You', 'All That I Now' e 'She's Gonna Make Me Cry', e é claro os momentos mais alegres, como a clássica 'Hey, Hey, Girl'. Uma leitura de uma banda fundamental, obrigatório.
REVERIE SOUND REVUE "Reverie Sound Revue EP" (2003)

01 "Walking Around Waiting Downtown" (2:46)
02 "It's All the Same" (4:23)
03 "Rip the Universe" (4:20)
04 "Passes & Passports" (3:52)
02 "It's All the Same" (4:23)
03 "Rip the Universe" (4:20)
04 "Passes & Passports" (3:52)
05 "The A.M." (2:59)
06 "One Marathon" (5:02)
07 "Cascade" (5:13)
08 "In The New" (4:58)
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Referências: Banda canadense de Calgary, Alberta. Indie-Rock, Eletrônico, New Wave. Mais uma banda bacana vinda do Canadá, as terras sonoras mais férteis nos últimos anos. E como não poderia deixar de ser o Reverie Sound Revue tem na sua formação alguém com passagem pelo combo Broken Social Scene, isso parece lei pelo Canadá, a belíssima Lisa Lobsinger. E o som do Broken Social Scene é também uma das principais referências por aqui, ao lado de Stereolab. Acompanham Lisa nesse espetacular EP, Patrick Walls, Marc De Pape, Bryce Gracey e John-Marcel de Waal. "Reverie Sound Revue EP" é o debut da banda, lançado pela Boompa Records, e é uma audição obrigatória e urgente, se ainda não ouviu perca 33 minutos do seu tempo e presenteie seus ouvidos. Esse ano, em Junho, a banda lançou seu primeiro disco cheio, também batizado de "Reverie Sound Revue", pela Boompa Records. A sequência inicial com 'Walking Around Waiting Downtown', 'It's All the Same' e 'Rip the Universe' é deliciosa. Grande disco, doce e preciso.
domingo, 13 de setembro de 2009
ELEMENTAL GAZE "Let Me Erase You" (2008)

01 To Leave After The Memories Are Full (4:02)
02 Unperfect Sky (3:54)
03 Behind The Window I See (4:26)
04 Running Away, Lost In Three Way Conversation (5:56)
05 Let Me Erase You (3:58)
06 Love Your Love, Death Your Love (5:36)
07 We Cannot Create Ourselves For Someone We Love (5:13)
08 Unperfect Sky Without Your Smile (5:23)
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Referências: Banda de Bandung, West Java, Indonésia. Indie-Rock, Shoegazer, Experimental, Eletrônica. Mais uma banda da Indonésia por aqui (os prediletíssimos Jellybelly, Astrolab, Ansaphone e outros já tinham aparecido), digamos que o Elemental Gaze vai engrossar a lista dos prediletos, afinal "Let Me Erase You" é ótimo, cheio de referências de bandas como Chapterhouse, Cocteau Twins, My Bloody Valentine e Album Leaf. A banda teve mão certeira em músicas como 'Let Me Erase You', 'To Leave After The Memories Are Full' e 'Unperfect Sky', ótimas. A banda, uma dupla, é formada por Lutfi Kurniadi e Bilfian Sugiana. "Let Me Erase You", lançado pela japonesa Xtal Records, é o debut da banda. Antes tinham lançado apenas o EP "We Cannot Create Ourselves For Someone We Love", em 2006, além de ter participado das coletâneas "Half Dreaming" (Quince Records, 2008) e "First Impression" (Invasi Records, 2008). Ótimo disco, uma viagem.
SWIRLIES "They Spent Their Wild Youthful Days in the Glittering World of the Salons" (1996)

1. French Radio (0:18)
2. In Harmony New Found Freedom (5:47)
3. No Identifier (1:44)
4. Sounds Of Sebring (4:21)
5. San Cristobal De Las Casas (4:22)
6. You Can't Be Told It, You Must Behold It. (2:22)
7. Pony (3:15)
8. Do Any Of You Know Anything About Love? (0:34)
9. Two Girls Kissing (6:03)
10. Sterling Moss (3:44)
11. Boys, Protect Yourself From Aliens (0:57)
12. Sunn (5:59)
13. The Vehicle Is Invisible (5:12)
14. French Outro (2:41)
13. The Vehicle Is Invisible (5:12)
14. French Outro (2:41)
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Referências: Banda americana de Boston, Massachusetts. Indie-Rock, Noise, Shoegazer. Mais um ícone do Rock Alternativo americano dos anos 1990. O Swirlies surgiu exatamente em 1990, destilando influências de My Bloody Valentine, Dinosaur Jr., Sonic Youth e Pixies aos quatro ventos, um primor. Não se ouve todos os dias músicas como 'Pony', 'Two Girs Kissing' 'In Harmony New Found Freedon' e 'Sounds Of Sebring', o que faz desse "They Spent Their Wild Youthful Days in the Glittering World of the Salons", segundo disco do Swirlies lançado pela Taang! Records, um disco fundamental em sua coleção. Antes tinham lançado, também pela Taang! Records, "Blonder Tongue Audio Baton", em 1993 (link do The Blog That Celebrates Itself), nessa altura os EPs "What to Do About Them compilation"(1992), "Brokedick Car" (1994) e "Sneaky Flutes" (1996) completavam a discografia da banda, que aumentou depois. Além das referências já citadas você nota algo que lembra Stereolab. Antes do fim ainda tem a fabulosa 'Sunn'. Um discaço com ar de clássico eterno, pelo menos pra alguns.
VIOLETA DE OUTONO "Mulher Na Montanha" (1999)

01 Mulher na Montanha (4:04)
02 Lírio de Vidro (2:53)
03 Outro Lado (3:07)
04 Total Silêncio (2:33)
05 Lágrimas do Dragão (4:57)
06 Creme Gelado Desculpe (4:34)
07 Espelhos Planos (3:19)
08 Duna (6:23)
09 Flutuando (3:23)
10 Sonho (3:47)
11 Terra Distante (3:17)
12 Ilusão (3:07)
13 Trópico (4:13)
14 Reflexos da Noite (6:43)
15 Astronomy Dominé (3:55)
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Referências: Banda da cidade de São Paulo. Rock, Psicodelismo, Progressivo. Claudio Souza (bateria), Fabio Golfetti (guitarra e vocal) e Angelo Pastorello (baixo) são ícones do nosso underground, sempre cultuados por uma minoria (como nós), mesmo nos anos 1980 quando o Rock era moda o Violeta de Outono circulava por caminhos mais tortuosos e esquecidos. Durante a audição de cara surgem as influências, o Violeta é o nosso Echo & The Bunnymen, nosso Pink Floyd. Ouvir em sequência os primorosos "Violeta de Outono" (1987), "Em Toda Parte" (1989) e "Mulher na Montanha" (1999) é experiência única, poucas vezes o rock nacional atingiu tal perfeição. "Mulher na Montanha" é o quarto disco da banda e conta de cara com três petardos, 'Mulher na Montanha', 'Lírio de Vidro' e 'Outro Lado', que seriam lançadas inicialmente como Single, mas que só ganharam forma mesmo nesse disco cheio. O disco conta ainda com uma versão, tão lisérgica e ácida quanto a original, de 'Astronomy Domine', do Pink Floyd. Mais um disco brilhante e obrigatório do trio paulistano.
sábado, 12 de setembro de 2009
THEN "Dreams, Tapes, Hopes & Razorblades EP" & "Happy Cloud EP" (2007/2008)
"Dreams, Tapes, Hopes & Razorblades EP"01 Freefall (3:55)
02 Arianne (5:57)
03 Cutting Veins (5:02)
04 In A Spiral (5:30)
05 Fool (3:10)
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"Happy Cloud EP"
01 Stranger Than Fiction (3:28)
02 Afterglow (2:38)
03 Oblivion 2 (5:02)
04 Losing My Mind (6:03)
05 Anorak City (2:21)
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Referências: Banda formada pelos encontros da vida, mais precisamente na Espanha, base da dupla. Marc é de Terrassa, Barcelona, e Соња de Skopje, capital da Macedônia. O som, o que realmente importa, é o seguinte, bem simples: Shoegazer+Shoegazer+Shoegazer. Pois é, as bandas espanholas tem feito barulho por aqui, visto a passagem devastadora do Moments Shoegaze. A audição desses dois EPs dos espanhóis é uma viagem no tempo, mais precisamente pra Londres (fim dos 80 e início dos 90) incendiada por Stone Roses, Ride, Lush, Charlatans, Chapterhouse, Blur, Another Sunny Day (os dois últimos com releituras por aqui, o Blur com a ótima versão pra 'Fool' no EP "Dreams, Tapes, Hopes & Hazorblades" e o Another Sunny Day relido com a sublime 'Anorak City', no EP "Happy Cloud") e mais um monte de gente. É gritante a influência dessas bandas no som do Then, ecos de Ride o tempo inteiro rodeiam os dois EPs (encontrados em um único arquivo). Se em "Dreams, Tapes, Hopes & Razorblades EP" o Then é mais cadenciado, algo mais espacial, em "Happy Cloud EP" (o meu preferido) a banda soa mais urgente, com guitarras mais presentes e agudas. Dois petardos Shoegazer perdidos pelo velho mundo, audições obrigatórias.
THE FAKES "I Know You Are Smiling Because You Are Asleep" (2008)

01 Always The Last To Know (4:48)
02 Be Still (4:18)
03 Brittle (4:26)
04 Happy (3:42)
05 I Hate January (1:56)
06 Interlude (3:56)
07 A Minutes Notice (2:37)
08 More Than You Know (4:16)
09 On Second Thought (3:37)
10 Radio (4:05)
11 Say Anything (4:52)
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Referências: Banda de Melbourne, Australia. Indie-Rock, Shoegazer, Dreampop. Slowdive e Mazzy Star são as maiores referências desse fantástico "I Know You Are Smiling Becase You Are Asleep", você nota a acidez das canções, por mais que os vocais de Juliarna Cleal façam o disco circular por algo mais ambiental/slowcore, um luxo. Não espere algo urgente como seus conterrâneos do The Sunday Reeds, com quem dividiram palcos pela Austrália no último mês, aqui a melancolia e a suavidade são mais exploradas, Cocteau Twins e Mojave 3 também circulam pela fonte australiana. Pete Bouwman (baixo) Jase McCormick (guitarras), Caz Gannell (celo) e Ben Mctamney (bateria) completam o The Fakes ao lado da fofa Juliarna Cleal. "I Know You Are Smiling Because You Are Asleep" foi lançado pela Sublime Exile Recordings (essa versão postada é japonesa, lançada pela Happy Prince Records). Algumas audições tornam-se rapidamente obrigatórias, como 'Brittle', 'Be Still' (que sempre rola umas três vezes de tão boa) e 'Happy', a essa altura você já está flutuando. Um tipo de disco que não será tão falado, mas que aos meus ouvidos soa como obrigatório.
V/A "Don't Stop Now: Um Tributo Ao Guided By Voices" (2009)

1. Carpete Florido - Surgical Focus (RJ)
2. Sabiá Sensível- June Salutes You! (PE)
5. Monodecks - Weedking (PE)
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Referências: O texto a seguir foi enviado pelo Lê Almeida, da Transfusão Noise Records. No site da gravadora você pode, além de fazer o download desse mesmo disco, conferir uma série de coisas bacanas lançadas por eles. Algumas bandas desse tributo ao Guided By Voices já tinham pintado por aqui. Confira "Don't Stop Now", uma aula Lo-Fi. Imperdível.
"(...)Cativar um certo número de pessoas é uma tarefa possível para qualquer artista. Por outro lado, gerar 100% de empatia e identificação não é para qualquer um. A descoberta de que determinado disco — cuja música por si só já bastaria — não apenas foi gravado em casa, com recursos simples e acessíveis, mas também em clima de prazer e despretensão, traz em si a melhor de todas as mensagens: eu faço e você também pode fazer. Foi exatamente dessa descoberta que nasceu a Transfusão Noise Records. Para a Transfusão, o Guided By Voices é a referência maior em se tratando de banda de roque. Nada mais justo, então, que uma homenagem. Don´t Stop Now é o primeiro tributo brasileiro à banda, e conta com 31 grupos, de dez estados do país, tocando pérolas do rock independente norte americano como “Motor Away”, “Game of Pricks”, “Teenage FBI” e “Quality of Armor”, entre muitas outras. O disco recebeu a bênção do mestre Robert Pollard, vocalista do GBV. Seguem abaixo breves comentários sobre algumas das faixas que entraram em Don’t Stop Now."
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
THE NIGHTBLOOMS "The Nightblooms" (1992)

01 59#01 (3:32)
02 Slowly Rising (3:29)
03 Butterfly Girl (8:02)
04 Sisters (1:590
05 Blue Marbles (3:13)
06 59#02 (2:47)
07 Starcatcher (2:42)
08 Panicle (2:56)
09 Thousand Years (5:27)
10 He's Dead (2:39)
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Referências: Banda holandesa de Deventer. Indie-Rock, Shoegazer. A combinação dos holandeses era perfeita, um vocal que lembra Stereolab se soma a uma atmosfera de bandas como Black Tambourine e Lush, pra finalizar guitarras de My Bloody Valentine, sem as microfonias mais agudas, mas com um ritmo maravilhoso. A audição de "The Nightblooms", debut dos holandeses lançado pela Fierce Records, é sempre intensa. Ouça de cara 'Starcatcher' (um dos singles do disco, a tensa 'Butterfly Girl' foi também), 'Panicle' e 'A Thousand Yeras', clássicos absolutos do Shoegazer (o disco beira a perfeição, dez músicas do mesmo nível). Ares britânicos, do início dos 1990, sempre pairaram sobre o The Nightblooms, que além desse disco lançou "24 Days at Catastrophe Café", também pela Fierce Records, no ano seguinte (uma série de Singles e o EP "Spawning Monsters" marcam a discografia dos holandeses). Formam a banda, Esther Sprikkelman (vocal), Harry Otten (guitarra), Petra van Tongeren (baixo) e Leon Morselt (bateria). Esther desde já é uma das musas desse espaço, uma das vozes mais bacanas a circular por aqui. Um disco com carimbo de Obrigatório.
MOMENTS SHOEGAZE "L'Équilibriste EP" (2007)

01 Com Un Puny (3:50)
02 Com Fa Uns Anys (2:32)
03 Maniquins (3:57)
04 Escapar (3:37)
05 Inventar-me Um Adéu (4:28)
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Referências: Banda da cidade de Mallorca, Espanha. Shoegazer, Shoegazer, Shoegazer. Ok, o pessoal do Moments Shoegaze (outro nome que por si só já dá vontade de ouvir o som) deve ter feito esse disco depois de umas 15 audições sem intervalo de "Loveless" do My Bloody Valentine, e isso não é uma crítica nem demértio (as referências são bem diretas), pelo contrário, "L'Équilibriste" é um EP fantástico perdido pelo mundo, um pecado e um achado ruidoso. Comece seu deleite pelo fim, 'Inventar-me Um Adéu' é um espanto, tudo está ali, microfonias, vocais abafados, feedbacks, pedais e sintetizadores, absolutamente perfeita. Daí pra frente é só alegria, a imagem de Kevin Shields chega a se desenhar ao som de 'Maniquins', outra perfeição, assim como 'Con Fa Uns Anys'. Pode ir fundo pois o EP é isso tudo mesmo, mais que obrigatório. O Moments Shoegazer só lançou esse registro, depois a banda se separou e um novo projeto batizado com o nome dessa pérola sonora surgiu, bem menos noise que os espanhóis foram em "L'Équilibriste" (desde já uma obra-prima Shoegazer), que abre com a destruidora 'Com Un Pony'. Fundamental.
THE DISTORTIONS "Machines At Night" (2007)
02 A Beautiful Universe That Would Just As Soon Swallow Us Up (6:45)
03 Galaxies Rearranging (4:07)
04 We Will Knock the Spirits On Their Heels (4:20)
05 You Live a Hard Life (2:34)
06 This Place Doesn't Have the Balls to Kill Me (3:56)
07 Leadfoot (4:53)
08 Quiet Moment At the Factory (6:36)
09 Spare Change For the Wretched (3:45)
10 Waiting For the Searchlights to Come (6:43)
03 Galaxies Rearranging (4:07)
04 We Will Knock the Spirits On Their Heels (4:20)
05 You Live a Hard Life (2:34)
06 This Place Doesn't Have the Balls to Kill Me (3:56)
07 Leadfoot (4:53)
08 Quiet Moment At the Factory (6:36)
09 Spare Change For the Wretched (3:45)
10 Waiting For the Searchlights to Come (6:43)
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Referências: Banda americana de Los Angeles, California. Indie-Rock, Shoegazer, Pós-Punk. Prepare-se para um discaço, clima urgente (não em pique), guitarras agudas em alguns poucos momentos (na maior parte partindo pro lado hipnótico, transe sonoro) e ritmo Slowcore em outros, tudo isso em 10 pepitas melódicas e quase grudentas. As referências ficam em um Velvet Underground recheado com Jesus And Mary Chain (mais pra fase "Darklands"), Ride e Black Rebel Motorcycle Club, ouça a simples e adorável 'This Place Doesn't Have The Balls To Kill Me', o mesmo clima continua em 'Leadfoot', a melhor do disco (aqui a fase "Stoned & Dethroned" dos irmão Reid fica mais evidente, pop beirando a acidez, assim como em 'Quiet Moment At The Factory'). Formam o The Distortions, F. (vocal, baixo), Heath Cooley (bateria) e Justin Lomery (guitarra, vocal). Nesse ótimo "Machines At Night", lançado pela Blank Recordings, os Distortions dá sempre um ar de decolagem no ritmo e na altura das guitarras, mas logo depois desistem, a calamaria e as repetições são mais encantadoras por aqui.
SONNET LVIII "Treasure Heaven" (2008)

01 Treasure Heaven (4:55)
02 Seagull Drive (3:43)
03 Hands (3:27)
04 Weary (3:28)
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Referência: Banda de Manila, nas Filipinas. Shoegazer, Dreampop, Indie-Rock. Esse EP dos filipinos do Sonnet LVIII é uma prévia do debut cheio da banda que veio logo depois, "Brighter Than The Sun", uma espécie de entrada (todas as músicas do EP estão no disco). O clima aqui é desenhado por gente como My Bloody Valentine, Pale Saints, Adorable, Cocteau Twins, The Telescopes, The Jesus And Mary Chain, Chapterhouse, Slowdive e outros, a abertura desse EP, com a faixa título 'Treasure Heaven' é um absurdo, além das já citadas, as principais imagens ficam por conta de Ride e Charlatans, um EP fulminate, pra botar pra rodar e em menos de 15 minutos querer repetir, 'Seagull Drive' já passou e você já está dançando com 'Hands' (que chupa 'Reverence' descaradamente). Formado por Gonz Alfonso, Rhon Cajayon, Dale Marquez, Romel Cajayon, Elmer Macaraig e Nelson, o Sonnet já tem conexões com a América, mais notícias virão em breve. Grande registro, 4 petardos.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
DO THE ROBOT "First Names" (2009)

01 Europe (4:33)
02 Grandmothers Bicycle (6:36)
03 Parade (3:40)
04 Just The Six (5:44)
05 Mountain (4:20)
06 Moon In The Sky (4:30)
07 Never Knew (3:24)
08 Birthday (4:23)
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Referências: "Banda australiana de Brisbane, Queensland. Indie-Rock, Shoegazer, com ecos eletrônicos a la Stereolab e Album Leaf, um luxo, disco que te deixa encantado logo na primeira audição. Formados em 2007 por Sera Mucha (vocais), Matthew Deasy (guitarras) e Derrin Cason (bateria) o Do The Robot é diretamente influenciado pelo pop inglês do fim dos anos 1980, aquela turminha da Sarah Records, House Of Love e afins, apesar de termos mais guitarras e experimentos por aqui, tudo embalado pelo vocal angelical de Sera Mucha (...)" Foi assim que descrevi "Amp On Fire", o brilhante debut dos australianos do Do The Robot lançado pela Valve Records, uma das audições mais fantásticas dos últimos anos, o Amor Louco virou fã incondicional de Sera e sua turma imediatamente. Conheci o Do The Robot na "festinha" de um ano do Amor Louco, estava sentado tomando uma cerveja quando Miguel diz: "Escuta isso cara!", o resto é história. Em "First Names", segundo disco da banda lançado pela RR Records, a desorientação sonora promovida pela banda continua. "First Names" ainda está fresco em meus ouvidos, além de vir depois de "Amp On Fire" (um dos discos dessa década), mas já é obrigatório fácil fácil, é só ouvir as fantásticas 'Parade', 'Mountain' e 'Europe'. Em breve o primeiro registro de demos e out takes pinta por aqui. Mais que fundamental.
ANILORE "Still Awake" (2006)

01 Something Always Shines (4:46)
02 Imagine You (6:23)
03 More (6:03)
04 World Ends (4:34)
05 Soiled Son (3:46)
06 The Heavy Song (4:47)
07 Movement (4:21)
08 Octavia (3:35)
09 Black Halo (4:19)
10 Absence (4:03)
11 DMYH (7:44)
12 Showers Of Happiness (2:49)
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Download
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Referências: Banda americana de New York. Shoegazer, Dreampop, Pós-Punk. Aperte os cintos antes de embaracar em "Still Awake", disco gravado pelo Anilore em 1996 e remasterizado, depois de um culto silencioso formado por muita gente, em 2006. Altíssimas doses de Joy Division, Jesus & Mary Chain, The Cure, My Bloody Valentine, New Order e Red House Painters são encontradas nesse clássico perdido. Formam a banda, Andy Cheng, Michael Worsa e Andrew Malenda. Vocais que lembram Liz Fraser enterrados em ruídos que lembram Kevin Shields formam um disco escuro como uma canção de Robert Smith, o disco vai te sugando a cada canção que passa, a sequência inicial de 'Something Always Shadow', 'Imagine You', 'More' e 'World Ends' é simplesmente fabulosa e impactante um pano de fundo pra brilhante 'Soiled Son', Shoegazer em estado bruto tocando em um quarto escuro. E mais, tudo isso em uma embalagem quase caseira, capinha de papel dentro de um plástico e nenhum encarte ou informação, só tracklist e endereço no Myspace, o que é claro aumenta a nossa adoração e imaginação sobre maiores detalhes do Anilore. Obrigatório.
MIDSUMMER "Moon Shadow" (2002)
02 Untitled (7:26)
03 Untitled (9:12)
04 Untitled (7:55)
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Referências: Banda americana de Whittier, California. Indie-Rock, Post-Rock, Experimental. Os vocais e as atmosferas experimentais a principio lembram Radiohead, o ritmo cadenciado e cíclico das melodias lembra Mogwai, é exatamente nesse meio termo que se forma esse disco dos californianos do Midsummer. Formam a banda, Ryan Pue (guitarra, vocal), Jay Sengstock (paixo, piano), Dale Bryson (guitarra, vocal, teclados) e Steve Elkins (bateria), cada um responsável por uma das belíssimas canções desse intenso/melancólico/misterioso "Moon Shadow", evidenciado de cara na ausência de nome nas músicas. A velocidade fica em um slowcore típico de bandas como Low, um primor, canções longas e arrebatadoras, todas elas. "Moon Shadow", lançado de forma independente, é o debut da bada. No mesmo ano lançaram um Split com a banda Coastal, "This Ageless Night" pela Sun Sea Sky Productions e em 2007 lançaram o também ótimo "Driftwood". Um encontro entre beleza e tristeza, grande disco.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
LABORATORY NOISE "Hope Is A Waking Dream" (2007)

01 Here She Is Evergreen (4:38)
02 Realisation (5:30)
03 Let's Talk about Psychosis (2:39)
04 You Created A Storm (4:36)
05 You Can Never Get Inside Someone Else's Head (3:32)
02 Realisation (5:30)
03 Let's Talk about Psychosis (2:39)
04 You Created A Storm (4:36)
05 You Can Never Get Inside Someone Else's Head (3:32)
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Referências: Banda inglesa de Bradford. Indie-Rock, Shoegazer, Psicodelia, Post-Rock. Já pelo nome os ingleses saem com a partida ganha, Laboratory Noise (fantástico). Não só pelo nome, ouça esse EP e entenda, de cara 'Here She Is Evergreen' (Ride aos montes) e 'Realisation' são espetaculares. Guitarras, microfonia, vocal melódico, sintetizadores e tudo mais, viciante na primeira audição. Formados em 2005 por Paul McNulty (guitarras, vocais), Paul Griffin (guitarras), Ben Cleverley (guitarras), Adam Watson (sintetizadores), Andy Ramsden (bateria), Dom Sheard (baixo) e Kerry Ramsay (vocais, percussão), o Laboratory Noise despeja Spacemen 3, Slowdive, Velvet Underground, Sonic Youth, Jesus & Mary Chain e mais um monte de coisas em nossos ouvidos, como um coquetel ácido, ruidoso, melódico e alto. O EP "Hope Is A Waking Dream" foi o debut da banda, lançado pela Recurring Accident Limited, curto e diretíssimo. 'You Created A Storm' é fantástica, irmãos Reid no talo. Esse ano lançaram seu primeiro disco cheio, "'When Sound Generates Light", também pela Recurring Accident Limited. Um som obrigatório já no primeiro EP.
HOT ZEX "Album (7 Lovesongs And A Track About The Daily Routine Of An Airport)" (2003)

01 Skylab Sounds (3:55)
02 Around You (2:41)
03 Outside (5:00)
04 She Could Make Thing Perfect (4:48)
05 Planets (3:32)
06 40 Miles (3:39)
07 30 Minutes Delay (3:36)
08 Feel The Light (6:59)
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Referências: Banda de Novosibirsk, Rússia. Indie-Rock, Shoegazer, Noise. É uma grande surpresa a quantidade de influências bacanas no som dos russos do Hot Zex, as referências circulam por Stereolab, My Blood Valentine, Stone Roses e Teenage Fanclub, a audição de "Album (7 Lovesongs And A Track About The Daily Routine Of An Airport)" é mágica, daqueles discos que grudam na sua cabeça e ficam por horas, além de todas as experiências o som tem fortíssimo apelo pop. Formados por Vladimir Komarov (vocal, guitarra), Alex Bogdan (baixo, vocal) e Konstantin Nikonov (bateria), o Hot Zex já tinha lançado dois discos anteriores a esse ótimo "Album (7 Lovesongs...)", "Sugarbabies" (1995) e "Velvety/Dual" (1997), ambos pela MC Records. A clássica 'Skylab Sounds' já vale o disco, perfeita pra qualquer festa, pra ouvir alto e pular pela casa, o mesmo com 'Around You', já 'Outside' é puro Jesus fase "Automatic", bom demais. O último lançamento da banda foi "Standby" (2009), também pela Northern Star Records. Grande disco.
ASK FOR JOY "Endless Space Unfurled EP" (2007)
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Referências: "Banda americana de Austin, Texas. Indie-Rock, Shoegazer. Antes de ler qualquer palavra aqui sobre esse EP dos texanos (na verdade "o texano"), escute a espetacular e desde já predileta 'Swoon', 7:39 de pura perfeição entre todos os elementos, formando uma das mais encantadoras músicas que já passaram por aqui (...) Aaron Rossetto é o único homem por trás do Ask For Joy e consegue sozinho unir os ruídos de My Bloody Valentine com a calma melancólica de um Slowdive. "Swoon" é o primeiro EP lançado por Aaron, via Infinitely Recursive Records, por onde também sairam "Endless Space Unfurled EP" (2007) e "Life In A Coma" (2009). Gaste quase 25 minutos de seu tempo e ouça essa preciosidade (...)" Esse era o panorama do EP "Swoon" (2005) do Ask For Joy, prediletíssimo por aqui. O culto sobre a banda continua, agora com o segundo EP deles, o espetacular "Endless Space Unfurled EP", Infinitely Recursive Records. É impressionante a qualidade sublime dos EPs do Ask For Joy, um elo perfeito entre o Dreampop e Shoegazer, acompanhado de uma melancolia mágica. O terceiro e mais recente EP, "Life In A Coma" (2009) você encontra no queridíssimo The Blog That Celebrates Itself. A perfeição atingida em 5 músicas. Fundamental.
ALL IN THE GOLDEN AFTERNOON "Self Titled" (2008)

01. Garden of Live Flowers (0:47)
02. All in the Golden Afternoon (2:20)
03. Anymore Anyway (2:52)
02. All in the Golden Afternoon (2:20)
03. Anymore Anyway (2:52)
04. Sunshine is Fine (3:42)
05. Future Faster Now (1:51)
06. The Lion and the Unicorn (0:26)
05. Future Faster Now (1:51)
06. The Lion and the Unicorn (0:26)
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Referências: Banda americana de Austin, Texas. Indie-Rock, Experimental, Psicodélico. O som do All In The Golden Afternoon é uma viagem, cheio de efeitos, repetições, vocais afetados e eletronices. 'Future Faster Now' rápido vira preferida, ruídos, batidas e caos ditam o ritmo dessa pequena pérola pop. A acidez explícita começa com a lisérgica 'Garden Of Live Flowers' e continua com a fantástica 'All In Golden Afternoon', aqui você percebe que a viagem só tinha bilhete de ida, um mantra psicodélico dos mais instigantes, definitivamente a cidade de Austin se desenha como uma das mecas modernas da boa música. "All In Golden Afternoon" é o debut dos texanos, lançado pela Mind Expansion. Quando 'Anymore Anyway' está rodando você percebe que Rachel (Experimental Aircraft, Eau Claire, The Static Silence) e Carlos (ex-Polyphonic Spree, The Shells) beberam na fonte de gente como Spacemen 3, Telescopes e Spectrum, fato que continua na lindaça 'Sunshine Is Fine'. Obrigatório, mas se segure na cadeira pra não flutuar.
THE STRATFORD 4 "The Revolt Against Tired Noises" (2002)

01. Rebecca
02. All Mistakes Are Mine
03. Hydroplane
04. All The Fading Stars
05. Window Open
06. Displacer
07. Autopilot
08. All That Damage
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Referências: Banda americana de San Francisco, California. Indie-Rock, Shoegazer, Lo-Fi. Esse disco do The Stratford 4 será um de seus preferidos em segundos, pelo menos comigo foi assim, audição obrigatória, rápida e deliciosa. Exatamente como a banda mesmo diz, um encontro de Black Rabel Motorcycle Club (com conexões na formação da banda), Velvet Underground, My Bloody Valentine e Yo La Tengo, pode acreditar é espetacular. Quando 'Rebecca' está rodando o mundo parece parar por instantes, depois as guitarras entram em 'All Mistakes Are Mine' e 'Hydroplane'. Os ares hipnóticos voltam na lentona 'All The Fading Stars'. Chris Streng (vocais, guitarra), Jake Hosek (guitarra), Andrea Caturegli (bateria) e Sheetal Singh (baixo) formam a banda. Antes tinham lançado "The Esp EP" (1999), "The Revolt Against Tired Noises EP" (2000) e "This Could Be Heaven EP" (2001), todos de forma independente. Essa pérola e o lançamento seguinte, "Love & Distortion" (2003) sairam pela Jetset Records. 'Displacer' é alta e ótima, já 'All That Demage' tem clima de "Darklands". Ótimo disco.
YOURSELF AND THE AIR "Friend Of All Breeds" (2009)

01. Heart Strings (2:47)
02. So You’ve Come to Mingle (4:21)
03. All the Ways (4:03)
04. Less Is Less (5:41)
05. My Friends Are in Love with a Feeling (4:09)
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Referências: Banda americana de Chicago, Illinois. Indie-Rock, Experimental. Imagina um encontro entre At The Drive-In (sem a violência deste, mais pelos vocais), Flaming Lips e Modest Mouse, pois bem essas são as maiores influências no som dos americanos do Yourself And The Air. Formados por Erick Crosby, James David, Drew Rasmussen, Jeff Papendorf e Nicholas Sinclair a banda faz um som dançante e urgente, os vocais berrados em 'So You've Come To Mingle' também lembram imediatamente Frank Black e sua turma. 'All The Ways' tem um ar mais maduro, coeso e hipnótico, a melhor do disco. O EP "Friend Of All Breeds" é o terceiro lançamento da banda, antes tinham lançado "Hola mi Cielo" (2006) e "Cold Outside Brings Heavy Thoughts to Think" (2007). 'Less Is Less' segue a mesma linha, o ar festivo do início do EP ganha tons mais energéticos e densos nas ótimas 'All The Ways' e 'Less Is Less'. Grande registro.
HALF STRING "Tripped Up Breathing" (1994)

01 Evergreen (3:57)
02 Quiet Like Seeds (4:21)
03 Slipknot (4:37)
04 Brief As Photographs (2:58)
05 * (0:46)
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Referências: Banda americana do Arizona. Indie-Rock, Shoegazer, Dreampop. Som tipicamente inglês, influências diretas de Ride, Chapaterhouse e Pale Saints, uma preciosidade, basta ouvir a fantástica 'Quiet Like Seeds'. Formados por Tim Patterson (baixo), Kimber Lanning (bateria), Matt Krause (guitarra) e Brandon Capps (vocal, guitarra) o Half String já tinha lançado o ótimo "Eclipse*Oval*Hue" (1993), pela Independent Project Records (casa de gente bem legal como, Stereolab, For Against, Camper Van Beethoven e o Scenic, banda criada pós Half String). O quente Arizona não afetou a frieza da banda, em alguns momentos ecoando Cocteau Twins aos quatros cantos, 'Slipknot' deixa isso mais claro. O EP "Tripped Up Breathing", também lançado pela Independent Project Records, tem ar de clássico imediato. 'Brief As Photographs' é lindaça, Shoegazer em estado bruto. Ouça também "A Fascination With Heights" de 1996. Fundamental.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
INTERNATIONAL JETSETTERS "Heart Is Black" (2008)
02 Inside Yourself (3:20)
03 Never Slows Down (4:22)
04 My Redemption (2:590
05 Heart Is Black (3:20)
06 Never Slows Down (Demo Version) (3:42)
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Referências: Banda inglesa de Oxford. Indie-Rock, Shoegazer, Noise. O que temos aqui é coisa fina, artigo de luxo, só pela formação você já espera algo bom, afinal os membros do International Jetsetters já circularam por Jesus And Mary Chain e Ride, só isso. Pois é, um EP curto e grosso com efeito devastador, em todos os sentidos, tanto nos ruídos como na melancolia. A banda se formou em 2007 e conta em sua formação com Bert Audubert (Baixo), Loz Colbert (Bateria) - Mark Crozer (Guitarra, Vocais), Paul Crozer (Guitarra), Fiona McFall (Vocais) e Stevie Coe (Piano). "Heart Is Black" é o único lançamento dos Jetsetters, feito pela Planting Seeds Records. As referências além dos irmãos Reid e dos reis de Oxford ficam por conta de The Wedding Present, Velvet Underground e Spacemen 3. 'Inside Out' e 'Inside Yourself, as mais noise, 'Never Slows Down', 'My Redemption' e 'Heart Is Black', as mais sombrias, são preciosas e indispensáveis. Discaço com gosto de quero mais, aguardemos.
ECHO AND THE BUNNYMEN "Crocodiles" (1980)

01 "Going Up" – 3:57
02 "Do It Clean" – 2:44
03 "Stars Are Stars" – 2:45
04 "Pride" – 2:41
05 "Monkeys" – 2:49
06 "Crocodiles" – 2:38
07 "Rescue" – 4:26
08 "Villiers Terrace" – 2:44
09 "Read It in Books" – 2:31
10 "Pictures on My Wall" – 2:52
11 "All That Jazz" – 2:43
12 "Happy Death Men" – 4:56
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Referências: Banda inglesa de Liverpool. Pós-Punk. Esse é só o melhor disco do Echo & The Bunnymen, considere que os quatro primeiros discos do Echo são perfeitos, todos notas 10, aí você terá a noção do que esse "Crocodiles" representa pra mim (esse tracklist é da versão K7 britânica), TOP 10 fácil, sem grandes esforços. 'Going Up', 'Do It Clean', 'Stars Are Stars', 'Villiers Terrace', 'Pictures On My Wall' e 'Happy Death Men', uma sequência absurda de clássicos, músicas simplesmente perfeitas, os vocais de Ian McCulloch estavam preciosos, assim como o resto da banda, Will Sergeant (guitarra), Les Pattinson (baixo) e Pete de Freitas (bateria). Já tinham aparecido aqui com o segundo disco deles, o não muito falado porém maravilhoso "Heaven Up Here", de 1981. Lembro que quando conheci o Echo (já com a banda finada) eles ficaram sendo por um bom tempo a minha banda preferida. "Crocodiles" (uma das capas mais tristes da história), "Porcupine" e "Ocean Rain" gastaram de tanto tocar. Não tem mais o que dizer, só: O-B-R-I-G-A-T-Ó-R-I-O!!!
SMOG "A River Ain't Too Much To Love" (2005)

01 "Palimpsest" – 2:52
02 "Say Valley Maker" – 5:10
03 "The Well" – 7:00
04 "Rock Bottom Riser" – 5:44
05 "I Feel Like the Mother of the World" – 3:09
06 "In the Pines" – 5:12
07 "Drinking at the Dam" – 4:07
08 "Running the Loping" – 6:55
09 "I'm New Here" – 3:59
10 "Let Me See the Colts" – 6:39
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Referências: Banda Americana de Silver Spring, Maryland. Indie-Rock, Lo-Fi, Alt-Country. Os discos do Smog são sempre assim, melancolia e delicadeza em grau altíssimo, a voz de Bill Callahan combina perfeitamente com a calma do violão dedilhado, uma espécie de encontro entre Billy Bragg, pela estética proposta, com Lambchop, esse mais pela sonoridade (aqui bem mais simples, mas de inevitável lembrança). O Smog se resume a figura de Bill Callahan, uma espécie de ícone alternativo americano, ele contou nesse ótimo “A River Ain't Too Much to Love” com a participação de Connie Lovatt, Jim White, Thor Harris, Travis Weller e Joanna Newsom. Aqui você encontra canções lindíssimas como ‘Say Valley Maker’ (simplesmente espetacular), ‘Rock Bottom Riser’, ‘Palimpsest’ e ‘Drinking At The Dam’, ecos de Neil Young e Tindersticks por todos os cantos. “A River Ain’t Tôo Much To Love” é o décimo primeiro disco do Smog, todos lançados pela clássica Drag City (que já foi lar de Pavement e Flying Saucer Attack, pra citar alguns). Um disco encantador e ótimo.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
THE PRIDS "Until The World Is Beautiful" (2006)

01 The Glow (4:06)
02 Shadow And Shadow (3:50)
03 Let It Go (4:27)
04 Like Hearts (3:46)
05 Back Up Slow (3:55)
06 All That You Want (4:26)
07 Forever Again (2:29)
08 Before We Are (3:10)
09 Infection (3:51)
10 Untitled (3:23)
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Referências: "Banda americana de Portland, Oregon. Indie-Rock, Shoegazer, Pós-Punk. O The Prids é uma das pérolas americanas dessa última década, esse "Love Zero" comprova isso. Com influências que circulam de Jesus & Mary Chain a New Order, passando por Built To Spill (com quem andam tocando em turnê americana), o The Prids é obrigatório, não só pra mim, basta dar uma olhada no myspace dos caras com rasgados elogios de gente do calibre de Henry Rollins, Oliver Ackerman (A Place to Bury Strangers) e Kip Berman (The Pains of Being Pure at Heart), um Shoegazer pra você dançar (com alguns momentos mais darks é verdade). Formam a banda David Fredrickson, Mistina Keith, Joey Maas e Maile Tarries(...)" Assim eu comecei a postagem sobre o debut do The Prids, "Love Zero" de 2003, as referências continuam nesse fantástico "Until The World Is Beautiful", logo de cara tem 'The Glow' e 'Shadow And Shadow', dois petardos urgentes, quando 'Let It Go' está na introdução eu já estou dançando, impossível ficar parado com o The Prids, ouça também a noise 'Back Up Slow'. "Until The World Is Beautiful" é o segundo disco da banda, lançado pela Five03 Records. É questão de segundos pra o The Prids se tornar mais um dos seus prediletos. Obrigatório.
CROCODILES "Summer Of Hate" (2009)

1. Screaming Chrome (0:47)
2. I Wanna Kill (4:35)
3. Soft Skull (In My Room) (2:32)
4. Here Comes The Sky (4:15)
5. Refuse Angels (2:43)
6. Flash Of Light (5:05)
7. Sleeping With The Lord (3:18)
8. Summer of Hate (3:32)
9. Young Drugs (7:12)
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Referências: Banda americana de San Diego, California. Indie-Rock, Shoegazer, Noise. Os irmãos Reid dão as cartas nesse ótimo "Summer Of Hate", cheio de guitarras, microfonias e vocais afetados, um petardo seguido de outro. O Crocodiles é formado por Charles Rowell e Brandon Welchez, responsáveis por canções como 'I Wanna Kill' (a batida é inconfundivelmente "Psychocandy") e 'Soft Skull' (com ecos Pós-Punk, New Wave). "Summer Of Hate" é o debut dos californianos, lançado pela Fat Possum Records. Dois Splits e um Single completam a discografia da banda. O disco é repleto de pérolas noise e ácidas, quase sempre em um ritmo intenso e muitas vezes com forte apelo melódico. A faixa título, 'Summer Of Hate' é uma sinfonia noise espetacular, um início típico de Spacemen 3/Spiritualized e um final apoteótico com todos os instrumentos brigando pra ver qual é mais alto, 'Refuse Angels' também é um fio desencapado em alta tensão. Ótimo disco.
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